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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Baixos salários podem causar hipertensão

Trabalhadores que ganham salários mais baixos correm mais risco de desenvolver hipertensão do que aqueles com salários elevados. Essa foi a conclusão de estudo publicado na European Journal of Public Health.
 
Pesquisadores da UC Davis Health System utilizaram dados do Panel Study of Income Dynamics sobre salários, empregos e saúde, incluindo a pressão arterial de 5.651 chefes de família nos Estados Unidos e seus cônjuges em três períodos: de 1999 a 2001, de 2001 a 2003 e de 2003 a 2005. Os participantes tinham idade entre 25 e 65 anos de idade.
 
Os salários foram calculados como renda anual de todas as fontes divididas por horas de trabalho, aumentando de US$ 2,38 em 1999 para US$ 77 em 2005. A hipertensão foi determinada por diagnósticos médicos.
 
Usando regressões logísticas para análise estatística, os pesquisadores descobriram que a duplicação do salário foi associada a uma diminuição de 16% no risco de um diagnóstico de hipertensão.
 
Outras análises de regressão logística por dados demográficos, tais como idade, sexo, raça e co-morbidades, como diabetes e consumo de álcool revelou dois resultados de destaque: o primeiro é que quanto mais jovem (entre 25 e 44 anos), maiores são as chances de desenvolver hipertensão, e o segundo é que as mulheres correm mais risco do que os homens.
 
O aumento de salários entre os jovens resultou em um decréscimo de 25% a 30% no risco de hipertensão entre os homens, e de 30% a 35% entre as mulheres.
 
Fonte: UC Davis Health System, 03 de janeiro de 2013

Trabalhe o cérebro para evitar a demência

Quando o ano começa, muitas pessoas correm para as academias a fim de melhorar a forma e a aptidão física. Contudo, segundo pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, esse esforço deve ser feito, também, para aumentar a aptidão mental para prevenir a demência.
 
O Dr. Paul Nussbaum explica que as estatísticas da doença de Alzheimer são alarmantes, por isso é crucial que as pessoas adotem programas de treinamento mental. O pesquisador diz que atividades como caminhadas diárias, dança e outras formas de exercícios aeróbicos contribuem para aumentar o fluxo sanguíneo no cérebro.
 
Frutas e verduras também auxiliam na saúde cerebral, assim como alimentos ricos em ácidos graxos ômega 3, como nozes e certos tipos de peixe, além dos que contêm vitaminas A, C e E.
 
O pesquisador destaca que a socialização é importante, pois a solidão e o isolamento aumentam o risco de desenvolvimento da demência. Estimular a mente em atividades como aprender um novo idioma também ajuda na prevenção, assim como a espiritualidade.
 
Fonte: UPI, 06 de janeiro de 2013

Exames: Dosagem da hemoglobina fetal ou teste de Kleihauer-Betke

Material a ser analisado: Sangue extraído da veia do braço da mãe e determinação da presença de células fetais.

Objetivo: Determinar a quantidade de imunoglobulina Rh que uma mulher Rh-negativa deve receber, para prevenir o desenvolvimento de anticorpos ou proteínas anormais, que possam se desenvolver contra seu feto.

Credibilidade do exame: boa.

Tempo gasto para realização do exame: 5 minutos.

Preparação da paciente: nenhuma.

Técnica usada para obter resultados: Sangue extraído da veia da mãe, que é analisado para determinar a presencia de células fetais, com uma técnica de coloração especial, conhecida como método de Kleihauer-Betke.

Situações que podem alterar o resultado do exame: doenças do sangue da mãe, que produzem tipos de hemoglobina fetal.

Interpretação do exame: Quanto maior for a quantidade de glóbulos que passam do feto para a circulação materna, maior será quantidade de imunoglobulina Rh, que a mãe deverá receber.

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
 
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996

- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Higiene na piscina é fundamental para evitar doenças e inflamações

Embora seja mais comum em crianças, o molusco contagioso
também pode acometer pessoas adultas
Vírus Poxvírus, conhecido como molusco contagioso, e responsável por uma doença relativamente comum em crianças pequenas que frequentam piscinas de clubes
 
Se após o banho de piscina, você notar uma bolinha no corpo do seu filho parecido com uma verruga, fique atento: ele pode ter sido contaminado pelo vírus Poxvírus, conhecido como molusco contagioso, e responsável por uma doença relativamente comum em crianças pequenas que frequentam piscinas de clubes. O nome molusco contagioso sugere que o vírus desenvolve, cresce e se espalhe rapidamente pela pele. Além disso, crianças portadoras de dermatite atópica podem ter mais propensão para a doença devido a uma baixa resistência natural da pele.
 
