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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Consumo elevado de vitamina E reduz risco de câncer de fígado

Pesquisa realizada na China sugere que papel antioxidante da vitamina pode prevenir o aparecimento de danos no DNA
 
Alto consumo de vitamina E a partir da dieta ou de suplementos vitamínicos pode reduzir o risco de câncer de fígado, segundo estudo de pesquisadores da Universidade de Vanderbilt, nos Estados Unidos.
 
A pesquisa sugere que papel antioxidante da vitamina solúvel em gordura pode prevenir o aparecimento de danos no DNA.
 
Para determinar a relação entre a ingestão de vitamina E e o risco de câncer de fígado, os pesquisadores dos EUA, em conjunto com cientistas do Shanghai Cancer Institute analisaram dados de 132,837 pessoas na China estudadas entre 2002 e 2006.
 
Utilizando questionários, os pesquisadores realizaram entrevistas individuais para coletar dados sobre os hábitos alimentares dos participantes do estudo. Os participantes foram questionados sobre quão frequentemente eles comeram alimentos ricos em vitamina E e tomaram suplementos vitamínicos.
 
A equipe então comparou o risco de câncer de fígado entre os participantes que apresentaram alto consumo de vitamina E e aqueles com baixa ingestão.
 
A análise incluiu 267 pacientes com câncer de fígado (118 mulheres e 149 homens) que foram diagnosticados entre após o início do estudo.
 
Os resultados mostraram que a ingestão de vitamina E pela dieta ou por meio do uso de suplementos de vitamina E foram ambos associados a um menor risco de câncer de fígado. Esta associação foi consistente entre os participantes com e sem auto relato de doença hepática ou histórico familiar de câncer de fígado.
 
O câncer de fígado é a terceira causa mais comum de mortalidade por câncer no mundo, o quinto câncer mais comum em homens e o sétimo mais comum em mulheres. Aproximadamente 85% dos casos da doença ocorrem em países em desenvolvimento, com 54% só na China.
 
Fonte isaude.net

Hipersônia, a necessidade de dormir mais que 8 horas diárias

O cérebro, durante a noite, secreta uma substância chamada líquido cefalorraquidiano (LCR) que é responsável por regular uma série de funções no corpo, incluindo o sono e o estado de alerta. Muitas pessoas, entretanto, têm uma produção desregulada do LCR e isso pode se refletir em uma maior necessidade de sono.
 
O problema foi chamado de hipersônia, e faz com que essas pessoa – e não são poucas – precisem de mais de 70 horas de sono semanais (o normal é que entre 56 e 70 horas semanais sejam o suficiente).
Indivíduos com hipersônia também têm maior dificuldade em acordar pela manhã, e passam o dia com menor concentração, como se não tivessem dormido o suficiente. Problemas no trabalho, na escola e menor sensibilidade a substâncias que as deixariam mais acordadas (como o café ou outros estimulantes) também são característica dessa condição que é relativamente nova para os médicos e neurocientistas.
 
“Pessoas com hipersônia afirmam se sentir como se estivessem sempre andando em um nevoeiro durante o dia. Eles estão fisicamente acordados, mas não com a mente alerta”, explca David Rye, autor de uma pesquisa sobre o tema publicada no periódico Science Translational Medicine.
 
“Normalmente quando atendemos pacientes com muito sono pensamos inicialmente em problemas neurológicos, glandulares ou nutricionais e o tratamento passa, muitas vezes, pelo uso de medicamentos estimulantes. Mas isso, sabemos agora, é como acelerar um carro com o freio de mão puxado”, explica o pesquisador da Universidade de Emory, nos EUA.
 
Confusão e novas técnicas
“A hipersônia é bastante impactante e sabe-se muito pouco sobre a condição. Nosso estudo é um dos primeiros a trazer mais dados sobre isso, o que pode melhorar as técnicas e terapias para tratar o problema”, aponta Merrill Mitler, outro autor da pesquisa.
 
Em algumas pessoas, diz o artigo, a hipersônia é similar aos efeitos de se tomar sedativos. “Isso é muito similar a uma incosciência, e as pessoas com hipersônia têm que lutar contra isso no dia a dia para conseguir dar conta de tudo o que precisam fazer durante seus afazeres cotidianos”, afirma Rye que lembra ainda que a prevalência do problema ainda não está clara, pois ainda é confundida com outros problemas relacionados com o ritmo do sono.
 
“Até agora os médicos caracterizavam esse problema como ‘sono longo’, e mesmo chegavam a tratá-lo como uma forma de narcolepsia, o que não confirmamos que não é. Os medicamentos para esse tipo de problema não são os mesmos usados para outros problemas relacionados ao sono ou ao estado de vigília, e estamos tentando descobrir o que pode melhorar o estado de alerta desses indivíduos”, finalizam os autores.
 
