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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Hospital Dona Lindu recebe certificação ONA

Índice de satisfação dos pacientes atendidos na unidade do Governo do Estado está em 97%
O Hospital Estadual de Traumatologia e Ortopedia Dona Lindu (HTODL), em Paraíba do Sul, acaba de receber certificação de segurança no atendimento ao paciente da Organização Nacional de Acreditação (ONA).
“Há quatro anos, o local onde foi construído o Hospital Dona Lindu era um esqueleto. Hoje a unidade já é a primeira em número de cirurgias ortopédicas de alta complexidade dentro da rede estadual. A opção que fizemos pelo modelo de gestão compartilhada nos permite disponibilizar recursos de última geração. Aqui, temos o que há de melhor no mundo à disposição dos moradores do estado do Rio. Agora, com certificado e tudo”, destaca o secretário de Estado de Saúde, Sérgio Côrtes.
O diretor executivo do hospital, Artur Hummel, atribui o mérito da conquista aos colaboradores da unidade.

“Cada um foi incansável e contribuiu para o aprimoramento dos procedimentos, checando protocolos e rotinas, evitando intercorrências. Tudo isso, com muita dedicação e comprometimento. O reconhecimento é reflexo de uma ação contínua, conjunta, que fez do nosso hospital modelo de atendimento, gestão e humanização. Trabalhamos em equipe, envolvidos em um único objetivo, a segurança de nosso paciente”, destaca Hummel.
A gerente de enfermagem do hospital de Paraíba do Sul, Sônia Oliveira, reforça que o foco da equipe foi além da formatação de protocolos. “Todos se empenharam na execução correta dos protocolos, na padronização dos atendimentos e no cuidado com o paciente dentro das técnicas de segurança”, destaca.
Com 6.321 m² de área construída, a unidade custou R$ 22 milhões à Secretaria de Estado de Saúde (SES), sendo R$ 11 milhões em equipamentos e o restante em obras.
A abertura do hospital vem servindo para desafogar as filas do Instituo Nacional de Traumatologia e Ortopedia, no Rio de Janeiro. Atualmente, até pacientes moradores da capital se operam na unidade do Governo do Estado em Paraíba do Sul.
Fonte SaudeWeb

Exames: Dengue, sorologia

O que é o exame: coleta de sangue venoso para detecção de anticorpos do tipo IgM e IgG contra os quatro sorotipos do vírus do dengue.
 
Para que serve: detecção de anticorpos específicos contra infecção pelo vírus do dengue. Anticorpos do tipo IgM são encontrados na infecção primária e secundária, sendo detectados títulos mais baixos ou ausentes na infecção terciária. Anticorpos do tipo IgG são menos específicos, podem advir de transferência vertical materna à criança ou serem positivos após vacinação contra febre amarela, mas sua dosagem é importante em áreas endêmicas, pois partes dos pacientes reinfectados podem não apresentar aumento dos níveis de IgM.
 
Período de detecção dos anticorpos: os anticorpos do tipo IgM contra o vírus do dengue são detectáveis desde o sexto dia da doença e perduram por até 90 dias, de modo que uma amostra positiva indica infecção, em curso ou recente, ocorrida nos últimos dois a três meses. Já os anticorpos do tipo IgG possuem níveis mais elevados na infecção secundária, podendo ser detectados nos primeiros dias de doença e persistem por dois a três anos após a infecção.

Valor de referência: negativo
 
Obs.: a coleta prematura da amostra, antes do 5odia de sintomas, é uma importante causa de resultado falso-negativo. Portanto, é aconselhável realizar após 7 dias de início dos sintomas.
 
Fonte:

- Manual de Exames e Serviços 2006/2007 –Instituto Hermes Pardini.
 
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996.
 
- Leão, Ênnio. Pediatria ambulatorial. 4. ed. Belo Horizonte: COOPMED, 2005 1034 p.
 
Por Boa Saúde

Impaciência pode causar danos à saúde

 
A impaciência é algo comum nos dias de hoje, e nem todos conseguem controlar sua ansiedade e expectativas. Porém, episódios de impaciência podem desencadear respostas fisiológicas que podem sabotar a sua saúde.
 
“Ser impaciente pode causar ansiedade e hostilidade. E se você está constantemente ansioso, o seu sono pode ser afetado também”, explica o pesquisador Daniel Baugher.
 
