Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Dilemas do crescimento da medicina diagnóstica

Terceirizar ou não esta operação? É viável usar a força da marca para obter receita com este serviço? Como enfrentar a escassez de mão de obra e a concorrência entre organizações com diferentes modelos de negócios?
 
Com perspectiva de crescer 8,3% ainda este ano, atingindo receitas de R$ 20,2 bilhões e realizando 98 exames por habitante (de acordo com pesquisa da consultoria Formato Clínico), o setor de medicina diagnóstica se depara com dilemas para conseguir mais eficiência e lucratividade em suas operações, entre elas, optar ou não pela terceirização, o que fazer frente às iniciativas de verticalização das operadoras e como lidar com a falta de mão de obra especializada em seus serviços.
 
O foco que o Brasil ganhou na economia mundial, o aumento da oferta de empregos formais e, consequentemente, de beneficiários nos planos de saúde, e a entrada de possíveis players que irão aproveitar os movimentos de outsourcing – consagrado em outros setores – aquisições, aprimoramento profissional, adequação às regras internacionais de prestação de serviços e inovação são cenários que irão fazer parte das decisões estratégicas das empresas que querem permanecer no mercado.
 
Terceirização e verticalização: questão de estratégia
A terceirização é uma onda que vem conquistando adeptos em diversos setores há mais de uma década. A proposta se encaixa perfeitamente nas tendências de expansão rápida das operações, corte de custos, foco no core business e globalização. A estratégia já é consagrada em empresas de segmentos tradicionais como o automotivo, tecnologia e algumas verticais de serviços. Na área de medicina diagnóstica, o assunto vem ganhando corpo nos últimos dois anos devido à expansão econômica e gargalos para o crescimento.
 
De acordo com o fundador e diretor-executivo do Grupo Infinita, Paulo Bonadio, a medicina diagnóstica vive o dilema de escolher entre terceirizar e verticalizar. Mas o caminho a seguir depende da atuação da empresa e seus planos para o crescimento. “Nos grandes hospitais, as marcas são fortes e carregam estes serviços, que se tornam fonte de receita. Nos menores, a oferta direta destes serviços mais onera do que gera lucro”, diz.
 
O diretor de Relações Institucionais da Dasa, Luiz Gastão Rosenfeld, complementa: “Para que a operação se torne possível, as instituições precisariam cobrar caro ou procurar clientes de fora. A viabilidade econômica fica difícil, considerando-se a média de 50 leitos nos hospitais brasileiros.”
 
O diretor de Medicina Diagnóstica e Preventiva do Albert Einstein, Luis Roberto Natel, reforça que a questão financeira determina a decisão e o posicionamento da instituição no mercado. “Nosso avanço em diagnóstico é cada vez maior, mas entendemos que a área funciona como uma fábrica e é volume-dependente. Com volume pequeno, a conta não fecha”. O executivo destaca também a carência de mão de obra, o que deve ser levado em conta antes de se pensar na abertura de um novo serviço como estratégia de negócio. “Há poucos radiologistas se formando e, se todo mundo internalizar o serviço, não haverá profissionais disponíveis para todas as instituições.”
 
No setor público, terceirizar também parece ser a melhor saída. “Podemos entrar onde o governo não tem capacidade técnica nem operacional para fazer o serviço”, avalia Bonadio. Com atuação no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a empresa é responsável pela realização de exames de tomografia computadorizada e ressonância magnética em um dos hospitais públicos de Rondônia e já chegou à marca de 2,5 mil procedimentos realizados.
 
Para o sócio-diretor da Formato Clínico, Gustavo Campana, a abrangência da atuação também determina a decisão sobre terceirizar ou verticalizar. “Em grandes centros, uma unidade de negócio de medicina diagnóstica para os hospitais é viável, em mercados menores, é preferível um parceiro”, comenta. De acordo com o executivo, a busca por novas fontes de receita irá direcionar qualquer decisão nos próximos meses.
 
“No médio e longo prazos os hospitais sofrerão pressão do mercado para buscar novos negócios e diversificação da receita”, argumenta. E operadoras poderão olhar com mais carinho para esse ramo de diagnóstico ao notarem uma chance de lucratividade. “Mas há aspectos desse setor que complicam a decisão para quem não tem uma marca forte”, completa.
 