Fonte O que eu tenho

Amnésia alcoólica, a atuação do álcool na memória

Sabe quando você acorda após uma noite de bebedeira e não se lembra de nada do que aconteceu na balada, simplesmente um blackout total? Cientistas da Universidade de Sussex, Inglaterra, realizaram um estudo para provar se a chamada amnésia alcoólica existe mesmo. Segundo os pesquisadores, o álcool pode estar a afetando os neurotransmissores e estariam alterando a maneira com que a memória é formada. O alto consumo da bebida inibe a memória pós ingestão, fazendo o individuo lembrar apenas o que ocorreu antes, o que na maioria das vezes é uma boa lembrança.
 
Durante a pesquisa foram comparadas as habilidades de memória dos voluntários para imagens mostradas antes e depois da ingestão de bebidas não-alcoólicas e alcoólicas. O resultado mostrou que quem bebeu álcool teve a memória aumentada para as imagens vistas antes do consumo e deteriorada para as imagens vistas depois.
 
Os pesquisadores também identificaram uma dificuldade na capacidade de julgamento de determinadas situações e valores. Outra descoberta foi que tendemos a nos lembrar mais dos fatos positivos do que dos negativos, o que faz com que lembremos mais das partes divertidas do que das coisas vergonhosas que fizemos com o julgamento afetado pelo álcool.
 
Não está claro como o álcool muda a maneira como as memórias são formadas, mas ele pode estar alterando os neurotransmissores que formam as memórias. É incerto o ponto exato do mecanismo de memória em que o álcool atue, mas pesquisas científicas demonstram que há uma espécie de anestesia do cérebro e a transferência da memória de curta duração para memória de longa duração é prejudicada, fazendo com que não fixemos os fatos.
 
Outro ponto intrigante sobre o qual não há nada conclusivo é o porquê algumas pessoas não têm esses blackouts ou apresentam muito raramente algum tipo de perda de memória, já que essa condição foi verificada tanto em dependentes de álcool quanto em pessoas que bebem socialmente. O que se sabe do fato é que alguns têm uma tolerância maior aos efeitos nocivos do excesso de álcool do que outros e que isso pode indicar um fator genético ou da maneira como o corpo processa o álcool.
 
Fonte Corposaun

Tempero e blueberry brasileiro estimulam a memória

blueberries Tempero e blueberry brasileiro estimulam a memóriaEstudos com folhas de sálvia, usada com frequência para temperar peixes e carnes, e o mirtilo, o bluebarry brasileiro, revelam que tanto a planta como a fruta azul são ricos em flavonóides que ajudam a desacelerar o declínio das funções mentais e até proteger contra o Alzheimer.
 
Com o envelhecimento da população em todo o mundo e a melhora na qualidade de indivíduos da melhor idade, estimular a memória tornou-se um dos grandes desafios da medicina moderna. Além das novas drogas, estudos recentes têm demonstrado que alguns alimentos contribuem para melhorar a função cognitiva, a compreensão verbal e a habilidade numérica.
 
“Um dos elementos mais estudados e divulgados é o Ômega 3, presente em peixes. É comprovado que indivíduos na melhor idade que possuem dieta rica em produtos marinhos têm melhor performance cognitiva, pois além de proteger o cérebro contra estresse oxidativo, o Ômega 3 regula a neurotransmissão. No entanto, dietas deficientes da substância podem levar, inclusive, a um prejuízo na aprendizagem”, explica Sandra Chemin, docente do curso de Nutrição da Anhembi Morumbi, integrante da rede internacional de universidades Laureate.
 
Ainda de acordo com a nutricionista, outros compostos que atuam na memória são os flavonóides, que ajudam a desacelerar o declínio das funções mentais e até protegem contra Alzheimer. “Há alguns anos, pensava-se que os flavonóides agiam como o Ômega 3 e, até mesmo, como a vitamina C, ou seja, como antioxidantes. Entretanto, estudos mais recentes demonstraram que eles interagem com a quinase, uma proteína que regula o fluxo de sangue nos tecidos cerebrais”, completa.
 
Frutinha da inteligência
Atualmente foram identificados mais de seis mil flavonóides, responsáveis por cores e sabores dos alimentos. Um estudo de 2010, com dois mil voluntários entre 70 a 75 anos, que relataram consumir de forma periódica vinho, chá e chocolate (alimentos ricos em flavonóides), revelou a melhora na função cognitiva se comparado às pessoas que raramente ingerem esses produtos.
 
