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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

PEC autoriza contrato de serviços complementares de assistência à saúde

A Câmara analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 214/12, do deputado Policarpo (PT-DF), que autoriza a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios a firmar convênios ou contratos com entidades fechadas de autogestão em saúde para prestação de serviços complementares de assistência à saúde para seus servidores.
 
Pelo texto, os convênios ou contratos poderão ser firmados com dispensa de licitação. O autor afirma que, desde a vigência da Constituição de 1988, têm surgido dúvidas a respeito da possibilidade de que serviços de saúde suplementar sejam prestados aos servidores por meio de entidades de autogestão.
 
Os parlamentares lembram que essas entidades existem há décadas, foram criadas para essa finalidade e atendem a centenas de milhares de servidores.
 
No entanto, acrescentam, disputas nas áreas administrativa e judicial têm levado a grande incerteza sobre as possibilidades de a Administração Pública firmar ou manter convênios ou contratos com essas entidades, “que não integram a Administração, mas são dela, integralmente, dependentes, na medida em que operam planos de saúde fechados e exclusivos para os servidores e seus dependentes”.
 
Fonte SaudeWeb

Projeto garante internet gratuita para hospitais

O Projeto de Lei 4517/12 concede a escolas regulares e a estabelecimentos de saúde acesso gratuito à internet.
 
Pela proposta, do deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), a gratuidade do serviço será garantida em municípios atendidos por backhauls, e a velocidade mínima não poderá ser inferior àquela oferecida ao público em geral.
 
Ainda conforme o texto, os custos dos provedores locais com a oferta do serviço gratuito poderão ser cobertos com recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicação (Fust).
 
Nilson Leitão argumenta que investimentos em saúde e educação estão “no topo da lista” de qualquer receita de sucesso para o desenvolvimento de uma nação. Para ele, esses “são setores estruturantes, absolutamente fundamentais para que qualquer sociedade se torne mais justa, competitiva e harmônica”.
 
Fonte SaudeWeb

Disputa pela posse dos filhos pode levar à situações-limite

Usar os filhos para atingir o ex-parceiro é bastante comum em casais recém-separados que ainda não conseguiram lidar com a dor da separação. As crianças são jogadas contra o parceiro e expostas a situações-limite, que causam sofrimento e influenciam negativamente na sua vida e saúde mental, às vezes por muito tempo.
 
A chamada Síndrome da Alienação Parental (SAP) é uma situação comum onde um dos pais – ou mesmo os dois – passam a atacar a memória do ex-parceiro através da criança, induzindo-a para romper os laços afetivos com o cônjuge, criando fortes sentimentos de ansiedade e temor em relação ao outro genitor.
 
“Acompanhei muitos casos onde no processo de separação na justiça a luta pela guarda do filho quase a briga por um objeto”, diz Lauro Monteiro Filho, pediatra, ex-presidente da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência (ABRAPIA) e que foi perito de juízo em Varas de Família no Rio de Janeiro.
 
“Nestes casos o casamento termina, mas as brigas continuam e a criança passa a ser parte de uma disputa ou de uma tentativa de compensar a frustração com o final de uma relação desastrosa”, diz Monteiro.
 
Quem sofre é a criança
Para a criança, além da perda econômica sentida imediatamente – muitas vezes é preciso mudar de casa, deixar cursos extras ou ir para outra escola por causa dos ajustes pós-separação – ainda tem que se deparar com uma situação onde, mesmo amando ambos os pais, é forçada a tomar partido e se posicionar contra um dos lados.
 
“A criança, em quase todos os casos que acompanhei, quer que os pais voltem a ficar juntos. Ela tem essa ilusão. E, ao ser posta nessa situação desconfortável, ela acaba desenvolvendo uma série de transtornos, que podem ser momentâneos, pontuais, ou traumas que podem ser levados para a vida toda”, afirma Monteiro, lembrando que é na escola onde se nota imediatamente este efeito negativo da situação. Muitas vezes a criança se torna agressiva e irritadiça ou, em uma situação inversa, torna-se depressiva e apática.
 
Além disso, são comuns os transtornos alimentares e de ansiedade. “Algumas crianças desenvolvem gagueira – causada pela ansiedade – ou então têm um leve descontrole de algumas funções fisiológicas, como fazer xixi na calça, além de transtornos alimentares como comer em excesso ou parar de se alimentar”, observa o especialista.
 
