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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Detecção precoce de problemas auditivos garante o crescimento saudável das crianças

Veja como os pequenos devem reagir aos sons, em cada fase da infância
 
A audição infantil precisa ser testada e exercitada desde cedo. Isso é fundamental, já que as crianças aprendem a falar naturalmente na medida em que ouvem os pais e amigos, nos primeiros anos de vida. Crianças que demoram mais para falar ou são muito dispersas e distraídas podem estar com problemas de audição.
 
Mesmo depois do teste da orelhinha, que agora é feito logo após o nascimento, os pais devem ficar atentos porque as dificuldades para ouvir podem ocorrer mais tarde devido a diversos fatores, como otites e o uso de medicamentos. Daí a importância de os pais levarem seus filhos a um médico otorrinolaringologista assim que suspeitarem de algum problema.
 
Quanto mais cedo melhor. As crianças, mesmo com surdez leve ou moderada, que não começam logo o tratamento podem ter mais dificuldade para aprender a falar e ler, o que prejudica a aprendizagem na escola. A troca de fonemas e o baixo rendimento nas aulas e provas podem ser alguns indícios de déficit auditivo em crianças com idade escolar. Em grande parte dos casos, a indicação é do uso de aparelho auditivo.
 
— A audição tem papel vital no desenvolvimento da linguagem e da fala, importantes na comunicação e na interação social da criança. A perda auditiva, se não for tratada, pode acarretar uma série de limitações: timidez, retraimento, problemas de aprendizado e de relacionamento — afirma a fonoaudióloga Marcella Vidal, da Telex.
 
Mais de 3 milhões de crianças têm problemas de audição na América do Norte. No Brasil, não existem estimativas, mas os especialistas acreditam que esse número também seja grande.
 
Testando a audição

Veja como as crianças devem reagir aos sons, em cada fase:
 
Até 3 meses
Acorda ao ouvir um barulho forte
 
Dos 3 aos 6 meses
Movimenta os olhos e se vira na direção de vozes
 
Entre 6 meses e 1 ano
Balbucia sílabas simples, como “papá”, "mamã", tentando reproduzir o que escuta
 
De 1 a 2 anos
Fala palavras do cotidiano, interagindo com os adultos
 
Sintomas de perda auditiva nas crianças:
- Demora a falar

- Tem dificuldade para entender o que as pessoas falam
 
- Não consegue se comunicar direito ao telefone
 
- Aumenta frequentemente o volume do rádio e da TV
 
- Fala muito alto

- Faz trocas ou comete muitos erros ao escrever

- Demora a compreender as coisas que são ditas

- É hiperativa e/ou distraída
 
Dicas para desenvolver o potencial auditivo das crianças:
- Sempre escute e fale com a criança desde cedo, não importa se ela não responde. Quando você fala com ela, está mostrando como usar os lábios e a língua.

- Não deixe de cantar para o bebê quando ele estiver acordado. Cante com voz suave, em tom amoroso.

- Leia em voz alta para o bebê. Nada estimula mais a criança do que escutar você falar. Os livros ilustrados com figuras e desenhos complementam esse estímulo e são ótimos para desenvolver as habilidades infantis.
 
Fonte Zero Hora

Osteoartrite

Definição
A osteoartrite (OA) é o distúrbio mais comum das articulações.
 
Causas, incidência e fatores de risco
Na osteoartrite, a proteção (cartilagem) entre os ossos se desgasta nas articulações. À medida que a osteoartrite piora, a cartilagem desaparece e ocorre fricção entre os ossos.
 
Normalmente, se formam bicos de papagaio ou saliências ao redor da articulação. Os ligamentos e os músculos ao redor da articulação se afrouxam e se tornam mais fracos.
 
Em geral, a causa da OA é desconhecida. Está principalmente relacionada à idade, mas existem outros fatores que também podem levar à OA.
  • A osteoartrite tende a ser genética
  • Estar acima do peso aumenta o risco
  • Fraturas ou outras lesões nas articulações podem causar osteoartrite futuramente
  • O uso excessivo a longo prazo no trabalho ou no esporte pode levar à osteoartrite
 
Entre as doenças que podem causar osteoartrite estão:
  • Distúrbios de coagulação que causam hemorragia na articulação, como hemofilia
  • Distúrbios que bloqueiam o suprimento sanguíneo próximo a uma articulação, como a necrose vascular
  • Outros tipos de artrite, como gota crônica, pseudogota ou artrite reumatoide
 
Geralmente, os sintomas da osteoartrite aparecem na meia idade e quase todas as pessoas a têm aos 70 anos. Antes dos 55, a doença ocorre indistintamente em homens e mulheres. Após os 55 anos, ela é mais comum em mulheres.
 
