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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O remédio que virou refrigerante

Por Julio Abramczyk
 
Quando o farmacêutico John Pemberton criou, há mais de cem anos, uma fórmula para tratar dos "nervos", possivelmente não imaginou que ela seria usada para problemas do estômago.
 
A Coca-Cola virou refrigerante, mas ainda pode ser usada como remédio. E, como todo remédio, com cautela na dosagem.
 
Agora, a bebida tem indicação para dissolver as raras bolas compactas de cabelos e vegetais (fitobezoar) que podem se formar no estômago. Elas acabam impedindo a passagem dos alimentos.
 
Na revista "Alimentary Pharmacology and Therapeutics" deste mês, um trabalho do professor Spiros D. Ladas e colaboradores da Universidade de Atenas afirma até no título que a "Coca-Cola pode efetivamente dissolver fitobezoares como primeira linha de tratamento".
 
Ladas publicou em 2002 um primeiro estudo sobre o tema. Ele relata que, nos últimos dez anos, 24 trabalhos confirmaram as observações.
 
Para ele, a dissolução do bezoar pode ser explicada pela acidez do refrigerante (pH 2,6), pelas bolhas do gás carbônico e pela presença do ácido fosfórico, que possui ação detergente.
 
O refrigerante sozinho dissolve 50% dos casos. Combinado com endoscopia, evita uma cirurgia em mais de 90% dos casos. Também podem ser usados para o bezoar a fragmentação endoscópica, a papaína, as enzimas pancreáticos, a solução alcalina e o bicarbonato de sódio por sua ação mucolítica.
 
Fonte Folhaonline

Nascimento de bebês prematuros tem crescido no mundo

O nascimento de bebês prematuros tem crescido no mundo. Segundo o último relatório da Organização Mundial da Saúde, divulgado no ano passado, o Brasil é o 10º país com maior taxa de prematuros, com 9,2% dos bebês nascendo antes das 37 semanas de gestação.
 
Entre 1990 e 2010, a OMS estima um aumento de 9% nesses nascimentos na América Latina.
 
"Pensava-se que essa taxa fosse diminuir por causa do aumento no cuidado pré-natal, mas as mães têm tido filhos mais tardiamente", afirma Alice Deustch, coordenadora da UTI Neonatal do Hospital Israelita Albert Einstein.
 
"Ao mesmo tempo, esse melhor monitoramento da gestação tem detectado problemas precocemente, o que pode levar à necessidade de interromper a gestação", diz Renato Procianoy, presidente do Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria.
 
Mães mais velhas têm maior risco por causa de doenças associadas, como a hipertensão. A fertilização in vitro muitas vezes gera gestações múltiplas e, não raro, prematuros.

Exceção
Procianoy diz que prematuros com menos de 1,5 kg, como Sophia, representam só 1% dos partos.
 
As causas mais comuns para o nascimento de prematuros com menos de 28 semanas são infecções maternas, hipertensão e perfusão da placenta, afirma.
 
Filomena Bernardes de Melo, neonatologista do Hospital e Maternidade Santa Joana, onde Sophia nasceu, diz que os limites de viabilidade têm se expandido em hospitais mais estruturados.
 
No Santa Joana, cerca de 60% dos bebês com 24 semanas sobrevivem. No Brasil como um todo, diz ela, o índice fica em 20%.
 
"A Sophia era uma prematura bastante extrema, de altíssimo risco, que foi submetida a muitas cirurgias. Felizmente, ela evoluiu muito bem."
 
Fonte Folhaonline

Cade recomenda punição a conselhos e sindicatos médicos por paralisações

Cobrança 'por fora' de consultas de pacientes de planos de saúde e punições de médicos que resistem em participar das paralisações organizadas pelos conselhos como forma de protesto contra as operadoras são consideradas prática de crime econômico
 
A atuação de 24 sindicatos, associações e conselhos de medicina durante a paralisação do atendimento a pacientes de planos de saúde nos dois últimos anos deve ser considerada como prática de crime econômico, sugere a superintendência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Publicados nesta semana, nove pareceres recomendam que as entidades sejam julgadas e condenadas pelo tribunal administrativo do conselho.

