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sábado, 1 de dezembro de 2012

Terapia anti-HIV reduz risco entre casais

O tratamento com antirretrovirais para casais em que haja um soropositivo reduz em ao menos 26% o risco de contaminação, segundo um estudo publicado hoje na revista médica "Lancet".
 
Mas, após um ano, a eficácia da terapia como forma de prevenção diminui, o que sugere a possibilidade de resistência aos medicamentos ou outros fatores que dificultem o sucesso do tratamento.
 
De acordo com os autores da pesquisa, realizada com mais de 38 mil casais chineses por médicos do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China, da Universidade Harvard e dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, esse é o maior estudo já feito sobre o tema até hoje em condições de vida real, sem os controles de estudos clínicos.
 
Desde 2011, com a publicação de uma pesquisa com 1.700 casais sorodiscordantes (um deles com HIV e o outro sem o vírus), começaram a ser divulgadas, pela Organização Mundial da Saúde, recomendações para que o tratamento nesses casos fosse feito de forma precoce, independentemente da contagem de células de defesa no sangue da pessoa infectada.
 
Em geral, a terapia só começa a ser oferecida se a proporção dessas células cai abaixo de certo patamar. Até setembro, no Brasil, era preciso ter uma contagem abaixo de 350 células/mm3 para começar o tratamento.
 
Agora, o limite foi elevado para 500 células/mm3 e, no caso dos casais sorodiscordantes, os remédios são oferecidos mesmo que a contagem esteja acima disso.
 
Sucesso, em termos
A diferença do estudo publicado agora para o de 2011 foi a taxa de sucesso do tratamento. No trabalho anterior, a redução de risco de infecção foi de 96% e, agora, de apenas 26%.
 
De acordo com o infectologista Esper Kallás, professor da Faculdade de Medicina da USP, as características da pesquisa chinesa levam a crer que os 26% sejam o patamar mínimo de proteção.
 
"Há, sem dúvida, muitas pessoas que usam os remédios de forma irregular e acabam tendo vírus no sangue em grande quantidade, o que deve ter contribuído para esse efeito", diz o médico.
 
As dificuldades da terapia antirretroviral devem ser tema de conversa entre o médico e o paciente antes de seu início, segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
 
"O início do tratamento antirretroviral não é simples, exige mudanças de hábito. Você vai evitar complicações, mas vai usar os remédios por um período longo. Ainda é um tratamento muito duro, com efeitos colaterais."
 
De acordo com Kallás, os medicamentos mais novos, que possibilitam tomar só um comprimido por dia e causam menos efeitos colaterais, facilitam a adesão dos pacientes. "O percentual de pessoas com carga viral indetectável no Brasil é cada vez maior. O tratamento como prevenção, portanto, deve atingir níveis superiores aqui."
 
O uso dos antirretrovirais como forma de prevenção é a tendência agora, de acordo com o médico. Estudos têm mostrado benefício na administração das drogas a pessoas em grupo mais vulneráveis, como os homens homossexuais. "O que falta agora é saber como isso pode ser adaptado para o sistema de saúde" de forma segura.
 
Fonte Folhaonline

Grupo alerta para quantidades excessivas de sal no queijo

Especialistas afirmam que o sal é adicionado ao queijo por razões técnicas e higiênicas - Divulgação
Divulgação
Especialistas afirmam que o sal é adicionado ao queijo
por razões técnicas e higiênicas
Alimento pode representar risco para quem tem problemas de pressão alta
 
A organização Consenso e Ação sobre o Sal e a Saúde (Cash, na sigla em inglês) alertou recentemente para as excessivas e desnecessárias quantidades de sal sendo utilizadas na produção de diferentes tipos de queijo, o que pode ser prejudicial a quem sofre de pressão alta.
 
O grupo analisou 722 porções de queijo medidas em 30 gramas e descobriu que muitas delas continham mais sal que um pacote de salgadinhos. Os tipo mais salgado foi o roquefort, com 1,06g de sal a cada 30g. Os dois próximos da lista são o feta e o halloumi.
 
O instituto britânico analisou 30 variedades de queijo durante quatro meses e descobriu que os tipos com menos sal são a muçarela, o emmental e o wensleydale. Mas também foram encontradas grandes variações entre marcas diferentes, mas da mesma variedade, como ocorreu com o gorgonzola e o cheddar.
 