O foco do tratamento, normalmente, são as crianças, onde é necessário fazer um trabalho de acompanhamento psicológico para reforçar a autoestima e ajudá-las a lidar com a situação. “Mas os pais também deveriam ser acompanhados. Essas situações são causadas por frustrações intensas, onde os indivíduos que não se planejaram para uma vida em conjunto, ou então não se prepararam para uma separação, acham que fizeram uma escolha muito errada que vai influenciar suas atitudes para o resto da vida. Na cabeça destas pessoas, isso precisa ter um culpado, alguém que deve pagar pela perda”, explica Monteiro.
 
De um jeito ou de outro, afirma o pediatra, quem perde sempre é a criança. E a impressão é que muitos pais parecem não ligar para isso.
 
Fonte O que eu tenho

Métodos anticoncepcionais: prós e contras das opções mais populares

O desenvolvimento da pílula anticoncepcional na década de 1960 trouxe liberdade às mulheres. Libertou a população feminina de um determinismo social que influenciava sua vida profissional, por exemplo, facilitando o gerenciamento de suas vidas.
 
Mas em pouco tempo, somente suspender a ovulação não era o suficiente, era necessário ter o conforto associado. Para isso, a indústria farmacêutica se concentrou em desenvolver cada vez mais os medicamentos, diminuindo as concentrações hormonais. Os comprimidos foram ficando cada vez menos agressivos ao corpo.
 
As pílulas anticoncepcionais, hoje, são amplamente aceitas. Uma pesquisa recente mostrou que quase 100% das mulheres entrevistadas, independentemente da idade e da classe social, conheciam o método e por volta de 80% usavam ou haviam feito uso de pílulas anticoncepcionais em alguma época da vida.
 
Paralelamente a tudo isso, indústrias farmacêuticas continuaram investindo em pesquisa e outros métodos anticoncepcionais também foram agregados ao rol de opções que as mulheres têm disponíveis atualmente. DIUs, SIUs, implantes, aplicações de hormônio além das barreiras físicas tradicionais (como as camisinhas masculina e feminina). Abaixo, os métodos mais populares disponíveis no mercado e alguns prós e contras.
 
• Pílulas orais tradicionais
A cartela tem 21, 24 ou 28 comprimidos, dependendo da dosagem ou do ciclo de cada mulher ou, ainda, do hormônio.
 
Prós: é o método mais tradicional; fácil acesso; culturalmente mais aceito; facilidade de uso; tem diversas fórmulas que se adéquam a todos os perfis de mulheres.
 
Contras: pode haver intolerância gástrica em algumas mulheres e seu efeito depende da disciplina de quem toma, o que pode reduzir sua eficácia.
 
• Pílulas orais de uso contínuo
As cartelas podem ser emendadas, causando amenorreia (interrupção da menstruação) em aproximadamente 30% das pacientes. A cada três meses interrompe-se o tratamento.
 
Prós: similares aos das pílulas tradicionais; entre os períodos de três meses a regra geral é que não ocorra a menstruação (com exceção do primeiro trimestre utilizado).
 
Contras: similares à pílula tradicional; “sangramento de escape” pode não seguir um ciclo determinado, causando imprevistos.
 
• Adesivos
Para cada mês são necessários três adesivos, trocados a cada sete dias. Na quarta semana ocorre a menstruação.
 
Prós: não é necessário tomar o medicamento todo dia; é cômodo e discreto; pode ser usado por mulheres com intolerância gástrica.
 
Contras: não é um método popular ainda; custo um pouco maior.
 
• DIU
Dispositivo intrauterino em forma de “T” com as hastes em cobre, que muda o ambiente uterino tornando-o espermaticida.
 
Prós: não é necessário tomar o medicamento todo dia; é um método discreto; pode ser usado por até dez anos, desde que com controle rigoroso e acompanhamento do médico, especialmente para constatar se o dispositivo se mantém na posição exata indicada; pode ser usado por mulheres com intolerância gástrica.
 
Contras: aumenta a quantidade do fluxo menstrual; aumenta os dias de menstruação (até dez dias); pode causar cólicas mais intensas em algumas pacientes.
 
• SIU
Dispositivo intrauterino em forma de “T” e medicamentado, liberando os hormônios continuamente.
 
Prós: não é necessário tomar o medicamento todo dia; é um método discreto; pode ser usado por até cinco anos; não precisa estar na posição exata como o DIU, pois é medicamentoso; pode ser usado por mulheres com intolerância gástrica.
 
