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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Novo implante substitui ouvido médio danificado e restaura audição

Ilustração do implante
Foto: Chalmers University of Technology
Ilustração do implante
Dispositivo em testes vai fornecer audição completa até mesmo para pacientes que nasceram sem o ouvido médio
 
Equipe de cientistas da Chalmers University of Technology, na Suécia, desenvolveu um novo implante que substitui o ouvido médio e devolve a audição a pacientes surdos.
 
Com o novo implante auditivo, o paciente passa por uma operação para inserir um implante com menos de seis centímetros de comprimento atrás da orelha, sob a pele e ligado ao osso do crânio em si. A nova técnica usa o osso do crânio para transmitir vibrações sonoras ao ouvido interno, chamado condução óssea.
 
"Você ouve 50% da sua própria voz através da condução óssea, assim você percebe esse som como muito natural", explica o professor Bo Håkansson.
 
Ao contrário do tipo de dispositivo de condução óssea utilizado hoje em dia, o novo implante não precisa estar ancorado no osso do crânio pode meio de um parafuso de titânio através da pele. O paciente não tem necessidade de medo de perder o parafuso e não existe o risco de infecções da pele que surgem em torno da fixação.
 
A primeira operação foi realizada em um paciente em dezembro de 2012.
 
"Uma vez que o implante estava no local, testamos sua função e tudo parece estar funcionando como esperado. Agora, a ferida precisa cicatrizar por seis semanas antes que possamos transformar o processador de som em audição", afirma o pesquisador Måns Eeg-Olofsson.
 
A técnica foi desenvolvida para tratar a perda de audição mecânica em indivíduos que foram afetados pela inflamação crônica do ouvido externo ou médio, ou doença óssea, ou que têm malformações congênitas do ouvido externo, canal auditivo ou no ouvido médio. Essas pessoas muitas vezes têm grandes problemas com a audição. Aparelhos auditivos normais, que compensam os problemas neurológicos no ouvido interno, raramente funcionam para esses pacientes. Por outro lado, dispositivos ligados ao osso muitas vezes proporcionam uma melhora dramática.
 
Além disso, o novo dispositivo também pode ajudar as pessoas com deficiência no ouvido interno.
 
Testes indicam que o volume pode ser de cerca de 5 dB mais alto e a qualidade do som melhor com BCI do que com as técnicas anteriores.
 
Agora, a equipe espera o momento de ativar o implante do primeiro paciente, e adaptá-lo para a audição. Em seguida, testes de audição e verificações serão realizados a cerca de cada três meses, até um ano após a operação.
 
Os pesquisadores antecipam a possibilidade de apresentar os primeiros resultados clínicos no início de 2013.
 
Fonte isaude.net

Novo sistema melhora reabilitação de pessoas com lesões cerebrais

Teste pré-clínico para validar o protótipo
Foto: IBV
Teste pré-clínico para validar o protótipo
Objetivo é melhorar qualidade de vida e permitir a reabilitação em casa, aumentando a autonomia do paciente
 
O Instituto de Biomecânica de Valência (IBV) deu início ao desenvolvimento de um sistema inovador para a reabilitação de pessoas com danos cerebrais.
 
O objetivo do sistema é melhorar a qualidade de vida das pessoas que lesões no cérebro e permitir a reabilitação em casa, aumentando a autonomia do paciente.
 
O dispositivo de treinamento amigável de caminhada fornece apoio aos pacientes na mudança da posição sentada para de pé e permite realizar treinamento de caminhada, melhorando sua capacidade de manobra. "No início do processo de reabilitação o sistema será utilizado sob a supervisão de um terapeuta, mas com uma necessidade muito menor de suporte físico por parte dos médicos. A intenção é reduzir a necessidade de ajuda de outros e aumentar a liberdade de movimento e de autonomia pessoal do paciente", afirma Ignacio Bermejo, do IBV.
 
Uma das novidades deste dispositivo consiste de um colete, com pontos de fixação sobre a cintura do paciente, a fim de regular a mobilidade do tronco. Além disso, o dispositivo vai ser modular e de baixo custo.
 
A equipe deu início a testes pré-clínicos que são realizados em colaboração com o Department of Physical Medicine and Rehabilitation at the Hospital Universitari i Politècnic La Fe of Valencia para validar o protótipo.
 
O projeto é coordenado pela empresa norueguesa Made for Movement Group.
 
