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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Em seu primeiro ano, programa de seleção de médicos ocupou menos de 20% das vagas

 
Brasília – Menos de 20% das vagas para médicos oferecidas pelo Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab) foram preenchidas no primeiro ano de vigência do programa. Das 2 mil vagas abertas para atuação na saúde básica, apenas 366 profissionais foram contratados, segundo o Ministério da Saúde.
 
Criado em dezembro de 2011, o Provab é uma das estratégias do governo para tentar fixar médicos em regiões com carência desses profissionais, como a Amazônia, o Nordeste e as periferias das grandes cidades. Para estimular a ida para essas áreas, é oferecida pontuação adicional de 10% na nota dos exames de residência para os médicos que tiverem bom desempenho no primeiro ano de atuação no programa. O governo financia ainda especialização em Saúde da Família e cursos a distância.
 
De acordo com balanço do ministério, 950 municípios se inscreveram no programa para seleção dos profissionais. Para Felipe Proenço, diretor de Programas da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do ministério, a baixa adesão está relacionada ao número insuficiente de profissionais no mercado. Segundo o diretor, uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) mostrou que existiam 13 mil médicos graduados em 2010 no país para 19 mil vagas formais de trabalho. No entanto, ele considera que o programa teve sucesso neste primeiro ano, mas que será revisado para ser aprimorado.
 
“Olhando para várias dificuldades dos estados, ouvindo pesquisas com gestores, a gente entende que, além de um problema de má distribuição, existe um quantitativo menor de médicos do que é necessário para o sistema de saúde,” diz Proenço, destacando que diversas equipes do Saúde da Família estão desfalcadas, sem médicos.
 
O diretor disse ainda que o ministério quer chegar à relação de 2,7 médicos para mil habitantes, a mesma do Reino Unido. Atualmente, no Brasil, essa relação é 1,9 médico para cada grupo de mil pessoas.
 
Este ano, o governo anunciou que pretende criar novos cursos de medicina e expandir as vagas nas faculdades já existentes, com o objetivo de ampliar a quantidade de profissionais. Em junho, o Ministério da Educação anunciou o Plano de Expansão da Educação em Saúde, voltado para regiões consideradas prioritárias, que prevê em 10% o aumento do número de vagas de medicina.
 
A proposta não tem o apoio do Conselho Federal de Medicina (CFM). O CFM tem argumentado que não faltam médicos no país e que a proporção atual (1,95 médico por mil habitantes) é suficiente.
 
Segundo a entidade, existe uma má distribuição dos profissionais. O CFM defende a implantação de políticas públicas para reduzir essa desigualdade, como a criação de uma carreira de Estado exclusiva para médicos, semelhante à dos magistrados e procuradores do Ministério Público.
 
Uma pesquisa do CFM, de 2011, mostra que enquanto em São Paulo são 4,02 médicos por mil habitantes, o maior número do país, no Maranhão a taxa é 0,68 médico por mil habitantes, o menor.
 
Na Bahia, 69 municípios implantaram uma carreira médica por meio da Fundação Estatal de Saúde na Família. As progressões ocorrem com base no cumprimento de metas e resultados. O médico começa trabalhando em cidades com dificuldade de provimento e pouca infraestrutura. Conforme vai progredindo na carreira, passa a atuar em cidades com melhor estrutura.
 
Porém, de acordo com o presidente da fundação, Carlos Aberto Trindade, a iniciativa não conseguiu reduzir o problema da fixação de médicos em locais que historicamente enfrentam dificuldade de contratação. Os salários, continuou o presidente, variam entre R$ 8 mil e R$ 11 mil para 40 horas de trabalho. Além da remuneração, os profissionais têm direito a cursos a distância de educação permanente e a possibilidade de cursarem mestrado e doutorado. “Há quase um leilão por médicos entre os municípios [da Bahia]”, disse Trindade, acrescentando que o número de profissionais é insuficiente.
 
Além do Provab, o Ministério da Saúde desenvolve outros programas para incentivar a atuação dos médicos fora dos grandes centros urbanos. Um deles é o abatimento das dívidas com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para quem trabalhar em uma das 2.282 cidades com carência na atenção básica à saúde.
 
