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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Exercícios contra a depressão

Médicos e terapeutas deveriam indicar atividade física com mais freqüência a seus pacientes, dizem pesquisadores
 
 
A prática de exercícios pode ser um remédio mágico para muitas pessoas com depressão e distúrbios de ansiedade.
 
Pesquisadores americanos analisaram os resultados de um grande número de estudos publicados e concluíram que a atividade física deveria ser mais frequentemente prescrita por médicos e terapeutas.
 
“Os exercícios geram grandes benefícios para a saúde mental”, diz Jasper Smits, diretor do Programa de Pesquisa e Tratamento da Ansiedade na Universidade Southern Methodist, de Dallas. “Quanto mais terapeutas aprenderem isso, melhor será a condição de seus pacientes.”
 
Smits e Michael Otto, professor de psicologia da Universidade de Boston, basearam suas descobertas na análise de dúzias de estudos populacionais, clínicos e meta-analíticos sobre a relação entre os exercícios e a saúde mental, e sobre a redução da sensação de ansiedade por meio da prática de exercícios. A análise dos pesquisadores demonstrou a eficácia dos programas de exercício na redução da depressão e da ansiedade.
 
“Os tratamentos tradicionais como terapia cognitivo-comportamental e a farmacoterapia não atingem a todos que precisam delas”, diz Smits, que também é professor de psicologia.
 
“Exercitar-se pode ser uma opção para pessoas que não podem fazer os tratamentos tradicionais por causa do alto custo ou pela falta de acesso ou mesmo por quem teme ser estereotipado por esses tipos de terapia”, afirma. “Os exercícios também podem complementar os tratamentos tradicionais, ajudando os pacientes a se tornarem mais focados e comprometidos.”
 
Os pesquisadores apresentaram suas conclusões no início do mês passado, em Baltimore, durante a conferência anual da Associação Americana de Transtornos de Ansiedade. O workshop foi baseado no guia terapêutico criado pela dupla chamado “exercícios para transtornos de humor e ansiedade”, que é acompanhado por um livro de atividade para os pacientes (Oxford University Press, September 2009).
 
“Indivíduos que se exercitaram apresentaram menos sintomas de ansiedade e depressão, além de níveis menores de estresse e raiva”, afirma Smits. “A prática de exercícios parece atuar em sistemas neurotransmissores específicos do cérebro, assim como os antidepressivos, e isso tem ajudado os pacientes que sofrem de depressão a restabelecer comportamentos positivos. Para pacientes que sofrem de ansiedade, os exercícios reduzem seus medos do medo e de sensações corporais relacionadas ao medo, como coração acelerado e respiração ofegante.”
 
Depois que os pacientes tenham passado por uma avaliação física, explica Smits, eles devem seguir a dose recomendada pelas autoridades de saúde pública, que é de 150 minutos por semana de atividade moderada ou 75 minutos por semana de atividade física intensa. Em uma realidade em que 40% dos americanos são sedentários, ele diz, psicólogos e terapeutas podem servir como instrutores de ginásticas e motivadores.
 
“Em vez de enfatizar os benefícios a longo prazo de um programa de exercícios – o que pode ser difícil de justificar – nós pedimos aos profissionais que foquem seus pacientes nos resultado imediatos”, diz Smits. “Com apenas 25 minutos de exercício, o humor melhora, o estresse é reduzido – isso o deixará mais motivado para se exercitar mais no dia seguinte. Mau-humor não é mais um obstáculo para os exercícios, é uma razão para se exercitar.”

Fonte iG

Reconheça os sinais da depressão

Embora o período seja de alegria, algumas pessoas, expostas a fatores de risco, podem sentir-se deprimidas. Veja como identificar o problema
 
A temporada de festas e férias costuma ser de alegria. Mas para muita gente o período pode levar à depressão.
 
“A proximidade das festas de final de ano pode causar a chamada depressão sazonal. Muitas pessoas se entristecem com a lembrança de entes queridos que já se foram e outras se sentem frustradas por não terem realizado os sonhos planejados”, diz o cardiologista Roque Savioli, supervisor da Divisão Clínica do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP.
 
É natural que nessa época do ano, explica o especialista, os profissionais estejam no limite do estresse, sentindo-se mais cansados do que o normal.
 
