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domingo, 25 de novembro de 2012

Sexo é bom para o coração, mesmo após um ataque cardíaco

Muitas pessoas que sofreram com um ataque cardíaco acabam tendo medo de fazer sexo. Mas, segundo especialistas, pacientes com esse tipo de problema no coração podem ficar tranqüilos: o sexo faz bem ao coração, mesmo após um ataque.
 
De acordo com cardiologistas, a probabilidade de uma pessoa morrer por causa de problemas cardíacos durante uma transa é realmente pequena. Mas, mesmo assim, as pessoas têm medo de manter relações.
 
Uma pesquisa revelou que um terço dos homens e 60% das mulheres se abstém de fazer sexo por períodos iguais ou maiores que um ano após sofrerem com um ataque cardíaco.
 
Cardiologistas, no entanto, avisam que morrer durante o sexo por causa da intensidade da relação é coisa de filme. Na vida real isso não é motivo de preocupação – a maioria dos médicos libera seus pacientes para “diversão” assim que eles se sentem bem o suficiente para fazer exercícios moderados.

Como conversar com exercícios não é tão embaraçoso quanto conversar sobre sexo, alguns pacientes se intimidam na hora de perguntar ao seu médico se eles podem retomar sua vida sexual. Normalmente, eles precisam ser encorajados explicitamente pelo médico.
 
Se você está em dúvida, converse com seu médico – boa parte dos homens e mulheres analisados na pesquisa declararam que diminuíram a freqüência das relações sexuais por não receberem informações médicas.
 
Fonte Hypescience

A história da cocaína: de “cura milagrosa” a assassina impiedosa

Conhecendo a cocaína como o que ela é hoje, é difícil acreditar que a substância já foi promovida como uma droga milagrosa, vendida e elogiada por algumas das maiores mentes na história da medicina, incluindo Sigmund Freud e pioneiro cirurgião William Halsted.
 
Segundo o historiador Howard Markel, a cocaína foi promovida até mesmo por Thomas Edison, pela Rainha Vitória e pelo Papa Leão XIII.
 
Em 1884, Sigmund Freud era um jovem médico em Viena, lutando para ganhar a vida e ser mundialmente famoso. Ele só precisava de uma descoberta: e achou que a tivesse encontrado.
 
Ele escreveu sobre a cocaína para sua futura esposa: “Se tudo correr bem, vou escrever um ensaio sobre ela e espero que ganhe seu lugar na terapêutica, ao lado da morfina e superior a ela. Eu tomo pequenas doses regularmente contra a depressão e contra a indigestão, e com o mais brilhante de sucesso”.
 
Foi uma estreia explosiva que ecoaria um século depois, quando a cocaína ressurgiu como um tipo diferente de droga milagrosa: o tipo que poderia ajudá-lo a festar a noite toda, sem efeitos nocivos ou risco de vício.
 
A história nos conta, no entanto, que tal entusiasmo passou, e a explosão deixou destroços de vidas humanas para trás.
 
Freud não foi o primeiro a escrever sobre a cocaína. A droga é derivada da planta de coca, que os nativos da América do Sul mascaram durante séculos e ainda mascam.
 
Em 1880, uma série de empresas teve sucesso em criar uma versão concentrada da planta: cloridrato de cocaína, dezenas a centenas de vezes mais poderoso do que mastigar uma folha de coca.
 
Na década de 1880, a literatura médica consistia em relatos de casos da droga. Médicos escreviam sobre tentativas e erros com pacientes.
 
De acordo com o historiador Markel, Freud devorou esses relatórios e escreveu seu próprio. O resultado, em 1884, foram 70 páginas de homenagem ao pó branco que Freud pensou que podia ser uma cura para o vício da morfina.
 
De alguma forma em seu êxtase, ele mencionou apenas de passagem que a droga poderia também servir como um analgésico tópico potente – forma a qual ainda é usada às vezes.
 
O cirurgião pioneiro William Halsted, na época com 32 anos, já era conhecido em Nova York quando leu o artigo de Freud e foi imediatamente atraído para explorar o uso da cocaína como analgésico.
 
