
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Veja dicas para evitar o engasgo ao comer peixe
Claudia Eckley, otorrinolaringologista do Fleury Medicina e Saúde, alerta que
quando uma espinha de peixe ou outro corpo estranho qualquer se aloja na
garganta, a pessoa não deve empurrar com o dedo, pois isso pode aprofundá-lo
ainda mais, dificultando a remoção.
– Felizmente, o que mais ocorre é a passagem da espinha arranhando a
garganta, e depois passando pelo esôfago e pelo estômago, sendo eliminada sem
maiores problemas. Mas o arranhado pode incomodar durante muitos dias – observa
a médica.
Além de não tentar empurrar a espinha com o dedo, o paciente, caso acredite
que se trata de uma espinha pequena, pode tentar engolir um pedaço de miolo de
pão. Se esse procedimento não resolver ou se a dor localizada persistir, deve
procurar imediatamente um médico especialista para a retirada da espinha.
Para escapar de acidentes com peixes, o ideal é evitar aqueles que têm muitas
espinhas e, se tiverem, separá-las ao máximo antes de comer. Também é importante
mastigar bem antes de engolir, sentindo o alimento. Isso é mais difícil para as
pessoas que usam próteses (dentaduras), portanto, elas devem preferir peixes
cartilaginosos, que não possuem espinhas, como o cação, por exemplo.
Peixes muito pequenos, como sardinhas e lambaris, têm os ossos muito finos.
Se estiverem bem fritos ou forem cozidos em panela de pressão, os ossos ficam
quebradiços, podendo ser facilmente mastigados e bem triturados pelos dentes.
Mas é melhor que isso seja evitado por pessoas que não têm costume de ingerir
peixes, como crianças.
Fonte Zero Hora
País importa técnica que torna cirurgia de ponte de safena menos agressiva
Novo método reduz o corte na perna, necessário para retirada da veia, a uma
incisão de no máximo dois centímetros
Uma nova técnica de retirada da veia safena da perna deve tornar a cirurgia
de ponte de safena menos traumática. No procedimento atual, parte da veia é
usada para restaurar o fluxo de sangue do coração, comprometido pelo entupimento
das artérias. A técnica é invasiva e envolve a abertura do tórax. Além disso, a
coleta da veia é feita por um longo corte longitudinal na perna ou por diversas
incisões menores que vão desde a virilha até o tornozelo.
Com o novo método, que já chegou ao Brasil e agora deve ser avaliado por um
estudo do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas da Universidade
de São Paulo, a veia passa a ser retirada por via endoscópica, reduzindo o corte
no membro inferior para uma única incisão de no máximo dois centímetros. Para o
médico Ricardo Barros Corso, chefe da Clínica de Cirurgia Vascular do Hospital
das Forças Armadas do Distrito Federal (HFA-DF), que já operou cerca de 70
pacientes com a técnica, o recurso trará menos complicações pós-operatórias e
recuperação mais rápida.
— Vários pacientes que necessitam da operação têm também dificuldade de
cicatrização nas pernas — diz Corso.
Isso porque muitos são obesos, têm má circulação e são diabéticos, o que
determina um processo de cicatrização complicado. Por esse motivo, o corte
tradicional leva a uma maior incidência de infecção, inchaço e dor.
O médico Fernando Moraes, cirurgião vascular do Instituto do Coração de
Pernambuco (Incor - PE), já fez 22 cirurgias com a técnica.
— Uma vez que não existe uma incisão longa, o risco de apresentar dor é bem
menor. A mobilidade do paciente é maior após a cirurgia, pois tem menos incômodo
— diz.
De acordo com Corso, usando essa técnica, a incidência de complicações cai
para um quarto em comparação com a cirurgia tradicional. O resultado de sua
experiência com a técnica vai resultar em um artigo na revista da Sociedade
Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV).
— No Brasil, temos hoje cerca de mil pacientes que foram operados pela
técnica, o que é muito pouco, menos de 2% da casuística total do país em um
intervalo de dois anos. Minha impressão é de que, nos próximos cinco a dez anos,
essa passe a ser a primeira técnica em aplicação — afirma.