Segundo o Cash, a ingestão diária de sal deve ser inferior a 6g por dia, cerca de uma colher de chá. O grupo ainda pediu aos consumidores que reduzam a quantidade consumida por dia e que, se fosse necessário, que diminuíssem as porções de queijo de suas dietas.
 
Graham McGregor, presidente da instituição, informou que mesmo as reduções pequenas podem ser significativas. "Para cada grama a menos que a população ingere, podemos evitar 12 mil ataques cardíacos, derrames e paradas cardíacas, metade dos quais seria fatal", disse ele, afirmando ainda que "a indústria do queijo precisa cooperar."
 
Especialistas, porém, lembraram que o queijo é um alimento nutritivo e que suas propriedades não podem ser confundidas com as do sal. "O queijo fornece uma série de nutrientes, incluindo proteínas, vitaminas e minerais como o cálcio. O sal é uma parte do processo de produção de queijo. Não é acrescentado pelo sabor, e sim por razões técnicas e de higiene", afirmou Judith Bryans, diretora do Diary Council, ONG que analisa os produtos lácteos na Grã-Bretanha.
 
Fonte Estadão

Drogas e álcool podem causar derrames precoces, aponta estudo

Cocaína e  meta-anfetaminas podem ter efeito ainda mais imediato que as demais drogas - Divulgação
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Abuso dessas substâncias na juventude provoca mudanças prejudiciais nas artérias e no coração
 
O abuso do álcool e das drogas durante a juventude pode aumentar as chances de derrames cerebrais (ou acidentes vasculares cerebrais - AVCs) antes mesmo da meia idade, aponta um estudo conduzido com mil pacientes pela Universidade de Cincinnati, dos Estados Unidos e publicado no jornal especializado Stroke.
 
Derrames geralmente ocorrem em pessoas idosas, mas o pesquisadores afirmaram que mudanças a longo-prazo causadas no coração, nas artérias e no sangue resultantes do abuso do álcool e das drogas podem colocar o indivíduo em risco ainda durante a juventude.
 
"O abuso dessas substâncias é comum entre jovens que sofrem derrames", escreveu Brett Kissela, um dos autores do estudo. "Pacientes com menos de 55 que sofreram derrames devem passar por exames e receber acompanhamento e aconselhamento sobre o uso de drogas e álcool frequentemente."
 
Também é possível que algumas drogas, como a cocaína e meta-anfetaminas, ajam mais rápido no sentido de causar um AVC, segundo Andrew Josephson, neurologista da Universidade da Califórnia, que estuda a relação entre o uso das drogas e os derrames, mas não esteve envolvido no estudo.
 
"Sabemos que mesmo com fatores de risco, como o cigarro e pressão alta, muitas pessoas não sofrem derrames até que sejam mais velhas. Quando uma pessoa jovem sofre um AVC, é provável que a causa seja algo diferente dos fatores de risco tradicionais", afirmou.
 
Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, cerca de 800 mil pessoas sofrem derrames no país todos os anos. Os AVCs também são a maior causa de invalidez. Um estudo de 2007 mostrou que quase 5% das pessoas que tiveram esse tipo de problema tinham entre 18 e 44 anos.
 
O estudo de Cincinatti avaliou pessoas que sofreram derrames antes dos 55 anos. Os pesquisadores analisaram exames de sangue e urina de cerca de 1,2 mil pacientes para avaliar se havia substâncias presentes em drogas.
 
Em 2005, o ano mais recente avaliado na pesquisa, apenas metade dos pacientes fumava e apenas um em cinco usava drogas ilícitas, incluindo maconha e cocaína. Cerca de 13% haviam usado drogas nas 24 horas precedentes ao derrame.
 
"A taxa de abuso dessas substâncias, particularmente o de drogas, é subestimada, porque nem todos os pacientes fizeram exames toxicológicos", disse Steven Kittner, professor de neurologia da Universidade de Maryland.
 
Kissela e sua equipe, porém, não sabem definir se as diferenças notadas se devem ao uso de fato dessas substâncias ou se os médicos desenvolveram técnicas mais eficazes de detectar o abuso de álcool e drogas. O estudo também não consegue provas que esses hábitos estejam ligados aos AVCs.
 
O pesquisador, porém, disse que a pesquisa enfatiza as necessidades de que sejam conhecidos os sintomas dos derrames, mesmo em pessoas jovens, já que alguns tratamentos só podem ser conduzidos em uma pequeno período após o AVC.
 