Formação e apagão profissional
O setor de saúde vive grande avanço tecnológico e de crescimento. Embora esse quadro seja bom para a maioria das empresas, tal expansão e transformação têm impacto direto na qualidade dos profissionais. Equipamentos mais modernos e complexos exigem melhor qualificação e políticas de retenção.
 
Em contrapartida, a falta de mão de obra, juntamente com o crescimento, gera uma inflação de salários mesmo em profissionais com pouco gabarito. A empresa que não conseguir equilibrar essa equação corre o sério risco de ver a qualidade dos serviços cair ou sofrer com a fuga de profissionais para a concorrência.
 
A solução para isso depende de cada caso. O Einstein, por exemplo, sentindo a necessidade de formar enfermeiros, criou uma unidade educacional especializada nisso para atender a demanda. Atualmente, 70% dos profissionais formados são aproveitados na própria instituição. Na radiologia, o hospital começou a fornecer residência para evitar fuga de mão de obra e formar melhores técnicos de acordo com os seus padrões.
 
No Grupo Infinita , os profissionais são treinados para atingir o volume esperado, as promoções acontecem por meritocracia e a remuneração é variável. O diretor executivo, Paulo Bonadio, aconselha as entidades a focarem na formação profissional e na qualidade e modernização de processos para suportar o crescimento dos próximos anos. “No centro-norte do País, a telerradiologia é uma febre, mas não há profissionais disponíveis, mesmo com boas ofertas de salários e benefícios. Quem conseguir adequar essa demanda com uma oferta que seja boa para o cliente, será beneficiado”, diz.
 
Na outra ponta, de quem solicita o exame, também falta qualificação. Muitas vezes por insegurança os médicos pedem exames por rotina mesmo que os pacientes sejam saudáveis acabam passando por procedimentos sem necessidade. “85% dos exames são negativos”, afirma Bonadio. É comum que os pedidos cheguem aos centros de diagnósticos sem informações clínicas ou que sejam solicitados procedimentos que não são os mais indicados para os casos que se pretende investigar. “Devíamos nos negar a realizar exames sem informações clínicas”, sentencia Rosenfeld.
 
Para contornar o problema, o Grupo Infinita se apoia em ferramentas como o Pacs e prontuário eletrônico e faz até mesmo conferências por Skype para encontrar os melhores exames para o diagnóstico buscado pelo médico solicitante. “É preciso ter mais protocolos. Quando a técnica não é bem aplicada, o médico acaba pedindo um novo exame”, explica Bonadio.
 
Além de protocolos, é preciso definir melhor os critérios de uso. “Temos de reinventar nossa posição como especialistas em diagnósticos. Hoje, se cria a demanda e a oferta acompanha. O cenário poderia ser diferente se o uso da medicina diagnóstica fosse mais racional”, finaliza Campana.

Desafios do setor

Globalização
com o Brasil entrando no foco das grandes empresas internacionais, o setor de saúde tem como clara a chegada de novos players internacionais nos próximos anos. Há aspectos legais e burocráticos que diferenciam o mercado local de outros como Europa e Estados Unidos. Mas a sensação geral é que as empresas que não conquistarem espaço com a marca e satisfação do cliente terão muita dificuldade em se posicionar no futuro.
 
Fortalecer marcas
Grandes, médias e pequenas empresas estão envolvidas nesse desafio. A estratégia pode variar da atuação em nichos à economia de escala. Não há uma regra básica, a não ser, defini – la de acordo com o poder de investimento, região onde atua e conhecimento total do mercado.
 
Formação Profissional
A escassez de profissionais qualificados é um dos problemas que afligem vários setores da economia nacional e não é diferente na saúde. A falta de médicos capacitados faz com que a demanda por exames aumente e, nessa ponta, a dificuldade vira um gargalo quase intransponível. Especialistas e executivos do setor estão recomendando a formação de mão de obra internamente e a adoção de políticas de carreira e benefícios para evitar a fuga para a concorrência.
 
Contratos
as diversas modalidades de contrato de serviços existentes é apontada como um dos problemas crônicos do setor. Há modelos de todos os tipos e isso exige uma criatividade das empresas na hora do fornecimento do serviço. Embora isso possa ser visto como uma virtude, também dificulta a comparação das competências e exige custos burocráticos maiores.
 
