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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O poder de cura da oração

A saúde e a religião sempre estiveram relacionadas, principalmente em redes de oração em favor dos doentes. Mas isso realmente ajuda quem está doente?
 
Por muito tempo, a resposta dos religiosos foi que sim. Agora uma pesquisa da Universidade de Brandeis, nos Estados Unidos, mostra que nas últimas quatro décadas os estudos sobre oração intercessora – em favor de pessoas à distância – dizem mais sobre seus pesquisadores do que sobre o verdadeiro poder de cura da oração.
 
Wendy Cadge, socióloga da Universidade, realizou um estudo com pesquisas médicas sobre a oração intercessora, feitas desde 1965, o primeiro ano em que estudos do tipo foram publicados em jornais médicos nos Estados Unidos. De acordo com a pesquisadora, a análise é “a primeira a traçar a história social da oração intercessora e a situá-las em seus contextos médicos e religiosos”. Cadge avaliou 18 estudos publicados sobre o assunto, publicados entre 1965 e 2006.
 
A pesquisadora afirma que os estudos formam um panorama interessante sobre as mudanças religiosas nos Estados Unidos, com a evolução das ideias sobre a relação entre religião e ciência médica. “Não sei por que médicos e cientistas realizaram esses estudos, mas as suas crenças religiosas parecem ter um papel nisso, além da curiosidade”, afirma Cadge. Os estudos mais antigos, conduzidos nos anos 60, se baseavam exclusivamente em religiões protestantes, com mais seguidores, enquanto os mais recentes foram se tornando mais conscientes quanto a outras religiões, e também estudam as orações cristãs, judaicas, budistas, entre outras. Alguns estudos afirmavam que as orações funcionavam, outros diziam que não.
 
Os pesquisadores que fizeram os estudos aplicavam metodologias científicas para estudar os efeitos da oração intercessora, mas Cadge afirma que a abordagem das pesquisas era cheias de falhas. Por exemplo, os pesquisadores perguntavam qual seria a “dosagem” certa de oração, e questionavam se as pessoas no grupo de controle que não recebiam as orações dos intercessores eram mesmo um grupo válido, já que suas famílias deviam estar rezando por eles.
 
“Cientistas tentaram ao máximo estudar algo que pode estar muito além dos seus conhecimentos”, afirma a socióloga. “Isso reflete mais sobre eles e suas crenças do que sobre a eficácia da oração”, diz. Pesquisas sobre a oração intercessora têm sido feitas desde o século XIX, quando um cientista britânico fez um estudo para descobrir se reis recebiam mais orações – e mais graças, por consequência. A conclusão foi que não, mas que a oração pode ser uma forma de confortar as pessoas que oram, de qualquer modo.
 
Fonte Hypescience

Câncer de pulmão é diferente em fumantes e não fumantes

Segundo um novo estudo, o câncer de pulmão que se desenvolve em fumantes não é o mesmo câncer pulmonar que se desenvolve em pessoas que nunca fumaram cigarro. Os pesquisadores acreditam que eles sejam diferentes porque o tumor de não fumantes tem quase duas vezes mais mudanças no DNA do que o tumor de pessoas que fumam.
 
Isso sugere que os tumores aparecem por meio de diferentes vias moleculares. Os não-fumantes podem ficar expostos a uma substância cancerígena, não de cigarros, que faz com que os tumores tenham mais alterações no DNA e promovam o desenvolvimento de câncer de pulmão.
 
A pesquisa está de acordo com estudos anteriores. No entanto, o novo estudo olhou além das mutações de um único gene, e os pesquisadores encontraram regiões inteiras de alterações de DNA diferentes nos tumores de pulmão de fumantes e de não-fumantes.
 
Os pesquisadores coletaram tumores pulmonares e tecidos não cancerosos de 30 não-fumantes, 39 fumantes e 14 ex-fumantes. Eles descobriram que os que nunca fumaram cigarro tiveram mais mutações nos genes que codificam moléculas chamadas receptores de fator de crescimento epidérmico (RFCE), que recebem sinais nas membranas celulares. Também encontraram mais alterações no genoma dos não-fumantes do que no genoma dos fumantes e ex-fumantes.
 
Isso é mais uma evidência de que o câncer de pulmão surge nestes dois grupos a partir de diferentes fatores. Por exemplo, os não-fumantes com câncer de pulmão são geralmente do sexo feminino, tem um certo tipo de tumor chamado adenocarcinoma, e têm mais mutações em seus RFCEs.
 
Mas essas mutações não são as únicas que conduzem ao desenvolvimento de câncer em não fumantes, razão pela qual os pesquisadores dessa vez observaram todos os genes nos tumores que analisaram, descobrindo assim grandes regiões de DNA diferentes entre fumantes e não fumantes.
 
