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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Reforma interrompe cuidados preventivos de pacientes em SP

Cerca de cem frequentadores da unidade da Vila Mariana da rede Lucy Montoro de reabilitação terão de procurar outros locais para seguir o programa de condicionamento físico.
 
O motivo, de acordo com a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, é uma reforma no local.
 
Membros do grupo, que realiza exercícios para prevenir problemas de saúde e inclui pessoas com problemas cardíacos, afirmam que inicialmente receberam da diretoria da unidade a informação de que esse atendimento não seria mais oferecido na rede.
 
Depois, a diretoria deu duas opções: a continuidade do programa de exercícios em outra unidade da rede, na Lapa, na zona oeste, ou na Água Funda, na zona sul.
 
Essa última unidade, no entanto, deve começar a funcionar só em fevereiro e não atenderá aos cardiopatas.
 
O aposentado Paulo Simi Martins Costa, 67, que começou a fazer exercícios na unidade da Vila Mariana após sofrer uma cirurgia cardíaca, há 16 anos, afirma que a justificativa inicial da diretoria era de que o propósito da unidade não seria mais o atendimento aos doentes crônicos, como os cardíacos, e sim aos casos de trauma.
 
"A sugestão [da diretoria] foi que a gente procurasse fazer o que quisesse porque não teria mais academia a partir do dia 21 [de dezembro]", afirma Costa.
 
"Como a gente não pode parar de fazer condicionamento físico, temos de ir para uma academia privada. Mas aí já sem o auxílio médico [prestado na unidade]."
 
Só no fim de dezembro começou a ser oferecida a opção da Lapa ou da Água Funda, mas apenas os não cardíacos poderiam ir para a futura academia na zona sul, porque só a unidade da zona oeste teria cardiologistas para acompanhar os exercícios.
 
Outro lado
A obra na unidade da Vila Mariana não tem data para terminar.
 
Segundo a secretaria estadual, os 7.000 atendimentos por mês dos casos de reabilitação realizados no local não estão sendo afetados pelas obras.
 
Ainda não se sabe se os exercícios de condicionamento físico vão voltar a ser oferecidos por lá para os pacientes do SUS e de planos de saúde.
 
"Depois da reforma vamos ver o que vai acontecer", afirma Margarida Miyasaki, diretora da unidade.

Fonte Folhaonline

Alergia a alimentos pode melhorar com exposição a pequenas doses


Pesquisas recentes têm demonstrado a eficácia de uma nova
 alternativa: a imunoterapia por dessensibilização, que consiste
em expor o paciente a quantidades pequenas e crescentes do
alimento que provoca a reação alérgica
Técnica conhecida como dessensibilização tenta imunizar o paciente por meio de um consumo leve, porém crescente, de produtos que costumam causar o problema
 
Até pouco tempo atrás, pessoas com alergia a algum alimento tinham de eliminá-lo de sua dieta. Mas pesquisas recentes têm demonstrado a eficácia de uma nova alternativa: a imunoterapia por dessensibilização, que consiste em expor o paciente a quantidades pequenas e crescentes do alimento que provoca a reação alérgica.
 
Caso a resposta do paciente seja positiva, ele não precisa mais se privar do ingrediente e, além disso, livra-se do risco de consumi-lo sem saber, no meio de alimentos industrializados. “Essa é uma mudança recente que tem ocorrido no tratamento de alergias a alimentos mais comuns, como leite, ovo e trigo”, afirma a médica Ariana Campos Yang, da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia.
 
Um dos estudos que comprovou o sucesso da estratégia foi publicado neste ano pela revista New England Journal of Medicine. Pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte submeteram 40 crianças de 5 a 11 anos alérgicas a ovo ao consumo diário de um pó à base de ovo.
 
A quantidade do produto, no início muito pequena, foi aumentando progressivamente. Depois de 22 meses, as crianças passaram por um teste no qual ingeriram 10 gramas do alimento, o que equivale a dois ovos inteiros. O resultado foi que 75% dos participantes conseguiram passar no teste e começaram a tolerar o consumo de ovo.
 
Outra pesquisa, divulgada pela Universidade de Cambridge em março, testou a técnica para tratar alergias a amendoim. Crianças com alergia severa receberam quantidades crescentes de farinha de amendoim, o que fez com que se tornassem tolerantes ao alimento.
 
A alergia ocorre quando há um erro no sistema imunológico. Com a função de nos defender, o sistema pode errar nessa tarefa e provocar uma reação forte contra um alimento que, para outras pessoas, é inofensivo. “Quando começamos com uma dose menor e aumentamos de forma contínua, conseguimos induzir as células regulatórias, que consertam o que está errado no sistema, deixando assim de ter aquela reação contra o alimento”, diz Ariana, que aplica o tratamento no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP).
 
“No início, o alimento é ingerido em concentrações muito diluídas. Começamos com doses bem pequenas por via oral até chegar ao alimento puro. Cerca de 90% dos pacientes têm boa resposta”, observa Ariana.

