Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Medicamento diurético pode melhorar certos sintomas do autismo, aponta estudo

Embora não possa curar, o tratamento demonstrou uma diminuição da severidade dos distúrbios da doença
 
Um medicamento diurético poderia atenuar a severidade de certos distúrbios do autismo, segundo um estudo realizado por cientistas do Inserm (Instituto Nacional da Saúde e da Pesquisa Médica francês), divulgado esta terça-feira.
 
O ensaio foi realizado pelo método duplo-cego aleatório, que permite analisar a eficácia de um novo medicamento, evitando que o cientista e o indivíduo testado tenham conhecimento se a substância usada é experimental ou uma substância inócua.
 
Participaram do estudo 60 crianças com idades entre 3 e 11 anos, portadoras de autismo, inclusive síndrome de Asperger, que tomaram, aleatoriamente, durante três meses, ora o diurético bumetanida (na proporção de 1 mg por dia) para "reduzir os níveis de cloro" nas células, ora um placebo. As crianças foram acompanhadas durante quatro meses, o último deles sem terem ingerido o medicamento.
 
A severidade dos distúrbios autísticos das crianças foi avaliada no início do estudo e ao final do tratamento, ou seja, ao cabo de 90 dias e um mês depois deste prazo.
 
Embora não possa curar, o tratamento demonstrou permitir a três quartos das crianças tratadas uma diminuição da severidade dos distúrbios autísticos, segundo pesquisadores do instituto francês cujo trabalho foi publicado esta semana no periódico Translational Psychiatry. Com a suspensão do tratamento, alguns problemas reaparecem.
 
Mesmo que não possa curar a doença, o diurético diminui a severidade dos distúrbios autísticos da maioria das crianças. Segundo os pais destas crianças, eles são menos "presentes" — afirma Yhezkel Ben-Ari (Inserm, Marselha, França), um dos co-autores do estudo, junto com o doutor Eric Lemonnier, psiquiatra infanto-juvenil especializado em autismo. A título de exemplo, os profissionais notaram melhora na atenção e na interação.
 
Para determinar a população abrangida por este tratamento, os cientistas apresentaram um pedido de permissão para fazer um estudo em vários centros em escala europeia e, no futuro, obter uma autorização para esta indicação.
 
Os cientistas reforçaram a necessidade de se avaliar o efeito a longo prazo deste tipo de tratamento e aprofundar a pesquisa sobre seus mecanismos de ação.
 
Em um comentário divulgado pelo periódico, um especialista, o professor emérito Uta Frith (UCL, Instituto de Neurociência Cognitiva, em Londres) disse ser "cético" por ver vários tratamentos do autismo surgir e depois desaparecer. Ele julgou "modesto" o efeito do medicamento, mas destacou, entretanto, a seriedade do estudo.
 
Fonte Zero Hora

Sociedades médicas indicam vacinas para os adultos com calendários específicos

Imunização não é coisa só de criança
 
Vacina não é sinônimo de infância. Motivos não faltam para se ficar atento à vacinação na idade adulta. Por exemplo, a varicela e a hepatite A se manifestam de forma mais grave no adulto do que na criança. Vacinas contra a difteria, tétano, coqueluche e febre amarela demandam doses de reforço ao longo da vida. De acordo com a categoria profissional ou o roteiro de uma viagem, a pessoa pode ficar mais exposta a certas doenças infectocontagiosas e por isso precisa ser protegida pela imunização.
 
Na opinião do médico Renato Kfouri, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), a vacinação é associada às crianças porque as primeiras vacinas que surgiram no mundo evitavam doenças responsáveis por boa parte da mortalidade infantil, como a difteria e a poliomielite.
 
José Geraldo Ribeiro, professor de Medicina Preventiva da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, lembra que os adultos também precisam se informar sobre as vacinas:
 
Muita gente chegou à fase adulta sem estar protegido contra as hepatites A e B, porque as vacinas contra essas doenças são relativamente recentes.
 
A médica Lucia Bricks, diretora de Saúde Pública da Sanofi Pasteur, observa que a vacinação do adulto visa não somente proteger o indivíduo, como também seus contatos:
 
Um dos exemplos mais importantes é a vacinação contra a coqueluche.
 
Por que é importante
Estar em dia com a vacinação de rotina é um dos primeiros passos do adulto preocupado com sua saúde. Diabéticos, hipertensos e outros doentes crônicos precisam se vacinar contra doenças às quais estão mais suscetíveis, como a pneumonia. A vacinação para essas pessoas pode ser feita gratuitamente nos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (Cries), cuja lista de endereços está disponível no portal do Ministério da Saúde.

A Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim) criou ainda o calendário ocupacional, que indica vacinas para várias categorias profissionais, que estão mais expostas a determinadas doenças infectocontagiosas. Entre elas estão os pilotos e comissários, as manicures e pedicure, manipuladores de alimentos, os profissionais de saúde, os professores e demais pessoas que trabalham com crianças. Esse e outros calendários para adultos podem ser conferidos na página no site da Sbim.
 