O próximo passo dos pesquisadores é confirmar as descobertas através da pesquisa de genes em outros tumores de pulmão, utilizando conjuntos de dados de outros pesquisadores. Se os mesmos padrões de variação de DNA forem encontrados, os cientistas poderão trabalhar para definir como esses genes atuam.
 
Porém, mais pesquisas são necessárias para validar esses resultados. Se os trabalhos continuarem, é possível que as variações de DNA encontradas possam levar a tratamentos que combatam cada tipo de câncer.
 
Segundo os pesquisadores, ao melhorar o que se sabe sobre como o câncer pulmonar desenvolve-se em não fumantes, os resultados vão ajudar a ciência a compreender melhor a biologia subjacente ao desenvolvimento de câncer de pulmão em não fumantes, levando ao desenvolvimento de melhores estratégias de diagnóstico e tratamento.
 
Fonte Hypescience

20 Fatos inacreditáveis sobre o sexo e os orgasmos

 
Muitas coisas que podemos considerar absurdas se esclarecem à luz dos estudos detidos que levam a descobertas científicas. É claro que elas não estão sempre certas, pois precisam de confirmação através de um corpo de evidências alcançado com outros estudos, mas não deixa de ser muito divertido e talvez útil em certas situações.
 
Abaixo seguem vinte destes fatos. Alguns curiosos, outros absurdos e um e outro que podem parecer estarrecedores sobre a sexualidade humana.
 
1. Homens ricos proporcionam mais orgasmos à suas parceiras, segundo cientistas britânicos. Quanto mais rico é o homem, mas frequentemente sua parceira alcança o orgasmo.
 
2. As mulheres conseguem atrair os homens mais quando vestem roupa vermelha: eles expressam mais carinho e acham ela mais bonita, segundo um estudo realizado na Universidade de Rochester, nos EUA.
 
3. O sexólogo alemão Rolf Degen conduziu uma extensa pesquisa para descobrir a duração média de um orgasmo em humanos. A média de tempo do orgasmo feminino dura 1,7 segundos e do masculino 12,4s. Portanto a mulher passa cerca de 1h24s durante toda a sua vida no maravilhoso estado de êxtase e o homem experimenta 9h18s de orgasmo no total. A pesquisa alemã contradiz a opinião popular que indica que o orgasmo feminino é mais longo que o masculino.
 
4. É possível saber se uma mulher consegue alcançar orgasmos vaginais apenas pela maneira que anda.
 
5. Tomar anticoncepcional faz com que as mulheres escolham os homens errados, pois perdem a capacidade de “farejar” aqueles mais compatíveis com ela.
 
6. 41% dos homens russos que responderam um questionário da Playboy russa disseram que gostam de gozar quando recebem sexo oral.
 
7. Um novo estudo descobriu que a propensão para a ejaculação precoce é determinada geneticamente e não tem, necessariamente, causa psicológica.
 
8. A mulher tem 30% mais chances de alcançar um orgasmo se seus pés estão quentes, de acordo com uma pesquisa holandesa feita pela Universidade de Groningen. Parece que usar meias durante o sexo não é prerrogativa exclusiva dos homens. Um ambiente psicológico confortável é muito importante também.
 
9. Um britânica vive entediada com a própria vida sexual, pois tem cerca de 200 orgasmos todos os dias. Até mesmo o barulho de um secador de cabelos a faz subir pelo teto.
 
10. 86% dos homens disseram que gostam mais do sexo se suas parceiras são intelectualmente inferiores a eles. Mulheres disseram que tem mais chances de alcançar o orgasmo se fazem sexo com um homem que é intelectualmente superior a elas.
 
11. Um novo tratamento que consiste em uma injeção de colágeno que aumenta o tamanho do ponto G fez com que uma paciente passasse a ter orgasmos múltiplos constantes que duram horas.
 
12. O esperma é capaz de cobrir a distância de até 1,5m enquanto voa à velocidade de 45km/h.
 
13. Contrariando a noção popular popular e também de muitos especialistas um estudo descobriu que as preliminares não são importantes para o orgasmo feminino.
 
14. Homens que alcançam orgasmos regularmente riem e sorriem 2,5 vezes mais do que aqueles que não o fazem, de acordo com cientistas franceses.
 
15. Quase 70% das mulheres já fingiu orgasmos porque não querem que seus parceiros sinta-se mal por não conseguirem fazê-las chegar ao ápice.
 
16. Mulheres que gozam com freqüência têm níveis menores de ansiedade, dormem melhor e tem um vocabulário mais extenso.
 
17. Mais de três a cada cinco mulheres com nível superior tem dificuldades de alcançar orgasmo, enquanto este número é de apenas 38% nas mulheres apenas com o secundário. Quanto menor for a educação melhores os orgasmos femininos. Cientistas canadenses e alemães descobriram que 55% das pessoas com diplomas universitários raramente tem orgasmos, enquanto 70% das mulheres da mulheres que nunca chegaram ao segundo grau não têm nenhuma reclamação.
 
