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domingo, 2 de dezembro de 2012

Droga usada para tratar doença cardíaca causa morte de pessoas com arritmia

Estudo levanta preocupações sobre o uso amplo da Digoxina por longos períodos em pacientes com fibrilação atrial
 
Pesquisadores da Universidade de Kentucky, nos EUA, descobriram que uma droga comum usada no tratamento de doenças cardíacas aumenta o risco de morte em pacientes com fibrilação atrial (FA), ou arritmia cardíaca.
 
Os resultados, publicados no European Heart Journal, indicam sérias preocupações sobre o uso amplo da Digoxina por longos períodos em pacientes com ritmo cardíaco descoordenado.
 
"A pesquisa levanta questões importantes sobre a segurança da digoxina, uma das drogas mais antigas e controversas. Apesar de ser considerada obsoleta por algumas autoridades, a digoxina é muito utilizada", afirma o pesquisador Steven E. Nissen.
 
A digoxina é extraída da planta dedaleira e ajuda o coração a bater mais fortemente, e a uma taxa mais lenta. É comumente utilizado em pacientes com FA e em pacientes com insuficiência cardíaca.
 
Apesar de a digoxina ter sido usada por médicos que tratam FA por décadas, até agora, são limitadas as evidências demonstrando o efeito da digoxina em pacientes com esta condição. "A digoxina em pacientes com FA foi pouco estudada. Os principais potenciais ensaios clínicos disponíveis foram realizados em pacientes com insuficiência cardíaca e ritmo sinusal, e rotineiramente excluíram pacientes com FA", afirma o líder da pesquisa Samy Claude Elayi.
 
Elayi e seus colegas analisaram dados de 4.060 pacientes com FA inscritos em um estudo a fim de determinar a relação entre a digoxina e mortes neste grupo de pacientes com fibrilação atrial, e se a digoxina foi diretamente responsável por alguns óbitos.
 
Os resultados mostraram que a digoxina foi associada com um aumento de 41% da mortalidade por qualquer causa após o controle de outras medicações e os fatores de risco.
 
Segundo os pesquisadores, o aumento no número de mortes ocorreu independentemente do gênero ou da presença ou não de insuficiência cardíaca subjacente.
 
A digoxina também foi associada com aumento de 35% no número de mortes por causas cardiovasculares, e um aumento de 61% das mortes por arritmias ou problemas com a velocidade ou ritmo do batimento cardíaco.
 
"Dentro de cinco anos de uso, um paciente com FA que toma digoxina vai morrer de qualquer causa. Este estudo põe em questão a utilização generalizada de digoxina em pacientes com FA, particularmente quando usado para controlar a taxa de FA", afirma Elayi.
 
Segundo os pesquisadores, os resultados sugerem que os médicos devem tentar controlar o ritmo cardíaco dos pacientes usando alternativas, tais como betabloqueadores ou bloqueadores do cálcio, como tratamentos padrão.
 
A equipe ressalta que o mecanismo pelo qual a digoxina aumenta a mortalidade entre pacientes com FA não é claro. "Nosso estudo destaca a importância de uma reavaliação do papel da digoxina na gestão contemporânea da FA em pacientes com ou sem insuficiência cardíaca", concluem os autores.
 
Fonte isaude.net

Aids continua sendo epidemia grave apesar da queda da mortalidade

Relatório da Unaids revela que a África é o continente mais afetado
 
O total mundial de soropositivos, 34 milhões, reflete uma grave epidemia, embora tenha sido possível reduzir a mortalidade graças aos tratamentos antirretrovirais e os índices estejam "estáveis" na América Latina.
 
Às vésperas da celebração do Dia Mundial de Luta Contra a Aids, o Programa Conjunto da ONU para o HIV/Aids (Unaids) divulgou seu relatório anual em que se destaca que o continente mais afetado é a África. Cerca de 70% dos portadores do HIV — 23,5 milhões — vivem na África Subsaariana, onde 3,1 milhões de crianças estão infectadas (94% do total mundial das crianças infectadas).
 
