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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Planta da região amazônica pode ser usada no tratamento de gordura no fígado

Uxi Amarelo (Endopleura uchi)
A gordura no fígado tem sido considerada a forma mais comum de doença hepática relacionada, principalmente, à obesidade
 
O Uxi Amarelo (Endopleura uchi), planta da região amazônica, pode ser usado no tratamento da esteatose hepática, doença popularmente conhecida como gordura no fígado. De acordo com a pesquisadora Natasha Valois Castelo, acadêmica do curso de medicina da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e bolsista do Programa de Apoio à Iniciação Científica da Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ), o estudo científico, que é pioneiro na área, visa melhorar um quadro onde não há tratamento medicamentoso eficiente e enfatiza a importância da flora amazônica, por se tratar de uma pesquisa que utiliza uma planta da região que se mostra eficaz na redução até mesmo na cura de doenças do fígado.
 
A gordura no fígado, conhecida como esteatose ou Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA) tem sido considerada a forma mais comum de doença hepática no mundo ocidental, relacionada principalmente à obesidade. A doença abrange vários casos, desde os de esteatose simples até aos de esteato-hepatite e fibrose, podendo evoluir para a cirrose e carcinoma hepatocelular (CHC).
 
"Os resultados mostraram que o Chá de Uchi é seguro e tem alta eficácia para redução de esteatose hepática, porém mais pesquisas devem ser feitas, porque este estudo foi pioneiro nessa área", explicou.
 
A pesquisa de Natasha Valois Castelo contou com o auxílio da pesquisadora Rosany Picolloto, sob a orientação do doutor e professor Fernando César Fonseca, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Metodologia
A pesquisadora explica que para chegar aos resultados, a esteatose não alcoólica (gordura no sangue) foi induzida em ratos wistar machos, com oito semanas de vida, por meio de dieta Hiperlipídica durante 40 dias. Após esse período os animais foram divididos em dois grupos de seis animais cada. Os animais do primeiro grupo foram submetidos à dieta padrão administrada com chá de Endopleura uchi por um período de quatro semanas. Já os do segundo grupo foram submetidos à dieta padrão pelo mesmo período do primeiro, mas sem o chá de Endopleura uchi.

Resultados
De acordo com os resultados, nos animais do primeiro grupo, submetidos ao chá de Endopleura uchi, foi constatada a diminuição do colesterol LDL, triglicerídeos e o aumento do colesterol HDL, além do emagrecimento significativo e a diminuição ou cura da esteatose hepática (gordura no fígado) dos ratos.
 
Para Castelo, o resultado esperado foi cumprido ao longo da pesquisa. " Participei de todas as etapas, sofri com as dificuldades, mas nunca desisti porque essa pesquisa valoriza não somente nossa região, mas, abre portas para que novas pesquisas sejam feitas. E que embasem os conhecimentos populares em estudos complexos e comprovem que nossa flora é rica e necessária para toda a humanidade", ponderou.
 
A pesquisadora ressalta que há a necessidade de mais estudos e aprofundamento do tema para a comercialização e consumo da planta com a finalidade de tratamento em seres humanos.

Sobre a Endopleura uchi
O Uxi (Endopleura uchi) é uma nativo da Amazônia, encontrado em mata de terras firmes e pertencente à família das humiriáceas. É uma árvore de tronco reto e liso com frutos comestíveis e sementes oleaginosas. Para muitas pessoas, a casca do Uxi é utilizada no tratamento de diversas infecções.

Com informações da Fapem
 
Fonte isaude.net

Choro do bebê aos 6 meses pode ajudar a diagnosticar autismo

Pesquisa sugere que crianças em situação de risco elevado para o autismo produzem sons mais elevados e agudos
 
Pesquisadores da Brown University, nos EUA, descobriram que choro dos bebês aos 6 meses de idade pode ser usado, juntamente com outros fatores, para determinar o risco de autismo.
 
Os pesquisadores gravaram o choro de 39 crianças de 6 meses de idade, das quais 21 estavam em risco para autismo porque tinham um irmão mais velho com a condição. Os outros eram bebês saudáveis, sem histórico familiar de autismo.
 
Uma análise assistida por computador mostrou que o choro dos bebês em situação de risco elevado para o autismo eram mais elevados e agudos do que os bebês que não corriam risco da doença. Segundo o líder da pesquisa, Stephen Sheinkopf, este resultado só foi verdadeiro quando o choro foi causado pela dor, como quando um bebê caiu e bateu com a cabeça.
 
No entanto, os pesquisadores ressaltam que as diferenças de choro dos bebês autistas "provavelmente não poderiam ser detectadas pela maioria das pessoas utilizando somente seus ouvidos."
 
No momento em que as crianças do estudo fizeram 3 anos de idade, três delas foram diagnosticadas com autismo. Enquanto bebês, estas três crianças tinham choro que estava entre os mais altos e agudos e que soava mais tenso.
 
As descobertas sugerem que o choro dos bebês de 6 meses pode ser usado, juntamente com outros fatores, para determinar o risco de um bebê ter autismo.
 
Se confirmada em estudos futuros, a descoberta pode permitir aos pesquisadores identificar crianças com risco da doença muito antes dos problemas de comportamento típicos se tornarem aparentes.
 