Segundo o dermatologista Fernando Passos de Freitas, em algumas crianças, o molusco contagioso se dissemina rapidamente chegando a centenas de lesões. Atingem principalmente o tronco e a raiz dos membros.
 
— As lesões são, geralmente, assintomáticas, mas pode ocorrer prurido discreto. Com tamanhos diferentes e agrupadas, as lesões parecem com pequenas verrugas que, frequentemente, se tornam vermelhas e inflamam. Podem ser brilhantes ou ter uma pequena depressão no centro — explica.
 
Embora seja mais comum em crianças, o molusco contagioso também pode acometer pessoas adultas.
 
— Neste caso, as lesões localizam-se nos quadrantes inferiores do abdômen, região púbica, genitais ou na região interna das coxas — acrescenta.
 
Males da piscina na infância
Em geral, as lesões de molusco contagioso não doem, não coçam e não costumam inflamar. Qualquer parte do corpo pode ser afetada, porém, ainda é raro aparecer nas palmas das mãos e nas solas dos pés. Normalmente, a criança contaminada apresenta menos de 20 moluscos em várias partes do corpo.
 
O problema pode ser verificado, entre duas a oito semanas, após a pele ter sido infectada pelo vírus. Normalmente, cada molusco contagioso sobrevive cerca de 6 a 12 semanas e desaparece. O vírus é transmissível, por isso é fundamental evitar compartilhar objetos pessoais como toalhas, chinelos e roupas de banho. Em piscinas aquecidas, o problema pode ser mais frequente porque o calor e a umidade favorecem o seu desenvolvimento.
 
O vírus é diferente de outras doenças de pele, pois além de não provocar comichão, dor e infecção grave, também não deixa cicatrizes e, pode apenas, deixar a pele esbranquiçada por um tempo.
 
Como tratar o problema
Se você percebeu lesões na pele do seu filho não hesite em levá-lo ao dermatologista para comprovar o diagnóstico.
 
— Existem outras doenças da pele com aspecto semelhante. Por isso, o exame do médico é imprescindível para se indicar o tratamento adequado — aconselha o dermatologista.
 
Após a confirmação do diagnóstico, o tratamento consiste na destruição das lesões que pode ser feita por meio das seguintes técnicas: eletrocoagulação, criocirurgia, curetagem, cauterização química ou expressão manual.
 
Em casa, ao notar o problema, as medidas emergenciais são não compartilhar toalhas, panos e outros objetos que tenham sido tocados pela pessoa infectada pelo vírus. Evitar o contato direto, cobrir a área afetada pelo molusco contagioso e incentivar a criança a não coçar o local já são atitudes importantes para que o vírus não se espalhe e, logo, desapareça.
 
Pele saudável na piscina
Para seu filho aproveitar um banho de piscina saudável longe desses perigos para a pele, o dermatologista lista algumas dicas essenciais:
- Não toque, esprema ou coce as lesões cutâneas elevadas.
 
- Cubra as lesões com roupa ou com gases. Lembrando que o curativo deve ser trocado diariamente e sempre que estiver sujo.
 
- Evite compartilhar toalha e frequentar a piscina com outras crianças para que não ocorra a proliferação do vírus.
 
- Use sempre chinelos e evite o contato direto da pele com os objetos.
 
Fonte Bem Estar

Conheça cinco hábitos que atrapalham o sono

Noites mal dormidas podem trazer danos
irreversíveis para a saúde
Mudar pequenas atitudes pode auxiliar a dormir melhor
 
Uma boa noite de sono é essencial para quem busca qualidade de vida. Afinal, o sono adequado e reparador é a principal ferramenta que o organismo utiliza para se recuperar do cansaço físico e mental do dia-a-dia e se preparar para o dia seguinte.
 
— Quando uma pessoa dorme mal, ela pode apresentar dificuldade de concentração, de aprendizado, lapsos de memória, irritabilidade, mau humor e redução de reflexos, predispondo a acidentes de variados tipos. Cronicamente, noites mal dormidas podem trazer danos irreversíveis a saúde como doenças cardio-vasculares e até doenças degenerativas — alerta o neurologista Leandro Teles.
 