“Entre outros alimentos ricos em flavonóides está também o mirtilo, o blueberry brasileiro, pequena fruta azul originária da América do Norte e muito consumida pelas suas propriedades medicinais. Pesquisa com adultos que bebem até duas xícaras de suco de mirtilo por dia mostrou que esses indivíduos tiveram desempenho intelectual 30% melhor”, conta a professora da Anhembi Morumbi.
 
Tempero da memória
Outra descoberta mostrando o poder dos alimentos que elevam os níveis de concentração está ligada a um tempero muito utilizado na cozinha brasileira para ressaltar o sabor de peixes e carnes: a sálvia. Estudos demonstraram que, pessoas que se submeteram a uma bateria de teste por computador em uma sala aromatizada com sálvia comum, apresentaram memória mais precisa que aquelas que realizaram os mesmos exames em ambientes desodorizados.
 
“A razão disto é que a planta é rica em um flavonóide chamado hispulina, que parece interagir com receptores de cultura de células cerebrais, formando ácido gama-aminobutírico, um neurotransmissor que afeta justamente a cognição e os estados de ânimo. Vale apontar ainda, que os fatores genéticos que afetam a neurodegeneração já foram identificados, porém alimentos como a sálvia e o mirtilo podem determinar a idade cerebral, atrasar a perda de memória e até colaborar com as funções cognitivas”, finaliza Sandra.
 
Fonte Corposaun

Medicamentos biológicos podem evitar a morte prematura de pacientes com artrite reumatoide

De acordo com pesquisa – Biologics and Mortality Risk in Rheumatoid Arthritis: Results of a Population Based Study – apresentada na reunião anual do Colégio Americano de Reumatologia, evento que reuniu em Washington (EUA) especialistas em reumatismo de todo o mundo, o tratamento com medicamentos biológicos pode reduzir o risco de morte prematura em pacientes com artrite reumatoide.
 
A artrite reumatoide é uma doença crônica que provoca rigidez, dor, inchaço, limitação de movimentos e a perda da função de múltiplas articulações. “Embora as articulações sejam as principais áreas afetadas pela artrite reumatoide, a inflamação pode desenvolver-se em outros órgãos. Doentes com artrite reumatoide têm uma taxa de mortalidade elevada. No Brasil, estima-se que a doença atinja 1% da população. Como falamos de aproximadamente 1,9 milhão de brasileiros doentes, falamos de uma doença importante”, destaca o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, que participou do evento.
 
Já sabemos que os agentes biológicos, como drogas antitumorais do fator de necrose (comumente chamados de anti-TNF), são prescritos para controlar a inflamação e prevenir lesões articulares causadas pela artrite reumatoide. Também são eficazes em reduzir a dor e melhorar a função física dos pacientes acometidos pela doença.
 
Agora, cientistas do Centro de Pesquisa de Artrite do Canadá, ligados à Universidade Britânica de Columbia, avaliaram se os benefícios da redução da inflamação sistêmica nos pacientes artríticos estão relacionados a um menor risco de morte prematura nesse grupo de pacientes.

Para isto, revisaram dados de pacientes do Ministério da Saúde canadense. O estudo incluiu todos os casos notificados com artrite reumatoide que receberam tratamento entre janeiro de 1996 e março de 2006. Os casos foram acompanhados até março de 2010. Todos os serviços de saúde utilizados – incluindo medicamentos, internações e exames de laboratório a partir de janeiro de 1990 – foram avaliados.
 
Os pacientes que usaram um agente biológico durante o acompanhamento foram colocados num mesmo grupo. Cada paciente deste grupo foi então relacionado a um paciente de um grupo de controle que nunca havia utilizado um agente biológico, mas que havia sido tratado com pelo menos três tipos de drogas antirreumáticas, tais como o metotrexato, a leflunomida, a hidroxicloroquina e a sulfassalazina.
 
O estudo avaliou 4.312 participantes no total, dos quais 2.156 eram usuários de agentes biológicos e 2.156 não. A idade média dos participantes foi de 56 anos de idade, e 74,7% dos participantes eram do sexo feminino. Os pesquisadores observaram 573 mortes, dos quais 326 estavam no grupo de controle e 247 no grupo de usuários de medicamentos biológicos.
 
Os resultados do estudo revelaram que a exposição aos agentes biológicos foi associada com uma redução de 25% no risco de morte prematura em comparação com qualquer outra medicação utilizada para tratar a artrite reumatoide.
 
“Saber que os agentes biológicos utilizados para tratar a artrite reumatoide podem reduzir o risco de morte prematura é muito significativo para as pessoas que vivem com a doença e seus médicos. Os resultados do estudo podem ajudar as pessoas a pesarem riscos e benefícios do uso destes medicamentos. Os pacientes devem conversar com seus reumatologistas para determinar o melhor curso de seu tratamento“.
 
Fonte Corposaun