“Algumas pessoas conseguem superar as decepções e a tristeza, depositando no ano que se inicia novas esperanças. Mas existem aquelas que acabam adoecendo e entrando em depressão.”
 
A Clínica Cleveland, nos Estados Unidos, menciona alguns fatores de risco que podem levar algumas pessoas a sentirem-se deprimidas nos feriados, veja:
  • Entrar em férias com problemas familiares para resolver ou lembranças dolorosas
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  • Obrigar-se a se sentir feliz
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  • Lidar com a perda de um ente querido ou passar as férias longe de amigos e familiares
  •  
  • Desenvolver expectativas irreais ou pensamentos negativos durante o ano que passou
  •  
  • Lidar com mudanças na família, como divórcio ou morte
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  • Exagerar no álcool durante o período
Fonte iG

Valorize o silêncio

Silêncio: ele abre espaço para insights, desejos, sonhos e projetos
Ele descansa a mente e permite o contato com sentimentos e desejos profundos
 
Imagine que está em um bar com vários amigos e, por coincidência, todos param de falar e rir ao mesmo tempo. Por segundos, é só silêncio. A situação certamente causaria algum constrangimento e provavelmente alguém na mesa acabaria dizendo uma frase ou piadinha apenas para quebrar o gelo.
 
Sim, o silêncio é intimidador, e a maioria das pessoas não está preparada para enfrentá-lo. Uma pena, afinal, ele é necessário para a saúde da mente e pode fazer um trabalho e tanto no caminho do autoconhecimento.
 
Prazer em conhecer
Em uma sociedade movida pelo barulho – buzinas, computadores, música, obras, celulares, televisão – silenciar é um verdadeiro desafio. Até porque todos esses ruídos já foram incorporados ao dia a dia e, na ausência deles, é comum sentir uma espécie de desamparo.
 
Isso acontece porque o som está relacionado à ideia de produtividade, alegria, vida. Além disso, a ausência dos estímulos sonoros pode evidenciar coisas que num primeiro momento são dolorosas”, observa Andréa Bomfim Perdigão, fonoaudióloga, terapeuta corporal e autora do livro Sobre o Silêncio (Editora Pulso).
 
Mas, ainda segundo a profissional, quem persiste e consegue ultrapassar essa etapa sombria e complicada acaba vivenciando uma experiência muito positiva, que é sentir prazer de estar consigo, por inteiro.
 
“Embora num primeiro momento pareça difícil, o ser humano precisa do silêncio. Trata-se de um alimento para a alma. Ele abre espaço para os insights, desejos, sonhos e projetos.”
 
Onde ele se esconde
Se pensarmos bem, não existe silêncio total. Quem sai das grandes cidades em direção à praia ou ao campo somente troca os barulhos característicos de um lugar pelos de outro. Ainda assim, investir nesse tipo de mudança pode ser útil na busca por um contato com seu interior. Depois, o importante é compreender que para acessá-lo não é preciso fazer as malas e dar adeus ao marido, à esposa, aos amigos e aos filhos.
 
“Tudo, na verdade, depende da mente. Se alcançarmos um estado de tranquilidade, sons e ruídos serão apenas sons e ruídos”, diz a monja brasileira Coen Sensei, fundadora da Comunidade Zen Budista.
 
Para Marina Vasconcellos, psicóloga pela PUC-SP com especialização em psicodrama terapêutico pelo Instituto Sedes Sapientiae, a meditação pode ser muito útil no processo de busca por esse silêncio interno – praticado mesmo quando tudo em volta é barulho.
 
“Mas é preciso treino e concentração, além de muita força de vontade”, salienta.
 
Quem não é muito fã de meditar, pode tentar outros caminhos para inserir o silêncio no dia a dia. Antes de dormir ou ao acordar, por exemplo, pode experimentar ficar deitado por cinco minutos na cama, apenas sentindo a própria respiração.
 
Outro bom momento para voltar as atenções para si é no trânsito, com o carro parado. Para isso, basta deixar o rádio desligado e sentir a vibração ao redor. Após o almoço, dar uma volta no quarteirão também é uma boa pedida.
 
“Doses homeopáticas de silêncio já ajudam a desacelerar. Com o tempo, é só esticar gradualmente esses períodos”, diz Andréa.
 