Ele explica que a vida no século 21, onde muitas pessoas estão obcecadas com tecnologias e vivem apressadamente, deixou muita gente sem a habilidade de serem pacientes. “Eles parecem querer tudo para ontem. As pessoas esperam que as coisas sejam feitas mais rapidamente”, diz Baugher.
 
Porém, algumas pessoas podem ser geneticamente “projetadas” para serem mais impacientes. A tolerância de todos tem limites diferentes, mas algumas pessoas parecem sofrer mais com esse problema do que outras.
 
Pessoas assim estão frequentemente em um estado de estresse. A reação do corpo a isso é a liberação de cortisol e de adrenalina. Níveis altos desses hormônios podem causar o ganho de peso, elevação de níveis de açúcar e de pressão. Eles também estimulam plateletas, fazendo com que seja mais provável que elas coagulem dentro das artérias.
 
A melhor forma de lidar com a impaciência é respirar fundo e analisar o que se está sentindo, avaliando a importância real do acontecimento e se é razoável estar com raiva. Isso pode trazer a calma e evitar os efeitos negativos que a impaciência causa no organismo.
 
Fonte: Live Science, 28 de novembro de 2012

Redes sociais podem ser nova ferramenta no combate a doenças infecciosas

É fato que as mídias sociais já estão presentes no dia-a-dia da maior parte das pessoas. Compartilhamento de fotos, eventos, campanhas de solidariedade, tudo isso está nas redes. Agora, pesquisadores Kansas State University acreditam que as redes sociais podem funcionar como armas no combate a doenças.
 
Segundo a equipe de pesquisa - que envolve médicos, psicólogos, engenheiros e especialistas em computação - um post bem estruturado de uma autoridade de saúde pública, ou órgão do tipo, pode surtir efeitos positivos sobre doenças infecciosas, desde as mais comuns, como as gripes, até as mais letais, como a AIDS.
 
Faryad Sahneh, um dos integrantes da equipe de pesquisa, diz que as doenças infecciosas são um problema sério para a sociedade, já que, historicamente, têm sido uma das principais causas de morte. "Durante as últimas décadas tem havido um avanço enorme na medicação e vacinação, o que tem ajudado a salvar vidas de muitas pessoas. Mas, agora, há também uma revolução na comunicação e na tecnologia da informação que nós acreditamos que pode ser usada para desenvolver técnicas preventivas contra doenças infecciosas", argumenta.
 
As pesquisas realizadas indicaram que a maioria dos participantes utiliza o Facebook e outras redes sociais como fonte de informação, e que eles estão dispostos a adotar comportamentos de prevenção caso saibam o que fazer. Entretanto, os participantes não se mostraram dispostos a se afastarem de familiares e amigos que estejam com doenças cuja infecção ocorra pelo ar, como as gripes, por exemplo.
 
Os pesquisadores ressaltam a necessidade de atingir determinados públicos, especialmente indivíduos que interagem com grande número de pessoas, como professores e funcionários públicos.
 
Os cientistas também estão avaliando o que é o mais eficaz e influente na distribuição de informação através da mídia social: receber recomendações de amigos e familiares, que são pessoas conhecidas e nas quais a pessoa confia; ou de órgãos como o CDC, que são autoridades no assunto, mas não têm ligação pessoal com os indivíduos.
 
Estudo anterior da equipe concluiu que se os indivíduos adotam rapidamente o comportamento de prevenção adequado, uma infecção crescente pode ser contido. O estudo atual será apresentado na 2012 IEEE 51st Annual Conference on Decision and Control (CDC), que ocorre em Grand Wailea, Maui, nos Estados Unidos, de 10 a 13 de dezembro.
 
Fonte: EurekAlert!, 27 de novembro de 2012

Cresce exposição de jovens na internet

Pesquisa com 4 mil adolescentes revela que eles passam mais horas na rede e muitos mostram desejo de expor o corpo até para desconhecidos
 
Maria Rita Nunes até ganhou uma cadeira mais confortável do pai para não sofrer de dores nas costas durante as cerca de seis horas diárias que fica em frente ao computador de casa. Isso sem contar as espiadas na internet do celular durante o intervalo das aulas no Colégio Santa Maria. Não raro, ela troca o tempo de sono da madrugada para assistir a algum vídeo publicado por um amigo ou para postar no Twitter. Afinal, foi por essa ferramenta que ela conheceu uma de suas melhores amigas.

