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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Grupo discutirá cobrança de obstetras para acompanharem parto normal

Agência Nacional de Saúde Suplementar afirma que operadoras são obrigadas a oferecer assistência
 
A Agência Nacional de Saúde Suplementar vai criar um grupo de trabalho para discutir o parecer do Conselho Federal de Medicina permitindo que obstetras de planos de saúde cobrem um "extra" pelo acompanhamento do parto normal. O assunto deverá ser discutido por representantes do setor, órgãos de defesa do consumidor e entidades médicas.
 
Para a advogada especializada em planos de saúde do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), Joana Cruz, a polêmica em torno do tema está longe de acabar.
— Esse é um tema que exige uma solução rápida. Mas serão ainda várias reuniões, um documento será feito e colocado em consulta pública — avaliou.
 
Em nota anunciando a criação do grupo nesta quinta-feira, a ANS afirma que operadoras são obrigadas a oferecer assistência no parto, pré-natal e assistência ao parto. Caso a operadora não ofereça a cobertura da forma e no prazo determinado por regras da ANS, ela pode ser multada em até R$ 100 mil.
 
Fonte Zero Hora

Psiquiatra adverte sobre riscos do uso indiscriminado de tranquilizantes

O uso indiscriminado dessas substâncias pode causar dependência
e problemas cognitivos, como dificuldades de atenção e memória
Medicação psiquiátrica pode causar dependência e problemas cognitivos
 
A venda de remédios controlados nas farmácias brasileiras cada vez mais tem aumentado. De acordo com um boletim divulgado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o campeão entre todos os remédios foi o clonazepam, o que ajudou a sua classe química, os benzodiazepínicos a ficar em primeiro lugar. Atrás, vieram dois outros benzodiazepínicos, o bromazepam e o alprazolam.
 
Essas medicações são prescritas naquela receita azul que lembra a folha de um cheque. São os famosos tarjas-preta. Os médicos psiquiatras costumam indicar esse tipo de medicamento para combater a ansiedade e para provocar o sono, por isso, eles podem ser chamados também de ansiolíticos, hipnóticos, calmantes, tranquilizantes, mas no fundo são todos a mesma coisa.
 
Essas medicações têm a característica de agir rapidamente, ao contrário da maioria das medicações psiquiátricas. Em questão de minutos, levam a pessoa a um estado de alívio da ansiedade, de calma e de tranquilidade, favorecendo a chegada do sono, o que nos leva a entender o porquê de eles estarem tão populares não balcão das farmácias — explica a psiquiatra Deyvis Rocha.
 
O problema, como sempre, é quando essas medicações são usadas para casos que não têm indicação psiquiátrica. A ansiedade é algo extremamente normal. Anormal é o transtorno de pânico, a ansiedade generalizada, a fobia social. O que não é cabível é tomar um calmante após ficar nervoso com uma discussão com o marido, na expectativa de uma prova, enfim, na ansiedade do dia a dia.
 
O uso indiscriminado dessas substâncias pode causar dependência e problemas cognitivos, como dificuldades de atenção e memória. O psiquiatra é o profissional mais indicado para prescrever essa medicação.
 
Fonte Zero Hora

Ministério da Justiça exige recall de xampus da Avon

Alegando riscos à saúde e à segurança do público, a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça) determinou que a Avon fizesse um recall de mais de 500 xampus da linha Avon Care Hidratante em embalagens de um litro.
 
O produto -fabricado no dia 13 de novembro- começou a ser recolhido dos mercados no último sábado. Em nota, a Senacon diz que "os produtos agravam qualquer eventual quadro infeccioso aos consumidores com sistema imunológico debilitado".
 
A Avon, em comunicado, afirmou que o recall atinge 558 unidades do lote LP 3182, que foram contaminados pela bactéria Pseudomonas aeruginosa.
 
A empresa alerta que os produtos, em contato com a pele, os olhos, feridas e inflamações de uma pessoa com o sistema imunológico já debilitado, podem causar risco à saúde, não devendo, portanto, ser utilizados.
 