Blá-blá-blá
Para muitas pessoas, seguir as recomendações acima pode ser bem difícil. Isso porque somos estimulados a falar e dar opinião sobre os mais diversos temas o tempo todo.
 
“Em muitas ocasiões, o silêncio pode ser interpretado como uma falta de conteúdo e de posicionamento”, observa Mariana. O mais curioso é que justamente por causa dessa falação desenfreada muitas vezes as palavras acabam vazias de sentido.”
 
De acordo com a terapeuta corporal Andréa, “na conversa, o silêncio se faz necessário para que haja a comunicação. Sem ele, não é possível entender e pensar sobre aquilo que o outro está falando”. Isso sem contar que, ao dar valor demasiado às palavras, acabamos nos esquecendo de outras preciosas formas de interação, como um sorriso ou um simples olhar. Quando se dá atenção a sinais como esses, falar por falar é desnecessário.
 
Para observar isso na prática e aprender a apreciar o silêncio, há quem participe de retiros nos quais os participantes se empenham em passar horas ou até dias sem proferir uma palavra.
 
“Nos primeiros momentos, pode ser difícil. Depois, torna-se algo belo e gratificante. Descobrimos que podemos nos relacionar em perfeita harmonia quando não tentamos mentir a nós mesmos e aos outros por meio de palavras. Retiros de silêncio são um portal para um encontro com você. Afinal, é preciso conhecer sua própria essência”, ensina a monja Coen.
 
Minuto de silêncio
Depois de perceber todos os benefícios de acalmar a mente por alguns instantes, a publicitária Christina Carvalho Pinto, diretora da Full Jazz Propaganda, da capital paulista, decidiu criar em sua agência um programa chamado Just a Minute (em português, Só um Minuto), para estimular os funcionários a experimentar pequenos períodos de silêncio. Com duração de um minuto, a pausa acontece a cada hora e uma música bem calma é tocada para marcar o início da sessão.
 
Segundo a gestora de recursos humanos da Full Jazz, Thereza Cristina Garcia, a Teca, a maioria dos funcionários gosta e acha saudável. Alguns, por serem bem jovens e agitados, ainda estão se adaptando. Mas muitos já incorporaram a prática na rotina. Ao final do dia, Teca percebe que esses momentos realmente fazem diferença.
 
“Ficamos menos irritados e ansiosos”, conta.
 
Aprenda a silenciar
Não dá para negar que sons e ruídos são mensagens importantes. Segundo a monja Coen, muitas vezes a vida humana pode ser salva pela capacidade de ouvir. Sendo assim, é interessante buscar o silêncio interno sem que para isso seja preciso colocar tampões nos ouvidos.
 
“É extraordinariamente prazeroso, embora muitas vezes exija dedicação e prática incessante”, diz a monja.
 
Confira a seguir atividades que estimulam o silêncio
 
1. Pratique ioga. As aulas são dadas com os praticantes em silêncio, o que fomenta o autoconhecimento

2. Nade. Vá para dentro d'água e ouça o som da sua respiração, dos seus braços e das suas pernas. É uma aula que descansa a mente

3. Corra. Primeiro, surgem os pensamentos. Depois, que eles se aquietam, temos apenas os passos e a respiração

4. Escute música. Pode ser clássica, popular, rock n´roll etc. Ela ajuda a penetrar no silêncio da mente. Como? Apenas ouvindo. Preste atenção em cada nota, na sentença melódica e no som dos instrumentos. Só não vale cantar junto!

Fonte iG

Dicas para se presentear com um fim de ano menos estressante

Cansaço: físico ou mental, o estresse de fim de ano
 pode prejudicar o coração
Cardiologista alerta: o estresse de fim de ano pode causa infarto. Saiba evitar isso
 
O estresse e o cansaço que normalmente acompanham os feriados de fim de ano pode aumentar o risco de problemas cardíacos em algumas pessoas, incluindo o de ter um infarto, alrta o cardiologista Nasser Lakkis, chege da cardiologia do Hospital Bem Taub, em Houston, Texas (EUA).
 
“O estresse e suas muitas formas – seja ele emocional, financeiro ou físico – pode exercer uma pressão indevida sobre o coração.
 
As pessoas nem sempre entendem que o ele pode estar em qualquer coisa que você faça. As sutis diferenças estão na forma como você lida com essas coisas”, diz Lakkis.
 