As decisões reavivam uma polêmica iniciada há dois anos, quando a então Secretaria de Direito Econômico (SDE) adotou medidas preventivas para proteção da concorrência e dos direitos do consumidor da saúde suplementar. A secretaria classificava como abusivas práticas como a cobrança "por fora" de consultas de pacientes de planos de saúde e punições de médicos que resistiam em participar das paralisações organizadas pelos conselhos como forma de protesto contra as operadoras.
 
O assunto ficou em compasso de espera durante o ano passado, quando Cade e representantes das entidades médicas tentavam preparar um termo de ajuste. Não houve entendimento e, agora, os processos no Cade devem ganhar ritmo. Pareceres com teores semelhantes, avaliando a atuação de outras entidades médicas, estão em análise e devem ir a julgamento.
 
Desde 2011, associações médicas passaram a apoiar a suspensão temporária de atendimento a pacientes de planos de saúde. A estratégia começou a ser usada para pressionar operadoras a aumentar o valor pago por procedimentos médicos.
 
"Não se trata de condenação à negociação salarial", afirmou o superintendente do Cade, Carlos Ragazzo. "Os pareceres têm outro fundamento: a adoção de práticas abusivas, como a coação de médicos para participar dos movimentos e a restrição do acesso da população ao atendimento", completou.
 
Entre as práticas analisadas pelo Cade, estavam ameaças a médicos que aceitassem receber valores inferiores aos indicados em uma tabela de procedimentos. "Profissionais poderiam ser julgados por infrações éticas. Até um disque-denúncia foi criado." Ragazzo condenou também a restrição do atendimento a pacientes e as ameaças de descredenciamento em grupos.
 
Autonomia
Para o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto d'Avila, médicos de planos de saúde têm o direito de reivindicar reajuste de honorários e autonomia para o exercício da profissão.
 
"O Cade afirma haver cartelização, mas isso é um erro. Somos profissionais liberais e a tabela de preços apenas indica valores considerados razoáveis", afirma. Para ele, o Cade comete um equívoco: "Na prática, eles dão ouvidos ao que as operadoras de planos de saúde afirmam. Elas não são a parte mais frágil da negociação."
 
O médico acredita que outros pareceres contrários devem estar a caminho. Mas não demonstrou preocupação. "Se condenações do Cade se concretizarem, recorremos ao Judiciário, que, por sinal, já se mostrou sensível a nossa causa", disse d'Avila.
 
Ragazzo tem avaliação contrária
Ele afirma que uma parcela significativa das decisões do Cade é respeitada pelo Judiciário. "Estamos defendendo o direito do consumidor. Essa é nossa maior preocupação. Ele tem direito de ter acesso ao atendimento em saúde."
 
Entre as associações que receberam parecer da superintendência do Cade favorável à condenação por prática de crime econômico estão Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina, Conselho Regional de Medicina do Rio, Conselho Regional de Medicina do Ceará e sindicatos de médicos dos Estados de Minas e Ceará.
 
Fonte Estadão

Suspensão da venda de 225 planos de saúde passa a valer a partir de hoje

Brasília – A partir de hoje (14), 225 planos de saúde administrados por 28 operadoras estão proibidos de ser comercializados em todo o Brasil. De acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a decisão foi tomada em razão do descumprimento dos prazos máximos fixados para a marcação de consultas, exames e cirurgias.
 
A venda dos planos ficará suspensa até março, podendo ser prorrogada em caso de reincidência. Quem já é beneficiário dos planos suspensos não terá o atendimento prejudicado, uma vez que a suspensão consiste em impedir as operadoras de vender a novos segurados.
 
Desde dezembro de 2011, quando foi iniciado o monitoramento, 16 operadoras não vêm cumprindo, de forma reincidente, os critérios estabelecidos pelo governo e serão indicadas para a abertura de processo com o objetivo de corrigir as anormalidades. As outras 12 operadoras suspensas e não reincidentes deverão assinar um termo de compromisso visando à redução do número de reclamações.
 