Sintomas
Os sintomas da osteoartrite incluem:
  • Dor profunda nas articulações que piora depois de praticar exercícios ou colocar peso sobre elas e que é aliviada com o repouso
  • Dor que piora ao começar uma atividade depois de um período sem atividades
  • Com o tempo, a dor permanece mesmo em repouso
  • Articulações que rangem com o movimento
  • Aumento da dor durante o clima úmido
  • Edema da articulação
  • Movimentos limitados
  • Fraqueza muscular ao redor das articulações
Algumas pessoas podem ser assintomáticas.
 
Exames e testes
O exame físico pode mostrar:
  • Movimentação da articulação que pode provocar rangidos
  • Inchaço das articulações (os ossos ao redor das articulações podem parecer maiores do que o normal)
  • Amplitude de movimento reduzida
  • Dor ao pressionar a articulação
  • Movimento normal que é doloroso geralmente

Não existem exames de sangue que auxiliem no diagnóstico da osteoartrite.

Uma radiografia das articulações afetadas mostrará uma perda do espaço da articulação. Em casos avançados, haverá desgaste das extremidades dos ossos e dos osteófitos.
 
Tratamento
Os objetivos do tratamento são:
  • Fortalecer as articulações
  • Manter ou melhorar o movimento das articulações
  • Reduzir os efeitos desabilitantes da doença
  • Aliviar a dor

O tratamento depende das articulações envolvidas.

Medicamentos
Os analgésicos de venda livre podem ajudar nos sintomas. A maioria dos médicos recomenda primeiro o paracetamol, porque este apresenta menos efeitos colaterais do que outros medicamentos.
 
Se a dor continuar, seu médico poderá recomendar anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Essas drogas ajudam a aliviar a dor e o inchaço. Alguns tipos de AINEs são a aspirina, o ibuprofeno e o naproxeno.
 
Entretanto, o uso a longo prazo de AINEs pode causar problemas estomacais, como úlcera e hemorragia. Esses medicamentos também podem aumentar o risco de ataque cardíaco e de AVC.
 
O medicamento tarjado Celecoxib (um inibidor de COX-2) pode funcionar tão bem quanto outros AINEs. Devido ao risco de ataques cardíacos e de AVC, ele é administrado somente na menor dose possível pelo menor período de tempo.
 
Os corticoides injetados diretamente na articulação também podem ser usados para reduzir o inchaço e a dor. Entretanto, o alívio dura somente por um curto período.
 
Muitas pessoas usam remédios de venda livre como a glucosamina e o ácido condroitinossulfúrico. Existem algumas evidências de que esses suplementos podem ajudar a controlar a dor, apesar de aparentemente não estimularem o surgimento de novas cartilagens. Alguns médicos recomendam um período de teste de três meses para verificar a eficácia da glucosamina e condroitina.
 
A capsaicina (Zostrix) em pomada pode ajudar a aliviar a dor. Você pode ter uma sensação de calor ou de queimação ao aplicar a pomada pela primeira vez. Essa sensação desaparece depois de alguns dias de uso. O alívio da dor normalmente começa a partir de uma ou duas semanas.
 
Um líquido sinovial artificial (Synvisc, Hyalgan) também pode ser injetado no joelho. Ele pode aliviar a dor por três a 6 meses.

Mudanças no estilo de vida
Os exercícios podem ajudar a manter o movimento geral e das articulações. Peça a seu médico que recomende uma rotina apropriada de exercícios domésticos. Os exercícios aquáticos, como a natação, são especialmente úteis.
 
Entre outras recomendações sobre estilo de vida estão:
  • Aplicar frio e calor
  • Ter uma dieta balanceada e saudável
  • Repousar
  • Emagrecer se estiver acima do peso
  • Proteger as articulações

As pessoas cujo trabalho estiver causando estresse em determinadas articulações devem encontrar formas de reduzir o trauma. Você pode precisar fazer ajustes na área de trabalho ou alterar as tarefas de trabalho.

Fisioterapia
A fisioterapia pode ajudar a fortalecer os músculos e a movimentação de articulações rígidas. Os fisioterapeutas têm técnicas para tratar a osteoartrite. Se você não melhorar com a fisioterapia depois de três a seis semanas, ela provavelmente não funcionará para você.