Reação imediata
No HC, essa estratégia já vem sendo adotada há cerca de dez anos. Nem todo alérgico é candidato ao tratamento, mas podem se beneficiar aqueles que têm a alergia conhecida como IgE mediada, na qual a reação ao alimento é imediata.
 
“O fato de a reação ser rápida facilita a dessensibilização, pois já se sabe na hora se o paciente teve ou não reação. Nas alergias tardias, em que os sintomas começam horas ou dias depois, não se sabe qual dose o paciente está tolerando”, explica Ariana. Existe também uma idade mínima para o início do tratamento, de 5 anos, pois antes disso a alergia pode desaparecer sozinha.
 
Especialistas lembram que esse tipo de tratamento jamais deve ser feito sem acompanhamento médico. “O tratamento deve ser feito em uma instituição segura. Existe um risco de o paciente ter um choque anafilático, por isso é preciso ter recursos de tratamento e profissionais habilitados para lidar com uma reação”, diz a alergologista Yara Arruda Mello, do Hospital São Luiz.
 
Segundo Yara, a alergia alimentar pode ter manifestações na pele, com urticárias, no trato digestivo, com diarreia e vômito, ou no sistema respiratório.
 
Para o médico gastroenterologista Aytan Miranda Sipahi, do Hospital Sírio-Libanês, os casos de alergia têm aumentado. “Discute-se se o aumento veio com a maior capacidade de diagnosticar ou se houve um aumento de verdade”, afirma. Ele observa que fatores ambientais como o aumento da poluição e dos aditivos agrícolas usados na alimentação poderiam ser responsáveis por este aumento.
 
Fonte Estadão

Plano de carreira quer fixar médico no serviço público de SP

Governador sanciona lei, que prevê salário de até R$ 14,7 mil para 40 horas semanais, sob críticas do sindicato
 
A partir de agora, médicos que atuam em órgãos públicos estaduais paulistas passam a ter um plano de carreira. A lei, que prevê um salário de até R$ 14,7 mil para a jornada de 40 horas semanais, foi sancionada ontem pelo governador Geraldo Alckmin.
 
Entre as mudanças estão as regras de progressão na carreira e a padronização do salário dos profissionais. Atualmente, a remuneração varia muito de acordo com a instituição e também de acordo com gratificações.
 
Para o secretário estadual da Saúde, Giovanni Guido Cerri, o novo plano vai equiparar o salário do Estado ao salário oferecido pela iniciativa privada. Isso deve permitir que os profissionais atuem em uma só unidade, evitando o deslocamento de um emprego para outro. "Será importante para o médico poder focar em seu trabalho. Eles vão passar a ser lideranças nesses serviços, pois estarão o tempo todo na unidade", diz Cerri.
 
No caso da jornada integral, de 40 horas, o médico deve se dedicar exclusivamente ao serviço público. "A única atividade que ele vai poder exercer, além do trabalho na unidade, é a atividade docente. O foco é que ele fique na assistência pública, por isso buscamos profissionais que tenham esse perfil", diz Cerri. Ele acrescenta que o objetivo é que, em até cinco anos, 20% dos médicos adotem essa jornada.
 
O presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), Cid Célio Jayme Carvalhaes, criticou alguns aspectos da lei e afirmou que houve pouco espaço para discussão do texto. "Nenhuma das emendas propostas foi aceita", diz. Um dos pontos que o sindicato considera problemático é a diferença pequena de salário entre os níveis da carreira. Na jornada de 20 horas, um médico de classe 3 recebe apenas R$ 300 a mais que um médico de classe 1. Outra crítica se refere ao fato de o salário estar atrelado a critérios de produtividade.
 
"O salário nominal inicial para 20 horas passou a ser de R$ 1,9 mil. Para se chegar aos R$ 6 mil divulgados pelo governo, é preciso ter produtividade e aproveitamento de 100%, excelência e qualificação. No nosso entendimento, esses não devem ser critérios de ascensão, mas de premiação", diz Carvalhaes.
 
Para o presidente da Associação Paulista de Medicina (APM), Florisval Meinão, a lei vai beneficiar a população. "Ela vai permitir a fixação do médico onde hoje há grande dificuldade de fazê-lo. Com isso será possível organizar equipes de trabalho com o médico fixo naquele serviço, o que deve melhorar a qualidade de atendimento." A aplicação do novo plano deve custar R$ 850 milhões por ano.
 
Fonte Estadão

ANS começa a testar este mês indicadores de qualidade de hospitais privados

Brasília – A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) começa a testar este mês indicadores de qualidade de hospitais privados brasileiros. A fase inicial segue até junho e vai contar com a participação voluntária de 42 hospitais – 13 no Rio de Janeiro, 18 em São Paulo, cinco em Minas Gerais, um no Espírito Santo, dois em Santa Catarina, um no Rio Grande do Sul, um na Paraíba e um no Distrito Federal.
 
De acordo com a ANS, as unidades de saúde serão submetidas a avaliações mensais relacionadas, por exemplo, a níveis de infecção, mortalidade e padrão de cirurgia segura. Ao todo, serão analisados 26 indicadores de qualidade do atendimento ao paciente.
 
