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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Britânico é ressuscitado após sofrer parada cardíaca de 80 minutos

Britânico John Thomsom (o primeiro em pé, da esquerda para a direita) com a equipe que trabalhou em seu resgate
Foto: Northampton General Hospital
Britânico John Thomsom (o primeiro em pé, da esquerda para a direita)
com a equipe que trabalhou em seu resgate
John Thomson foi considerado 'clinicamente morto' e recebeu mais de 50 choques elétricos e dois stents no peito
 
Um britânico de 60 anos foi ressuscitado por médicos após sofrer um ataque cardíaco que fez seu coração parar por quase 1 hora e meia.
 
O caso aconteceu no Northampton General Hospital, no Reino Unido.
 
O mecânico John Thomson começou a sentir fortes dores no peito e chamou uma equipe de resgate. Durante o atendimento, o paciente teve um ataque cardíaco e teve de ser levado imediatamente para o hospital.
 
Os paramédicos trabalharam por mais de meia hora para tentar reanimar John, aplicando mais de 50 choques elétricos no peito do paciente até a chegada da ambulância ao hospital.
 
No centro médico, ele foi levado para a mesa de cirurgia com um quadro considerado "clinicamente morto", quando o coração fica incapaz de voltar a bater por conta própria.
 
"Quando fui chamado e me disseram que ele estava em parada cardíaca, minha reação imediata foi a de que ele não poderia ser salvo. Mas um dos médicos me disse que, notavelmente, John foi capaz de responder a comandos enquanto estava sendo ressuscitado, o que era um sinal de que a ressuscitação tinha sido incrivelmente boa a partir do momento que ele sofreu uma parada cardíaca", afirma o cardiologista Dominic Cox, que atendeu John no hospital.
 
Cox e sua equipe então realizaram um procedimento cirúrgico urgente, com a aplicação de dois stents. Durante a cirurgia, o sangue foi bombeado artificialmente para que a circulação fosse mantida.
 
Após o desbloqueio do vaso sanguíneo, que causou a parada cardíaca, foi administrado um novo choque elétrico, que fez o coração voltar a bater, 80 minutos após o infarto.
 
Contra todas as expectativas, e apesar de passar nove dias em coma induzido na UTI após a operação, John tem feito uma recuperação notável.
 
Recentemente, ele se encontrou com os paramédicos e alguns dos funcionários que trabalharam como equipe para salvá-lo, para agradecer.
 
"Para mim o Serviço nacional de Saúde (NHS) foi absolutamente maravilhoso. O paramédico estava aqui em minutos, seguido pela ambulância com um kit preparado. Tudo estava no lugar no hospital e tudo funcionou maravilhosamente. Eu devo minha vida a toda a equipe", afirma John.
 
John passou por um novo procedimento para a inserção de um terceiro stent e para verificar os resultados da operação de emergência. Apesar de alguns danos leves a seu coração, as perspectivas são boas, e ele espera começar a trabalhar de novo no ano novo, uma vez que ele ainda sente um pouco de dor muscular.
 
Fonte isaude.net

Identificados mecanismos moleculares iniciais de tipo comum do câncer de pele

Cédric Blanpain, líder da pesquisa
Cédric Blanpain, líder da pesquisa
Pesquisa pode permitir identificar novas vias para tratar ou prevenir a ocorrência do carcinoma basocelular em humanos
 
Pesquisadores da Université libre de Bruxelles, na Bélgica, identificaram os mecanismos moleculares que levam ao desenvolvimento inicial de um tipo comum de câncer de pele, o carcinoma basocelular.
A pesquisa tem potencial para permitir a identificação de novas vias para tratar ou prevenir a ocorrência desse câncer em humanos.
 
O carcinoma basocelular (CBC) é o câncer mais frequente em seres humanos, com mais de milhões de novos pacientes diagnosticados a cada ano.
 
O líder da pesquisa, Cédric Blanpain e seus colegas dissecaram, pela primeira vez, as alterações moleculares que ocorrem no início do carcinoma de células basais. As células a partir da primeira mutação oncogênica até o desenvolvimento do câncer invasivo.
 
A pesquisa mostrou que as células que estão envolvidas na origem do carcinoma basocelular foram progressivamente reprogramadas em células embrionárias progenitoras do folículo piloso antes de progredir para carcinoma invasivo. "Ficamos extremamente surpresos ao ver que as células tumorais iniciais foram progressivamente e profundamente reprogramadas em uma identidade molecular que se assemelha a células progenitoras apresentadas durante o desenvolvimento embrionário", afirma o pesquisador Khalil Kass Youssef.
 
