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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Ecstasy ajuda veteranos de guerra a enfrentar trauma, indica pesquisa

Centenas de veteranos do Iraque e do Afeganistão com estresse pós-traumático procuraram recentemente um casal da Carolina do Sul pedindo ajuda. Muitos estavam desesperados, implorando por tratamento.
 
Os soldados não tinham interesse em terapias verbais ou em medicamentos que lhes davam pouco alívio.
 
Eles queriam experimentar uma alternativa: o MDMA, mais conhecido como ecstasy, uma droga usada em festas desde a década de 1980 capaz de induzir euforia e afeto.
 
A droga é proibida, mas as autoridades autorizaram um pequeno número de laboratórios a produzirem-na para fins de pesquisa.
 
Algumas experiências usando MDMA, LSD ou maconha também estão em andamento na Suíça, em Israel e no Reino Unido.
 
Escrevendo em novembro no site da revista "Journal of Psychopharmacology", Michael e Ann Mithoefer, o casal que oferece o tratamento -combinando a psicoterapia com uma dose de MDMA-, relataram que 15 de 21 pacientes que se recuperaram de estresse pós-traumático severo durante a terapia, no começo da década de 2000, apresentam hoje sintomas limitados ou praticamente nulos.
 
"Sinto-me culpado tanto por ter voltado vivo do Iraque quanto por agora ter a oportunidade de fazer essa terapia", disse Anthony, 25, que pediu para ter o sobrenome omitido, devido ao estigma associado ao uso da droga. "Sou uma pessoa diferente por causa dela."
 
O casal Mithoefer -ele é psiquiatra, ela é enfermeira- colaborou nesse estudo com pesquisadores da Universidade Médica da Carolina do Sul e com a ONG Associação Multidisciplinar para Estudos Psicodélicos.
 
Os pacientes desse grupo incluíam principalmente vítimas de estupro. Especialistas alertaram que o estudo era apenas preliminar e que sua aplicabilidade a traumas de guerra era inteiramente desconhecida.
 
Mas, dada a escassez de bons tratamentos, "há uma tremenda necessidade de estudar novos medicamentos", disse John Krystal, chefe do Departamento de Psiquiatria da Escola de Medicina de Yale.
 
Esse foi o primeiro teste de longo prazo com resultados animadores para o uso psiquiátrico de drogas recreativas. O casal Mithoefer irá tratar no máximo 24 veteranos com a terapia, conforme os protocolos governamentais para o teste de uma droga experimental.
 
Duas pessoas que passaram por essa terapia -Anthony, atualmente no estudo com os veteranos, e outra que recebeu a terapia de forma independente- disseram que o MDMA lhes permitiu sentir seu trauma e falar sobre ele sem ser dominado pelo assunto.
 
"Isso mudou minha perspectiva sobre a experiência inteira", disse Patrick, 46, morador de San Francisco, referindo-se ao seu trabalho nos escombro dos atentados de 11 de setembro de 2001 em Nova York.
 
"Às vezes eu sentia, lá no fundo, uma sensação bonita e pacífica de que eu tinha um propósito. Comecei a terapia para me identificar com aquilo e para não me sentir culpado ou triste."
 
A maioria descobre que seu resultado numa medição padronizada de sintomas -ansiedade geral, hiperexcitação sexual, depressão e pesadelos- cai cerca de 75%. Isso é mais do que o dobro do alívio sentido por pessoas que fazem psicoterapia sem o MDMA, disseram os pesquisadores.
 
Para muitos, a experiência no tratamento é emocionalmente vívida, disse Michael Mithoefer. A droga não produz um "barato", mas geralmente traz tranquilidade.
 
Estudos sugerem que a droga induz à liberação de um hormônio chamado oxitocina, que supostamente aumenta as sensações de confiança e afeto. A droga também parece conter a atividade numa região cerebral que é ativada durante situações de medo ou de ameaça.

Se os resultados forem duradouros, disseram os pesquisadores, é provável que o governo esteja disposto a bancar um teste mais amplo.
 
"É isso que queremos", disse Rick Doblin, diretor-executivo da Associação Multidisciplinar para Estudos Psicodélicos, que financiou o estudo com o MDMA.
 
"Após toda essa turbulência cultural, a divisão entre os militares e a comunidade psicodélica, seria realmente importante conseguirmos nos unir e usar algumas dessas drogas para ajudar as pessoas", disse Doblin.
 
Fonte Folhaonline

Novos robôs podem possibilitar cirurgia sem nenhuma cicatriz

Os cirurgiões antes faziam grandes incisões para poderem alcançar a vesícula biliar, ou outros órgãos, usando instrumentos convencionais que seguravam nas mãos. Hoje, muitos se sentam diante de um console de computador, manipulando braços robóticos que entram no corpo do paciente através de pequenas aberturas não muito maiores do que buracos de fechaduras.
 
