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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

4 verdades sobre o QI (quem indica)

Por Flávio Emílio
 
De uns anos para cá, virou prática comum no Brasil recorrer às indicações para acelerar o ritmo dos processos de seleção ao preenchimento de vagas. Há empresas, inclusive, que gratificam aqueles que fazem indicações bem sucedidas.
 
Batizado bem-humoradamente de Q.I [quem indica], esse procedimento tem sido fonte de satisfação para uns e frustração para outros – seja para indicadores ou indicados. Todos nós já tivemos oportunidade de recomendar o nome de alguém que encaixou como uma luva na vaga… Mas também, já sugerimos nomes que nos envergonharam pouco tempo depois…
 
Como, então, usar o QI com eficiência?
 
1. A responsabilidade de avaliar o candidato com profundidade é da empresa, não daquele que o indica
Sugerir um ou mais nomes é um favor para facilitar a vida do selecionador. Querer jogar a culpa pelo desempenho pífio do candidato em quem indicou é uma atitude, no mínimo, sem sentido…
 
2. Indicados devem saber que tiveram seus nomes sugeridos por você
Isso faz com que eles enfrentem as etapas da seleção com mais seriedade e responsabilidade, a fim de honrar a confiança e expectativas nele depositadas.
 
3. Use a competência como critério base para fazer uma indicação
Sinceramente, não vale a pena usar a amizade, parentesco, o bom coração ou o desejo de ajudar como motivos para recomendar o nome de qualquer pessoa. Lembre-se que, cada vez mais, vale a meritocracia e menos a filantropia na hora de escolher quem será contratado. Por isso, se não tiver ninguém bom para sugerir, é melhor avisar que não há ninguém com o perfil procurado pela empresa, entre seus contatos.
 
4. Quanto mais indicações bem sucedidas você fizer, maior será sua rede de relacionamentos
É muito bom ter contatos no mercado. Ser conhecido por empresas e profissionais é um grande valor agregado para seu perfil. Essa network será mais valiosa ainda quando muitos deles forem gratos a você pelos favores prestados através das indicações. Ganham todos: quem contrata, quem é contratado e você, que indica!
 
Fonte Drops de Carreira

A cegueira e o SUS

Por Cláudia Collucci
 
Há dois anos, Zilda sentiu que estava perdendo a visão do olho esquerdo. Viúva, sequelada de poliomielite e usuária do SUS, procurou a unidade de saúde do bairro onde mora, em Ribeirão Preto (SP), e foi encaminhada para um serviço de oftalmologia ligado a uma universidade.
 
Lá fizeram alguns exames preliminares e diagnosticaram (erradamente) que ela tinha uma lesão na retina. Disseram que a encaminhariam para o HC. Um ano se passou e nada de surgir a tal vaga. A visão só piorava.
 
Há seis meses, Zilda conseguiu se consultar com uma oftalmo particular, que cobrou um terço do valor normal da consulta.
 
A médica a examinou, descartou a possibilidade de lesão ou infecção na retina. Logo deduziu que pudesse ser algo que estivesse comprimindo o nervo óptico. Orientou-a procurar um neurologista. No HC, a mesma resposta: tinha que esperar uma vaga.
 
Na última semana, graças a um contato de um parente, Zilda conseguiu ingressar num serviço de oftalmologia de São Paulo, ligado a uma universidade. Em quatro dias, fez tomografia, ressonância magnética e uma angiografia digital, que revelaram um aneurisma gigante no cérebro, de quase 3 cm. É ele que está comprimindo o nervo óptico e cegando, lentamente, Zilda.
 
Aneurismas cerebrais, em geral, são silenciosos. Quando rompem, causam hemorragias que podem matar ou deixar sequelas graves.
 
Os médicos estudam agora qual o melhor procedimento para o caso de Zilda, classificado como grave. Todos os procedimentos envolvem riscos, que se tornam maiores no caso de um aneurisma dessas proporções.
 
Zilda se pergunta: e se eu tivesse descoberto antes, o risco seria menor? Talvez. O triste é saber que o caso de Zilda não é único. O triste é saber que existem hoje milhares de pessoas em filas de espera dos serviços de saúde sem saber quando serão atendidas. E o que é pior: se haverá tempo hábil para esse atendimento.
 
Zilda conseguiu ingressar em um serviço de referência no país porque teve QI, quem indicou. Mas quantos brasileiros têm a mesma sorte?
 
Fonte Folhaonline

Sintomas da dengue

Governo repassa R$ 173 milhões para combate à dengue em municípios brasileiros

Brasília – O Ministério da Saúde anunciou ontem (8) que vai repassar R$ 173,2 milhões para todos os municípios brasileiros investirem no combate à dengue. Serão R$ 143,6 milhões repassados para as secretarias municipais e R$ 29,7 milhões para as secretarias de saúde estaduais.
 
O dinheiro deve ser investido em qualificação das ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, que transmite a doença, e será distribuído segundo critérios como população e situação da região.
 
Os municípios, em contrapartida, vão precisar cumprir metas determinadas pelo Ministério da Saúde, como disponibilizar número adequado de agentes de controle de endemias, garantir cobertura das visitas domiciliares pelos agentes, adotar mecanismos para a melhoria do trabalho de campo, fazer o Levantamento Rápido de Infestação por Aedes Aegypti (Liraa) com ampla divulgação nos veículos de comunicação locais e notificar casos graves suspeitos de dengue.
 
De acordo com o Ministério da Saúde, foi registrada no Brasil uma redução de cerca de 77% nos casos graves de dengue na comparação de 2010 com 2012. No ano passado, até 22 de dezembro, foram registrados 3.965 casos graves em todo o país, contra 17.475 no mesmo período de 2010. O número de mortes também caiu. Em 2012, 283 pessoas morreram vítimas da dengue, enquanto em 2010 foram 656, uma redução 57%.
 
O estado que apresentou maior redução de casos graves, neste período de dois anos, foi Roraima, com queda de 99%, seguido por São Paulo (97%), Rondônia (96%), Acre, Minas Gerais (95%), Mato Grosso do Sul e Amazonas (94%). Neste mesmo período, quatro estados tiveram aumento no número de casos graves de dengue: Paraíba (36%), Amapá (27%), Sergipe (2%) e Rio Grande do Norte (1%).
 
Fonte Agência Brasil

Anvisa simplifica entrada de produtos para consumo de delegações durante grandes eventos no país

Brasília - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou ontem (8) resolução determinando que produtos sujeitos ao regime de vigilância sanitária, como alimentos, medicamentos, cosméticos, perfumes, materiais médicos, vão ser dispensados do Registro de Licença de Importação para entrar no país quando forem trazidos para consumo exclusivo de delegações credenciadas participantes de grandes eventos de porte mundial sediados pelo Brasil, como a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
 
Para isso vai ser preciso que o responsável pela organização do evento apresente um termo de responsabilidade com a relação dos produtos para a Coordenação de Vigilância Sanitária de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados da Anvisa, com antecedência mínima de 30 dias.
 
Quando trazidos em quantidades compatíveis com uso pessoal, esses produtos ficam dispensados de controle pela autoridade sanitária. Substâncias ilegais no Brasil, como drogas e entorpecentes, continuam com importação proibida.
 
Fonte Agência Brasil