De acordo com os pesquisadores, o novo trabalho vai ser extremamente importante para os investigadores que estudam o câncer, o desenvolvimento e a biologia das células estaminais. "Estou particularmente animado com este trabalho, porque essa pesquisa básica pode vir a ser muito relevante para as doenças humanas, com a identificação de vias potencialmente novas para tratar ou prevenir a ocorrência do câncer mais comum em humanos", conclui Blanpain.
 
Fonte isaude.net

Nanoencapsulação de veneno é eficiente na produção de soro antiofídico

Em procedimentos normais o soro é obtido com a
injeção do veneno da serpente em cavalos
Trabalho inédito no mundo desenvolvido por brasileiros implicará numa economia significativa no processo de produção de soros
 
Um trabalho inédito no mundo implicará numa economia significativa no processo de produção de soros antiofídicos. Isso porque cientistas brasileiros e do exterior conseguiram realizar com sucesso a nanoencapsulação de venenos de serpentes em lipossomas para serem aplicados em animais.
 
Estudos foram realizados em vários laboratórios colaboradores e nos laboratórios do Instituto Butantan pelo grupo da professora Maria Helena Bueno da Costa, que é doutora pelo Instituto de Química (IQ) da USP. Os resultados foram recentemente publicados no jornal Current Drug Delivery, em sua edição de novembro de 2012, no artigo A Rational Design for the Nanoencapsulation of Poisonous Animal Venoms in Liposomes Prepared with Natural Phospholipids.
 
Em procedimentos normais o soro é obtido com a injeção do veneno da serpente em cavalos. Ao receber uma injeção, o animal produz um anticorpo que é purificado pelo Instituto Butantan. É o fragmento deste anticorpo que é administrado no homem. " Os fragmentos é que serão capazes de neutralizar a ação maléfica do veneno" , explica a pesquisadora. "É a chamada imunização passiva" , descreve Maria Helena.
 
Segundo ela, a inovação do processo está em se colocar (encapsular) o veneno nos lipossomas estáveis, que são feitos a partir de lipídeos naturais. " Os lipossomas funcionam como se fossem pequenas caixas que irão transportar o veneno. A novidade é que o lipossoma comporta o veneno de forma concentrada. Isso irá diminuir a dose que é aplicada no animal, porém, com o mesmo efeito" , garante a pesquisadora. A diminuição da dose também acarretará em menos animais utilizados e, portanto, na redução do custo de produção do soro.

Filmes de lipídeo
Os experimentos realizados no Instituto Butantan foram feitos com camundongos e também em cavalos. O sistema já está devidamente patenteado e pronto para ser utilizado. Para se desenvolver o processo, foi produzido um filme de lipídeo. " Neste filme inserimos um inibidor do veneno para não destruir os lipídeos" , conta a cientista. Ela lembra que o veneno também foi modificado quimicamente para que tivesse diminuída a sua atividade fosfolipásica (destruidora dos lipídeos, componentes do lipossoma).
 
De acordo com a professora, trata-se de um estudo multidisciplinar que envolveu cientistas da área de química, física e bioquímica, entre outras. Os testes foram feitos utilizando veneno de jararaca e de cascavel. Maria Helena reforça que o material está pronto para ser utilizado. " O que resta agora é um estudo de escalonamento da produção para que se coloque o método em prática" , afirma a docente, que atualmente é uma voluntária da Cruz Vermelha Francesa, em Toulouse.

Com informações da USP
 
Fonte isaude.net

Dormir 10 horas por noite melhora capacidade de suportar a dor

Estudo revela que duas horas a mais de sono por noite reduz sensibilidade à dor de forma mais eficaz que medicamento codeína
 
Dormir cerca de duas horas a mais por noite pode reduzir a sensibilidade das pessoas à dor, de acordo com estudo de pesquisadores do Henry Ford Hospital, nos EUA.
 
A pesquisa sugere que dormir quase 10 horas por noite, em vez das oito horas recomendadas, é mais eficaz no tratamento de dores do que tomar o medicamento codeína.
 
 
"Nossos resultados sugerem a importância de um sono adequado em diversas condições de dor crônica ou em preparação para procedimentos cirúrgicos eletivos. Fomos surpreendidos com a magnitude da redução na sensibilidade à dor, quando comparada com a produzida por medicamentos", afirma o investigador principal Timothy Roehrs.
 
