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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Como evitar acidentes com a decoração de Natal

Escolher luzes e decorações com selo de segurança estão entre as dicas. Veja outras
 
Todo final de ano, milhares de pessoas dão entrada nas emergências dos hospitais por conta de lesões e acidentes envolvendo decorações natalinas.

"Uma árvore bem instalada, velas posicionadas com cuidado e conjuntos de luz verificados antes da viagem ajudam a evitar que a alegria das festas se transforme em uma viagem para o pronto-socorro ou culmine na perda total da casa” orienta a presidente da Comissão de Segurança de Produtos dos Estados Unidos, Inez Tenenbaum.
 
No Brasil não existem números específicos abrangendo todas as internações geradas por acidentes natalinos, mas especialistas estimam que elas certamente vão além das tragédias com fogos de artifício.
 
Veja a seguir algumas dicas para reduzir o risco de acidentes ao decorar a casa para as festas:
 
1. Se optar por uma árvore viva, compre a que estiver mais verde e fresca (árvores com folhas e troncos secos significam mais chances de incêndio)
 
2. Prefira sempre os pinheiros de natal verdes. Neles, os espinhos são difíceis de puxar e quebram menos, o que evita ferimentos nos dedos
 
3. Mantenha a árvore viva bem regada e longe de fontes de calor, como aparelhos elétricos e ventiladores
 
4. Ao comprar uma árvore artificial, prefira modelos resistentes ao fogo. E lembre: resistente ao fogo não é o mesmo que a prova de fogo. Tenha cuidado sempre
 
5. Ao decorar a árvore com crianças ou perto delas, não use adereços pesados, quebráveis ou afiados
 
6. Se tem crianças pequenas em casa, evite usar enfeites que lembrem doces ou alimentos, ou adereços que tenham pequenas peças removíveis, pois elas podem ser engolidas
 
7. Mantenha as velas acesas sempre à vista e apague todas antes de ir para a cama, sair do local onde ela está, ou sair de casa
 
8. As velas devem ser colocadas em superfícies estáveis e resistentes ao calor, sempre longe do alcance de crianças e de animais domésticos
 
9. Mantenha as velas e os pontos de luz incandescente longe de itens que podem pegar fogo e queimar facilmente, tais como árvores e outros enfeites com verdes, decorações, cortinas e móveis
 
10. Use apenas luzes decorativas que tenham o selo de segurança do Inmetro
 
11. Antes de instalar as luzes do ano passado, cheque se não há fusíveis queimados, luzes quebradas, fios desgastados ou conexões soltas. Se o conjunto estiver danificado joque-o fora
 
12. Cheque se os cabos de extensão usados para levar energia às luzes estão classificados para o uso pretendido
 
13. Jamais use luzes elétricas numa árvore metálica
 
*Com informações de The New York Times
 
Fonte iG

Brasil não precisa de novas escolas de medicina, mas de mais vagas de residência médica, diz CFM

Brasília – O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto d'Ávila, defendeu ontem (11) que o governo passe a investir na abertura de mais vagas em residência médica e não na ampliação de escolas e cursos de medicina. “Há uma falsa polêmica entre quantidade e qualidade. A preocupação, mais que o número, é a qualidade do ensino”, avaliou.
 
Em junho deste ano, o Ministério da Educação anunciou o Plano de Expansão da Educação em Saúde, voltado para regiões consideradas prioritárias, que prevê o aumento em 10% do número de vagas existentes em cursos de medicina.
 
Atualmente, o país conta com uma média de 1,9 médico para cada mil habitantes. O governo defende que o índice ideal seria 2,5. Durante coletiva de imprensa, o presidente do CFM lembrou que algumas localidades como o Distrito Federal chegam a registrar médias superiores a 6 médicos para cada mil habitantes, mas não oferecem boa assistência à população.
 
“Há uma percepção popular de que falta médico no país. Não é verdade. Faltam médicos no serviço público, onde não há carreira, estímulos, progressão. Os médicos trabalham em condições adversas, sem material”, disse. “Ninguém quer trabalhar nessas condições em lugar nenhum no mundo”, completou.
 
Sobre a abertura de instituições para o ensino da medicina, d'Ávila destacou que a maioria das novas escolas não tem corpo docente ou estrutura para aulas práticas, como cadáveres e hospitais. “É uma falácia e uma irresponsabilidade. O que precisamos é de médicos bons e bem formados”, avaliou.
 