Defesa do consumidor
O consumidor que adquiriu o produto tem o respaldo do Código de Defesa do Consumidor e deve exigir sua troca imediata, sem cobrança de qualquer valor pelo serviço.
 
Segundo a Senacon, caso haja alguma dificuldade no procedimento de devolução e troca, é recomendado que o consumidor procure um órgão de proteção, como o Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor).
 
Para mais informações, o consumidor pode acionar a empresa através do telefone 0800-708-28-66 ou acessar o site do Ministério da Justiça (www.portal.mj.gov.br).
 
Fonte Folhaonline

Como tratar infecções que causam câncer

Cientistas tentam criar vacinas para prevenir surgimento da doença
 
Há duas notícias envolvendo a África e o câncer causado por infecção. A má é que o continente tem uma taxa particularmente alta desses casos. A boa é que já há, ao menos em tese, vacinas que podem prevenir a doença.

Mais de 50 anos atrás, o médico irlândes Denis Burkitt mudou-se para Uganda e abriu uma clínica. Pouco tempo depois ele se assustou com a quantidade de casos de crianças com tumores no rosto tão grandes que chegavam a sufocar e matar os pacientes.

Tratava-se um tipo de câncer que ele jamais tinha visto, e não por acaso, acabou sendo batizado como linfoma de Burkitt anos mais tarde.

Hoje em dia, esse tipo de tumor ainda é o câncer mais comum entre crianças na África Central, e sabe-se que o início da doença se dá com uma infecção.

"Ela está associada com um vírus chamado Epstein-Barr", diz Abrahams Omoding, um oncologista do Instituto do Câncer de Uganda.

O Epstein-Barr, que causa a mononucleose, também parece ser a ignição para o desenvolvimento do linfoma de Burkitt. Acredita-se que a malária também possa estar relacionada com o surgimento do problema.

O especialista diz que a maioria das pessoas acha que o câncer é causado, de forma geral, por maus hábitos, má alimentação ou exposição à radiação e substâncias químicas.

Mas ele ressalta que muitas infecções podem levar à aparição de um câncer, entre elas:

A bactéria H. pylori, que causa úlceras e pode levar a um câncer no estômago; O parasita responsável pela doença tropical esquistossomose pode causar o câncer de bexiga; O câncer cervical (no útero) pode ser causado pelo vírus do papiloma humano (HPV); O câncer no fígado pode ser causado pelo vírus da hepatite B; O sarcoma de Kaposi, um tumor cancerígeno que atinge o sistema conjuntivo, é causado por um vírus que ataca as pessoas com sistemas imunológicos fracos Em Uganda, país que abriga um alto número de pessoas HIV positivo, o sarcoma de Kaposi cresce em proporções endêmicas.

"A lista é longa. Estes são os tipos de câncer mais comuns que nós vemos, e, na verdade, todos são relacionados a algum vírus", explica Omoding.

Germes, vírus e bactérias
Na América do Norte, apenas um em cada 25 tipos de câncer são causados por agentes infecciosos. Já nos países em desenvolvimento, a taxa sobe para um em cada quatro, de acordo com um estudo recente publicado na revista especializada The Lancet.

O motivo? As más condições de higiene e saneamento básico nos países mais pobres acarretam em uma maior exposição a germes.

E as pessoas originárias da África sub-saariana, por exemplo, não costumam ser vacinadas contra vírus que podem levar a um câncer, como a hepatite B.

A cerca de 14 mil km da capital de Uganda, Kampala, na cidade de Seatlle, na costa oeste dos Estados Unidos, cientistas do Centro de Pesquisa do Câncer Fred Hutchinson estão tentando determinar como os vírus podem causar o câncer.

No laboratório americano, pesquisadores recebem caixas com amostras de Uganda todos os meses. "Se for uma amostra de sangue ou de tecido, virá em gelo seco", explica a cientista Mei Lei Huang.

Pesquisa
O objetivo do grupo de pesquisadores de Seattle é determinar quanto tempo um câncer leva para se formar após uma criança ser contaminada com o vírus Epstein-Barr.

Larry Corey, chefe do centro de estudos, diz que o trabalho tem uma meta muito clara: "Podemos interferir? Podemos alterar o processo de desenvolvimento do câncer ao atacar o vírus?".