Roehrs e seus colegas analisaram 18 pessoas saudáveis e sem dor. Eles foram separados aleatoriamente para dormir oito horas por quatro noites ou quase 10 horas pelo mesmo período.
 
Os resultados mostraram que o grupo que dormiu mais horas pode noite apresentou maior vigilância diurna e menor sensibilidade à dor.
 
A equipe ressaltou que a magnitude do aumento na vigilância é maior do que o efeito encontrado em um estudo prévio de pessoas que receberam 60 mg de codeína.
 
Segundo os autores, este é o primeiro estudo a mostrar que o sono prolongado reduz a sensibilidade à dor.
 
Os resultados, combinados com os dados de estudos anteriores sugerem a importância de um sono adequado no tratamento de dor crônica.
 
Fonte isaude.net

Estudo aponta espécie de mosquito da malária resistente à inceticidas no AM

Mosquitos da malária resistente a inseticida foram identicados na Amazônia.
Mosquitos da malária resistente a inseticida
foram identicados na Amazônia.
Diminuição dos casos no estado está ligada, principalmente, ao uso de inceticidas no combate ao vetor da doença
 
Principais responsáveis pela diminuição dos casos de malária na Amazônia, os inceticidas são aliados no combate ao Anopheles darlingi, vetor da malária. Porém, no município de Coari, no interior do estado, foi identificada uma resistência ao método por uma população do mosquito. Buscando entender a eficácia do inseticida Deltametrina no combate à doença no município, a mestre em Genética, Conservação e Biologia Evolutiva do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Millena Vilhena Naice, realizou um estudo que demonstrou que as ocorrências da doença aumentaram não pela ineficiência do inseticida, mas sim pelas condições climáticas do local.
 
Naice explicou que ao longo dos dois anos de pesquisa coletou amostras de mosquitos Anopheles darlingi para análise no município de Coari. Após a coleta, os mosquitos foram transportados para o Laboratório de Malária e Dengue da Coordenação de Pesquisas em Ciências da Saúde do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (CPCS/Inpa). " Fizemos testes para padronizar as concentrações do inseticida Deltametrina e, desde então, foram analisados e catalogados todos os resultados" , disse.
 
No primeiro teste, foi verificado que o tempo médio de mortalidade do mosquito foi em soluções letais de inseticida de 0,05% e 0,025% de concentração. A partir do segundo teste, as soluções letais de inseticida foram diluídas em água e ficaram em 0,0125%; 0,00625%; 0,009375% e 0,003125%. " Nesse teste, foi identificado qual a taxa de mortalidade para cada concentração para acharmos a dosagem ideal" , explicou a pesquisadora.
 
No terceiro teste foram utilizadas soluções letais de 0,025%, além da concentração de 0,003125% do segundo teste e a concentração de 0,0015625% feita a partir da concentração de 0,003125%. " Verificamos assim quanto de inseticida é necessário para matar o mosquito contribuindo para o conhecimento da resposta do Anopheles darlingi contra o Deltametrina" , contou.
 
Existem quatro tipos de mecanismos de resistência dos mosquitos a inseticidas, entre eles: aumento do metabolismo dos produtos não tóxicos; diminuição dos sítios alvo da sensibilidade; diminuição das taxas de penetração do inseticida e aumento das taxas de excreção do inseticida.
 
O aumento do metabolismo dos mosquitos em relação aos produtos não tóxicos e a diminuição dos sítios alvo da sensibilidade são consideradas as formas de resistência mais importantes no combate à doença.
 
De acordo com a pesquisadora, no município de Coari, devem ser consideradas ainda o impacto das alterações ambientais relativas à intensidade e sazonalidade das chuvas na Amazônia, fato que interfere na dinâmica de transmissão da malária. " No município de Coari, têm ocorrido uma expansão populacional do vetor Anopheles darlingi em decorrência de verões atípicos e períodos chuvosos na região" , afirmou.

Malária
Conhecida também como impaludismo, a malária é uma das infecções que causam mais mortes no mundo e vem sendo caracterizada como um dos problemas de saúde pública. Essa doença tem distribuição geográfica em cerca de 107 países e territórios de regiões tropicais dos continentes africano, asiático e nas Américas.
 
Essa parasitose chegou ao Brasil por volta dos anos 1930 junto com o Anopheles gambiae (principal vetor na África). Atualmente, pela prevalência do clima tropical propicio à proliferação dos mosquitos a Amazônia é alvo constante de casos da doença.

Com informações da Fapeam
 
Fonte isaude.net