Fonte isaude.net

Médico dá dicas para evitar e tratar dores comuns durante a gestação

As inúmeras alterações causadas pelo aumento dos níveis de hormônios deixam os ligamentos do corpo elásticos e com maior mobilidade e as articulações ficam mais soltas
 
Durante a gestação, é normal a mulher sentir dores ou desconforto por um curto período. As inúmeras alterações causadas pelo aumento dos níveis de hormônios deixam os ligamentos do corpo elásticos e com maior mobilidade e as articulações ficam mais soltas. Por isso, as gestantes sofrem com dores nas costas, quadris, joelhos e tornozelos.
 
Além disso, é possível a gestante apresentar dores abdominais que, no segundo trimestre da gravidez, contrações descoordenadas da musculatura uterina, no terceiro semestre, além de cólicas e dores pélvica nas últimas semanas.
 
Na verdade, sentir tais incômodos é normal, mas é importante observar com qual frequência e intensidade essas dores se manifestam. Se forem muito fortes, podem indicar algum problema de saúde e isso tem de ser levado ao médico.
 
De acordo com o ortopedista Luiz Alberto Nakao Iha, é comum a ter dificuldade em realizar tarefas simples como agachar, sentar, andar ou virar de lado.
 
— Também é considerado normal, durante a gravidez, ela sofrer com transtornos de ordem circulatória (inchaços), osteoarticular (predisposição e lesões articulares), muscular (dores) e respiratória devido a alterações hormonais e o grande aumento do volume abdominal — explica o médico.
 
Ele ainda acrescenta que a dificuldade em se movimentar e as queixas de dores pioram no último trimestre da gestação. E é importante a paciente conhecer quais são as dores mais comuns para identificar os sintomas e identificar se algo está fora de controle.
 
Por tal motivo, o ortopedista lista os principais incômodos na gestação e dá dicas para minimizar o desconforto.
 
Dor nas costas: Costuma ser mais intensa do quinto ao sétimo mês de gestação. A gestante pode sentir dor na região lombar, localizada na região inferior das costas e dores nas pernas devido à contratura da musculatura ao longo da coluna. A intensidade piora se a mulher permanecer muito tempo sentada ou em pé.
 
Evite usar salto alto e coloque um travesseiro entre as pernas ao dormir de lado. Se for abaixar, dobre as pernas e não a coluna. Mantenha uma alimentação equilibrada para controle de peso.
 
Dor na panturrilha e tornozelos: Geralmente, surge após o segundo trimestre, por causa da tensão nas pernas causada pelo aumento do peso e acúmulo de líquido nas pernas, provoca um incômodo e sensação de peso nas panturrilhas principalmente no final do dia.
 
Realize alguns exercícios físicos e alongamentos para as pernas. Um deles é deitar e como um pano (toalha, fronha) apoiado na ponta do pé com o joelho esticado e tentar alongar a parte posterior da perna.
 
Dor sacro-ilíaca: ela acomete a articulação entre o sacro (final da coluna que se alarga) e a bacia, chamada de articulação sacro-ilíaca. A dor se estende para os glúteos e região posterior da coxa, não ultrapassando o joelho. Ela ocorre devido ao aumento de peso e alterações hormonais que podem sobrecarregar essas articulações.
 
Para prevenir as dores e desconforto durante a gestação, vale apostar em exercícios de fortalecimento da musculatura e diminuir o esforço nas crises de dor
 
Câimbras: A partir do terceiro trimestre, a barriga começa a pesar e a postura se altera para garantir equilíbrio. As pernas e as costas são as áreas mais afetadas nesse estágio.
 
Também é a fase que o bebê 'rouba' o cálcio da mãe aumentando as chances de a gestante sofrer câimbras.
 
Mantenha uma alimentação rica em cálcio, ingerindo leite e seus derivados ao menos três vezes por dia. Faça exercícios físicos, alongando os músculos antes e depois da atividade.
 
Dores nas articulações: É normal surgir sensação de dor ou dormência nas extremidades do corpo, sendo mais frequente nas mãos. Nessa fase, acontece um acúmulo de líquido nos compartimentos e, por esse motivo, alguns nervos podem ser comprimidos e atingir os dedos.
 
Controle o aumento excessivo de peso, faça exercícios regularmente e mantenha a postura adequada.
 