Apesar da força desses números, a região também viu uma grande diminuição das mortes relacionadas à Aids, 32% entre 2005 e 2011 — ano em que o número de mortos foi de 1,2 milhão. Graças aos investimentos em tratamentos antirretrovirais o número de mortes anuais por essa doença caiu e passou de 2,2 milhões em 2005 a 1,7 milhão em 2011.
 
Só nos dois últimos anos, o acesso aos tratamentos contra o vírus HIV aumentou 63% no mundo todo. Atualmente, 8 milhões de pessoas recebem tratamento antirretroviral, o que significa que mais pacientes do que nunca recebem ajuda para ter vidas mais prolongadas, mais saudáveis e mais produtivas, segundo a Unaids.
 
Na América Latina, onde a epidemia da Aids, que afeta 1,4 milhão de pessoas, se encontra em uma fase "estável", as pesquisas também revelam uma leve queda de casos de novos infectados.
 
A América Latina se mantém como a região — entre as de renda média e baixa — com a maior cobertura de tratamento para portadores do HIV, com uma taxa de 68% em comparação a uma média mundial de 54%, segundo a Unaids. Além disso, as mortes relacionadas à Aids também caíram na América Latina e no Caribe 10% entre 2005 e o ano passado.
 
No Caribe, a prevalência do HIV chega a 1%, acima de qualquer outra região do mundo exceto a África Subsaariana, embora a epidemia seja relativamente restrita e o número de pessoas com o vírus tenha se mantido relativamente baixo (230 mil) e quase não tenha variado desde o final da década de 1990.
 
Outros casos de sucesso são os do Peru e México, onde o número de mortes por Aids baixou em 55% e 27%, respectivamente. Por outro lado, na Europa Oriental e na Ásia Central (com 1,4 milhão de portadores do HIV), e no Oriente Médio e o norte da África houve "preocupantes aumentos na mortalidade relacionada à Aids", com porcentagens entre 17% e 21%.
 
Assim, na China a Aids causou 17.740 mortes de janeiro a outubro deste ano, o que representa um aumento de 8,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo o Ministério da Saúde chinês.
 
No entanto, o país quadruplicou suas despesas contra a Aids, dos US$ 124 milhões em 2007 para US$ 530 milhões em 2011, investimento que foi elogiado neste ano pela ONU quando a China se tornou um dos cinco países que mais contribuem para a campanha global para combater a síndrome. Ao menos uma pessoa a cada hora contrai HIV na Tailândia, onde o número de pessoas infectadas durante as últimas duas décadas supera 1 milhão.
 
Na Rússia, o número de portadores do vírus dobrou nos últimos cinco anos. O país experimenta um aumento contínuo de casos de infecção: foram 60 mil somente em 2012. Em relação a grupos de risco, a infecção por HIV é sistematicamente superior entre os profissionais do sexo (em torno de 23% de infectados) e entre os que consomem drogas injetáveis (com ocorrência 22 vezes maior do que na população geral).
 
Mas a situação também é preocupante entre as crianças, já que menos de um terço dos que convivem com o HIV recebem tratamento antirretroviral o que impede de alcançar o objetivo de conseguir uma geração livre da Aids, segundo denunciou a Unicef.
 
No entanto, a Unicef destacou o "excepcional" avanço conseguido nos últimos anos, quando se registrou uma queda de 24% das novas infecções em crianças: das 430 mil confirmadas em 2009 às 330 mil em 2011. Um dos problemas em relação à doença é que dos 34 milhões de portadores do HIV, apenas 50% sabem que estão infectados pelo vírus.
 
Apesar de tudo, os dirigentes da Unaids asseguraram que pela primeira vez, os investimentos nacionais superaram as doações globais para a Aids, passando de US$ 3,9 bilhões anuais em 2005 para quase 8,6 bilhões em 2011.
 
Fnte R7

70% dos contratos de OS em SP terminam entre 2014 e 2015

Fernando Haddad (PT) assumirá a Prefeitura de São Paulo com 70% dos contratos de OS amarrados. Pelo menos até o meio de seu mandato. Dos 30 contratos que tiveram vigência neste ano, ele herdará 29 (porque 1 foi encerrado em maio). Desses, 21 estão previstos para durar até 2014 ou 2015. Juntos, eles custam R$ 932 milhões aos cofres públicos.
 