Fonte SaudeWeb

“Estamos vivendo uma crise na emergência”, diz Lottenberg

Em debate promovido pela Anahp, presidente do Einstein conclui que os sistemas que têm capacidade de atender por grau de complexidade estão fadados a não sobreviver a médio e longo prazo
 
O cenário brasileiro de Urgência e Emergência precisa redimensionar sua visão estrutural, assim como é preciso um reposicionamento da utilização da saúde em portas corretas. Essa é a conclusão do presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, Claudio Lottenberg, após debater o tema no Forum Internacional Horizontes Anahp, realizado em São Paulo.
 
De acordo com o executivo, o crescimento do número de pacientes retrata o aumento de expectativa de vida das pessoas, que trazem consigo um perfil mais complexo e, consequentemente, exigem modelos de atendimento para adequar o fluxo do paciente e a relação capacidade versus demanda.
 
“Estamos vivendo uma crise dentro do departamento emergencial. Temos visto uma série de questões que nos preocupa dentro dos vários cenários de debate na área de urgência e emergência. É preciso estarmos preparados para encontrarmos respostas que desonerem o sistema de saúde”, considera.
 
Mas, para Lottenberg, a solução nem sempre está em outros países. Em 2017, por exemplo, a projeção é que o sistema chamado de Obamacare passará a reverter tudo que representa receita em custos. “Se não percebemos capacidades evolutivas não vamos ter condições de suportar um sistema que seja viável. É o que possivelmente poderá acontecer aqui, não só nos Estados Unidos”, diz o executivo.
 
No Brasil, as instalações hoje como se apresentam demonstram que sua capacidade resolutiva não é adequada. Atualmente os pacientes são mais complexos que no passado e exigem uma visão de time, de compartilhar. Segundo Lottenberg, as necessidades nas perspectivas de qualidades têm que ser focadas no paciente, caso contrário o departamento de urgência e emergência terá custos extremamente elevados. “Vale destacar que a gestão de qualidade dentro do Pronto Atendimento é possível de ser feita por indicadores.”
 
Os principais desafios considerados são:
 
- Atender ao grande volume de atendimento sem perder a qualidade
 
- Adequar a capacidade de atendimento à demanda
 
- Ajuste no fluxo de atendimento
 
- Imprevisibilidade (demanda variável e surtos)
 
- Reserva de leitos para o departamento de emergência
 
- Equipe qualificada e em número adequado
 
- Estrutura física adequada para a demanda
 
- Recursos adequados
 
- Apoio financeiro federal
 
“Todo sistema de emergência deve estar acoplado ao sistema de saúde. A meu ver, os sistemas que não tiverem capacidade de atender por grau de complexidade e dentro do atendimento de qualidade são sistemas fadados a não sobreviver a médio e longo prazo”, conclui Lottenberg.

Fonte SaudeWeb

Médicos precisam preparar-se para diferentes tipos de relação com o paciente

Economista mundial da Saúde descreve três modelos básicos em voga: Paternalista, Informado e Compartilhado – todos praticados de acordo com as particularidades de cada caso a ser tratado
 
É natal, os shoppings estão preparados para o consumo, e a mãe diz à criança apontando para os mais variados tipos de brinquedo. – Pode escolher o que quiser! O olho brilha diante de tantas cores, formas e tamanhos. As múltiplas opções foram dadas e, agora, é com o “pequeno”. Essa pode ser uma das formas de relação entre o médico (mãe) e o paciente (filho) – muitas vezes não tão prazerosa – denominada Modelo Informado, por Amiram Jacob Gafni, eleito pelo Banco Mundial um dos cinco economistas da Saúde mais influentes do mundo.
 
Atento à evidente busca dos pacientes pelo maior envolvimento na hora de decidir seu tratamento, Gafni reconhece a complexidade das relações e elenca três modelos básicos: o Paternalista, em que o médico determina a conduta; o Informado, em que o paciente conhece seu diagnóstico e, exposto às opções de tratamento, escolhe o melhor segundo seu julgamento; e o Compartilhado, quando o paciente, munido de informações clínicas, e o médico, a par de todo o contexto pessoal do indivíduo em tratamento, entram em um consenso sobre os próximos “passos”.
 
De acordo com o economista e também professor do Departamento de Epidemiologia Clínica e Bioestatística da McMaster University, no Canadá, e membro do Centre for Health Economics and Policy Analysis (CHEPA), os três modelos, entre muitos outros, coexistem e são colocados em prática de acordo com o perfil de cada caso, tendo relação direta com aspectos comportamentais, culturais, etários e estruturais do sistema de saúde local.
 