Dados do CFM indicam que o Brasil conta com 197 escolas médicas, algumas com dois ou três cursos distintos. Em todo o país há 208 cursos de medicina. Ainda segundo o conselho, nos Estados Unidos, há 137 escolas de medicina, mesmo com uma população superior à brasileira.
 
“Temos médicos suficientes. Eles estão mal distribuídos, concentrados no Sul e no Sudeste. A ideia de abrir escolas no interior não é de todo ruim, mas tem que ter qualidade. Precisamos da abertura de vagas de residência médica, que é o que prepara os especialistas. O que fixa o médico é a residência. A escola não fixa”, destacou.
 
Atualmente, cerca de 14 mil médicos se formam todos os anos no Brasil, mas o país registra apenas 7 mil vagas de residência médica.
 
Fonte Agência Brasil

Padilha defende modelos de terceirização de serviços em algumas áreas do SUS

Rio de Janeiro – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu ontem (11) novos modelos de gestão na saúde pública em alguns serviços nos quais os governos pagam pelo produto final do atendimento médico, em vez de comprar equipamentos e pagar médicos pela hora de trabalho.
 
“[Em] algumas formas de trabalho médico, é melhor pagar pelo produto entregue do que pelas horas do profissional. Se o equipamento estiver quebrado, o profissional recebe a mesma coisa. Temos que ter essa ousadia no SUS [Sistema Único de Saúde] de aprender com outras experiências, porque nossa meta é oferecer o que de melhor exista pelo menor tempo de espera do paciente”, disse o ministro. Segundo ele, às vezes, é melhor pagar pelo número de consultas e exames feitos, e não por hora de trabalho, porque, em algumas situações, não há de fato hora de trabalhado, pois o equipamento não está funcionando.
 
Padilha falou sobre o assunto no Centro de Diagnóstico por Imagem, durante a inauguração de um equipamento de ressonância magnética inédito no SUS. “O estado não comprou a ressonância, mas está pagando por um certo número de exames. Pagar pelo equipamento parado é um desperdício de recursos da saúde. Se o equipamento quebrar, a empresa que recebe terá interesse de consertá-lo rapidamente, porque, se não fizer isso, não vai receber [pelo serviço].”
 
De acordo com o ministro, o modelo anunciado hoje foi mais barato e respondeu melhor às demandas do SUS do que se a Secretaria da Saúde do estado tivesse comprado os equipamentos e pagasse pela hora dos profissionais.
 
O presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, Jorge Darze, no entanto, considera um grande equívoco um modelo de gestão em saúde pública com terceirização de serviços e parcerias com a iniciativa privada. “Privatizar mão de obra e gestão da saúde pública fere as regras do Sistema Único de Saúde e a Constituição federal. O que mobiliza o privado é o lucro e o que motiva a administração pública é o interesse público, projetos diametralmente opostos”, disse Darze.
 
Fonte Agência Brasil

Rio de Janeiro vai lançar plano municipal para atendimento a usuários de crack e outras drogas

Rio de Janeiro - A partir de 2013, a cidade do Rio de Janeiro vai ter um serviço de atendimento à saúde adequado para usuário de álcool e outras drogas. O anúncio foi feito ontem (11) pelo secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann, que participou da audiência pública Crack: Prevenção, Resgate e Cuidados Especializados em Saúde Mental, promovida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ).
 
De acordo com o secretário, o município ampliou o atendimento básico e agora vai melhorar o atendimento especializado ao usuário de drogas. “Estamos na fase dos termos finais para fazer o anúncio de um plano municipal para o atendimento mais adequado para lidar com essa situação”, disse.
 
Dohmann declarou ainda que os debates e trocas de ideia na audiência serão levados em conta na elaboração do plano. “O plano está prestes a ser anunciado, mas ainda não está 100% concluído. Ele estará sintonizado com as políticas definidas pelo Ministério da Saúde e com os marcos legais que regulam essa ação e esse tipo de atendimento, além de ser coerente com os aspectos técnicos colocados pelos especialistas da área”.
 