Se você sabe que um encontro de família vai ser estressante, simplesmente diga não ao conflito. O fim do ano pode ser divertido e agradável.
 
Desentendimentos familiares devem ser adiados para mais tarde, no momento certo”, sugere Lakkis, que também é professor da Escola de Medicina de Baylor.
 
Muito pode ser feito para reduzir e controlar o estresse dos feriados, afirma o médico.
 
Veja as dicas do cardiologista:
  • Nos encontros familiares, tente levar as coisas com calma e paciência
  • Caso viva sozinho, contate os amigos ou se ofereça para fazer algum trabalho voluntário
  • Se as finanças são um problema, defina um orçamento para o período e cumpra-o
  • Sinta-se livre para dizer não às coisas que não consegue fazer (e isso inclui festas e reuniões de fim de ano)
  • Priorize quem quer encontrar e evite pessoas conflituosas, agressivas e que não fazem bem
  • Mantenha expectativas realistas sobre as festas, para evitar decepções
  • Planeje algumas atividades, mas não se debruce sobre as coisas que dão errado
  • Limite o seu consumo de álcool e tabaco
Além do estresse, o período de fim de ano também é uma época em que as pessoas se tornam mais complacentes com a própria saúde, observa Lakkis. Elas param com os hábitos saudáveis, como fazer exercícios físicos regularmente e se alimentar bem, e ficam mais relapsas em relação a tratamentos e medicamentos que usam durante todo o ano. Outras inclusive evitam ir ao médico, com medo de receber dele alguma notícia ruim sobre a saúde.

“Não faça isso. O maior presente que você pode dar à sua família e a si é um corpo e uma mente saudáveis”, recomenda o médico.

Fonte iG

Justiça britânica determina cirurgia em menino contra a vontade da mãe

Juiz determinou a realização da cirurgia baseado em parecer médico que aponta a necessidade de retirada de um tumor. Mãe quer ouvir outro especialista
 
Um tribunal britânico determinou nesta terça-feira que um menino de sete anos deve ser submetido a uma cirurgia para tratar de um tumor no cérebro, contrariando a vontade da mãe da criança.
 
O jovem Neon Roberts havia sido operado no ano passado para a retirada do tumor, e a mãe, a neozelandesa Sally, brigava na Justiça para evitar que ele fosse tratado com sessões de radioterapia.
 
Sally dizia temer que esse tratamento pudesse causar danos de longo prazo na saúde do filho, como infertilidade e problemas cerebrais. Os médicos, porém, alegavam que, sem a radioterapia, a expectativa de vida de Neon seria de poucos meses.
 
Nesta terça, pareceres médicos entregues ao tribunal apontaram que Neon precisará de uma nova cirurgia, já que exames revelaram que uma parte residual do tumor permanece no cérebro do menino.
 
Um médico ouvido pelo tribunal disse que a ausência de tratamento torna "altamente provável" que Neon morra "dentro de um período relativamente curto".
 
O juiz David Bodey, da divisão de casos familiares da Alta Corte britânica, citou evidências médicas indicando que o tumor residual de Neon tem mais de 1,5 cm quadrado. Isso significa que sua cirurgia pode ser de alto risco e que ele pode precisar de doses mais fortes de radio e quimioterapia.
 
Sally Roberts respondeu dizendo que gostaria de ouvir a opinião de mais especialistas "antes de seguir adiante" com o tratamento de Neon. Mas o juiz afirmou que ela não quer aceitar as evidências apresentadas pelos especialistas consultados - incluindo uma segunda opinião médica, obtida a pedido dela.
 
Empatia
Segundo Bodey, todos sentem empatia com a posição de Sally, mas, tratando-se de um caso de extrema urgência, não se pode contar com "o luxo do tempo" para permitir mais atrasos no tratamento de Neon. O juiz também afirmou que, no final desta semana, deve se pronunciar a respeito de outros tratamentos - inclusive radioterapia - a que o menino poderá ser submetido.
 
O caso de Neon ganhou contornos dramáticos em 5 de dezembro, quando Sally e o filho desapareceram e foram encontrados após uma busca policial. Sally pediu desculpas à Justiça por ter desaparecido com o filho, alegando que havia entrado em pânico. Ela afirmou também que não é "uma mãe louca" e que apenas queria o melhor para o filho.
 
Fonte iG