Aos 15 anos, a adolescente é o retrato do que mostra a pesquisa Nós, Jovens Brasileiros, realizada pelo Portal Educacional, que mapeou o comportamento de 4 mil estudantes de 13 a 17 anos, alunos de 60 escolas particulares de todo o País. Neste ano, foram os próprios jovens que sugeriram as questões que, depois de selecionadas, compuseram o corpo do questionário.
 
E, quando o assunto é internet, as descobertas revelam desde questões mais objetivas - como o tempo de uso, que cresce ano após ano - até temas bem mais delicados, como a disposição a se expor na rede.
 
Um dos dados mais preocupantes é o que mostra que, do total de entrevistados, 6% deles já apareceram nus ou seminus em fotos na rede e o mesmo porcentual já mostrou partes íntimas de seu corpo para desconhecidos por meio de webcam. Além desses, outros 3% já pensaram em se exibir dessa forma, mas não puseram isso em prática.
 
Destemidos
"Isso reforça a nossa percepção de que o jovem acredita que a tela e a distância relativizam o risco do perigo", diz o psiquiatra Jairo Bouer, parceiro do Portal Educacional. "Ou ele quer se diferenciar e ganhar fama a qualquer preço, e para isso avalia que vale a pena até mostrar o corpo, ou ele é inocente e acha que não é tão grave."
 
O caso narrado por Caio Cardoso Fossati, de 15 anos, aluno do Colégio 12 de Outubro, foi de completa ingenuidade, acredita ele. Caio conta que um de seus amigos recebeu de uma paquera uma foto dela nua. "A garota gostava dele e achava que era uma forma de atraí-lo." A estratégia deu errado. Além de não se seduzir, o adolescente mostrou a imagem a um grupo de amigos que a conheciam e o assunto virou piada. "Só não ficou pior porque ela não sabe que todos nós a vimos daquele jeito."
 
Ivanna Castelli, de 13 anos e estudante do 8.º ano do ensino fundamental, diz que várias de suas amigas se expuseram dessa forma. "Algumas queriam aparecer e outras atenderam ao pedido do namorado. O problema é que isso sempre espalha, e elas acabam se arrependendo."
 
Para Carmen Neme, professora do programa de pós-graduação em Psicologia da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), essa exposição é resultado da falta de controle dos impulsos sexuais, própria da adolescência, com o imaginário, também típico da idade, de que estão acima de qualquer risco. "O adolescente acha que nada vai acontecer, porque ele é muito esperto."
 
O único antídoto a isso, explica, é a presença mais atuante dos pais. Uma intervenção que não se limite a um código de conduta com sites proibidos e permitidos, mas que subentenda mais tempo de convivência. "O problema não é a internet. A questão é que os adolescentes estão sozinhos. Nunca se viveu de maneira tão solitária como agora. Os pais estão longe, e a internet parece suprir a ausência", diz Carmen.
 
Sem orientação, somem os limites. "Uma certa rebeldia é tolerável, porque o adolescente que não se rebela não sai da dependência familiar. Mas a rebelião tem de ser dentro de certos limites. Ele pode questionar valores, confrontar, mas não pode perder o controle de impulsos, destruir os vínculos."
 
Descuido
Se a questão não for cuidada em tempo, pode ser tarde para que essa intermediação aconteça. O diretor do Colégio Mary, Cesar Marconi, conta que com frequência chama os pais à escola para discutir os limites dos filhos frente à internet.
 
O maior problema, por ali, é a queda do rendimento por conta do cansaço. "Tem aluno que chega morrendo de sono, não consegue se concentrar e, ao ser questionado, diz que não dormiu porque ficou na internet a noite toda." Ao serem convocados, diz Marconi, oito em cada dez pais dizem conhecer essa rotina. "Mas admitem que não conseguem mais controlar."
 
Uma outra pesquisa divulgada nesta semana pela Fundação Telefônica - o estudo mapeou o comportamento de crianças e jovens frente às telas de computador, celular e televisão - mostrou que 58,6% das crianças e 76,5% dos jovens acessam a rede sozinhos. O computador, revelou a pesquisa, se localiza preferencialmente no quarto da criança (37,6%) ou do adolescente (39,3%). Quanto à orientação, 31,7% dos jovens declararam que seus pais não costumam fazer nada em relação às atividades que desenvolvem na internet.

Fonte Estadão