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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Empresa anuncia recolhimento de 600 mil tubos coletores de sangue

Brasília - A empresa Becton Dickinson vai recolher 609 mil unidades de tubos de coleta de sangue do tipo vacutainer. Segundo a fabricante, o lote 2180434, produzido entre 22 e 24 de agosto de 2012, pode comprometer o teste de coagulação de sangue.
 
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária informou que o alerta sobre o recall será dado pela Rede Sentinela, que trata de produtos ou serviços que podem causar riscos à saúde.
 
De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, a empresa deve fornecer ou trocar os produtos defeituosos de forma gratuita.
 
A Becton Dickinson não será punida por ter tomado a iniciativa de recolher o produto defeituoso.
 
Mais informações pelo telefone: 0800 055 5654 de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h, ou pelo e-mail consultoria_vacutainer@bd.com.
 
Fonte Agência Brasil

Unifesp lança portal sobre riscos do consumo excessivo de álcool

 Por ano morrem no mundo 2,5 milhões de pessoas por
complicações causadas pelo álcool
São Paulo – Entrou no ar ontem (6) o primeiro portal brasileiro especializado em saúde eletrônica destinado a pessoas que fazem uso de álcool. Pelo www.informalcool.org.br, as pessoas terão acesso a dados sobre o alcoolismo e à ferramenta Bebermenos, um programa de interação com o internauta que mostra a importância de descobrir cedo o abuso no consumo de álcool por usuários de risco e ainda permite a criação de metas para diminuir ou parar com a bebida.
 
O site foi lançado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), em parceria com outros três países e duas universidades brasileiras. A saúde eletrônica é o uso da tecnologia digital para oferecer serviços como arquivos eletrônicos de pacientes, telemedicina, dados de consumo de medicamentos, equipes de saúde virtuais e dispositivos móveis para coletar e acessar dados do paciente.
 
De acordo com a chefe do departamento de Psicobiologia da Unifesp, Maria Lucia Formigoni, o uso abusivo do álcool pode acarretar diversos problemas, como cirrose hepática, anemias, hipertensão, câncer de vários tipos, doenças neurológicas e malformações de feto. Por ano morrem no mundo 2,5 milhões de pessoas por complicações causadas pelo álcool. Maria Lucia destacou que as pessoas têm começado a beber cada vez mais cedo e é justamente esse público que o site quer priorizar.
 
“O programa contido no site é para todos e gratuito, mas queremos chamar a atenção dos mais jovens, que usam o computador e as redes sociais com frequência e que não querem ficar estigmatizados, por isso não procuram ajuda profissional. Atualmente, temos campanhas de prevenção e projetos de tratamento, mas nada que busque as pessoas nessa faixa intermediária que é a de quem está começando a beber”, disse.
 
Sem precisar se identificar, o usuário de álcool responde a um questionário que vai determinar qual o estágio em que está. Dependendo do resultado, é encaminhado ao programa de auto-ajuda, que tem duração de seis semanas. O programa exige que o próprio usuário responda sobre vantagens e desvantagens de continuar a beber, seus gostos e frequência com que bebe, e apresenta gráficos com esses dados e metas, para que ele diminua ou pare com a bebida.
 
“A proposta é que a pessoa entre sempre no site para interagir e ver como está. Também é possível interagir com outros atendidos e trocar experiências por meio de um fórum moderado por um profissional da saúde. Há ainda informações para familiares sobre como lidar com a situação, explicações para os pais sobre como abordarem e orientarem os filhos”.
 
Maria Lucia falou ainda que não é preciso ser médico ou profissional da saúde para utilizar o site e que na Holanda, onde começou a ser usado, foi verificada uma redução de 17% no consumo e um aumento de quatro vezes nas chances de parar definitivamente de beber. “O site se adapta a situações culturais e hábitos de cada país”. O portal está em fase de avaliação e teste, mas a expectativa é que esteja funcionando plenamente no início do ano que vem.
 