“Por exemplo, a decisão tomada por uma paciente do Canadá com câncer de mama, semelhante a uma brasileira, pode ser diferente”, explica Gafni, supondo que uma senhora canadense poderia preferir a Mastectomia (remoção completa da mama) ao invés da Lumpectomia (retirada de parte da mama, com sessões de radioterapia) por habitar em um país frio e, portanto, habituada a roupas invernais e por ter um marido que a apoie. Já uma brasileira, que costuma usar roupas mais leves devido ao clima, poderia escolher pela Lumpectomia.
 
“É típico ver países como o Brasil procurando soluções fora. Mas, para mim, elas devem sempre ser construídas dentro de “casa”. O Brasil é muito diferente, possui um mix de culturas e um sistema de saúde particular, dividido entre público e privado”.
 
Incongruências
Entretanto, apesar das inúmeras diferenças envolvidas, há dois cenários em comum acontecendo em países como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e Brasil, entre muitos outros. De um lado, os médicos são pressionados a atender cada vez mais pacientes e, para isso, o modelo paternalista é mais fácil e rápido. Enquanto, do outro, os pacientes estão cada vez mais informados e questionadores, demandando um atendimento mais personalizado, ou seja, mais próximos aos modelos Informado e Compartilhado.
 
O impacto nos custos, segundo Gafni, ainda não está claro, entretanto, para ele é óbvio que “se você quer reduzir custos, não fornece opções de escolha às pessoas.”
 
A sociedade é peça fundamental nesse contexto antagônico, em que questões sociais e econômicas estão fortemente entrelaçadas. “Nos Estados Unidos, por exemplo, muitas mulheres que tiveram câncer de mama começaram a se mobilizar, pois estavam sentindo que os médicos não ligavam para seus interesses. Elas começaram a pedir mais envolvimento e conseguiram”, enfatiza, deixando evidente que os modelos podem ser aplicados de acordo com a área da medicina e suas necessidades.
O movimento “Não Decida Sem Mim”, na Inglaterra, que prega o envolvimento do paciente nas questões de seu próprio tratamento, está ganhando força, segundo o economista.

Postura médica
A complexidade das resoluções humanas impõe um grande desafio ao médico que, de acordo com o professor, precisa ser sensível e flexível em relação ao paciente para, assim, criar um ambiente onde possa sentir a abertura para uma relação de parceria e igualdade. “O consenso entre os dois não é fácil de atingir. A decisão compartilhada nem sempre vai acontecer”, diz o economista, esclarecendo que o modelo paternalista não vai morrer, pelo contrário, ele é propício para casos bastante graves, em que muitos pacientes preferem não se envolver e deixar a decisão nas mãos do médico.
 
Para colocar em prática tal amadurecimento nas relações entre médico e paciente, Gafni apoia-se na força da educação, voltada tanto para o médico como para o paciente. O professor tem trabalhado em documentos que ensinam os profissionais a explicar, em linguagem simples, todas as possibilidades de escolha da pessoa em tratamento.
 
Modelos
 
Paternalista: o médico determina a conduta, podendo ser de forma autoritária ou por escolha do paciente, que geralmente acontece em casos bastante graves.
Informado: em que o paciente conhece seu diagnóstico e é exposto às opções de tratamento, incluindo possíveis resultados satisfatórios e contra-indicações, podendo conversar com familiares e amigos para a decisão final.
 
Compartilhado: relação de parceria e confiança estabelecida entre os dois. O paciente é munido de todas as informações clínicas – incluindo possíveis resultados satisfatórios e contra-indicações – e o médico também fica sabendo do histórico e preferências do “doente” para, juntos, decidirem o tratamento a ser seguido.
 
Fonte SaudeWeb

Gerenciamento de dispositivos móveis preocupa prestadores de Saúde

Por Paul Cerrato | InformationWeek EUA
 
Com tantos médicos levando seus smartphones e tablets para o trabalho e com violação de dados de pacientes sendo noticiada o tempo todo, os gerentes de TI precisam tomar decisões acertadas
 
De todos os problemas que mantêm os gerentes de TI acordados à noite, é difícil encontrar um mais vexatório do que o gerenciamento de dispositivos móveis. Uma pesquisa recente de prestadores de saúde torna isso dolorosamente óbvio.
 