Além de altas taxas de infecção, a cirurgia na década de 1880 era um negócio brutal. Éter e clorofórmio eram usados como anestésicos, mas, de acordo com Markel, médicos e enfermeiros tinham que lutar, literalmente, com o paciente para mantê-lo parado.
 
Buscando um método melhor, Halsted começou a injetar cocaína em seus próprios membros, assim como de amigos, alunos e colegas.
 
Ele de fato descobriu um meio valioso de amortecimento das terminações nervosas, mas a descoberta veio a um preço elevado.
 
Alguns meses depois, quando um paciente entrou na sua sala de operações com uma fratura na perna, o cirurgião estava destroçado física e mentalmente. Markel conta que Halsted estava tão drogado de cocaína que sabia que não poderia operar.
 
Então, tomou um táxi e foi para casa, permanecendo lá durante os próximos sete meses, se drogando. Sem dúvida, diz o historiador, houve muitos viciados como Halsted, mas em grande parte os problemas foram escondidos por uma onda de publicidade positiva.
 
“Havia todo tipo de alegações de saúde sendo feitas”, explica Markel. “Se você tivesse dor de estômago, se estivesse nervoso, se fosse letárgico, se precisasse de energia, se tivesse tuberculose, asma, todos os tipos de coisas; a cocaína curaria o que quer que fosse que você tivesse”.
 
Naquela época, as drogas não estavam presas atrás das paredes das farmácias. A cocaína era vendida em bebidas, pomadas, mesmo margarina. O produto mais popular era um vinho com cocaína desenvolvido por um químico francês. Na imagem no topo deste artigo era vendido como pastilhas para curar dor de dente em crianças.
 
Em Atlanta, um veterano da Guerra Civil chamado John Syth Pemberton criou um vinho parecido. Viciado em morfina depois de sofrer ferimentos de guerra, John estava interessado na cocaína como um tratamento para o vício da morfina.
 
Ele também era um grande homem de negócios. Quando a cidade em que vivia proibiu a venda de álcool, ele inventou uma versão doce, não alcoólica: a Coca-Cola.
 
Na mesma época, em Viena, a saúde do próprio Freud estava se deteriorando devido ao uso de cocaína. Ele sofreu uma arritmia cardíaca grave e bloqueios nasais. Em uma carta de 1896, confessou seu vício e jurou parar.
 
Freud talvez não tenha sido realmente viciado, mas não estava sozinho no crescimento do cuidado com a droga “milagrosa”.
 
Markel conta que no início dos anos 1890, a literatura médica era cheia de relatos de pessoas que usavam muita cocaína e tinham se tornado viciadas. O cirurgião Halsted era uma delas (o que não o impediu de ser brilhante em sua profissão).
 
Sendo assim, os anúncios sumiram. Em 1903, não havia mais cocaína na Coca-Cola. Em 1914, a droga já era vista como algo indesejável e, muitas vezes, ligada a estereótipos ruins de pessoas (ou até mesmo malucos).
 
Um artigo infame do jornal americano The New York Times, escrito pelo médico Edward Huntington Williams, alertou para um novo perigo da cocaína: demônios. Williams descreveu um chefe de polícia que alegou que sua munição teve pouco efeito sobre esses usuários de drogas e muitas unidades policiais optaram por utilizar armas mais potentes.
 
Mais tarde, em 1914, o Congresso americano aprovou a Lei de Narcóticos Harrison, proibindo o uso não médico da cocaína, bem como de outras drogas, como a maconha. Havia começado a longa carreira da cocaína como uma fora da lei.
 
Uma vez proibida, o uso da cocaína caiu, embora Markel conte que houve um pequeno aumento durante a proibição.
 
Até a década de 1970, no entanto, as histórias de criminosos e viciados foram largamente esquecidas. Com o esquecimento, houve uma explosão de uso que superaria à ocorrida um século antes.
 