Fonte Agência Brasil

Terapeuta ensina a superar descompasso sexual entre homem e mulher

Há razões físicas e psicológicas para o desnível entre
o desejo masculino e o feminino
A australiana Bettina Arndt investiga a libido feminina em livro com soluções para um problema comum: a incompatibilidade de desejo dos casais. Leia entrevista
 
Terapeuta sexual desde os anos 70, a australiana Bettina Arndt percebeu que uma das maiores queixas em seu consultório era a incompatibilidade de desejo entre os casais – os homens, geralmente, queriam mais sexo que as mulheres. Disposta a investigar mais sobre o assunto, a especialista pediu a 98 casais que escrevessem diários sexuais. O objetivo era reunir informações para analisar como eles negociam essa frequência.
 
Bettina acompanhou a rotina sexual destes casais, com idades entre 20 e 70 anos, ao longo de nove meses. O resultado é “Por que Elas Negam Fogo”, seu mais novo livro lançado no Brasil pela editora Best Seller.
 
Em entrevista, a autora conta que há razões físicas e psicológicas para o desnível entre o desejo masculino e o feminino e que, mesmo sem tanto desejo, é possível todo mundo ficar satisfeito entre quatro paredes.
 
iG: Por que você escreveu este livro?
Bettina Arndt: Desde que comecei a trabalhar como terapeuta sexual nos anos 70 as pessoas me falam sobre suas vidas sexuais. O que mais ouvi foi sobre a incompatibilidade de desejo, quando uma pessoa – geralmente o homem – quer mais sexo do que a outra.
 
Eu queria saber como os casais passam por isso, como eles lidam com essa tensão do homem desejando enquanto tudo que ela quer é uma boa noite de sono.
 
É um drama que acontece toda noite nos quartos de todo o mundo, fonte de muita tensão e infelicidade. Então eu pedi para 98 casais escreverem diários sobre suas vidas sexuais para mim durante um ano. Os dois, homem e mulher, passaram a escrever sobre como negociam essa quantidade de sexo.
 
iG: Por que as mulheres recusam sexo?
Bettina Arndt: Quando as mulheres se acomodam num relacionamento estável, geralmente a libido não é o foco principal. Tudo passa a influir na vontade delas de fazer sexo: estresse, fadiga, ressentimentos, problemas no relacionamento.
 
Há várias razões para recusar sexo. Muito acreditam que o baixo nível de desejo está ligado às baixas taxas de testosterona. As mulheres têm de 10 a 20 vezes menos desse hormônio do que os homens. Psicólogos evolucionistas defendem que as mães têm pouca libido para que possam dedicar toda essa energia ao cuidado com os filhos.
 
Também há mulheres que entram num relacionamento com muito desejo e depois perdem o interesse. Neste caso, é uma associação da química cerebral com a fase de paixão. Nos primeiros anos a libido feminina fica bem aumentada por isso. O homem, movido a testosterona, está desejando toda hora. Eles foram abençoados com uma chama eterna.
 
iG: Quais são as principais desculpas para não fazer sexo?
Bettina Arndt: Não são desculpas. Estes motivos das mulheres são legítimos. Elas estão cansadas depois de um longo dia de trabalho ou de um dia inteiro cuidando das crianças. Ou podem estar zangadas e ressentidas. E, em alguns casos, elas também podem estar envolvidas com um parceiro que simplesmente não sabe como fazer amor direito. Elas também podem estar entediadas com a falta de variação, do parceiro pedir sexo sempre do mesmo jeito.
 
iG: Os homens têm aquela famosa pílula azul. E as mulheres? Existe algum remédio para aumentar a libido feminina?
Bettina Arndt: Laboratórios do mundo todo estão procurando uma droga que seja capaz de aumentar a libido nas mulheres. Até agora, a melhor medicação disponível é a testosterona, que mostrou resultados para cerca de 50% das mulheres que usaram este recurso.
Mesmo sem ter tanto desejo quanto o homem,
elas podem se satisfazer na cama
iG: É uma regra: homens têm sempre mais desejo que as mulheres?
Bettina Arndt: Nem sempre. Em um a cada dez dos 98 casais da minha pesquisa, a mulher apresentava mais desejo que o homem. Algumas dessas mulheres tinham tanto desejo que queriam sexo todo dia, mas outras eram mulheres com desejo na média, que estavam com parceiros desinteressados.
 
Existem homens com pouco desejo e outros que perdem o interesse no sexo por conta do estresse, depressão ou diferentes problemas de saúde.
 
