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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Argentina e Uruguai doam pele para feridos no incêndio em Santa Maria

O material vai ser usado na recuperação de vítimas do incêndio
 na Boate Kiss, em Santa Maria (RS), que sofreram queimaduras
Brasília - Argentina e o Uruguai fizeram doações de pele e de membrana amniótica (tecido) ao Brasil. O material vai ser usado na recuperação de vítimas do incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria (RS), que sofreram queimaduras e já foi encaminhado para os hospitais onde estão os feridos.
 
Ao todo, os dois países enviaram nesta segunda-feira (28) 12.400 centímetros cúbicos de pele humana e 27.328 centímetros cúbicos de membrana amniótica. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disse não ser possível quantificar o número de pessoas que podem ser beneficiadas com a doação, pois depende da extensão das queimaduras de cada ferido.
 
Segundo a agência reguladora, os estoques de pele da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, um dos três bancos de pele do Brasil, não foram suficientes para suprir a demanda. Além das doações internacionais, os gaúchos receberam doações de outros bancos brasileiros - do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de São Paulo e do Instituto de Medicina Integral de Pernambuco Professor Fernando Filgueiras.
 
Fonte Agência Brasil

Bebê que nasceu com parte do coração fora do corpo deixa hospital

Após cirurgia para corrigir o problema, criança terá de usar um colete ao redor do peito para proteger o órgão

Um bebê que nasceu com parte do coração batendo fora do corpo deixou o hospital. Audrina nasceu com um terço do coração fora do corpo – uma rara condição cardíaca e muitas vezes fatal, conhecida como ectopia cordis.

Os médicos do Hospital Infantil do Texas, em Houston, operaram por seis horas a recém-nascida, criando uma cavidade para encaixar o pequeno coração e depois cobri-lo com a pele de outras partes de seu corpo. A bebê usará um colete ao redor do peito para proteger o órgão.

Fonte iG

França quer proibir uso duplo de Diane 35

De acordo com a companhia alemã, o medicamento só deve
ser prescrito em casos de acne e "no respeito de suas contraindicações
Uso do medicamento, que também é vendido no Brasil, foi diretamente associado a quatro mortes por trombose ocorridas nos últimos 27 anos
 
A Agência Nacional de Segurança dos Medicamentos e dos Produtos de Saúde (ANSM) da França anunciou ontem que pedirá às autoridades sanitárias do país que proíbam a prescrição do remédio Diane 35 para fins anticoncepcionais.
 
No fim de semana, a instituição divulgou que o uso do anticoncepcional foi diretamente associado a quatro mortes por trombose ocorridas nos últimos 27 anos. Outras 25 mortes que teriam como causa coágulos sanguíneos estão sob suspeita.
 
As dúvidas sobre a segurança de pílulas anticoncepcionais de terceira e quarta gerações cresceram na França nas últimas seis semanas, depois que Marion Larat, de 25 anos, registrou queixa contra o grupo farmacêutico alemão Bayer, por atribuir o acidente vascular cerebral (AVC) que sofreu em 2006 ao uso de outra pílula, comercializada na Europa com o nome de Meliane. Marion sofre de sequelas permanentes. O caso está sendo investigado pela Procuradoria-Geral de Bobigny, em Seine Saint-Denis, periferia de Paris.
 
Na quinta-feira passada (24), 14 reclamações semelhantes foram registradas em conjunto no Tribunal de Grande Instância da mesma cidade. O objetivo da ação é pedir uma investigação contra os fabricantes de pílulas contraceptivas de terceira e quarta gerações.
 
A ação também pede a abertura de um processo por homicídio culposo (sem intenção de matar) - e "atentado culposo contra a pessoa humana" contra a ANSM, responsável por verificar a segurança dos medicamentos na França. As queixas foram registradas por 11 vítimas de trombose (uma delas cerebral) e de AVC, todas com idades entre 18 e 46 anos, assim como por familiares de três mulheres mortas.
 
Além do Diane 35, elas também usaram outras marcas comerciais de pílulas de terceira e quarta gerações: Desobel, Gestodene, Ethinylestradiol30, Melodia, Carlin 20, Varnoline, Yaz, Jasmine e Jasminelle. Em 2010 foi criada a Associação de Vítimas de Embolia Pulmonar (Avep), para advertir a opinião pública sobre os riscos gerados por essas pílulas.
 
"Nós enfrentamos a resistência do corpo médico, de políticos, de associações feministas", diz o presidente da Avep, Pierre Markarian, que reclama da ineficiência das agências nacional e internacionais de controle de medicamentos.
 
"Há exames para determinar se a pílula convém ou não, se o sangue coagula ou não", adverte.
 
Proibição
Na segunda-feira (28), Dominique Maraninchi, diretor-geral da ANSM, anunciou que a agência pedirá a interdição da prescrição média de Diane 35 como anticoncepcional. Originalmente, a pílula era um medicamento contra a acne, que, por seus efeitos contraceptivos, foi adotada por quase 315 mil mulheres em toda a França. A medicação também é comercializada no Brasil.
 