Fonte Agência Brasil

Ruídos ameaçam boa audição

Um estudo , realizado nos Estados Unidos, revelou que mais de 5 milhões de jovens daquele país apresentam algum tipo de perda auditiva. As causas para o problema são variadas, como concertos de rock, fogos de artifício e cortadores de grama.

A pesquisa do National Center for Environmental Health dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDCP) mostrou que em pelo menos 250 mil jovens a deficiência pode ser moderada ou profunda, trazendo conseqüências graves, como a perda auditiva definitiva.

Os especialistas pesquisaram, durante seis anos, cerca de 5,2 mil pessoas, de 6 a 19 anos. As alterações provocadas por barulho – que podem abafar alguns sons e dificultar a compreensão da fala – foram identificadas em 12,5% dos entrevistados.

O estudo constatou perda maior nas pessoas do sexo masculino e nos mais jovens. A surdez parcial provocada por ruídos é evitável. Para isso, os pesquisadores sugerem que as crianças sejam incentivadas a usar protetores de ouvido durante as atividades barulhentas.

No Brasil, o walkman é um inimigo da boa audição entre os jovens. Conforme a freqüência e o volume em que é utilizado, o aparelho pode causar perdas de 30% da audição em curto espaço de tempo. Evitar o problema é tarefa fácil, que exige apenas atenção quanto ao volume e o tempo de exposição ao som da música.

Quanto maior o nível de ruídos de um ambiente, menor deve ser a permanência dos indivíduos. A partir de 85 decibéis, já ocorrem alterações na audição. A dor ocorre quando o som se aproxima dos 120.

Mesmo que não haja surdez, o uso indevido do walkman pode favorecer a redução precoce da capacidade auditiva. Um som muito alto prejudica as células que estão na parte interna do ouvido e que são responsáveis pelos sons agudos. A lesão é irreversível e ocorre de forma progressiva, o que impede muitas pessoas de identificarem a surdez.
 
Fonte Boa Saúde

Roqueiros morrem mais cedo

Artistas solo tinham chances duas vezes
 maiores de morrerem mais cedo
De acordo com um novo estudo, artistas de bandas de rock correm maiores riscos de morrerem mais cedo do que pessoas que não atuam nessa profissão.
 
Pesquisadores analisaram as vidas de 1.480 músicos americanos e europeus dos últimos 50 anos, como o Elvis e os integrantes da banda Arctic Monkeys.
 
A análise dos dados mostrou que independentemente dos músicos performarem sozinhos ou fazerem parte de bandas, eles tinham mais chances de morrerem antes do que seria esperado para sua idade, gênero e etnia.
 
Apesar disso, artistas solo tinham chances duas vezes maiores de morrerem mais cedo. Não se sabe a razão dessa diferença, mas isso pode estar relacionado ao nível de fama que artistas solo atingem, quando comparado a membros de bandas.

Também é possível que membros de um grupo musical se apóiem, protegendo uns aos outros de mortes precoces.
 
A pesquisa foi publicada no periódico BMJ Open.
 
Fonte Live Science

Cuidado com as sobras da ceia

Ceia: o que foi à mesa e ficou mais de 2 horas em
temperatura ambiente deve ser descartado
Saiba como conservar e reaproveitar com segurança os alimentos que sobram da festa
 
A cada ano, o manuseio e a conservação imprópria de alimentos são responsáveis por 670 mil surtos de intoxicação alimentar– ocorrências que afetam, em média, 13 mil pessoas anualmente – apontam dados epidemiológicos do Ministério da Saúde. Desse total, 45% ocorrem dentro de casa.
 
Com a correria para preparar a tempo todos os pratos que compõem as ceias das festas de fim de ano, cresce também o risco de contaminação por doenças de origem alimentar. Os erros mais frequentes estão na cocção (assar ou cozinhar mal ou muito tempo antes do momento de consumo), na conservação (manter tempo demais em temperatura ambiente) e no armazenamento (não cobrir as embalagens e reaproveitar os restos que ficaram expostos na mesa).
 