O valor representa também cerca de 70% do recurso global que a Prefeitura gasta com o custeio das OSs: R$ 1,3 bilhão. Isso significa que, se Haddad quiser modificar a administração das unidades de saúde e voltar com a gestão pública, como setores do PT e o coordenador do plano de governo na área - o médico e vereador Carlos Neder (PT) - defendem historicamente, ele terá de romper os contratos unilateralmente. Ou apenas fazer ajustes pontuais com termos aditivos.
 
Outro ponto que pode ser impeditivo do fim unilateral é que uma cláusula dos contratos de gestão obriga a Prefeitura a assumir os custos de dispensa de funcionários das OSs - fora eventuais indenizações às instituições privadas. Isso vale se o rompimento do contrato não for motivado por “má gestão, culpa ou dolo” da entidade contratada. Campanha O tema entrou em pauta durante o 2.º turno das eleições.
 
A Prefeitura afirma que os contratos com OSs, firmados a partir de 2007, dão “mais flexibilidade e dinamismo gerencial”. Um exemplo é a autonomia para contratação de médicos com salários diferenciados. Também diz que “o modelo de parcerias possibilita a ampliação do acesso da população aos serviços”.
 
Então candidato e favorável às parcerias, o ex-prefeito José Serra (PSDB) passou a dizer que Haddad pretendia “acabar com a gestão por OS na saúde”. Houve panfletagem em AMAs e UBS. Uma corrente do PT também divulgou que Haddad acabaria com as OSs - o que ele negou, ao dizer que renovaria os bem executados.
 
O próximo secretário de Saúde, José de Filippi (PT), não quis dar entrevista, porque ainda está em “início de transição”. Ele já se reuniu duas vezes com o atual, Januário Montone (PSDB).
 
O Estado não conseguiu contato com Neder. No blog, ele divulgou sugestão do grupo de Saúde do PT com “as primeiras medidas” de Haddad na área, entre elas obter prazos, pagamentos pendentes e responsáveis pela execução dos contratos com OS.
 
Fonte R7

Descobertos neurônios relacionados ao excesso de peso

Pesquisadores da Johns Hopkins University School, dos Estados Unidos, descobriram neurônios produzidos no hipotálamo que, em excesso, dificulta a perda de peso.
 
O estudo foi realizado com camundongos submetidos a uma dieta calórica.
 
Os pesquisadores verificaram que nestas cobaias, diferentes de outras que consumiam uma dieta normal, a produção de neurônios e células em uma parte particular do hipotálamo quadruplicou.
 
Quando a equipe eliminou os novos neurônios produzidos no cérebro dos camundongos, os bichos ganharam menos peso e gordura se comparados aos animais que tiveram a mesma dieta e as novas células ativas.
 
Eles sugerem, assim, que esses neurônios tiveram um papel crítico na regulação do peso e no armazenamento de gordura.
 
Fonte R7

Alimentos responsáveis pela perda de cálcio no organismo

O tabaco também favorece a perda de cálcio e eleva
 o risco de fratura óssea.
Segundo o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, a carência de cálcio pode levar a espasmos musculares e nervosos, raquitismo, osteoporose, entre outros distúrbios.
 
Para se proteger contra eles, é importante uma dieta adequada, evitando o excesso dos maiores responsáveis pela perda de cálcio através da urina, fezes e suor.
 
O sal, por exemplo, aumenta significativamente a perda de cálcio na urina. Ter a quantidade de sal diária reduzida a uma ou duas gramas pode ser uma boa alternativa para reter o cálcio no organismo.
 
Já o excesso de cafeína provoca a libertação de cálcio nos músculos, aumentando a contração muscular e a acumulação de cálcio, inibindo a sua recaptação para o sangue.
 
O tabaco também favorece a perda de cálcio e eleva o risco de fratura óssea.
 
A nicotina compete com o organismo na absorção deste mineral, pois inibe a produção de osteoblastos, que são responsáveis pela síntese de componentes orgânicos na matriz óssea.
 
Fonte R7