A ligação biológica entre infecções e o cancer funciona da seguinte forma: os organismos invasores infectam as células e afetam seu funcionamento normal. O vírus Epstein-Barr, pro exemplo, infecta as células do sistema imunológico chamadas células B e as faz crescer.

"Quanto mais elas crescem, mais elas se dividem. Quanto mais elas se dividem, mais chances existem de que ocorra uma alteração do material genético durante a fase de divisão celular", explica Corey.

Isto faz com que as células comecem a crescer desordenadamente, tornando-se cancerígenas.

Mas a novidade é que essa ligação pode ser interrompida. "Se você sabe que uma infecção é a causa do câncer, se você ataca essa infecção, pode-se na verdade prevenir a ocorrência do câncer", diz a médica.

Vacinas
É isto que já está acontecendo com a vacina de HPV e de hepatite B. Na China, por exemplo, o câncer de fígado era o tipo que mais matava, mas desde que uma intensa campanha de vacinação contra a hepatite B teve início nos anos 1990, a incidência da doença começou a diminuir.

Ainda não há uma vacina capaz de prevenir o linfoma de Burkitt para as crianças de Uganda, mas os cientistas em Seattle e seus colegas em Kampala estão unindo esforços em busca disso.

O sonho de Corey é criar vacinas contra todas as infecções que podem causar o câncer. Caso esse objetivo seja alcançado, as mortes de câncer no mundo poderiam ser reduzidas em até 20%.
 
Fonte Estadão

Após longas filas, Ministério da Saúde muda marcação de consultas no Into

Brasília – Após milhares de pessoas se aglomerarem em filas no início da semana para conseguir marcar uma consulta no Hospital Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into), no Rio de Janeiro, o agendamento de consultas no hospital passará a ser feito pelo sistema informatizado disponível em todas as unidades de saúde da capital fluminense.

O anúncio foi feito ontem (6) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, após reunião com o secretário Estadual de Saúde, Sérgio Cortês, e o secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann.

O paciente não precisará ir ao Into para agendar a consulta. Ele deve procurar a unidade de saúde mais próxima, que fará o agendamento por meio do sistema.
 
Foi definida ainda a busca ativa de pacientes que já passaram pela triagem do Into e aguardam uma consulta com especialista ou cirurgia. Ao todo, 50 atendentes vão telefonar para essas pessoas e agendar o próximo atendimento. "Estamos acabando com um sistema que consideramos arcaico de convocar pessoas para ficarem expostas em filas, em horários não dignos, para conseguir uma consulta ou cirurgia na traumaortopedia”, disse Padilha.
 
Os governos anunciaram também um conjunto de ações para ampliar a capacidade de atendimento do Into. A partir do próximo sábado (8), cinco centros cirúrgicos vão entrar em funcionamento. A partir do dia 15, dez salas devem funcionar. A expectativa é aumentar em 5,6 mil cirurgias ao ano na unidade.
 
“Temos que enfrentar isso de forma permanente e em cooperação com estados e municípios, em um esforço para reduzir o tempo de espera para marcar uma consulta com especialista e para cirurgias”, avaliou o ministro.
 
De janeiro a novembro, foram feitas quase 7 mil cirurgias no Into (22% a mais em comparação ao mesmo período de 2011) e 180 mil consultas (74% a mais que em 2010).
 
O governo federal, em parceria com o estado do Rio de Janeiro, estipulou meta de 500 cirurgias ortopédicas por mês no Hospital Estadual de Traumatologia e Ortopedia Dona Lindu, no Hospital Ulisses Guimarães e no Hospital São Francisco de Assis, totalizando 11,6 mil cirurgias a mais por ano.
Em 2012, os hospitais estaduais do Rio fizeram 16,7 mil cirurgias ortopédicas no Rio de Janeiro (5% a mais que em 2011). A expectativa do ministério é que, até o final do ano, 31 mil cirurgias ortopédicas sejam feitas no estado. No primeiro semestre de 2012, foram 15.686 intervenções desse tipo por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2011, o número foi 30.594.
 
Fonte Agência Brasil