Órteses
Em alguns casos, as férulas e as órteses podem sustentar articulações fragilizadas. Algumas impedem o movimento da articulação, enquanto outras permitem algum movimento. Use órteses somente quando o uso for recomendado por seu médico ou fisioterapeuta. O uso incorreto de uma órtese pode causar lesões, rigidez e dor na articulação.

Cirurgia
Os casos graves de osteoartrite podem necessitar de cirurgia para substituir ou reparar as articulações lesionadas.
 
As opções cirúrgicas abrangem:
  • Cirurgia artroscópica para remover a cartilagem danificada
  • Alteração do alinhamento de um osso para aliviar o estresse no osso ou na articulação (osteotomia)
  • Fusão cirúrgica de ossos, normalmente na coluna (artrodese)
  • Substituição total ou parcial da articulação danificada por uma articulação artificial (artroplastia de joelho ou de quadril)
Grupos de apoio
Para obter mais informações e apoio, consulte Recursos de artrite.
 
Evolução (prognóstico)
Seus movimentos podem se tornar bastante limitados. Em geral, o tratamento melhora a função.
 
Complicações
  • Reações adversas aos medicamentos usados no tratamento
  • Redução da capacidade de realizar tarefas cotidianas, como higiene pessoal, tarefas domésticas ou cozinhar
  • Redução da capacidade de andar
  • Complicações cirúrgicas
 
Ligando para seu médico
Consulte um profissional da área da saúde se tiver sintomas de osteoartrite.
 
Prevenção
A perda de peso pode diminuir o risco de osteoartrite em mulheres com sobrepeso.
 
Referências
Gregory PJ, Sperry M, Wilson AF. Dietary supplements for osteoarthritis. Am Fam Physician. 2008;77:177-184.
 
Hunter DJ. In the clinic: Osteoarthritis. Ann Intern Med. 2007;147(3):ITC8-1-ITC8-16.
 
Fonte iG

Especialistas alertam para aumento global de diabetes infantil

O número de casos de diabetes tipo 1 está crescendo rapidamente, especialmente entre as crianças, enquanto muitas não são diagnosticadas devidamente, afirmam especialistas
 
O número de casos de diabetes tipo 1 está crescendo rapidamente, especialmente entre as crianças, enquanto muitas não são diagnosticadas devidamente, afirmam especialistas. Segundo um estudo da Federação Internacional de Diabetes, a diabetes tipo 1 é uma das doenças endócrinas e metabólicas mais comuns na infância e os casos entre crianças estão aumentando em todo o mundo.
 
Atualmente, 371 milhões de pessoas sofrem de diabetes no mundo, principalmente diabetes tipo 2, provocada, principalmente, pela obesidade e por um estilo de vida precário.
 
Para especialistas, o desenvolvimento de diabetes tipo 1 pode ter causas genéticas, mas eles ainda não sabem dizer a que se deve o incremento nos casos da doença.
 
Além disso, em um número considerável de países, cada vez mais as crianças também estão sendo diagnosticadas com diabetes tipo 2.
 
Diagnóstico adequado
A diabetes se manifesta quando o organismo não pode produzir ou utilizar eficientemente a insulina, um hormônio que regula o nível de açúcar no sangue.
 
Caso não seja tratada adequadamente, a doença pode produzir complicações severas. Uma pessoa com diabetes tipo 2 pode permanecer sem ser diagnosticada durante muito tempo. Mas no caso da diabetes tipo 1, se o paciente não recebe injeções de insulina diariamente para controlar seus nível de glicose, corre risco de morte.
 
Apesar de a doença aparecer em qualquer idade, o mais comum é que ela ocorra em crianças e adolescentes menores de 14 anos. Segundo o informe da Federação Internacional de Diabetes, nos últimos anos, houve um crescimento anual de 3% dos casos de diabetes tipo 1 no mundo, principalmente em menores de 14 anos.
 
O principal aumento ocorreu na Europa central e do leste. Embora não haja estudos sobre a incidência em outras partes do mundo, acredita-se que as tendências sejam similares globalmente.
 
Conhecendo os sintomas
Estima-se que, em média, cerca de 78 mil menores com até 15 anos desenvolvam a doença todo ano. Com isso, a diabetes tipo 1 pode ser um enorme desafio para muitas crianças e adolescentes.Além do impacto físico, a doença pode dificultar ou limitar as relações sociais, além de afetar o desempenho escolar.
 