Mesmo que essas cirurgias sejam, em geral, minimamente invasivas, elas exigem diversas incisões: uma para o sistema de câmera que mostra o caminho para o cirurgião no console e outras para cada braço robótico que corta e costura.
 
Hoje já existem sistemas robóticos -no mercado ou em desenvolvimento- que são ainda menos invasivos. Eles exigem apenas uma pequena incisão através da qual entram os braços robóticos e a câmera.
 
"Isso poderá permitir uma recuperação mais rápida do paciente", diz o doutor Michael Hsieh, professor na Universidade Stanford, na Califórnia, e urologista. "Só há um ferimento para curar com esse procedimento, em vez de três."
 
O doutor Hsieh, que realiza cirurgias abdominais, usa técnicas minimamente invasivas que hoje costumam exigir três incisões. Seus pacientes geralmente voltam para casa um ou dois dias depois da cirurgia. "Acho que eles vão se recuperar mais rapidamente se eu puder reduzir as incisões para apenas uma". Ele acrescentou: "Haverá menos cicatrizes, ou nenhuma, se eu entrar pelo umbigo".
 
Em breve, ele terá a oportunidade de experimentar o novo método em seus pacientes. O Hospital Stanford está comprando um sistema da Intuitive Surgical chamado Single-Site, que exige uma incisão de cerca de 2,5 cm. O sistema, aprovado pela FDA (agência reguladora de medicamentos e alimentos dos EUA) só para a remoção da vesícula, é usado como um acréscimo a um sistema robótico básico da Intuitive, conhecido como Da Vinci Si.
 
O Da Vinci Si custa entre US$ 1,3 milhão e US$ 2,2 milhões, segundo a empresa. O Single-Site pode custar em torno de US$ 60 mil a mais.
 
Outro sistema robótico cirúrgico, atualmente em desenvolvimento, usa uma incisão de 1,5 cm.
 
O robô foi desenhado por Dennis Fowler e Peter Allen, da Universidade Columbia, e Nabil Simaan, da Universidade Vanderbilt, em Nashville, no Tennessee. Uma vez dentro do corpo, o robô se desdobra e revela um sistema de câmera e dois braços semelhantes a cobras que efetuam a cirurgia. O sistema é licenciado para a Titan Medical em Toronto, no Canadá.
 
A cirurgia minimamente invasiva feita através de uma única incisão também pode ser realizada com instrumentos laparoscópicos longos e finos, que os cirurgiões manipulam enquanto veem um monitor de vídeo.
 
O doutor Hsieh imagina um benefício com o qual ele sonha há muito tempo. "Poderemos chegar ao ponto de fazer cirurgia robótica sem cicatrizes ou internações."
 
Fonte Folhaonline

Brasil precisa mensurar impactos da discriminação na saúde da população, defende especialista

Brasília - Casos de discriminação são facilmente identificados por quem é alvo de piadas, chacotas, olhares atravessados ou tratamentos diferenciados. Mensurar os impactos que esses episódios trazem à saúde das pessoas, entretanto, ainda não é comum no Brasil.
 
Para o professor João Luiz Bastos, do Departamento de Saúde Pública da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), estratégias difundidas internacionalmente podem ajudar o país a entender como a discriminação pode estar associada, por exemplo, ao aumento da ocorrência de casos de depressão, ansiedade e hipertensão.
 
“A literatura internacional aponta uma forte relação entre quadros de alteração na saúde com o fenômeno da discriminação. É importante que, no Brasil, também sejam desenvolvidos estudos que identifiquem esse impacto, levando-se em conta nossas formas de sociabilidade e de tratar as pessoas em diferentes instâncias, para ver se aqui também essas relações se confirmam e de que forma elas se confirmam”, defendeu Bastos, que é autor do livro Discriminação e Saúde: Perspectivas e Métodos, lançado em novembro pela Editora Fiocruz.
 
Entre as metodologias que podem ser utilizadas por pesquisadores brasileiros, citadas na obra produzida em parceria com o professor Eduardo Faerstein, do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), está a conhecida como auditagem.
 
Por meio dela, são selecionados pares de pacientes com características semelhantes, exceto o aspecto que caracteriza a discriminação que se pretende investigar. Eles se apresentam em um serviço de saúde com os mesmos tipos de roupa e formas de comunicação e solicitam o mesmo tratamento.
 
“Se houver tratamento diferenciado, com encaminhamentos diferentes, poderá ser detectada a discriminação e o prejuízo para o tratamento de determinada patologia”, disse.
 