Ainda de acordo com o especialista, até ganho de peso pode ser fruto do sono inadequado:
 
— Quem dorme pouco libera menor quantidade de leptina (hormônio da saciedade) e libera mais grelina (hormônio da fome). Como se não bastasse, tem maior índice de ansiedade, assalta mais a geladeira e faz escolhas alimentares piores durante a noite e o dia. Resultado: engorda mais.
 
Outro hábito recomendado é a prática regular de exercícios físicos. Isso controla muito bem o nível de ansiedade e cansaço, gerando noites de sono com duração e arquitetura bem mais saudáveis.
 
— A atividade mais recomendada é o exercício aeróbico, lembrando que devemos evitar nos exercitar próximo do horário de dormir, pois isso pode agravar a insônia, na medida em que libera substâncias estimulantes na corrente sanguínea — pondera Teles.
 
Além disso, há outros hábitos que podem atrapalhar a qualidade da noite de descanso. Confira:
 
1) Dormir com a televisão ligada
Segundo o especialista, a questão entre a TV ligada é complexa. Por um lado, ela desliga nossa mente dos problemas do dia-a-dia, é uma atividade passiva e, dependendo da programação, pode ser um ótimo indutor do sono. Por outro lado, a luz emitida inibe a liberação de melatonina (hormônio do sono), sinalizando ao cérebro que não é hora de dormir. Além disso, o ruído variável emitido por ela estimula as vias cerebrais da audição, o que torna o sono superficial e pode até causar despertares, percebidos ou não pelo paciente. Com isso, fica a recomendação: assista TV distante da tela, com iluminação ambiente reduzida, programas tranquilos, com som baixo e nunca se esquecer de desligá-la (ou colocar a função de desligamento automático) antes de adormecer definitivamente.
 
2) Contato com outras fontes luminosas (notebook, tablet, smartphone)
Nestes casos, o especialista é menos permissivo.
 
— São equipamentos de uso muito mais próximo ao rosto e de iluminação intensa. Além disso, a interação com eles não é passiva, é ativa. Isso dificulta muito as pessoas a adormecer nos dias de hoje. São jogos, redes sociais, e-mail, vídeos, tudo ao alcance dos dedos. Se queremos dormir bem é fundamental nos desconectarmos pelo menos 45 minutos antes do horário desejado — aconselha o neurologista.
 
3) Alimentar-se antes de dormir
Devemos dar muita atenção à alimentação realizada a noite. São recomendadas pequenas porções, de alimentos de fácil digestão e não muito próximas da hora de dormir (pelo menos 1 hora e meia antes). O ideal são alimentos pouco gordurosos, evitar o álcool (que apesar de induzir um pouco o sono desregula completamente sua arquitetura), além de evitar excesso de líquidos (que pode dar refluxo e causar necessidade de várias idas ao banheiro).
 
4) Estimulantes após as 18 horas
Algumas substâncias estimulam diretamente o sistema nervoso central e tendem a inibir o sono. A cafeína é a mais importante delas. Devemos evitar consumo de café, chá mate, chá preto, refrigerantes de cola, chocolate em excesso e mesmo medicamentos que contenham cafeína em sua composição, principalmente após as 18 horas. Devemos também evitar energéticos, anfetaminínicos e mesmo a nicotina, pois também são inimigos do sono. Preferir atividades intelectuais passivas, atividade física relaxantes, massagens, alongamentos ou banho mormo. Isso preparará a transição entre um dia agitado e uma noite tranquila.
 
5) Ambiente desfavorável
Este é um erro comum de quem dorme mal. Devemos preparar o terreno para uma boa noite de sono. Nada de quarto bagunçado, temperatura inadequada, ruídos desnecessários (tratar ronco do parceiro, usar protetor auricular, janelas anti-ruídos). Atentar para o tamanho e qualidade do colchão, travesseiro, roupas de cama.
 
Se, com tudo isso, você não conseguir uma excelente noite de sono, está na hora de procurar um médico para determinar o que pode estar acontecendo. Estresse, ansiedade e insônia podem ser os causadores do problema. E nada de se automedicar, os remédios para dormir podem causar dependência física e psíquica.
 
Fonte Bem Estar