Atualmente, o Incor tem um projeto para avaliar essa tecnologia que, para ser
posta em prática, ainda tem de passar pela comissão científica da instituição. A
empresa Maquet, uma das fabricantes do equipamento que permite a coleta
endoscópica dos vasos, deve ser parceira do instituto no projeto. O objetivo é
submeter 100 pacientes à nova tecnologia, que serão comparados a outros 100
pacientes tratados com a cirurgia tradicional.
Corso observa que enquanto a maioria das especialidades passou a adotar a
cirurgia videoendoscópica há bastante tempo, a cirurgia cardiovascular tem sido
uma das últimas a usar incisões menores e cirurgias por vídeo.
Recuperação rápida
O pecuarista João Ricardo Garcia Annoni, de 62 anos, teve um enfarte no
início de novembro.
— Estava na minha fazenda. Sabia que estava com problema, mas não sabia que
era tão grave.
Depois de voltar para a cidade dirigindo, foi convencido por sua filha a ir
ao hospital. Lá recebeu o diagnóstico de enfarte agudo do miocárdio.
— A partir daquele momento, não saí mais. Fiz o cateterismo no dia seguinte,
pela manhã.
O cirurgião avisou que uma angioplastia poderia resolver o problema, porém
seriam necessários cinco stents e, em três anos, poderia ser necessária uma
revisão. Já com a cirurgia de peito aberto, seriam necessárias de três a cinco
pontes, porém os resultados teriam duração média de 15 anos.
A opção foi pela ponte de safena com o novo método de retirada da veia.
— O estrago é muito menor. Tenho amigos que fizeram o outro método, é
horrível. O meu corte tem dois centímetros. A cirurgia já tem essa coisa
agressiva do tórax, que tem de abrir e serrar o osso — diz.
Segundo ele, a recuperação foi rápida e poucos dias após a operação era
possível andar normalmente.
Fonte Zero Hora
Entenda os riscos do alto consumo de bebidas alcoólicas no verão
Churrasco na piscina, gente bonita na beira da praia, happy hour com os
colegas de trabalho depois do expediente. Razões não faltam para tornar o verão
a temporada ideal para se divertir — e beber — com os amigos.
Mas o ritmo intenso de consumo de bebidas alcoólicas pode trazer
consequências para o resto da vida, se o descontrole levar à descoberta de um
quadro de alcoolismo. Como não há meios objetivos para saber quem é ou não
sujeito à dependência, a recomendação dos médicos é para que todos moderem.
— O indivíduo corre o risco de complicações mesmo bebendo pouco ou raramente
— adverte o psiquiatra Arthur Guerra, chefe do Grupo de Estudos em Álcool e
Drogas (Grea) da Universidade de São Paulo (USP) e presidente executivo da ONG
Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa).
É por isso que, apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelecer
doses mínimas recomendadas para o consumo de álcool (veja abaixo), os
especialistas preferem não se ater nem à quantidade nem à frequência do consumo,
levando em conta que os efeitos são variáveis conforme o perfil de cada um.
De acordo com Guerra, três são os principais fatores de risco: genético,
quando a pessoa tem mais enzimas capazes de metabolizar o álcool e, portanto,
mais facilidade para ter prazer ao beber, convite para o excesso; psicológico,
quando o álcool é usado como anestésico ou como uma droga antidepressiva; e
social, quando a bebida é instrumento para aceitação dentro de um grupo de
amigos.
O sinal de alerta é quando o uso de álcool chama a atenção, aponta o
psiquiatra Carlos Salgado, membro da Associação Brasileira de Estudos do Álcool
e outras Drogas (Abead), que atua na Associação para o Incentivo à Pesquisa em
Álcool e outras Drogas (Fipad) no Hospital Mãe de Deus.
— Pode ser pela quantidade, pelo padrão frequente de uso, porque fica muito
alterado ou, se a pessoa tem um histórico familiar pesado de alcoolismo, chama
atenção que ele esteja se sujeitando ao risco também — comenta Salgado.
Na dúvida, é melhor manter o controle. Uma dica do psiquiatra é premeditar
aquilo que se pretende beber antes de sair de casa.
— Se a pessoa for surpreendida excedendo aquilo que ela combinou com ela
mesma, é um alerta. Se ela excedeu muito o limite, sente que foi difícil parar
de beber, alerta geral — destaca Salgado.