O estudo indica que cerca de 25% das crianças que desenvolvem a diabetes tipo 1 são diagnosticadas quando já se encontram em estado grave. Segundo Barbara Young, presidente-executiva da Diabetes UK, "é particularmente importante que os pais conheçam os sintomas da doença".
 
"Atualmente, o desconhecimento dos sintomas da diabetes tipo 1 é uma das principais razões para que um número assombroso de crianças estejam gravemente doentes quando recebem um diagnóstico".
 
Entre os principais sintomas, explica a especialista, estão: necessidade frequente de urinar, sede abundante, cansaço extremo e uma perda inexplicável de peso. "Os padres e as babás também precisam entender que se uma criança apresentar algum desses sintomas têm de levá-la ao médico o mais rápido possível, para que se faça o teste da diabetes tipo 1", acrescentou Young.
 
Fonte iG

Como incluir alimentos inibidores de apetite na dieta

Fibras e gorduras saudáveis controlam a compulsão por comida e doces. Aprenda a montar o seu cardápio e conheça ainda alimentos que ajudam a desinchar
 
Os alimentos ricos em fibras promovem saciedade por que é preciso mastigá-los por mais tempo, o que resulta em ganho para o cérebro– ele recebe a informação rapidamente, antes que a pessoa exagere durante a refeição.
 
As fibras ainda reduzem a carga glicêmica da refeição, fazendo com que o açúcar (carboidrato) do alimento entre aos poucos na corrente sanguínea. Tal processo também é eficiênte para controlar o desejo por doces.
 
Quantidade de fibras nos alimentos:
1 xícara (chá) de espinafre cozido: 5,3 g de fibras
1 maçã: 4,0 g de fibras
1 pêra: 4,0 g de fibras
2 colheres (sopa) de feijão cozido: 3,8 g de fibras
1 xícara (chá) de couve cozida: 3,5 g de fibras
2 colheres (sopa) de farelo de aveia: 2,6 g de fibras
1 fatia de abacaxi: 2,5 g de fibras
2 colheres (sopa) de grão de bico cozido: 2,5 g de fibras
10 ramos de agrião: 2,0 g de fibras
3 castanhas-do-pará: 2,0 g de fibras
 
Além dos alimentos ricos em fibras, as proteínas e as gorduras também são aliadas no controle da gula ou compulsão alimentar. Ambas demoram mais tempo para serem digeridas, prolongando a sensação de saciedade após a refeição.
 
É preciso cuidado ao ingerir gorduras para tal fim. Elas precisam ser saudáveis, como as presentes no azeite, linhaça, óleo de coco extravirgem, castanhas e gordura de peixes de água fria e profunda, ricos em ômega-3, a exemplo do salmão, da sardinha e do atum.
 
Já as proteínas, se forem de origem animal (exceto peixe), devem ser magras. A gordura animal é a gordura saturada, prejudicial a saúde. Prefira, sempre, ovos cozidos, mexidos ou omelete, frango sem pele, carnes magras, peito de peru ou as proteínas de origem vegetal, como tofu, leguminosas (feijão, lentilha, ervilha, grão de bico) ou castanhas (do Pará, nozes, amêndoas).
 
A nutricionista Fabiana Honda preparou um modelo de cardápio que promove saciedade:
 
Cardápio de um dia para aumentar a saciedade
Quantidades médias para uma mulher que pratica atividade física leve
 
Café da manhã
  • ½ papaia
  • 2 colheres (sopa) de farelo de aveia
  • 1 iogurte natural
 
Lanche da manhã
  • 1 pêra
 
Almoço
  • 1 prato de salada crua (alface, agrião, rúcula, tomate, cenoura e pepino) temperada com pouco sal, limão e azeite
  • 1 filé de salmão assado pequeno
  • 2 colheres (sopa) de arroz integral
  • 2 colheres (sopa) de lentilha
  • 1 xícara (chá) de espinafre cozido
  • 1 fatia de abacaxi
 
Lanche da tarde
  • 1 fatia de pão integral e patê de atum
  • 1 maçã
 
Jantar
  • 1 prato de salada crua (alface, escarola, tomate, beterraba e palmito) temperada com pouco sal, limão e azeite
  • 1 filé de frango grelhado
  • 2 colheres (sopa) de arroz 7 grãos
  • 1 xícara (chá) de brócolis no vapor
 
Ceia
  • 3 castanhas-do-pará
 
A perda de peso será de 2 a 4 kg por mês. Perdas maiores devem ser supervisionadas por um profissional para que não haja deficiência de nutrientes e prejuízos a saúde.
 