Fonte Estadão

ANS divulga lista de operadoras de planos de saúde que serão fechadas

Usuários têm até 60 dias para pedir portabilidade de carências para outros convênios
 
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou nesta sexta, 30, a lista de operadoras de planos de saúde que terão as atividades encerradas por causa de graves problemas econômico-financeiros e administrativos. Os usuários desses convênios têm até 60 dias para solicitar a portabilidade especial de carências para outras operadoras
 
Este tipo de portabilidade, em vigor desde abril de 2011, possibilita ao usuário mudar para um convênio compatível com o anterior em situações especiais. São permitidas as trocas nos seguintes casos: quando a operadora tem o registro cancelado pela ANS, está em processo de falência ou por causa da morte do titular do plano.
Nessas situações, o consumidor tem algumas vantagens, como trocar de plano de saúde independentemente do mês de aniversário do contrato, fica desobrigado de cumprir a permanência mínima no plano e novas carências e o preço do novo plano deve ser igual ou menor que o antigo.
Confira lista com as operadoras que serão fechadas.
 
Operadoras em Fase de Portabilidade Especial
As operadoras de planos de saúde listadas abaixo terão suas atividades encerradas devido a anormalidades econômico-financeiras e administrativas graves.
 
Assim, para assegurar que a assistência à saúde dos beneficiários dessas operadoras não seja prejudicada, a ANS garante a eles o direito à portabilidade especial de carências.
 
Portanto, se o seu plano de saúde é comercializado por uma dessas operadoras, guarde com você o documento disponível abaixo e clique aqui para saber como trocar de plano de saúde sem cumprir novos prazos de carência.
 
Atenção: o prazo para exercer esse direito é de 60 dias a partir da data da publicação do documento.


Operadora
 
Resolução Operacional (RO)
ADMÉDICO - Administração de Serviços Médicos à Empresa LtdaRO 1329 publicada no Diário Oficial da União em 19/11/2012

Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Valença

RO 1322 publicada no Diário Oficial da União em 12/11/2012

Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Ilhéus

RO 1325 publicada no Diário Oficial da União em 12/11/2012

Health Assistência Médica e Hospitalar S/C Ltda

RO 1324 publicada no Diário Oficial da União em 12/11/2012

CDE - Centro de Diagnóstico Especializado Ltda

RO 1323 publicada no Diário Oficial da União em 12/11/2012

Viver Sis-Sistema Integrado de Saúde Ltda.

RO 1316 publicada no Diário Oficial da União em 05/11/2012

Medical Health Operadora de Planos de
Assistência Médica e Odontológica Ltda.

RO 1315 publicada no Diário Oficial da União em 05/11/2012

Administradora Brasileira de Assistência Médica Ltda. - All Saúde

RO 1314 publicada no Diário Oficial da União em 05/11/2012

Dent-Service Assistência Odontológica

RO 1310 publicada no Diário Oficial da União em 19/10/2012

Douramed Assistência Médico Hospitalar Global S/S Ltda.

RO 1311 publicada no Diário Oficial da União em 19/10/2012

Italica Saúde Ltda.

RO 1312 publicada no Diário Oficial da União em 19/10/2012

Operadora Ideal Saúde Ltda.
 

RO 1307 publicada no Diário Oficial da União em 17/10/2012
Saúde Total Ltda
RO 1300 publicada no Diário Oficial da União em 08/10/2012

Multi Saúde - Assistência Médica e Hospitalar Ltda.

RO 1299 publicada no Diário Oficial da União em 08/10/2012

Odonto Saúde Plano de Saúde Odontológica Ltda.

RO 1303 publicada no Diário Oficial da União em 08/10/2012

TK Plano de Assistência Odontológica S/C Ltda.

RO 1302 publicada no Diário Oficial da União em 08/10/2012

Odonto Fama Ltda.

RO 1301 publicada no Diário Oficial da União em 08/10/2012

Associação Assit e em Defesa dos Direitos dos Com., Ind. Aut. e Trab em Geral

RO 1276 publicada no Diário Oficial da União em 14/09/2012

Oral Health Sistema Integrado de Assistência Odontológica Ltda.

RO 1275 publicada no Diário Oficial da União em 14/09/2012
 
 
 Portabilidade Extraordinária
 
OperadoraResolução Operacional (RO)
 
Operadora Ideal Saúde Ltda.RO 1318 publicada no Diário Oficial da União em 05/11/2012


Fonte Estadão/ANS

Aids continua sendo epidemia grave apesar da queda da mortalidade

Cerca de 70% dos portadores do HIV - 23,5 milhões - vivem na África Subsaariana, onde 3,1 milhões de crianças estão infectadas
 
O total mundial de soropositivos, 34 milhões, reflete uma grave epidemia, embora tenha sido possível reduzir a mortalidade graças aos tratamentos antirretrovirais e os índices estejam "estáveis" na América Latina.