18. Cerca de 17% das mulheres conseguem experimentar orgasmos múltiplos que duram entre 20 e 30 segundos.
 
19. O efeito “virar para o lado e dormir” que comumente atinge os homens depois do sexo não é uma tentativa de evitar o comprometimento, carinhos e conversas. Depois do orgasmo os homens produzem um coquetel poderoso de neurotransmissores e hormônios que os colocam para dormir imediatamente.
 
20 As mulheres ficam com a voz mais sensual no período fértil e tendem a usar roupas que expõe mais o corpo, possivelmente aos olhos masculinos.
 
Fonte Hypescience

As 9 maiores descobertas dos últimos 130 anos na sexologia

A sexologia é uma ciência comum, apesar de alguns de seus temas de estudo serem considerados tabu pelos mais puritanos. E, como qualquer ciência, suas descobertas provocaram revoluções na maneira como o assunto é visto.
 
Entre as maiores revelações, as seguintes são algumas das mais significativas:
 
1. Estímulos neurais podem causar orgasmo
Também em 98, um médico chamado Stuart Meloy, estava operando a coluna vertebral de uma mulher. Quando ele tocou determinado nervo, sua paciente teve um orgasmo imediato. “O senhor devia ensinar isso ao meu marido”, ela comentou. Atualmente o doutor Meloy está desenvolvendo um aparelho para ser implantado na espinha, que estimule a região, provocando momentos mais prazerosos tanto para homens quanto para mulheres.
 
2. Muitos tipos de impotência sexual podem ser curadas com uma pílula
Em 98, homens ganharam a sua versão da pílula. O conhecido comprimido azul chamado Viagra tirou o medo da impotência de muitas mentes masculinas. Essa pílula representou uma revolução científica e, hoje, é um dos produtos mais vendidos em farmácias.
 
3. Homossexualidade não é doença
Em 73, o homossexualismo foi retirado do “catálogo de doenças mentais”. De acordo com especialistas, obviamente um homossexual deprimido pode apresentar distúrbios mentais, no entanto pessoas bem-resolvidas são felizes e normais.
 
4. A medicina pode transformar homens em mulheres e vice-versa
A primeira operação que transformou um homem em uma mulher, com sucesso, aconteceu na Dinamarca, em 1952. Mas, mesmo antes disso, houve vários casos de homens que vivessem como mulheres e vice-versa, incluindo tentativas de operação mal-sucedidas. A primeira tentativa registrada foi a de Einar Wegner que, pouco tempo depois, apareceu como a mulher Lib Elbe. No entanto o procedimento foi um fracasso, já que incluiu até mesmo o implante de ovários. Depois de algumas semanas, Lib faleceu.
 
5. Bissexualidade existe
De acordo com Freud, pai da psiquiatria e conhecido de qualquer um que tenha um interesse mínimo no assunto, todo ser humano é bissexual. Um dos sexólogos mais infames e conhecidos no mundo, Alfred Kinsey, aproveitou a idéia do antecessor e criou uma escala, de zero a seis, que determina a orientação sexual de uma pessoa. O zero seria uma pessoa totalmente hétero, enquanto o seis representa o homossexual convicto. De acordo com milhares de entrevistas anônimas realizadas nos Estados Unidos, Kinsey determinou que a maioria das pessoas acaba obtendo um três na escala, indicando um possível bissexual.
 
6. O comportamento sexual sem a função reprodutiva é normal
Em 1886, um psiquiatra chamado Richard von Kraft-Ebbing, teve uma brilhante idéia: catalogar todos os comportamentos “perversos” de seus pacientes na cama. Sua pesquisa foi batizada de Psychopathia Sexualis e revolucionou a sexologia. Para Kraft-Ebbing, um comportamento sexualmente perverso era definido por qualquer atividade sexual sem o propósito de reprodução (e ainda mais perverso se não praticado por um casal heterossexual). No entanto, sua pesquisa teve o efeito contrário do que o psiquiatra esperava – outros estudiosos, e até mesmo leigos, descobriram que os comportamentos perversos descritos no livro eram tão comuns que chegavam a ser normais.
 
7. Mulheres têm orgasmos
O orgasmo feminino foi descoberto e redescoberto várias vezes durante os últimos 130 anos. Desde o uso de vibradores por médicos tentando aliviar a histeria de suas pacientes até pesquisas mais recentes, que monitoram atividades neurológicas de mulheres durante o momento.
 