Maior risco de desnutrição e insolação
O prejuízo imediato do excesso de álcool no organismo é caraterizado por
desconforto abdominal, dor de cabeça e nas articulações, inchaços no rosto e nos
membros. Dor na boca do estômago, azia, náuseas e vômitos podem ocorrer pela
inflamação aguda gástrica, chamada de gastrite alcoólica. Mas um dos mais
prejudicados é o fígado.
— São bastante conhecidas as inflamações progressivas e severas provocadas
pelo alcoolismo crônico sobre o fígado, cujo estado avançado pode ser a cirrose,
até hoje incurável e sujeita ao difícil transplante hepático — afirma o
gastroenterologista Cláudio Wolff.
Quem já tem alguma doença prévia do fígado e do pâncreas pode sofrer uma
piora aguda. De acordo com o médico, a pancreatite crônica alcoólica não é rara
e pode causar episódios recorrentes de dor abdominal intensa, formação de cistos
e diarreia. Isso ocorre pela produção insuficiente dos fermentos digestivos
básicos ao aproveitamento dos alimentos.
A nutricionista Michelle Troitinho, do Kurotel Centro de Longevidade e Spa,
reforça que o álcool sobrecarrega o metabolismo e pode gerar excesso de
ferritina, marcador inflamatório que gera intoxicação hepática. No verão, o
risco de desnutrição é ainda maior e aumenta a procura por dietas de
desintoxicação para amenizar os exageros das férias.
— O calor aumenta a retenção de líquidos, e o álcool sobrecarrega o
metabolismo. O consumo excessivo pode causar hipoglicemia e levar a desmaios ou
até à perda de consciência — diz Michelle.
Outro impacto nocivo da associação entre bebida alcoólica e exposição solar é
para a pele. Além da insolação pela falta de proteção adequada, a pelagra, uma
doença cutânea pouco conhecida, tem como um dos motivos principais a ingestão
crônica de álcool.
— Quem consome bebidas em excesso e vai ao sol tem uma reação forte na pele,
com avermelhamento, inchaço, ardência e bolhas nas áreas que ficam expostas —
descreve o dermatologista Sérgio Dornelles.
Evitar o excesso de bebidas alcóolicas na beira da praia, ter uma alimentação
balanceada e fugir do sol entre as 10h e 16h são dicas de prevenção simples, mas
altamente eficazes.
Mentes e corpos mais vulneráveis
A longo prazo, o consumo frequente e exacerbado do álcool está associado ao
maior risco de câncer. Conforme o Instituto Nacional do Câncer (Inca), estudos
de caso no Brasil mostram associação epidemiológica entre álcool e tumores da
cavidade bucal e de esôfago. O Inca aponta, ainda, que o uso combinado de álcool
e tabaco aumenta o risco de câncer nessas e em outras localizações, como a
faringe e a laringe.
Para especialistas em dependência química, como o psiquiatra Carlos Salgado,
a combinação de vícios, como bebida e cigarro, é comum. Entre os jovens, o
quadro se agrava pela atratividade de drogas ilícitas nas ocasiões de consumo,
como maconha, cocaína e ecstasy.
— Os jovens começam pelas lícitas e lá adiante vão ter contato com as
ilícitas, eventualmente até pelo efeito do álcool — alerta o psiquiatra.
Tabaco e álcool são facilitadores para outros vícios pelas vertentes do ponto
de vista fisiológico e também sociológico, segundo Salgado. Como o cérebro jovem
tem a parte frontal, que é a área da tomada de decisão, imatura, sob o efeito do
álcool, ele toma decisões que não tomaria se estivesse sóbrio. Do ponto de vista
sociológico, existe a pressão dos amigos.
— Se alguém oferece um baseado ou uma carreira de cocaína, e o jovem está sob
o efeito do álcool, todo o clima já torna mais difícil ter uma decisão sensata —
ilustra Salgado.
Saber o estreito limite entre a diversão e o vício ainda é uma prova de fogo
para muitos.
Sinais de alerta de quem está abusando
Para o psiquiatra Arthur Guerra, a pessoa passou do limite quando há
prejuízos para si ou para o entorno, podendo ser de diferentes ordens.
Física: é o caso de quem dirige depois de beber e provoca
um acidente, por exemplo. Estima-se que metade das mortes em acidentes de
trânsito, todos os anos, sejam provocadas por motoristas embriagados. A nova Lei
Seca dobrou o valor da multa por dirigir sob efeito da bebida alcoólica.