As preocupações com segurança e gerenciamento estão no topo da lista de muitas organizações, segundo o relatório da KLAS. O estudo, “Mobile Healthcare Applications: Can Enterprise Vendors Keep Up?” (Aplicativos de Saúde Móvel: Os fornecedores conseguem se manter atualizados?) , questionou 105 pessoas, a maioria de cargo de chefia, sobre seu uso de tecnologia móvel em hospitais e descobriu que manter a segurança do uso de dispositivos pessoais por meio de software MDM (Mobile Device Management – Gerenciamento de dispositivos móveis) é uma das maiores preocupações.
 
Quando os executivos foram questionados se suas organizações buscam promover a segurança dos dados por meio de dispositivos pessoais usados no trabalho, a criptografia de dados foi a resposta número um. A MDM foi a número dois, o quê, segundo Eric Westerlind, autor do relatório, é revelador. Como o uso da criptografia já é generalizado, o alto interesse em MDM é promissor.
 
“(Os provedores) estão preocupados em garantir que os tablets são seguros e isso é difícil porque ele é um dispositivo pessoal. O que é instalado não pode ser muito intrusivo e às vezes isso pode ser um problema com MDM. Mas quando se lida com informações de pacientes, qualquer coisa que contenha dados cobertos pela Hipaa precisa ser seguro e esses dispositivos precisam ter a função de eliminação de dados”.
 
Ken Kleinberg, um consultor de saúde em TI para o Advisory Board, disse ao InformationWeek Healthcare que os sistemas operacionais de dispositivos móveis têm melhores recursos de segurança do que os sistemas Windows encontrados em hospitais. Mas ele enfatiza que ainda assim, os hospitais precisam de uma forte política de segurança Byod, incluindo ferramentas de gerenciamento de aplicativos móveis: “Não é somente controlar a configuração no dispositivo; também é preciso controlar qual aplicativo pode ser carregado no dispositivo”.
 
A equipe de TI do hospital pode dar aos médicos uma lista dos aplicativos proibidos, Kleinberg observou. Se o médico quer usar um leitor de documento, por exemplo, o hospital deve sugerir qual. Se quiser usar um calculador de dose de medicação, a área de TI deve sugerir três aplicativos e disponibilizá-los em seu servidor de aplicativos.
 
Durante entrevistas com inúmeros profissionais de TI ficou óbvio que quando a conversa se volta para o MDM, apenas um modelo não se adequa a todos os locais. Em vez de escolher um produto MDM, o Beth Israel Deaconess Medical Center tem por enquanto “ajustada uma política de segurança reforçada por meio do Exchange ActiveSync”, explicou o CIO, John Halamka. “É bem provável que estejamos abrangendo a maioria, se não todos, os Byods que acessam os recursos do Bidmc, já que o e-mail é de longe o aplicativo mais usado. Não temos outros aplicativos que foram personalizados para serem executados em tablets e smartphones. Nossos aplicativos são nativos para a rede, então a habilidade para instalar e gerenciar aplicativos móveis não é algo que encaramos como um problema”.
 
Para esses provedores de saúde que exigem aplicativos móveis nativos para seus médicos, vários fornecedores oferecem plataformas MDM para lidar com as ameaças de segurança.
 
Bob DeLisa, presidente do Cooperative Systems, uma empresa de consultoria e suporte de TI, dá alguns conselhos ao escolher um sistema. Ele diz aos clientes para escolherem uma ferramenta MDM, tirando como base “a idade e escalabilidade de sua infraestrutura atual”. DeLisa diz para avaliar a Meraki, por exemplo, quando for fazer uma atualização de infraestrutura e soluções com base no servidor como Good, MobileIron ou BoxTone, se foram recentemente atualizados.
 
Muitos hospitais e clínica preferem instalar uma solução Byod especialmente personalizada, mas aqueles que preferem usar um fornecedor MDM devem pesar uma longa lista de problemas.
 
Entre esses problemas técnicos, estão:
 
- Qual sistema operacional móvel você precisa dar suporte?

- Você planeja hospedar o sistema MDM em sua rede?

- Qual sistema de e-mails seus médicos usam e ele será compatível com a ferramenta MDM?

- O software MDM ainda o deixará em conformidade com a Hipaa?

- Quais são as capacidades de bloqueio e eliminação do software?

- Você usará a ferramenta MDM para entregar outros aplicativos que os médicos insistem em usar para gerenciar os pacientes?
 
Muitas dessas questões são sublinhas em um Buyer’s Guide (Guia do Comprador) da Avema Critical Wireless.