Novamente, começou com a elite. “Para ser um usuário de cocaína em 1979, tinha que ser rico, moderno e elegante”, conta Mark Kleiman, professor de política pública. As pessoas não estavam preocupadas com as desvantagens – o que, todos sabemos hoje, foi um grande erro.
 
A gota d’água para muitos foi a morte de Len Bias em 1986, ex-jogador de basquete, que morreu de ataque cardíaco depois de uma noite de festa e cocaína com amigos.
 
Os legisladores reagiram com uma ferocidade que atingiu os usuários mais pobres e não brancos. Em 1986 e novamente em 1988, o Congresso americano aprovou leis de condenação obrigatória que levaram a uma explosão na população carcerária dos EUA.
 
Estudos apontam que, desde esse pico, em meados dos anos 80, o número de usuários de cocaína caiu pela metade. Hoje, o uso de cocaína é dominado por viciados (estima-se, nos EUA, que 50% a 60% de toda a cocaína sejam consumidas por pessoas que foram presas no ano passado).
 
A cocaína tem sido elogiada e amaldiçoada, não uma só vez, mas em dois ciclos frenéticos, com um século de distância.
 
E o que é mais incrível: as drogas sempre mostraram seu poder de afetar totalmente a percepção humana. Freud nunca reconheceu o papel da cocaína em seus males físicos, assim como os usuários de drogas sempre procuram desculpas ou benefícios para seus vícios. “É incrível o que as pessoas fazem para negar os perigos das coisas que tendem a gostar”, argumenta Markel.
 
Fonte Hypescience

Cocaína é a droga ideal para quem quer um ataque cardíaco, mesmo se usada uma vez ao mês

Segundo um novo estudo da Universidade de Sydney (Austrália), usuários de cocaína, mesmo que só utilizem a droga uma vez ao mês, correm um risco muito maior de sofrer uma parada cardíaca do que as pessoas que não usam a droga.
 
Usuários de cocaína têm pressão arterial mais elevada, artérias mais rígidas e paredes mais espessas no músculo do coração do que não usuários, todos fatores de risco que podem causar um ataque cardíaco.
 
A pesquisa
Os pesquisadores usaram imagens de ressonância magnética para medir os efeitos da droga em 20 adultos saudáveis que usaram “cronicamente” a substância ilegal.
 
Eram 17 homens e 3 mulheres, com idade média de 37 anos, que relataram o uso de cocaína pelo menos uma vez por mês durante o ano anterior à pesquisa. Eles preencheram questionários que descreviam seus hábitos, fatores de risco cardiovascular e nível socioeconômico.
 
Pelo menos 48 horas após seu último uso de cocaína, os voluntários tiveram sua pressão arterial medida e passaram por exames de ressonância magnética cardíaca.
 
Em comparação com 20 não usuários, os que haviam abusado da cocaína tinham maiores taxas de múltiplos fatores associados com o aumento do risco de ataque cardíaco e de acidente vascular cerebral (derrame).
 
Por exemplo, os usuários tinham 30 a 35% mais rigidez da aorta, um aumento da pressão arterial e 18% mais espessura da parede do ventrículo esquerdo do coração.
 
Os efeitos combinados de maior coagulação do sangue, maior estresse no coração e aumento da constrição dos vasos sanguíneos colocam os usuários em um alto risco de ataque cardíaco espontâneo.
 
“Estamos repetidamente vendo jovens, indivíduos aptos, sofrerem ataques cardíacos fulminantes relacionados ao uso de cocaína”, diz a Dra. Gemma Figtree, pesquisadora do estudo. “Eles não têm conhecimento das consequências para a saúde de se usar regularmente cocaína. É a droga perfeita para um ataque cardíaco”, conclui.
 
O estudo australiano é o primeiro a documentar anomalias cardiovasculares em usuários de cocaína aparentemente saudáveis após os efeitos imediatos da cocaína terem passado.[
 
Fonte Hypescience

Cirurgia contra o vitiligo alcança excelente resultado

vitiligo Cirurgia contra o vitiligo alcança excelente resultado   Uma nova alternativa, segura e eficaz, para pacientes com vitiligo está em fase de testes nos Estados Unidos: o transplante de pele. A cirurgia está sendo realizada em pacientes que estão com a doença estabilizada e têm manchas pequenas e localizadas em determinadas áreas do corpo.
 