Orgânica: quando há consequências para o corpo, como a
cirrose. Cerca de 3,5 mil novos casos de cirrose são diagnosticados anualmente
no Brasil, sendo que entre 50% e 80% dos casos há relação com o alcoolismo,
segundo a bibliografia médica.
Familiar: quando o convívio doméstico é abalado pelo
consumo de álcool, causando discussões e até agressões. Uma pesquisa do Ibope de
2006 mostra que homens agridem mulheres sobretudo após o consumo de álcool,
segundo 83% dos entrevistados.
Psicológica: quando a bebida é usada como uma "muleta"
para dar sono, driblar a depressão, etc. De acordo com uma pesquisa feita em
2011 pelo instituto Isma-BR, especializado em estudos de estresse e qualidade de
vida, 48% dos entrevistados recorrem a bebidas alcoólicas quando se sentem
estressados.
Profissional: quando o rendimento piora no trabalho por
causa da bebida. Segundo cálculos do Banco Interamericano de Desenvolvimento
(BID), o Brasil perde por ano US$ 19 bilhões com o absenteísmo, acidentes e
enfermidades causadas pelo uso do álcool e outras drogas.
Preste atenção
- A OMS estabelece que o consumo aceitável de álcool é de até duas doses por
dia para homens e uma dose por dia para mulheres. Ambos não devem beber por pelo
menos dois dias na semana.
- Uma dose padrão de bebida alcoólica equivale a 350ml de cerveja, 150ml de
vinho ou 50ml de destilado.
- O uso do álcool não é recomendado, nem em pequenas quantidades, para
grávidas, motoristas, pessoas em uso de medicações, pessoas com condições
clínicas que podem ser pioradas pelo álcool (hipertensão e diabetes),
alcoolistas em recuperação e menores de 18 anos.
- Diabéticos devem estar ainda mais atentos à caipirinha, pois a bebida leva
bastante açúcar.
Táticas para não exagerar na dose
1. Comece por bebidas não alcoólicas e se alimente antes de beber.
2. Evite o destilado, mesmo que disfarçado na forma da caipirinha.
3. Ao longo do consumo, alterne a bebida com outros líquidos não
alcoólicos.
4. Deixe o carro em casa.
5. Beba em grupo, pois assim um acaba controlando o outro.
6. No dia seguinte, beba suco de melancia, que é diurética, com gengibre, que
tem ação antioxidante. Suco de tomate, rico em vitamina C, também com ação
antioxidante, é outra boa opção.
7. Ao invés de carne vermelha, entre no clima litorâneo e coma peixe
(grelhado ou ensopado), mais leve e mais nutritivo.
Fonte Zero Hora
Hospital Bandeirantes redesenha processos para reciclar resíduos
Tudo é uma questão de processos”, afirma o diretor executivo do Grupo Saúde Bandeirantes, Rodrigo Lopes, sobre o Programa Recicla-se, implantado no Hospital Bandeirantes. A frase demonstra parte crucial do projeto, que consistiu em uma revisão e mapeamento dos processos rumo à melhoria do descarte de resíduos e de reciclagem.
Integrante da rede que também é composta pela unidade privada Le Forte, o laboratório GSB e as Organizações Sociais de Saúde (OSS) Lacan e Glória, o Hospital Bandeirantes foi o primeiro da rede a implantar o programa. O projeto foi desenvolvido a partir do Instituto de Saúde Bandeirantes de Responsabilidade Socioambiental, que funcionou como elo entre as áreas, assumindo o papel de mediador das discussões do grupo multidisciplinar no processo de desenvolvimento das ações propostas.
“O grande problema da instituição hospitalar é quantidade de resíduos. Retirar isso de forma inteligente tem impacto financeiro e educativo”, afirma Lopes.
O hospital já reciclava 100% do papel na área administrativa. E, de acordo com Lopes, a cultura da reciclagem já existia na entidade. Mas ainda havia muito a fazer para reduzir o impacto ambiental. Assim, o setor de qualidade, liderado pela gerente de deseonvolvimento, Áurea Barros, começou a fazer a revisão e o mapeamento dos setores geradores, o que envolveu entrevista com os colaboradores de várias áreas, incluindo as unidades de internação, a fim de entender quais eram os tipos de resíduos produzidos em cada local.
No mapeamento também foram considerados a segurança ocupacional e do paciente. “Em qualquer lugar que não exista risco, fazemos a coleta inteligente”, afirma Lopes.