George Brenckle, CIO da UMass Memorial Healthcare, tem uma abordagem diferente para Byod. Ele prefere se focar no gerenciamento de dados em vez do gerenciamento dos dispositivos, que é a uma das razões para o UMass ter trocado para uma abordagem de desktop virtual. Com todos os dados dos pacientes no servidor do hospital, não há risco de violações por iPads ou laptops roubados ou perdidos.
 
E sobre produtos comerciais MDM? Brenckle diz que o desafio é tentar se manter um passo à rente do ecossistema de dispositivos móveis, que muda rapidamente: “Você investe em uma dessas ferramentas MDM e ela está funcionando bem; de repente um novo tablet ou smartphone chega ao mercado e a ferramenta não está pronta para gerenciá-lo”.
 
A moda Byod não vai acabar – e por que iríamos querer isso? Ela ajuda os médicos a atenderem melhor, acelera o cuidado ao paciente e sem dúvidas já salvou vidas em inúmeras ocasiões. Uma vez que encontra-se a correta solução de TI, as noites de sono serão recuperadas.
Tradução: Alba Milena, especial para o Saúde Web.
 
Fonte SaudeWeb

Polêmica: PL propõe que exame de ultrassom seja feito por técnicos

Audiência Pública sobre o projeto 3661 de 2012 acontece nesta quinta-feira. CBR entende que a proposta, que será votada é prejudicial aos pacientes, à sociedade e ao radiologista
 
A Audiência Pública sobre o Projeto de Lei nº 3661 de 2012, que passa para os técnicos a realização de exames de ultrassom, acontece na Câmara Federal, em Brasília (DF) nesta quinta-feira (06). A reunião será realizada pela Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF).
 
O Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), presente na audiência, entende que o é prejudicial aos pacientes, à sociedade e ao radiologista, “pois ele pretende retirar dos médicos radiologistas o direito, por lei e não por competência, de fazer exame de ultrassom, cujo diagnóstico permite salvar vidas, indicar ou contraindicar cirurgias, além de orientar o melhor tratamento a ser seguido”.
 
Caso seja aprovado, este exame será privativo dos técnicos e tecnólogos, além de bacharéis em Radiologia, profissão que será criada com a aprovação do projeto.
 
De acordo com o presidente do CBR, Dr. Manoel Aparecido Gomes da Silva, é necessária muita experiência, técnica e conhecimento do profissional para a realização do exame ultrassonográfico: “O ultrassom é um exame médico, dinâmico, que requer profundos conhecimentos de anatomia, fisiologia, interação dos medicamentos, conhecimento de todas as patologias e as alterações que elas provocam no corpo humano em seus diferentes estágios. Deter esses conhecimentos só é possível após seis longos anos de estudo na área da Medicina e, pelo menos, mais dois anos de especialização na área de Ultrassonografia”.
 
Durante debate sobre medicina diagnóstica, realizado em outubro pela IT Mídia, o consenso entre os presentes – em sua maioria médicos e gestores de importantes laboratórios do País – a proposta é que
existem países, como os Estados Unidos, que delegam a aquisição das imagens aos técnicos. Neles, a ultrassonografia médica é considerada estudo opcional e complementar à ressonância magnética, a tomografia computadorizada ou a mamografia, métodos que utilizam equipamentos com radiação ionizante ou outros elementos físicos deletérios de alto custo e não disponíveis amplamente em todo o território brasileiro.

Talvez por esta razão, não raramente médicos brasileiros especializados em Ultrassonografia são convidados a palestrar em congressos científicos destes países, para ensinar aos estrangeiros como utilizar e aplicar o método ultrassongráfico com eficácia. O Brasil hoje é considerado umas das referências internacionais no uso e interpretação da Ultrassonografia como Diagnóstico por Imagem, substituindo em muitos casos as indicações de ressonâncias e tomografias, por exemplo.
 
Saiba mais sobre o PL nº 3661
O Projeto de Lei nº 3661/2012 foi elaborado há alguns anos pelo Conselho Nacional dos Técnicos em Radiologia (Conter) e inicialmente apresentado pelo senador Paulo Paim (PT/RS). Nesta época ele foi nomeado como Projeto de Lei do Senado nº 26 de 2008 (PLS 26/2008) e teve como relatora a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM), tendo sido aprovado no Senado e enviado à Câmara Federal, onde recebeu a denominação de PL nº 3661/2012, pelo qual é identificado atualmente.
 
Fonte SaudeWeb