Dores nas pernas: O peso da barriga sobrecarrega o sistema cardiovascular da gestante e isso acarreta inchaços e dores nas pernas.
 
O sedentarismo não é saudável também nessa fase. Por isso, pratique atividades físicas, faça caminhadas e aposte em meias elásticas, de suave a média compressão, para diminuir os inchaços.
 
Outros incômodos: Além das dores musculares e articulares, as gestantes também podem sofrer de dor de cabeça, no estômago, na virilha, nos seios e na região pélvica.
 
Fonte Zero Hora

Saiba quais são os riscos da automedicação no tratamento à dor crônica

Médico explica que a medicação usada sem orientação apresenta risco muito alto, podendo acarretar em graves efeitos colaterais
 
A automedicação de pacientes com dor crônica é uma prática que deve ser evitada pelos riscos que acarreta, ressaltou em entrevista à Agência Brasil o médico José Ribamar Moreno, especialista em dor e coordenador do Centro de Tratamento Intensivo da Dor (CTIDor), no Rio de Janeiro. A dor crônica prolonga-se no tempo. Se ela ultrapassa seis meses, o tratamento não deve ser baseado somente em medicação, quanto mais aquela feita de forma aleatória.
 
O ideal, segundo Moreno, é que a medicação para esses pacientes seja usada dentro de um tratamento mais completo.
 
— Porque as causas da dor crônica, em geral, são multifatoriais. Elas envolvem aspectos da própria doença, como hérnia de disco, no caso de dor na coluna, bem como aspectos da reabilitação, ligados à redução da qualidade de vida provocada pela falta de exercícios e sobrepeso. Uma série de coisas que têm de ser corrigidas — alerta.
 
Se a pessoa usar a medicação como única forma de tratamento, pode acabar tendo efeitos colaterais. E o tratamento será ineficiente.
 
— A medicação usada sem orientação apresenta risco muito alto — completa.
 
No caso da dor de cabeça (cefaleia), Moreno disse que a automedicação pode acabar piorando o quadro e transformar uma doença primária em cefaleia relacionada aos medicamentos.
 
Segundo o especialista, anti-inflamatórios usados sem o controle adequado e em doses incorretas podem provocar gastrite, sangramento digestivo, doenças no intestino, insuficiência renal, principalmente em idosos. Alguns analgésicos podem provocar hepatopatias, isto é, doenças no fígado. Os pacientes podem apresentar tonteiras, desequilíbrio, náuseas, desidratação, relatou.
 
— A medicação, principalmente no tratamento da dor crônica, tem que ser feita de forma bem orientada, por um profissional que acompanhe o paciente, se responsabilize e possa tomar medidas contra os efeitos colaterais — ressalta o médico.
 
O tratamento para a dor crônica é muito diferente do que se pratica na medicina convencional, ou biomédica, para outros tipos de doença. No caso da dor crônica, é necessário interferir em várias áreas ou dimensões do ser humano.
— Porque o grande problema da dor crônica é o impacto que ela tem na qualidade de vida do paciente. Então, o que a gente faz é tratar o ser humano por inteiro — explica.
 
Esse modelo de tratamento é chamado biopsicossocial, porque além de tratar o corpo, a mente e o ambiente também são tratados. O tratamento de especialidade não funciona para a dor crônica. Por isso, a maioria dos centros no mundo inteiro faz o tratamento multidisciplinar. Ou seja, em uma única clínica o paciente tem a abordagem para todos os problemas, de maneira planejada, de forma a ter a otimização do tempo, redução de custo e maior resultado.
 
José Ribamar Moreno destacou ainda a importância da reabilitação de pacientes com dor crônica, paralelamente ao tratamento com medicação, uma vez que parte da dor decorre de uma deficiência que o paciente desenvolve. A transformação na vida e no comportamento do paciente contribui para que ele restaure essa função cerebral conhecida como neuro-modulação, que acaba ficando precária em função da dor.
 
Uma vida mais ativa, somada à melhoria do sono, à redução do nível de estresse, a uma dieta com proteção intestinal e a técnicas que melhorem a qualidade do pensamento, são elementos que podem minimizar os efeitos da dor crônica.
 
Fonte Agência Brasil

Dois milhões de brasileiros afetados pelo autismo ganham proteção da lei

Uma lei instituindo a política nacional para proteção aos direitos da pessoa com transtorno do espectro autista acabou de ser promulgada.
 