Das 38 operadoras que tiveram planos suspensos em outubro do ano passado, 18 melhoraram os resultados e já podem voltar a comercializar um total de 45 planos de saúde. A lista completa de operadoras e planos de saúde suspensos pode ser acessada no site da ANS.
 
Fonte Agência Brasil

Saiba como evitar baratas, pernilongos e outros insetos em casa

Para diminuir essa presença incômoda, o ideal é preparar a casa
com telas, aplicação de inseticidas e, principalmente, manter
a limpeza dos ambientes em dia
Telas em janelas, aplicação de repelentes e uso de iscas venenosas são maneiras de afastar essas pragas de verão dos ambientes
 
Não tem jeito, é só o verão começar que baratas, pernilongos e formigas invadem todos os cantos da casa. O fenômeno acontece graças ao aumento do calor, que facilita o desenvolvimento dos insetos (cuja temperatura preferida é em torno de 25ºC e 35ºC), pois encontram mais água e alimento no ambiente. Para diminuir essa presença incômoda, o ideal é preparar a casa com telas, aplicação de inseticidas e, principalmente, manter a limpeza dos ambientes em dia. Deixar migalhas de alimentos pelo chão, panelas abertas com comida e lixo acumulado na cozinha são atitudes que permitem a proliferação de baratas, formigas e moscas.
 
Baratas
No Brasil, as espécies de baratas Blattella germanica e Periplaneta americana são as mais comuns. A primeira, tipicamente doméstica, possui 15 milímetros de comprimento e pode ser encontrada nas cores marrom ou amarela. Sua presença é comum em locais como depósitos de alimentos, bancadas de pia e frestas na alvenaria.
 
Já a barata americana é maior, voadora, escura e busca comida geralmente durante a noite. Gosta de criadouros úmidos e quentes, além de caixas d’água, canos de esgotos, jardins e cisternas. O combate a estas criaturas, de maneira geral, é feito com a retirada de caixas de papelão (pois costumam servir de abrigo) e o fechamento de portas e janelas no final da tarde.
 
“Outra saída é o uso de ‘iscas’, como as de gel, para colocar no caminho das baratas, fazendo o veneno chegar até o ninho”, diz Osmar Malaspina, professor do Instituto de Biociências da Unesp. Caso os insetos entrem na casa pelo ralo é sinal de que esgotos, fossas e caixas de gordura precisam ser limpos. Aplicar um bom inseticida também ajuda no combate, entretanto, a medida é eficaz somente para a espécie doméstica.
 
Mosquitos e pernilongos
Afastar os mosquitos e pernilongos de dentro de casa é outra tarefa complicada, pois um extermínio realmente eficaz é aquele que destrói o criadouro. A tática para afastá-los, ainda que temporariamente, é usar repelentes (elétricos, aerossóis ou de citronela) e renovar a aplicação do produto a cada duas horas. O efeito será paliativo porque a substância interferirá somente no odor exalado pela pele, mas não matará os insetos voadores. Recorrer ao uso de telas em portas e janelas, na perspectiva de criar uma barreira física, e ligar o ar-condicionado são outras possibilidades de repeli-los.
 
Formigas
Quem sofre com a infestação de formigas deve ter consciência de que o mal será resolvido apenas com a destruição do ninho. O professor Malaspina lembra que receitas caseiras como deixar cravo-da-índia nas proximidades do formigueiro amenizam a situação, mas não a resolvem.
 
O uso de inseticidas, por outro lado, é eficaz e permite espalhar na colônia o veneno instalado nos insetos contaminados. O produto deve ser aplicado em móveis, eletrodomésticos e nos cantos dos cômodos. “Combater formigas caseiras, baratas e moscas é importante porque tais pragas são vetores mecânicos de doenças. Elas carregam patógenos e contaminam alimentos e utensílios pelos quais transitam”, afirma Marcos Roberto Potenza, engenheiro Agrônomo especialista em Entomologia Urbana.
 
Fonte iG