Estudos anteriores sugeriram que com um ano de idade, as crianças com autismo produzem sons e gritos que atípicos, mas esta pesquisa é a primeira a avaliar os bebês a partir dos seis meses.
 
A equipe ressalta que mais estudos são necessários para confirmar os resultados.
 
O trabalho foi publicado na revista Autism Research.
 
Fonte isaude.net

Ciclismo restaura ligações em regiões do cérebro associadas ao Parkinson

Prática regular da atividade física tem potencial para ajudar a aliviar os sintomas da doença neurodegenerativa
 
Prática regular de ciclismo pode ajudar a aliviar os sintomas da doença de Parkinson, de acordo com pesquisadores do Cleveland Clinic Lerner Research Institute, nos EUA.
 
O estudo sugere que o exercício melhorou as conexões entre regiões cerebrais ligadas à doença e impulsionou a coordenação e o equilíbrio dos pacientes.
 
O pesquisador Jay Alberts começou a investigação depois de perceber melhorias em uma acompanhante seu com Parkinson após um passeio de longa distância.
 
"A descoberta foi acidental. Eu estava pedalando mais rápido, o que a obrigou a pedalar mais rápido. Ela teve melhorias na função de membro superior, então começamos a olhar para o possível mecanismo por trás dessa melhora", afirma Alberts.
 
Alberts e seus colegas realizaram uma série de exames no cérebro de 26 pacientes com Parkinson que fizeram exercícios com bicicletas três vezes por semana durante dois meses.
 
Alguns pedalaram no próprio ritmo, enquanto outros se comprometeram com o ciclismo mais pesado, em que eram forçados a pedalar mais rápido.
 
Os exames revelaram que o ciclismo impulsionou conexões entre as regiões cerebrais ligadas ao movimento.
 
Segundo os pesquisadores, os resultados mostraram que o exercício na bicicleta consiste em uma terapia eficaz e de baixo custo para tratar a doença de Parkinson.
 
A equipe acredita que a rotina regular de exercícios pode ajudar as pessoas com a condição não só a melhorar sua aptidão geral, mas também melhorar o movimento e equilíbrio, bem como outros sintomas da doença, como ansiedade e depressão.
 
Fonte isaude.net

Figo defende uso de caricaturas para informar sobre a tuberculose nas escolas

Livro de caricaturas elaborado em parceria com a Organização das Nações Unidas vai ser distribuído em vários países e em diferentes idiomas
 
O ex-jogador de futebol, o português Luís Figo, defendeu um livro de caricatura como meio para alertar contra a tuberculose nas escolas. Figo, que também integrou a equipe do Inter de Milão, falou à Rádio ONU, em Nova Iorque, às vésperas do lançamento da parceria entre a Organização das Nações Unidas e o projeto Inter Campus.
 
"O que muitas pessoas não sabem é que é uma doença que pode ser prevenida e que tem cura. Está muito associada a casos do HIV, mas tem sido feita uma grande campanha em termos de prevenção nas escolas. Através das Nações Unidas conseguimos elaborar um livro de cartoon (caricaturas) para distribuir em muitos países do mundo e em diferentes línguas. É uma forma de informar e também de prevenir os mais jovens, comunicando que é uma doença que existe, pode atingir a qualquer pessoa, ao mesmo tempo que tem cura. Por isso, o mais importante é a informação", revelou.
 
De acordo com a ONU, cerca de 8,7 milhões de pessoas contraíram a tuberculose em 2011. Entre os diagnosticados, mais de 1 milhão viviam com o vírus que pode provocar a Aids.
 
O Inter Campus implementa programas em 25 países, incluindo Angola, Brasil e Venezuela. Ainda sobre o seu envolvimento no projeto, Figo disse que a motivação era não somente a causa nobre, mas os resultados.
 
Ex-jogador portuguê considera que a comunidade futebolística tem a responsabilidade de integração social. A iniciativa que envolve os jogadores aposentados apoia cerca de 10 mil crianças necessitadas.

Com informações da ONU
 
Fonte isaude.net
Milhares de cidadãos e de profissionais da área da saúde foram neste domingo às ruas de Madri para cercar os hospitais públicos, formando um "abraço", e expressar assim sua rejeição aos planos do governo regional de privatizá-los.
 
Os manifestantes - entre os quais havia muitos idosos e crianças - cantaram temas como "saúde não se vende, saúde se defende" e conseguiram "abraçar" até mesmo grandes hospitais, como o Gregorio Marañón.
 
O objetivo deste protesto, conforme disse à Agência Efe Magdalena Salcedo, de um sindicato de profissionais da saúde, é exigir ao governo da comunidade autônoma de Madri a "iniciar os mecanismos necessários para tornar possível uma saúde pública mais eficiente".
 
Magdalena acrescentou que a saúde privada "não é mais barata", e que os protestos contra os ajustes do governo regional não são reivindicações trabalhistas, mas "um sentimento de responsabilidade, de que é preciso defender a saúde pública".
 
Em frente ao Hospital La Princesa, milhares de pessoas - 3 mil, segundo os organizadores - deram as mãos e formaram uma "corrente humana" de cerca de 500 metros.
 
Fonte R7