O que não foi consumido na festa pode e deve ser aproveitado no dia seguinte. Para aproveitar as sobras de forma segura, entretanto, é preciso cuidado. A nutricionista Vânia Cabrera alerta para uma regra normalmente negligenciada no dia seguinte às festas: se esqueceu de guardar, despreze. Mas, e o desperdício? Calma, não é preciso colocar na mesa toda a comida que foi preparada para a ceia. O ideal, orienta a nutricionista, é por os preparos em recipientes menores, fechados, e deixar na mesa a quantidade proporcional do número de convidados. Assim fica mais fácil de armazenar na geladeira e manter tudo fresco para o momento de servir.
 
“Dá para ir repondo na medida em que os pratos forem sendo consumidos e o que não foi para a mesa pode ser servido, fresco, no dia seguinte” diz Vania.
 
Outro foco frequente de problema com as sobras é outro erro comum dentro da casa do brasileiro: não reaquecer adequadamente os pratos quentes antes de servi-los.
 
“Não vale dar só uma ‘esquentadinha’, é preciso aquecer bem, a uma temperatura superior a 70 graus”, orienta Flávia Zibordi, nutricionista da Zibordi Consultoria.
 
“Para ser servido com segurança, o alimento precisa estar quente a ponto de você não conseguir tocar nele.”
 
Flávia, que trabalha há quase duas décadas orientando hotéis e restaurantes sobre segurança alimentar, já perdeu a conta das vezes em que algum estabelecimento comercial levou a culpa da intoxicação alimentar quando, na verdade, o foco de contaminação estava dentro de casa.
 
“É comum as pessoas colocarem a culpa no restaurante, mas a verdade é que o maior foco de contaminação ocorre no âmbito doméstico. Começa por não lavar as mãos antes do preparo, por ficar usando um pano de prato sujo, e por aí vai. Em festa de fim de ano a cozinha fica cheia de gente, todo mundo mete a mão na comida. O risco é grande e às vezes difícil de controlar”, diz ela.
 
Ainda que os pratos tenham sido preparados com cuidado e higiene, a exposição por muito tempo na mesa e até mesmo a movimentação em volta da comida – as pessoas falam, espirram, tossem, mexem no cabelo – pode contribuir para que a festa seja realmente inesquecível, diz o biomédico Roberto Martins Figueiredo, o Dr. Bactéria. E não adianta confiar nos sentidos.
 
“As bactérias não alteram a cor, o cheiro ou o sabor dos alimentos de forma perceptível” alerta o biomédico, que é autor, entre outras obras, do livro Armadilhas de uma cozinha (Ed. Manole).
 
Veja a seguir o que ajuda a reduzir o risco de contaminação dos alimentos:
  • Evite cozinhar as carnes muito tempo antes do consumo, o ideal é preparar e servir imediatamente. Outra opção é, depois de pronta, fazer o resfriamento rápido com gelo (coloque a carne assada em um pote bem fechado e mergulhe-o num recipiente limpo com gelo) e depois de resfriado guardar na geladeira. Atenção: carnes guardadas após o resfriamento rápido devem ficar, no máximo 3 dias na geladeira e peixes, apenas 1 dia.
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  • Asse bem todas as carnes, especialmente os cortes com osso: a carne perto do osso leva mais tempo para assar e, assim, ficar segura para consumo. Para saber se a peça está cozida por inteiro, faça um corte próximo ao osso. Se a área estiver rosada, devolva a peça ao forno.
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  • Mantenha tudo como serve: o que é quente deve ser mantido quente e o que é frio precisa permanecer frio. Evite manter assados e outros preparos por mais de duas horas à temperatura ambiente e reaqueça bem as preparações quentes. Da mesma forma, as saladas e sobremesas frias devem ser mantidas assim o maior tempo possível.
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  • Depois de prontos, guarde os preparos em potes menores. Deixe na mesa apenas o que será consumido e vá repondo de acordo com a necessidade. O que ficou exposto por mais de duas horas à temperatura ambiente deve ser descartado (isso vale mesmo para frutas picadas). O que não saiu da geladeira pode e deve ser consumido no dia seguinte.
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Regras gerais de segurança alimentar:
 