Fonte Zero Hora

Comissão do Senado aprova regulamentação da profissão de médico

Depois de adiamentos e de muita pressão, a Comissão de Educação do Senado aprovou, nesta quarta-feira (12), o polêmico projeto de lei apelidado de "Ato Médico".
 
Agora, o texto segue para avaliação da Comissão de Assuntos Sociais da Casa.
 
A proposta, em tramitação há uma década no Congresso, regulamenta a profissão do médico e define atos que são privativos desses profissionais. É esse o principal ponto de discórdia, que reuniu praticamente todas as demais profissões da saúde contra a aprovação do texto.
 
Uma das principais reclamações é que, ao estabelecer como privativo do médico o diagnóstico de doenças, o projeto estaria vetando, por exemplo, que fisioterapeutas fizessem parte do trabalho que já fazem --como quando constatam problemas em articulações.
 
O relator da matéria, senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), afirmou na semana passada que as críticas eram "mitos" que tinham sido criados em volta do projeto.
 
O senador garantiu, por exemplo, que acupuntura, tatuagem, aplicação de injeções, a direção de serviços de saúde e o próprio diagnóstico já feito pelos fisioterapeutas não seriam afetados pela aprovação do projeto.
 
"De mito em mito, estamos conseguindo derrubar preocupações pertinentes", disse Lima na semana passada.
 
Reunião quente
Com a votação adiada na semana passada, o projeto voltou a ser discutido nesta quarta em uma nova audiência pública. Os senadores estavam divididos: parte queria mais tempo para discussão e outra parte queria votar imediatamente. Apesar da divisão, o texto foi aprovado por unanimidade.
 
A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) tentou costurar um acordo para que um grupo de trabalho fosse montado essa semana para fazer reparos ao texto, o que permitiria sua votação na próxima comissão ainda este ano.
 
"A intenção era resgatar o trecho sobre o diagnóstico e a citopatologia [análise de células e tecidos para estabelecer a presença de alguma enfermidade], algo que foi retirado e era elencado como não privativo [do médico]", argumentou a senadora, que não conseguiu o compromisso formal dos colegas.
 
A votação ocorreu em menos de 15 minutos, já que em seguida teria início uma sessão do Congresso para discutir os royalties do petróleo.
 
Ivone Evangelista Cabral, presidente da Associação Brasileira de Enfermagem, classifica o projeto como uma proposta "absurda e corporativa". Sobre o ponto mais polêmico, Cabral afirma: "O que é privativo do médico é o diagnóstico médico. [Com o projeto] a enfermagem passa a ficar completamente depende do médico para todas as ações que venha fazer, o que inviabiliza o processo assistencial (...) Seria o caos na saúde pública brasileira, que já é problemática."
 
Fonte Folhaonline

Anvisa vai mudar registro de remédios

A diretoria colegiada da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou, nesta quarta-feira (12), uma consulta pública para criar novos procedimentos para o registro de medicamentos.
 
 Este ano, não apenas pela greve de servidores federais, a agência tem sido muito criticada pela demora em analisar e registrar novos produtos no país.
 
A proposta de novo marco, que deve entrar em consulta pública na próxima semana, tem o objetivo de acelerar etapas e modernizar o procedimento, segundo a assessoria de imprensa da Anvisa.
 
Fonte Folhaonline

Brasil teve mais de 26 mil embriões congelados em 2011

O total de embriões congelados no país em 2011 passou de 26 mil, segundo relatório da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
 
Retirados os descartados, utilizados e os enviados à pesquisa com células-tronco, a agência estima que o acumulado de embriões congelados chegue próximo de 60 mil.

Só em 2011, 1.322 foram doados para a pesquisa e 33,8 mil transferidos a mulheres.
 
O documento reuniu dados de 77 bancos de tecidos e células --o que pega as grandes clínicas, do total estimado de 120 centros.
 
Pela primeira vez, o relatório apresentou dados que indicam a qualidade dos serviços no país.
 
A taxa nacional de fertilização registrada, por exemplo, foi de 75%, chegando a 85% no Maranhão e a 70% no Distrito Federal e Paraná.
 
Já o número médio de óvulos retirados com sucesso por mulher ficou próximo de oito no Brasil --um número muito elevado de óvulos poderia, de acordo com o relatório, indicar uma estimulação ovariana maior e mais arriscada do que a necessária.
 
Dados como esse vão ajudar a apontar as clínicas que fogem muito da média e podem virar prioridade na hora da fiscalização, diz Daniel Coradi, gerente de tecidos, células e órgãos da Anvisa.
 
Importância
De acordo com Adelino Amaral Silva, presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, as informações da qualidade são importantes para trocar as atuais estimativas por dados concretos do que ocorre nos consultórios.
 
O médico ressalva, no entanto, a necessidade de ampliar a cobertura do relatório, englobando o total de centros --120, segundo a estimativa da agência, ou cerca de 180, de acordo com a previsão da sociedade.
 
Fonte Folhaonline