No procedimento cirúrgico, os pesquisadores do Hospital Henry Ford, em Detroit, implantaram células saudáveis de pele nos locais afetados pelo vitiligo. Os médicos já realizaram o transplante de pele em 32 pacientes e, depois de seis meses, constataram que ocorreu repigmentação, que variou de 52% a 74% da cor natural da pele. Segundo os pesquisadores, os pacientes negros, com vitiligo em apenas um lado do corpo, apresentaram os melhores benefícios com a técnica.
 
O mesmo tipo de transplante de pele para pacientes com vitiligo também é feito no Brasil, embora poucos dermatologistas realizem o procedimento. Um deles, Carlos Machado, coordenador do Centro de Estudos do Vitiligo da Faculdade de Medicina do ABC, em São Paulo, afirma que obteve sucesso em cerca de 500 casos de pacientes brasileiros transplantados.
 
De acordo com o médico, a média de repigmentação observada foi a mesma da pesquisa americana, cerca de 60% da área atingida. E Carlos Machado afirma que o transplante é uma das poucas técnicas que proporcionam tão elevado índice de resultado, acima de 60%. Nenhum tratamento clínico atinge esse índice de recuperação, completa.
 
A cirurgia não pode ser efetuada em todo paciente com vitiligo, há alguns requisitos para se submeter ao transplante. Dentre os critérios básicos, o doente deve estar com a doença inativa, não ter respondido ao tratamento clínico convencional e ter o vitiligo restrito a uma área pequena.
 
Vitiligo é uma doença autoimune, caracterizada pelo surgimento de manchas brancas pelo corpo, causadas pela destruição ou inatividade dos melanócitos, as células produtoras de melanina, responsável pela pigmentação da pele.
 
Fonte Corposaun

Vitiligo está associado à mudança do gene

vitiligo Vitiligo está associado à mudança do geneO vitiligo, doença não-contagiosa, mas incurável, caracterizada pela perda da pigmentação natural da pele e de mucosas, deixando manchas brancas espalhadas em qualquer região do corpo, pode ter sua causa conhecida. O gene DDR1, responsável pela adesão do melanócito á camada basal de epiderme, quando alterado pode predispor a pessoa ao vitiligo. O melanócito é a célula que produz a melanina, o pigmento escuro, encontrado na pele e pelo para dar cor, por isso nos doentes a pele fica branca, pela falta desta pigmentação cutânea.
 
Os estudos foram realizados por pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica, PUC do Paraná, com grupos de pacientes com vitiligo e sem a doença. Na comparação, os pacientes com vitiligo apresentavam alterações nos genes DDR1 e no de pessoas saudáveis não foi verificado a mudança.
 
Para o dermatologista e doutorando da PUC, o médico Caio César de Castro, apesar de vários genes envolvidos na doença terem sido descritos em outros trabalhos, o número exato e a identidade dos genes e suas variantes genéticas ainda não foram totalmente desvendadas pela ciência.
 
A doença, atinge aproximadamente 1% da população, pode surgir em diversas idades, mas é mais comum seu aparecimento entre os 10 e 15 anos e dos 20 aos 40 anos. A despigmentação na pele faz com que apareçam as manchas brancas de diversos tamanhos e podem ocorrer, além da pele, na retina, nos olhos. Os locais mais comuns são a face, mãos e nas genitais. O local atingido fica bastante sensível ao sol, podendo ocorrer queimaduras se houver exposição sem protetor solar no local e, se for contínua, pode haver risco para o desenvolvimento de câncer de pele.
 
O caso mais comum de portador da doença é o do cantor, recentemente morto, Michael Jackson, que usou a técnica de claramento da pele para igualá-la e disfaraçar as manchas.
 
Fonte Corposaun