Mas a data, 27/12, espremida no meio do feriadão entre Natal e Ano-Novo, passou despercebida, assim como o problema, que atinge estimados 2 milhões de brasileiros -uma população três vezes maior do que a portadora de síndrome de Down.
 
"Os autistas no Brasil são invisíveis. A população não sabe o que é, a maioria dos profissionais não sabe do que se trata", diz o psiquiatra Estevão Vadasz, coordenador do programa de transtornos do espectro autista do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.
 
É quase um quebra-cabeça compreender e reconhecer o autismo, que pode se apresentar tanto numa pessoa com alguma habilidade extraordinária e boa cognição quanto em alguém com séria deficiência intelectual e que não consegue se comunicar verbalmente.
 
Por isso, hoje, é chamado de espectro autista, um guarda-chuva que abriga os diversos graus de severidade do distúrbio.
 
Editoria de Arte/Folhapress
Os diferentes tipos têm três características em comum: comprometimento na área de comunicação e linguagem; transtornos de socialização; interesses restritos e comportamentos repetitivos.

São alterações que podem ser chamadas de comportamentais, mas a teoria mais aceita atualmente é a de que as causas são genéticas.
 
"Existem mais de mil genes possivelmente comprometidos que podem levar ao autismo. Uns poucos são herdados, mas, na maior parte, são mutações espontâneas e imprevisíveis, ocorrem por acidente ", afirma Vadasz.
 
Os neurônios dos autistas são mais curtos e com menos ramificações, o que dificulta a condução, a transmissão e o processamento de informações. As alterações vão se manifestar até por volta de um ano e meio de vida.
 
Invisibilidade
Isso aumenta a invisibilidade dessas pessoas. "Não dá para reconhecer pela aparência, é igual a de um bebê típico. E há casos em que o desenvolvimento no primeiro ano é normal e, depois, a criança deixa de falar e interagir. Imagine a angústia dos pais", diz Joana Portolese, neuropsicóloga e coordenadora da ONG Autismo e Realidade, de São Paulo.
 
Os casos em que o bebê começa a se desenvolver normalmente e depois volta para trás, chamados de autismo regressivo, correspondem a 10% dos autistas. Os outros 90% manifestam sintomas a partir do oitavo ou nono mês de vida, mas, na maioria das vezes, os sinais não são compreendidos pelos pais.
 
Embora não exista cura para o autismo, essas pessoas terão um prognóstico melhor se receberem tratamento -preferencialmente, o mais cedo possível.
 
As terapias incluem técnicas para desenvolver a comunicação por meio de cartões com figuras, criação de rotinas rígidas e sensibilização e orientação das pessoas que convivem com o autista.
 
"É lugar-comum dizer que o autista não faz contato, mas não é bem assim. Eles entendem o que se passa ao redor. A questão é como as informações são colocadas por nós para eles", diz Portolese.
 
Filmes sobre autismo
 
- Em "Rain Man" (Barry Levinson, 1988), Dustin Hoffman vive um autista que conhece o irmão (Tom Cruise) após a morte do pai. Juntos, fazem uma viagem que os aproxima
 
- Em "Gilbert Grape - Aprendiz de Sonhador" (Lasse Hallström, 1993), Johnny Depp vive um jovem que precisa tomar conta de seu irmão autista (Leonardo DiCaprio) e da mãe extremamente obesa
 
- Molly (Elisabeth Shue) é uma autista que se submete a uma cirurgia que supostamente a recuperaria em "Experimentando a Vida" (John Duigan, 1999). Sem sucesso, ela precisa aceitar sua condição
 
- Em "Loucos de Amor" (Petter Næss, 2005), Donald (Josh Hartnett) e Isabelle (Radha Mitchell) sofrem de síndrome de Asperger e tentar enfrentar o problema para ficarem juntos
 
- Com imagens gravadas ao longo de 25 anos, a diretora de "O Nome Dela é Sabine" (Sandrine Bonnaire, 2007) conta a trajetória da irmã autista, Sabine, que viveu internada em uma instituição psiquiátrica
 
- "Temple Grandin" (Mick Jackson, 2010) conta a vida de Temple Grandin (Claire Danes), autista criadora de métodos considerados revolucionários para o tratamento de gado em matadouros
 
Fonte Folhaonline