Ontem, às vésperas da celebração do Dia Mundial de Luta Contra a Aids, o Programa Conjunto da ONU para o HIV/aids (Unaids) divulgou seu relatório anual em que se destaca que o continente mais afetado é a África.

Cerca de 70% dos portadores do HIV - 23,5 milhões - vivem na África Subsaariana, onde 3,1 milhões de crianças estão infectadas (94% do total mundial das crianças infectadas).

Apesar da força desses números, a região também viu uma grande diminuição das mortes relacionadas à aids, 32% entre 2005 e 2011 - ano em que o número de mortos foi de 1,2 milhão.

Graças aos investimentos em tratamentos antirretrovirais o número de mortes anuais por essa doença caiu e passou de 2,2 milhões em 2005 a 1,7 milhão em 2011.

Só nos dois últimos anos o acesso aos tratamentos contra o vírus HIV aumentou 63% no mundo todo.

Atualmente, 8 milhões de pessoas recebem tratamento antirretroviral, o que significa que mais pacientes do que nunca recebem ajuda para ter vidas mais prolongadas, mais saudáveis e mais produtivas, segundo a Unaids.

Na América Latina, onde a epidemia da aids, que afeta 1,4 milhão de pessoas, se encontra em uma fase "estável", as pesquisas também revelam uma leve queda de casos de novos infectados.

A América Latina se mantém como a região - entre as de renda média e baixa - com a maior cobertura de tratamento para portadores do HIV, com uma taxa de 68% em comparação a uma média mundial de 54%, segundo a Unaids.

Além disso, as mortes relacionadas à aids também caíram na América Latina e no Caribe 10% entre 2005 e o ano passado.

No Caribe, a prevalência do HIV chega a 1%, acima de qualquer outra região do mundo exceto a África Subsaariana, embora a epidemia seja relativamente restrita e o número de pessoas com o vírus tenha se mantido relativamente baixo (230 mil) e quase não tenha variado desde o final da década de 1990.

Outros casos de sucesso são os do Peru e México, onde o número de mortes por aids baixou em 55% e 27%, respectivamente.

Por outro lado, na Europa Oriental e na Ásia Central (com 1,4 milhão de portadores do HIV), e no Oriente Médio e o norte da África houve "preocupantes aumentos na mortalidade relacionada à aids", com porcentagens entre 17% e 21%.

Assim, na China a aids causou 17.740 mortes de janeiro a outubro deste ano, o que representa um aumento de 8,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo o Ministério da Saúde chinês.

No entanto, o país quadruplicou suas despesas contra a aids, dos US$ 124 milhões em 2007 para US$ 530 milhões em 2011, investimento que foi elogiado neste ano pela ONU quando a China se tornou um dos cinco países que mais contribuem para a campanha global para combater a síndrome.

Ao menos uma pessoa a cada hora contrai HIV na Tailândia, onde o número de pessoas infectadas durante as últimas duas décadas supera 1 milhão.

Na Rússia, o número de portadores do vírus dobrou nos últimos cinco anos. O país experimenta um aumento contínuo de casos de infecção: foram 60 mil somente em 2012.

Em relação a grupos de risco, a infecção por HIV é sistematicamente superior entre os profissionais do sexo (em torno de 23% de infectados) e entre os que consomem drogas injetáveis (com ocorrência 22 vezes maior do que na população geral).

Mas a situação também é preocupante entre as crianças, já que menos de um terço dos que convivem com o HIV recebem tratamento antirretroviral o que impede de alcançar o objetivo de conseguir uma geração livre da aids, segundo denunciou a Unicef.

No entanto, a Unicef destacou o "excepcional" avanço conseguido nos últimos anos, quando se registrou uma queda de 24% das novas infecções em crianças: das 430 mil confirmadas em 2009 às 330 mil em 2011.

Um dos problemas em relação à doença é que dos 34 milhões de portadores do HIV, apenas 50% sabem que estão infectados pelo vírus.

Apesar de tudo, os dirigentes da Unaids asseguraram que pela primeira vez, os investimentos nacionais superaram as doações globais para a aids, passando de US$ 3,9 bilhões anuais em 2005 para quase 8,6 bilhões em 2011.

Fonte Estadão