Uma das grandes descobertas da minha pesquisa foi sobre os homens mais velhos que têm problemas com ereção. Por medo de falharem na hora H, eles simplesmente se recusam a ter qualquer tipo de intimidade física.
 
iG: Qual o papel do homem quando a parceira tem pouco desejo?
Bettina Arndt: O homem tem que entender que a mulher não está tentando puni-lo ou ser má com ele. A falta de interesse dela se deve a diferenças biológicas entre homens e mulheres.
Mas ela também não precisa estar cheia de desejo para aproveitar o sexo. Uma nova pesquisa de Rosemary Basson, no Canadá, apontou que mulheres podem ficar anos sem ter desejo, mas mesmo assim se divertirem com o sexo.
 
Se estiverem com um parceiro que saiba como satisfazê-las, para muitas mulheres o desejo surge assim que ele começa a fazer amor com elas. Mas isso só acontece quando elas estão com um parceiro cortejador, que faz um esforço especial para satisfazê-las, um parceiro que realmente quer estar com essa mulher.
 
iG: Como o homem pode ajudar a parceira a ter mais desejo?
Bettina Arndt: Os homens precisam ter consideração com a parceira, fazer a mulher se sentir desejada e amada e mostrar que apreciam tudo o que ela faz. Um homem amável pode inspirar a mulher a ser sexualmente mais generosa.
 
iG: Qual é o limite entre o normal e o que é disfunção sexual na falta de desejo feminino?
Bettina Arndt: Não há razão para falar em normal quando o assunto é a frequência sexual, pois a necessidade de um indivíduo varia muito. No geral, os casais fazem mais sexo no começo do relacionamento.
 
Vários casais que pesquisei disseram fazer sexo várias vezes ao dia quando tinham acabado de se conhecer e, aos poucos, essa frequência sexual foi diminuindo para uma ou duas vezes por semana, e depois para menos que isso. Um casal me escreveu dizendo que não fizeram sexo por 20 anos.
 
iG: Como a mulher pode recusar sexo sem deixar o parceiro se sentindo rejeitado?
Bettina Arndt: Algumas vezes, obviamente a mulher simplesmente estará muito cansada ou sem vontade de fazer sexo, e o parceiro tem que entender.
 
Mas também pode ser uma boa ideia marcar um encontro para o sexo, combinar um dia da semana para isso. Assim, a mulher pode se assegurar de que estará no clima para fazer amor, fazendo coisas que a deixem relaxada. Pode ser um tratamento facial, não trabalhar tanto nesse dia, mandar e-mails eróticos para o parceiro para ir entrando no clima.
 
Dessa maneira, ela sabe que nos outros dias não irá se sentir pressionada de saber que o parceiro quer sexo e ela terá que recusar. Há também várias outras maneiras de satisfazer o parceiro quando ela não está muito excitada, como, por exemplo, sexo oral.
 
Fonte Delas

Humor: Você pode me ensinar a usar isso?

Exame da Cremesp 2012 reprova mais da metade dos recém-formados em Medicina

Resultados divulgados nesta quinta-feira, 6, mostram que 54,5% dos estudantes avaliados não acertaram mais de 60% das questões. Avaliação foi boicotada por egressos da Unicamp
 
O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) divulgou nesta quinta-feira, 6, os resultados do exame destinado a estudantes recém-formados em cursos de medicina no Estado de São Paulo. Realizada desde 2005, a prova era opcional até o ano passado e, pela primeira vez, foi realizada de forma obrigatória.
 
Dos 2.943 estudantes recém-formados inscritos, 71 não compareceram (2,4 %), 347 se formaram em outro Estado (11,7%) e outros 114 (3,8 %) boicotaram a prova, assinalando em todas as questões a letra “b” ou apresentando respostas inconsistentes. Foram considerados válidos, então, 2.411 exames (81,9 % do total). Apesar do caráter obrigatório da prova, o não comparecimento – e o boicote -, não impedem os estudantes de obterem o registro profissional.
 
O resultado do exame mostra que mais da metade dos estudantes avaliados, ou 54,5%, foram reprovados, ou seja, não acertaram mais do que 60% das questões. A prova continha 120 questões das seguintes áreas de conhecimento: Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Pediatria, Ginecologia, Obstetrícia, Saúde Mental, Epidemiologia, Ciências Básicas e Bioética.
 