  • Lave bem as mãos antes de manusear os alimentos (isso também vale para a hora da montagem dos pratos)
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  • Higienize muito os utensílios e as superfícies que irão em contato com os alimentos (use álcool e papel absorvente ou um pano limpo)
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  • Lave ou limpe bem as embalagens antes de abri-las
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  • Descongele os alimentos dentro da geladeira e jamais em temperatura ambiente
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  • Troque o pano de prato por outro limpo assim que ele estiver molhado ou sujo
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  • Desinfete todos os vegetais (frutas, legumes e verduras) que serão consumidos crus (você pode usar produtos específicos para esse fim uma solução de 1 colher de água sanitária para cada litro de água)
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  • Ferva o palmito e outros enlatados por 15 minutos antes de usar
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  • Frite bem a rabanada, para que ela fique cozida por dentro (para isso, o óleo não deve ser muito quente)
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  • Tenha cuidado especial com os cremes, coberturas e recheios a base de leite e ovo. Se possível, acrescente-os às receitas apenas na hora de servir
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  • No preparo da salada de maionese, espere a batata esfriar por completo antes de misturar com a maionese. Evite usar maionese feita com ovo cru (prefira a industrializada)
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  • Conserve todas as sobras na geladeira cobertas com tampas ou filmes de PVC
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Fonte iG

Sucos que saciam para beber antes da ceia

Morango batido com soja: sucos com fibras e pectina
aumentam a sensação de saciedade
Aposte neles e nas dicas de nutricionistas para não chegar na hora da festa com muita fome
 
Em dia de festa de Natal ou de Ano Novo alguns passam o dia na cozinha preparando a ceia e se esquecem de comer direito. Outros beliscam o tempo todo e acabam se alimentando mal.
 
Entre os que não precisam cozinhar a situação não muda muito: pensando na comilança do jantar muitos decidem comer menos (ou até jejuar) só para poderem comer sem culpa na ceia. Tudo errado. Quem faz isso, apontam especialistas em nutrição, pode acabar o jantar estufado, e o pior: bêbado.
 
“Tem gente que precisa passar em dois, três lugares antes de conseguir sentar à mesa com a família. É importante comer algo durante essa maratona. Não dá para ficar em jejum, só bebendo álcool. É bom tomar um suco, comer uma fruta, um aperitivo” orienta a nutricionista e gastrônoma Felisbela Pino.
 
A alimentação no dia da ceia deve ser o mais normal possível. Se o tempo e o espaço na cozinha não permitem a realização das grandes refeições, é importante não deixar de comer algo nutritivo a cada três ou ‘quatro horas.
 
Quem está encarregado do preparo das comidas da ceia, diz Felisbela, precisa parar para comer, se hidratar e descansar por alguns minutos. Uma boa opção é preparar um sanduíche com frios leves (queijo mussarela e peito de peru) e usar alguns ingredientes da salada que está sendo preparada para a noite. Iogurte e frutas secas e frescas também valem, pois as proteínas e fibras ajudam a saciar a fome.
 
Outra opção que ajuda a dar saciedade é apostar em sucos com ingredientes ricos em fibras (aveia, linhaça são dois bons exemplos) ou com farinhas de frutas, especialmente as de banana verde e de maracujá. Elas contêm pectina, uma fibra solúvel que vira gel ao entrar em contato com o líquido do estômago, evitando que ele se esvazie rapidamente e aumentando assim a sensação de saciedade. Dá para colocar a farinha em qualquer suco ou preparo líquido, orienta a nutricionista Natália Colombo, da clínica NCNutre.
 
“Além de dar saciedade, essas farinhas retardam a absorção de gordura e de glicose pelo estômago”, explica Natália.
 
Veja a seguir três receitas de sucos com ingredientes que alimentam e ajudam a diminuir a fome:
 
Soja, morango e linhaça
Como fazer: junte 1/2 copo de leite de soja light sem sabor, 1 xícara de morangos, 1 maçã com casca, 1 colher de sopa de semente de linhaça e bata tudo no liquidificador. Beba em seguida.
 
Mix de frutas e farinha de banana verde
Como fazer: junte 3 rodelas de abacaxi, 1 pêra, 1 colher de chá de gengibre, 1 colher de sopa de farinha de banana verde. Bata tudo no liquidificador e beba em seguida.
 
Abacate, banana e aveia
Como fazer: junte 1/4 de abacate, 1 banana-maçã, 1/2 limão espremido, 1 colher de sobremesa de aveia em flocos. Bata tudo no liquidificador e beba em seguida.
 
Fonte iG