Para engajar cerca de 2,5 mil colaboradores, algumas áreas foram chaves como: gerência médica, gerência de enfermagem, recursos humanos, educação continuada, segurança do trabalho e controle de infecção hospitalar. Elas formaram um comitê para discutir as ideias e os riscos.
Com o comitê e a difusão das boas práticas pelos próprios colaboradores, não foi difícil a instituição, como um todo, adotar a prática. “Quando se tem um processo desenhado, se sensibiliza e permeia toda a instituição. Hoje, o programa Recicle-se é abordado até na integração dos novos colaboradores”, conta Áurea, acrescentando que o projeto ajudou no clima organizacional e na conscientização dos colaboradores.
A iniciativa teve um investimento de R$20 mil, aplicados na troca e compra de coletores e na identidade visual da campanha. A partir dos depoimentos e levantamentos de dados, observou-se uma falta de conhecimento geral da reciclagem. “Faltava um coletor padronizado no hospital”, diz Áurea.
Ainda não é possível medir o retorno sobre o investimento. Mas o que Lopes e Aurea destacam são alguns pontos positivos da prática. A curva de reciclagem aumentou 40,8% no primeiro ano, o lixo infeccioso diminuiu, pois agora é separado de maneira eficaz. Antes, na dúvida, o colaborador tendia a descartar determinado material como infeccioso. A readequação e o mapeamento dos processos da produção de resíduos pelo paciente também teve impacto positivo: 4,57 quilos por paciente por dia para 3,18 quilos por paciente por dia.
Outras iniciativas
Para um projeto como este dar certo, é importante o apoio e a atuação também do corpo diretivo. A sustentabilidade do programa está baseada na abordagem do tema como valor institucional, presente no planejamento estratégico da instituição.
“Ter a sustentabilidade como pilar estratégico garante a possibilidade de mudar alguns processos organizacionais que, do contrário, seriam apenas ações pontuais. Em nosso caso, a expressão “cultura da sustentabilidade” está presente na mapa estratégico, fazendo toda a diferença”, comenta Lopes.Dentre as diretrizes sustentáveis do hospital, ainda há um programa de reaproveitamento da água. O chamado sistema de água cinza armazena o recurso oriundo de chuveiros e lavatórios e é utilizado para irrigação de plantas, descarga e outros fins. Mensalmente, são 450 mil litros que o hospital deixa de consumir.
Áurea explica que existe um código de conduta para as compras e as pessoas recebem um treinamento para evitar a aquisição de produtos de fornecedores que não respeitam o código de ética do hospital. Para evitar a prática, a instituição implantou até um canal de denúncia via e-mail.
Na comunidade, o Grupo de Saúde Bandeirantes fez um levantamento das principais causas socioambientais do Distrito da Liberdade, que envolver os bairros Liberdade, Aclimação e a região da várzea do Glicério, justamente onde estão localizados os hospitais da Glória e Bandeirantes.
A região do Glicério foi a escolhida, pois tradicionalmente tem a presença de trabalhadores da coleta, separação e comercialização de materiais. Uma das iniciativas implantadas para favorecer o desenvolvimento ambiental e humano dessa região foi o Projeto Óleo Aqui, garantindo geração de trabalho, renda e inclusão social dos catadores da Cooperativa de Catadores da Baixada do Glicério (Cooperglicério).
A iniciativa teve investimento de R$ 35 mil e o recurso foi empregado na produção de coletores para o resíduo, na aquisição de um veículo e materiais de proteção, como luvas, e no pagamento da instalação de energia elétrica embaixo do viaduto do Glicério, local onde os cooperados trabalham. Na empreitada, os principais parceiros do Bandeirantes foram a Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares ITCP da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo e o Instituto HSBC de Solidariedade.
Além do investimento financeiro, os cooperados receberam apoio técnico para o desenvolvimento do empreendimento solidário até alcançarem autossustentabilidade. Hoje, a Cooperglicério faz toda a gestão do empreendimento e dos pontos de coleta, desde o primeiro contato com um restaurante ou condomínio para a implantação da coleta até a comercialização do resíduo. Todo o dinheiro gerado a com a venda dos materiais fica para os cooperados. Em média, são vendidos mil litros de óleo por mês.
Fonte SaudeWeb
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