Alimentos que ajudam a desinchar:
 
Aipo: é rico em fibras e tem propriedades diuréticas. Só não vale exagerar no consumo!
 
Arroz: além de ser um dos poucos grãos que não provoca flatulência, ele atua como uma espécie de esponja, absorvendo os gases
 
Funcho: o chá dessa planta é usado há séculos na medicina tradicional para facilitar a digestão
 
Gengibre: além de um potente anti-inflamatório, essa raiz atua facilitando a digestão e evitando a produção de gases
 
Hortelã: contém substâncias que ajudam na digestão dos alimentos, facilitando o trânsito da comida pelo trato gastrointestinal
Iogurte: laticínios fermentados contêm bactérias que ajudam o intestino digerir melhor alguns alimentos, evitando assim a produção de gases
 
Melão: rica em fibras (elas combatem a prisão de ventre) esta fruta tem propriedades diuréticas, pois combate o excesso de sal no corpo, o que ajuda desinchar
 
Sementes de linhaça, girassol e gergelim: são ótimas fontes de cálcio, zinco e vitamina E, que ajudam o corpo a eliminar toxinas que causam o inchaço
 
Fonte iG

Conheça a dieta amazônica

Com ingredientes bem brasileiros, geriatra garante que alimentação de população ribeirinha gera longevidade e saúde
 
Tucumã, pupunha, cubiu, jaraqui. Os nomes são estranhos e pouco conhecidos da maioria dos brasileiros, mas esses são ingredientes essenciais da dieta amazônica, elencada pelo geriatra amazonense Euler Ribeiro, com base em dois anos de pesquisa com uma comunidade ribeirinha.
 
Em conjunto com a geneticista gaúcha Ivana Cruz, Euler estudou a população de Maués, município a 260km de Manaus em que a população com 80 anos ou mais é de 1%, índice acima da média nacional, de 0,5%, de acordo com o IBGE.
 
“Queríamos identificar quais os fatores que levam à longevidade nessa região”, conta o médico.
 
“A dieta guarda elementos que agem na saúde e na expectativa de vida, tão bons quanto aqueles encontrados na dieta do mediterrâneo”, reforça Ivana.
 
Frutas regionais, peixes de rio e derivados da mandioca formam o tripé essencial desse modelo alimentar. Diariamente, o “homem da floresta”, como os médicos apelidaram essa população, comem castanhas, pupunha, tucumã (por fora ele é semelhante a um coco e por dentro parece um mamão), guaraná, açaí e cubiu (fruto da família do tomate). Esses alimentos ajudam a proteger o sistema imunológico, evitam a concentração de açúcar no sangue (ajudando a combater o diabetes) e dão energia.
 
“O açaí é energético por excelência e é rico em magnésio, o guaraná, tomado em jejum todos os dias, aumenta a contração da força muscular, ajuda a manter a memória porque é vaso dilatador cerebral e é anticarcinogênico”, explica o geriatra.
 
Os peixes mais consumidos, como o jaraqui, por exemplo, são muito ricos em ômega3, 6 e 9 e podem ser facilmente comparados com o salmão. Além disso, a substituição do trigo pelos derivados da mandioca traz vantagens.
 
“A mandioca contém vitaminas do complexo B em grande quantidade, fibras solúveis e proteínas, além de não conter glúten”, destaca Euler.
 
O que não é consumido também faz diferença no quesito longevidade. Sal, por exemplo, não entra no cardápio, assim como frituras.
 
“Tudo é temperado, mas com cebola, alho cheiro verde e outras ervas, e não com sal. Os peixes são assados”, exemplifica Ivana.
 
“Nós seguimos as dietas das francesas, dos norte-americanos, mas podemos estar frente a uma dieta que seja mais próxima da nossa realidade”, acredita ela.
 
Outros dois fatores têm papel importante na longevidade de Maués: a atividade física e o descanso. A população ribeirinha é muito ativa e não deixa de dormir 8 horas por dia. De acordo com os especialistas, é a soma de todos esses fatores que garante uma menor incidência de doenças graves como a hipertensão, o diabetes e os incidentes cardiovasculares, garantindo saúde e impactando diretamente na qualidade de vida.
 
Fonte iG