Segundo o secretário, o Plano Municipal de Atendimento ao Usuário de Crack e Outras Drogas deve ser anunciado ainda este ano.“Não temos expectativa, no tocante à saúde, de trazer nenhuma novidade bombástica. Mas o que a gente pretende é aplicar as políticas com qualidade, de forma que elas sejam as mais resolutivas possíveis. Que a gente possa ter um processo de expansão dos serviços de atenção primária e de atenção especializada adequado para a vida com esse cenário que a sociedade nos coloca”.
 
A titular da 3ª promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Saúde do MP-RJ, Anabelle Macedo Silva, explicou que o objetivo da audiência foi colocar os gestores públicos para trocar ideias e unir forças no enfrentamento do problema.
 
“O ponto concreto principal da audiência pública é que haverá a apresentação, pelo município, de um plano municipal contemplando cuidados especializados em saúde mental, já absorvendo essas informações que hoje circularam aqui na audiência pública”, disse.
 
Participaram da audiência gestores públicos municipais, estaduais e federais, especialistas de universidades e conselhos e membros da sociedade civil.
 
De acordo com Anabelle, é consenso entre os especialistas e gestores que, para melhorar a atenção ao usuário de crack e outras drogas, é preciso ampliar a rede de atendimento extra-hospitalar, como os centros de Atenção Psicossocial (CAPs), além de incluir questões correlatas, como moradia, educação e geração de renda.
 
Fonte Agência Brasil

Ministério da Saúde anuncia criação de 678 leitos para hospitais públicos do Rio

Rio de Janeiro – As unidades de tratamento intensivo (UTI) do estado do Rio vão ganhar 678 leitos. Do total, 69 serão destinados, em caráter de urgência, para os hospitais federais e para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into). Os demais, 221 vão para postos em UTI e 388 para clínica médica, anunciou 0ontem (11) o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
 
“O perfil [do Sistema Único de Saúde -SUS] mudou muito. Então, estamos fazendo um diagnóstico da necessidade do novo perfil de leitos. Os leitos criados no Rio de Janeiro são fruto desse estudo que identificou as novas necessidades de saúde da população, sobretudo, para a continuidade do tratamento nas urgências e leitos de UTI”, disse o ministro.
 
Padilha espera que com os novos leitos diminuam o tempo de espera, que segundo ele, é a principal preocupação do Ministério da Saúde. A iniciativa faz parte do S.O.S Emergências, que aprimora a gestão e qualifica o atendimento nos maiores prontos-socorros do SUS.
 
O funcionamento dos novos leitos custará ao governo federal R$ 94,8 milhões por ano, sendo R$ 12,8 milhões nas unidades federais. Os hospitais estaduais contemplados com os leitos são: os hospitais Getúlio Vargas (18), de Anchieta (5), Carlos Chagas (16), Albert Schweitzer (45) e São Francisco de Assis (27).
 
Padilha anunciou ainda investimentos de R$ 11,8 milhões para custear a criação de 45 leitos de UTI no Hospital Municipal Dom Pedro II, de 65 em hospitais da zona oeste da cidade e 160 de clínica médica, com repasse do ministério de R$ 31,8 milhões. Os leitos clínicos servirão de retaguarda para os hospitais que fazem atendimento de urgência e emergência no Rio de Janeiro, dos quais dois – o Miguel Couto e Albert Schweitzer – integram o SOS Emergências.
 
Em junho deste ano, o Ministério da Saúde anunciou investimentos de R$ 374,4 milhões para expansão da capacidade de atendimento nos serviços de urgência e emergência no Rio de Janeiro, beneficiando a capital fluminense e mais 19 municípios da região metropolitana.
 
Na parte da manhã o ministro participou da cerimônia de inauguração do primeiro e único equipamento de ressonância cardíaca e de mama na rede pública disponível para os pacientes do SUS. É o terceiro aparelho de ressonância do Centro de Diagnóstico por Imagem do Governo do Estado (Rio Imagem), fundado há um ano, no centro da capital fluminense, e vai dobrar a capacidade de atendimento por ressonância que chega a 20 mil exames por mês.
 
“Um dos grandes desafios do país é aumentar o número de mamografias, e iniciativas como essas são muito importantes para suprir a demanda e diminuir o tempo de espera, aliado à humanização do tratamento”, ressaltou Padilha.
 
Fonte Agência Brasil