Contras: investimento inicial muito alto, apesar de diluir a longo prazo.
 
• Implante Endodérmico
Implantado sob a pele, o dispositivo libera os hormônios continuamente.
 
Prós: não é necessário tomar o medicamento todo dia; é um método discreto; pode ser usado por até três anos; pode ser usado por mulheres com intolerância gástrica.
 
Contras: investimento inicial muito alto, apesar de diluir a longo prazo.
 
• Injeções de hormônios
Injeções no músculo em intervalos que podem ser mensais ou trimestrais. As gerações mais modernas são microencapsuladas e têm liberação lenta.
 
Prós: não é necessário tomar o medicamento todo dia e pode ser usado por mulheres com intolerância gástrica.
 
Contras: caso haja algum sintoma físico indesejado, não é possível interromper o tratamento, pois a dosagem é única e fica no corpo.
 
• Barreiras físicas
Além dos medicamentos, é sempre bom lembrar que as barreiras físicas também são consideradas métodos anticoncepcionais.
 
As mais importantes são os preservativos, tanto masculino quanto feminino – lembrando que esses são os únicos métodos que garantem proteção contra DSTs, inclusive Aids – e o diafragma (que pode ser utilizado por até 24 horas, associado ao espermaticida).
 
Fonte O que eu tenho

Índice de mortes entre mulheres fumantes alcança o de homens

Nas últimas décadas, risco de morte entre mulheres fumantes aumentou
Estudo revelou também que as mulheres fumantes têm hoje muito mais chances de morrer por causa do vício do que nos anos 60
 
Um estudo conduzido por pesquisadores britânicos constatou que, pela primeira vez, o índice entre mortalidade de mulheres fumantes se equiparou ao dos homens dependentes do cigarro.
 
A pesquisa, publicada na revista científica New England Journal of Medicine, também revelou que as mulheres fumantes têm hoje muito mais chances de morrer por causa do vício do que nos anos 60.
 
Entre as principais razões para isso estão mudanças de hábito, como o início da dependência mais cedo e o número de cigarros tragados.
 
A primeira geração de mulheres fumantes nos EUA (país da pesquisa) surgiu durante os anos 50 e 60. Nessas duas primeiras décadas, as mulheres que fumavam tinham três vezes mais chances de morrer em decorrência de câncer de pulmão do que aquelas que nunca tinham desenvolvido o vício.
 
Porém, ao analisar os dados das mulheres entre 2000 e 2010, os pesquisadores constataram que elas tinham 25 vezes mais chances de morrer da doença do que aquelas que não fumavam. A tendência observada no público feminino é semelhante à dos homens, que alcançaram um nível similar de mortalidade por cigarro nos anos 80.
 
'Forte aumento'
Para conduzir o experimento, os cientistas analisaram os dados de mais de 2 milhões de mulheres nos Estados Unidos. Segundo o pesquisador responsável pelo estudo, Michael Thun, "o forte aumento do risco entre as fumantes mulheres tem se mantido por décadas, mesmo depois de se identificarem os graves riscos à saúde decorrentes do tabagismo e apesar de as mulheres tragarem cigarros de marcas consideradas menos nocivas e com menos nicotina".
 
"Portanto, o consumo de marcas de cigarro tidas como 'light' ou 'suave' não apenas falhou em prevenir um forte aumento do risco nas mulheres, como também elevou o número mortes por doenças de obstrução do pulmão crônicas em fumantes do sexo masculino."
 
Isso se explica, segundo ele, pelo fato de "a fumaça diluída nesses cigarros (light ou suaves) ser inalada mais profundamente pelos pulmões dos fumantes, (na tentativa de manter) uma absorção frequente de nicotina".
 
Pesquisas publicadas no ano passado indicam que as mulheres que fumam há muito tempo têm dez anos de vida a menos do que as que nunca adquiriram tal vício. Entretanto, aquelas que abandonaram o cigarro em torno dos 30 anos de idade praticamente eliminaram os riscos de morte precoce por doenças típicas relacionadas ao tabagismo.
 
Já quem parou aos 40 perdeu um ano em sua expectativa de vida. Em declaração a jornalistas, o professor Richard Peto, da Universidade de Oxford, na Inglaterra, disse que "se as mulheres fumam como os homens, elas vão morrer como os homens".
 
Fonte iG