Segundo João Luiz Bastos, estudos que identifiquem e quantifiquem essas circunstâncias são fundamentais para reduzir a falta de equidade na saúde, “que podem estar nas relações entre profissionais de saúde e pacientes, na prescrição de tratamentos medicamentosos ou de outros procedimentos cirúrgicos e terapêuticos, assim como na própria satisfação dos usuários com o atendimento prestado”.
 
O professor da UFSC também citou a aplicação de “grandes inquéritos” que incluam perguntas sobre experiências discriminatórias e sobre o desenvolvimento de problemas de saúde. “Dessa forma, pode-se avaliar os dados e examinar a relação entre as experiências vividas e a ocorrência de agravos à saúde”, explicou.
 
O professor destacou o caráter inovador do tema, ressaltando que somente durante a década de 1990 a discriminação passou a ser encarada como um fenômeno complexo, nem sempre identificado. Ele lembrou que, antes de 1920, a discriminação racial, por exemplo, sequer era entendida como um problema importante de pesquisa. Segundo ele, a discriminação em qualquer área do cotidiano das pessoas pode trazer prejuízos à saúde.
 
A aposentada Noádia Almeida diz que já perdeu a conta das vezes que foi alvo de discriminação por causa da cor de sua pele. Em um dos episódios, ela foi impedida de deixar uma loja de departamentos na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro, após ter trocado uma peça que tinha comprado para a filha.
 
“Eu estava saindo da loja quando dois seguranças me mandaram segui-los até um outro setor e disseram a outro funcionário: ´pegamos a crioula com a muamba no saco’. Como eu tinha a nota fiscal, consegui provar que a peça era minha, mas foram minutos de muita angústia, de muito nervosismo. Todo mundo me olhando, foi um horror”, contou ela, que chegou a faltar um dia ao trabalho por causa do “violento estresse emocional”.
 
O Ministério da Saúde informou, por meio da assessoria de imprensa, que não tem dados sobre os impactos da discriminação na saúde da população, mas destacou que desenvolve várias ações para ligadas ao tema, como as associadas à Política Nacional de Humanização, lançada em 2003. Por meio da iniciativa, os profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) são treinados e capacitados no atendimento que garanta a defesa dos direitos dos usuários, qualquer que seja sua classe social, cor da pele ou condição física ou psicológica.
 
Fonte Agência Brasil

Micose (Tinha)

A micose é uma doença de pele comum, principalmente entre
as crianças, mas pode afetar pessoas de todas as idades
Definição
A micose é uma infecção de pele causada por um fungo e pode afetar a pele do corpo (tinea corporis), do couro cabeludo (tinea capitis), da região da virilha (tinea cruris, também chamada de coceira de jóquei) ou dos pés (tinea pedis, também chamada de pé de atleta).
 
Normalmente, aparecem várias manchas de tinha na pele ao mesmo tempo.
 
Nomes alternativos
Dermatofitose; tinha; tinea
 
Causas, incidência e fatores de risco
A micose é uma doença de pele comum, principalmente entre as crianças, mas pode afetar pessoas de todas as idades. A infecção é causada por um fungo.
 
Muitas bactérias e fungos habitam o corpo humano. Alguns deles são benéficos ao organismo. Outros podem se multiplicar rapidamente e originar infecções. A micose ocorre quando um certo tipo de fungo cresce e se multiplica em qualquer parte da pele, do couro cabeludo ou das unhas.
 
Ela é contagiosa e pode ser transmitida de uma pessoa a outra pelo contato direto da pele ou de objetos contaminados como pentes, roupas sujas e pisos de piscinas e de chuveiros, por exemplo. Também é possível pegar micose através de animais de estimação que tenham o fungo. Os gatos são os portadores mais comuns.
 
Os fungos responsáveis por essa infecção se proliferam em regiões quentes e úmidas. A ocorrência de micose é mais provável quando há umidade frequente (suor, por exemplo) e pequenas lesões na pele, no couro cabeludo ou nas unhas.
 
Sintomas
 
Os sintomas da micose são:

- Manchas vermelhas, salientes e escamosas que coçam e podem se transformar em bolhas e vazar. As manchas costumam ter bordas bem definidas. Elas são mais vermelhas nas extremidades e apresentam o tom normal da pele no centro. Isso pode lembrar a aparência de um anel. A pele pode ficar mais escura ou clara do que o normal.
 
- Quando a área do couro cabeludo ou da barba é infectada, as manchas não têm pelos.
 
- Se as unhas são infectadas, elas ficam descoloridas, grossas e até mesmo descascar.
 
Sinais e testes
O diagnóstico da micose é feito primeiramente baseado na aparência da pele. Caso seja necessário a realização de testes, o fungo poderá ser visto como uma fluorescência quando a pele é examinada sob luz azul (denominada de luz de Wood) em uma sala escura.
 