Para Renato Azevedo Jr., presidente do Cremesp, o resultado do exame é preocupante. “Quem não acertou 60% da prova tem graves problemas na formação e terão problemas no atendimento médico”. Bráulio Luna Filho, coordenador do exame, avalia como “lamentável” os resultados.
 
Áreas consideradas cruciais para a prática da medicina tiveram média geral de acerto abaixo dos 60%, como Clínica Médica (53,1%) e Saúde Pública (46,1%). Outras áreas de conhecimento avaliadas tiveram as seguintes médias de acerto: Saúde Mental (41%), Pediatria (55,5%), Ginecologia (55,4%), Ciências Básicas (61%), Obstetricía (63,1%), Clínica Cirúrgica (66,7%) e Bioética (66,9%). Os estudantes de faculdades públicas tiveram um índice de acerto de 63,74% de acertos, ao passo que os alunos de instituições de ensino privadas alcançaram um índice de 54,38%.
 
Os alunos receberão, confidencialmente, os resultados de seus exames e as universidades, os dados gerais de seus estudantes avaliados, sendo preservada a identidade dos alunos. Não haverá um ranqueamento das instituições que participaram da prova. “Vamos às escolas, conversar, para podermos avaliar como melhorar os cursos. Também iremos enviar um relatório ao Ministério da Educação”, afirma Rento Azevedo. Para ele, é função do MEC, acompanhar e avaliar os estudantes, durante a graduação.
 
Os alunos que faltaram à prova poderão se justificar e realizar o exame no próximo ano. De acordo com Reinaldo Ayer, coordenador do exame, até a presente data, apenas 2 candidatos dos 71 ausentes ainda não apresentaram uma desculpa formal para o não comparecimento. Segundo ele, caso um aluno não se justifique e não compareça ao exame no ano seguinte, há a possibilidade dele não obter o registro. Já os recém-formados que boicotaram o exame obterão o registro, mas apenas no dia 31 de janeiro, após terem analisados cada caso de forma particular.
 
O presidente do Cremesp afirma que “um médico recém-formado que tem como a primeira atitude boicotar um exame já começa errando”, completando que o baixo índice de estudantes que boicotaram a prova mostra que tal atitude foi um “fracasso”. Ele afirma, ainda, que não existe uma lei no Brasil que permita que uma avalição barre o registro de novos médicos, tal qual acontece com o exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) - há um Projeto de Lei do Senado, (PLS) 217/2004, de autoria do senador Tião Viana (PT-AC), que propõe a instituição do Exame Nacional de Proficiência em Medicina como requisito para o exercício da profissão.
 
Bráulio Luna é mais enfático nas críticas. “Quem boicota a prova faz parte de uma elite que se recusa a ser avaliada”, afirma. “São pessoas egoístas, que não querem colaborar para a melhoria do ensino de medicina no país”.
 
O outro lado
Presentes na sede do Cremesp para uma audiência com o presidente Renato Azevedo, estudantes da Unicamp reafirmaram a posição de boicotar o exame.
 
Elaine Vieira, recém-formada pela Unicamp, boicotou a prova, assinalando a letra “B” em todas as questões, mas respondeu, para sua própria avaliação, as questões, acertando 74% delas. Ela afirma que a “avaliação foi mal elaborada” e não testou a instituição e as competências do médico, “balizando o indivíduo”.
 
Vieira afirma que “é papel do MEC, e não do Cremesp, avaliar os estudantes que se formam em Medicina”, ressaltando que o ideal seria um teste que avaliasse o aluno ao longo do curso, e não apenas ao término dele.
 
O estudante do 3º ano da mesma universidade, André Palma, concorda com Vieira. “Queremos uma prova semelhante ao teste progresso, que avalie também o corpo docente e a infra-estrutura da universidade”.
 
Para ele, o atraso na liberação do registro médico é uma clara punição aos estudantes que boicotaram a prova. Ele afirma que a reunião realizada nesta quinta, após a divulgação dos resultados da avaliação, tem por objetivo “agilizar a liberação da papelada”.

Fonte iG