8. Uma pílula pode prevenir a gravidez
Em 1960 as pílulas surgiram como anticoncepcionais para as mulheres. Nos anos 50, estavam sendo usadas apenas como uma maneira de corrigir o ciclo menstrual irregular. No entanto, quando seu potencial como contraceptivo foi descoberto, a pílula significou não só uma inovação no mundo da medicina, mas uma revolução cultural.
 
9. Mulheres ovulam mais de uma vez por mês
Em 2003, Roger Pierson, pesquisador da Universidade de Saskatchewan, negou a crença popular de que mulheres ovulam apenas uma vez por mês. Seus estudos contaram com a ajuda de 63 voluntárias e provaram que a ovulação ocorre de duas a três vezes a cada trinta dias. Essas descobertas podem influenciar na maneira com que os ciclos hormonais femininos e a fertilidade são compreendidos.
 
Fonte Hypescience

Beber muita cerveja aumenta o risco de câncer de estômago

Quem costuma abusar da cerveja tem um novo motivo para mudar seus hábitos. Cientistas descobriram que bebedores frequentes de cerveja ​​têm mais chances de desenvolver câncer no estômago, principalmente se eles possuírem uma determinada variante genética.
 
Pessoas que bebem de duas a três cervejas por dia durante muitos anos possuem um risco 75% maior de câncer gástrico. Quem tem a variante de gene chamado rs1230025, mesmo não sendo bebedor contumaz, é 30% mais propenso a sofrer da doença em comparação com pessoas que bebem menos de uma cerveja diariamente, segundo o estudo.
 
“Por sua vez, quem é bebedor crônico de cerveja e ainda ​​possui o rs1230025 corre um risco 700 vezes maior de desenvolver câncer de estômago em comparação com as pessoas sem a variação do gene que consomem menos de um drinque por dia”, afirma Eric Duell, epidemiologista do Instituto Catalão de Oncologia, em Barcelona, ​​Espanha. A variação do gene é comum e está presente em cerca de 20% da população em geral, informa.
 
Vinho e licor não parecem trazer os mesmos riscos, lembra Duell.
 
“O câncer parece estar mais ligado ao álcool especificamente da cerveja”, diz. Isso pode ocorrer porque bebedores contumazes são mais propensos a exagerar na cerveja do que em outras bebidas alcoólicas.
 
Os resultados são correlacionados, ou seja, existe uma relação entre o ato de beber cerveja e o risco de câncer de estômago, mas não se chegou à conclusão de que um causou o outro ou se há outro fator desconhecido na história.
 
Duell e seus colegas analisaram o consumo de álcool de 521 mil pessoas entre 35 e 70 anos que faziam parte da Perspectiva de Investigação Europeia em Câncer e Nutrição entre os anos de 1992 e 1998. Os pesquisadores observaram se os participantes do estudo consumiam vinho, cerveja ou outras bebidas alcoólicas regularmente, bem como a localização e a severidade do câncer de estômago, se houvesse.
 
Descobriu-se que as pessoas que consumiam mais de 60 gramas de álcool (o equivalente a quatro ou cinco cervejas) por dia tinham um risco 65% maior de desenvolver a doença no período do estudo do que pessoas que consumiam regularmente de 0,1 a 4,9 gramas de álcool por dia (menos de uma cerveja).
 
Quando os pesquisadores observaram puramente o consumo de cerveja (em vez do consumo de álcool em geral), o risco de câncer foi ainda mais alto. O mesmo aconteceu no caso de quem bebia muito e ainda contava com a variante genética rs1230025.
 
O câncer de estômago causou 10.570 mortes nos Estados Unidos ano passado e geralmente atinge pessoas com 65 anos ou mais, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer. Uma em cada 114 pessoas serão diagnosticadas com o câncer em algum momento de sua vida.
 
Os pesquisadores não sabem ao certo porque só a cerveja parece aumentar o risco de câncer gástrico, e o vinho ou licor, não. Entretanto, eles acreditam que seja uma combinação de maior consumo de cerveja do que vinho ou licor, com uma substância cancerígena específica, que é produzidas quando a cerveja é metabolizada.
 
Quando o álcool é metabolizado no organismo, uma substância cancerígena conhecida como acetaldeído é produzida. A cerveja, em particular, também contém níveis de uma substância cancerígena animal chamada de N-nitrosodimetilamina (NDMA). A exposição prolongada tanto ao acetaldeído quanto ao NDMA, através do hábito diário de beber cerveja, pode desempenhar um papel no risco de câncer gástrico, Duell explica.
 
“Por causa destes riscos, as pessoas devem evitar o consumo pesado de álcool, embora o consumo de leve a moderado seja aceitável”, diz.
 
Em seguida, Duell e seus colegas esperam fazer pesquisas adicionais para encontrar mais variantes do gene que pode ter um efeito sobre o risco de câncer de estômago.
 
Fonte Hypescience