Um diagnóstico mais definitivo pode ser realizado através de exame microscópico de células obtidas com a raspagem da região da pele infectada.

Tratamento
A micose geralmente responde bem a cuidados caseiros em até 4 semanas, sem a necessidade de consulta médica.
 
- Mantenha a pele limpa e seca
 
- Aplique produtos antifúngicos (talcos, loções ou cremes), disponíveis em farmácias e supermercados Aqueles que contêm miconazol, clotrimazol ou ingredientes similares são geralmente eficazes
 
- Enquanto estiver infectado, lave os lençóis e as roupas usadas para dormir todos os dias
Uma infecção persistente ou grave pode necessitar de tratamento médico. Caso o cabelo esteja infectado, pode ser necessário o uso de antifúngicos orais. Medicações antifúngicas vendidas sob prescrição médica, como o cetoconazol, são mais fortes que os produtos de venda livre e podem ser necessárias. Também pode ser preciso usar antibióticos para tratar infecções bacterianas relacionadas.
 
Animais domésticos infectados também devem ser tratados.
 
Evolução (prognóstico)
A medicação tópica costuma ter resultados satisfatórios no tratamento da tinha em até 4 semanas. Se a infecção for grave ou resistente (ou seja, não responde bem aos cuidados caseiros), ela responderá rapidamente ao uso de antifúngicos orais.
 
Complicações
- Disseminação da tinha para outras áreas
 
- Infecções de pele bacterianas
 
- Dermatite de contato ou outras doenças de pele
 
- Efeitos colaterais de medicações
 
Ligando para seu médico
Procure seu médico imediatamente caso haja qualquer sinal de infecção bacteriana que possa ter sido causada por coceira. Esses sinais consistem em inchaço, pele quente ao toque, piora súbita da vermelhidão das manchas, linhas vermelhas, pus, secreção e febre.
 
Ligue para o médico se:
 
- A micose atingir o couro cabeludo ou a barba.
 
- A pele não apresentar melhoras após 4 semanas de cuidados caseiros.
 
Prevenção
Para prevenir a micose:
  • Mantenha a pele e os pés limpos e secos.
  • Lave o cabelo regularmente, principalmente após cortar o cabelo.
  • Não compartilhe roupas, toalhas, escovas de cabelo, pentes, adereços de cabeça e outros objetos pessoais. Esses objetos devem ser completamente limpos e secos após o uso.
  • Use sandálias ou sapatos em academias, vestiários e piscinas.
  • Evite tocar em animais domésticos com manchas sem pelos.
 
Referências
Weinstein A. Topical treatment of common superficial tinea infections. Am Fam Physician. 2002; 65(10): 2095-2102.
Gupta AK. Treatments of tinea pedis. Dermatol Clin. 2003; 21(3): 431-462.
Pratte M. Common skin conditions in athletes. Clin Fam Pract. 2003; 5(3): 653.
 
Fonte iG

Mariscos e ostras podem reduzir o triglicérides em até 60%

Frutos do mar ajudam a diminuir o triglicérides
O triglicérides é um tipo de gordura no sangue que pode ser muito mais perigosa do que se imagina.
 
Estudos mostram que uma pessoa que esteja com uma proporção ruim do HDL/LDL com aumento de triglicérides apresenta risco quatro vezes maior de ter um ataque cardíaco. Porém, se a relação HDL/LDL está boa, o excesso de triglicérides não é tão perigoso.

Quem já está com os níveis de triglicérides altos, pode contar com a alimentação como grande aliada para abaixá-lo. Há diversos tipos de alimentos que diminuem os triglicérides, veja alguns exemplos:

Frutos do mar
Estudos mostram que o óleo de peixe diminui drasticamente o triglicérides. Entretanto, os mariscos também diminuem o triglicérides em 60%%, as ostras em 20% e caranguejo em 17%, após três semanas ingerindo duas vezes por semana estes alimentos.

Outros alimentos importantes: alho (1 dente por dia), uma xícara de leguminosas por dia e dieta pobre em gorduras, tudo isso também ajuda a diminuir o triglicérides.
 
Em contrapartida, há alimentos que aumentam o triglicérides e devem ser evitados nestes casos: açúcar refinado, sucos de frutas, frutas secas e excesso de álcool.

Dra. Sylvana Braga (www.sylvanabraga.com.br) – Médica ortomolecular, nutrologista, reumatologista e fisiatra é também palestrante e autora do livro “Dieta Ortomolecular – o segredo de rejuvenescer em total harmonia", que traz mais de 100 receitas para se manter saudável de forma natural.