Os hospitais que apresentarem bom desempenho vão receber um selo de qualidade da agência, identificado pela letra Q, que deverá ficar ao lado do nome do estabelecimento na lista de prestadores de serviços que fazem parte dos livros e portais das operadoras de planos de saúde.
 
A expectativa da ANS é que, a partir de julho, com o fim da fase de testes, a avaliação se torne obrigatória para todos os hospitais das redes próprias das operadoras de planos de saúde e opcional para os demais estabelecimentos.
 
O órgão ressaltou que, assim que as avaliações começarem em todos os estabelecimentos, beneficiários de planos de saúde vão poder escolher os hospitais para atendimento conforme os indicadores de qualidade e cobrar das operadoras a inclusão na rede desses estabelecimentos.
 
De acordo com a agência, os indicadores de qualidade devem ser usados também, em uma segunda etapa, para avaliar os serviços de apoio, diagnóstico e terapia, que englobam laboratórios e unidades de diagnóstico por imagem, oncologia, hemodiálise e hemoterapia.
 
Fonte Agência Brasil

Confira exames preventivos que devem ser feitos a partir dos 30 anos

Eles podem ser o primeiro passo caso cuidar mais da saúde esteja entre as resoluções para 2013
 
Se entre as suas resoluções para 2013 está cuidar mais da saúde, o primeiro passo pode ser a realização de exames preventivos, ainda mais de se você tem 30 anos ou mais.

De uma forma geral, recomendamos que, na ausência de problemas de saúde que exijam atenção médica periódica e específica, os 30 anos são a idade apontada como a mais razoável para a realização do primeiro check-up, que é uma avaliação médica ampla, que pressupõe a abordagem pelo especialista de diversos aspectos da saúde mental e física do paciente nas diferentes etapas da vida — afirma a médica Roberta Carvalho, do Lâmina Medicina Diagnóstica.
 
A especialista preparou uma lista de exames de imagem sugeridos para check-up de acordo com a idade do paciente.
 
Confira:
 
Colonoscopia
Exame indicado a partir dos 50 anos, mas que deve ser feito antes se houver casos de câncer na família. Dependendo do resultado do primeiro exame, fundamental para a prevenção do câncer de cólon, a repetição ocorre a cada cinco anos. O exame é feito com um tubo flexível dotado de uma câmera na extremidade. Permite detectar lesões e doenças inflamatórias.
 
Densitometria óssea
Recomendado a mulheres com mais de 65 anos, deve ser realizado antes se houver menopausa precoce ou osteoporose na família. Verifica a densidade e a integridade de ossos, como a bacia e o fêmur, diagnosticando a perda de massa óssea e a osteoporose. 
 
Ecocardiograma
É a ultrassonografia do coração. Deve ser indicado por cardiologista em casos de suspeitas de alterações cardíacas. O método permite avaliar a capacidade de contração do músculo cardíaco, alertando para possíveis disfunções.
 
Eletrocardiograma e teste ergométrico
Podem ser solicitados ainda na casa dos 20 anos e se tornam obrigatórios após os 40, quando devem ser feitos anualmente. Ambos se valem de eletrodos sobre o peito para apurar o risco cardiovascular. O primeiro é feito com o paciente deitado e o segundo durante esforço físico programado e individualizado. O teste ergométrico, ou teste de exercício, avalia a capacidade funcional e condição aeróbica da pessoa. Também serve para detectar eventuais problemas como isquemia miocárdica, arritmias cardíacas e distúrbios hemodinâmicos induzidos pelo exercício, entre outras.
 
Mamografia
Deve ser feita anualmente a partir dos 40 anos. Se houver casos de câncer na família, a investigação começa mais cedo. A mulher é examinada em um aparelho que comprime as mamas e permite averiguar alterações na região. O exame é essencial para a detecção precoce do câncer de mama, um dos mais comuns no sexo feminino.
 
Ultrassonografias
Cada vez mais elas fazem parte do arsenal de exames preventivos prescritos pelo médico, mais comumente para examinar mamas, em complemento à mamografia, mas também são importantes para exames da tireóide e abdome.
 
Segundo Roberta Carvalho, tomógrafos e aparelhos de ressonância magnética modernos têm resultado em novos exames preventivos. São eles, principalmente, a angiotomografia coronariana, que permite avaliar o risco cardíaco do paciente, e a colonoscopia virtual, que não requer sedação e é um exame rápido e eficaz para avaliar o cólon, embora não substitua a colonoscopia.
 
A ressonância de mamas, por sua vez, é cada vez mais é usada na prevenção do câncer de mama também, em especial em pacientes com alto risco para neoplasia mamária, como aquelas com parente de primeiro grau com câncer de mama ou com algumas mutações genéticas que predispõem ao câncer, sendo também o exame de escolha para pacientes que possuem próteses mamárias.
 
A especialista informa que há também os check-ups de investigação, nome dado a exames que avaliam uma condição específica. Um bom exemplo é a endoscopia, prescrita diante de reclamações como queimação e dores de estômago e que rastreia gastrites e refluxos.
 
Fonte Vida e Saúde