"É preciso parar com esse uso ambíguo e sua utilização como contraceptivo. É uma situação que durou tempo demais", disse Maraninchi, em entrevista à rádio parisiense RTL.
 
De acordo com ele, "há 25 anos Diane 35 não é autorizado a ser usado como contraceptivo".
 
"É responsabilidade da agência fazer respeitar as indicações", afirmou Maraninchi. Apesar do uso difundido, a Bayer nunca teria pedido o registro do medicamento como contraceptivo.

"Além disso, nossos experts e ginecologistas consideram que não é um bom anticoncepcional", disse Maraninchi. Segundo estudo da ANSM, o uso de Diane 35 aumenta em sete vezes o risco de trombose.
 
‘Efeitos conhecidos’
Na segunda-feira (28), em resposta, o laboratório Bayer divulgou uma nota na qual frisou que os riscos de coágulos sanguíneos ligados ao tratamento contra acne com Diane 35 "são conhecidos e estão claramente indicados na bula de informação ao paciente".
 
De acordo com a companhia alemã, o medicamento só deve ser prescrito em casos de acne e "no respeito de suas contraindicações".
 
Fonte iG

Amaranto: A picanha dos vegetarianos?

O novo feijão com arroz: amaranto pode substituir ou
acrescentar valores nutricionais à refeição
Consumo diário do amaranto, um tipo de grão, supre as necessidades nutricionais obtidas na carne, leite e ovos. Conheça
 
Ele é a evolução nutricional do feijão com arroz. Produzido nos Andes, o amaranto, um grão integral rico em fibras, aminoácidos essenciais e cálcio, tem valores nutricionais equivalentes a popular combinação brasileira, ao leite, ovos e à carne.
 
O simples pó (ou flocos) é considerado uma opção aos vegetarianos, pois contém alto valor biológico, revela Giovana Longo-Silva, nutricionista da Universidade Federal da São Paulo (Unifesp).
 
Na tradução, a farinha incolor e sem gosto, ao ser consumida diariamente, pode suprir necessidades essenciais que uma dieta restritiva impõe. “É por isso que ele é comparado ao feijão com arroz”, acrescenta a especialista.
 
A comparação com a carne, porém, requer cuidados. Ambos são ótimos provedores de proteína. O amaranto, porém, não contém o ferro presente nas carnes. Em relação ao leite, o grão oferece cálcio biodisponível, ou seja, aquele que corpo consegue absorver em maior quantidade - uma característica rara nos vegetais, mas presente no leite e nos ovos, explica a nutricionista da Unifesp.
 
Versátil e quase imperceptível, o amaranto é facilmente combinado com qualquer outro alimento. Na relação simbiótica, ele pode ser consumido juntamente com frutas, vitaminas, e até como um falso tempero.

“Por ser quase sem gosto, esse grão convive bem com os outros alimentos. Prepará-lo com o arroz, carnes, ou misturas também é uma boa opção. Não mudará o sabor, apenas acrescentará valores nutricionais.”
 
O recomendado, segundo estudos realizados pela Universiade Estadual de Campinas (Unicamp), são duas colheres de sopa bem cheias - ou 30 gramas de amaranto por dia. Essa dosagem é a ideal para os múltiplos benefícios sejam absorvidos pelo organismo.
 
O grão atua também como coadjuvante das dietas e regimes. A fibra provoca a sensação de saciedade, o que reduz a fome e ajusta a ansiedade por comer, pontua Giovana. “Nesses casos, o único efeito colateral é a formação de gases. Para minimizar o incômodo, porém, basta ingerir bastante água.”
 
A fibra não é aliada apenas dos aspirantes a magros ou arma contra o intestino preguiçoso. Capaz de melhorar a resistência à insulina, tal propriedade faz do amaranto um alimento auxiliar dos diabéticos. “A fibra reduz a absorção do açúcar, ideal para quem sofre de diabetes.”
 
Fernanda Granja, nutricionista clínica, revela que o amaranto também é um regulador natural da tireóide e do colesterol. "Por ser rico em nutrientes e fibras solúveis, colabora na diminuição do colesterol. Composto por diversos minerais, como o selênio, ajuda a estabilizar a tireóide quando ela está em baixa."
 
Anonimato
O amaranto é um grão recente no Brasil, por isso pouco conhecido. Segundo Fernanda, há menos de 10 anos esse produto passou a ser comercializado nas principais capitais. Hoje, porém, já é fabricado no País, e encontrado em lojas de produtos naturais.
 
Apesar o acesso facilitado, ainda não ganhou a popularidade da soja. Apesar de ser considerado um super alimento, por ser um grão novo, algumas pessoas podem desenvolver pequenos reações alérgicas, alerta a especialista.
 
“Embora seja multiuso, está sendo incorporado ao cardápio dos brasileiros aos poucos. É preciso cuidado. Ele não provoca nenhuma reação exagerada, mas como não temos repertório desse tipo de alimento, pode provocar alergias ou intolerância.”
 
Fonte iG

Dicas para quem quer virar vegano

Comida vegana: adaptar o paladar a uma dieta sem proteína
animal é um processo de aprendizagem
Para ter sucesso na transição para alimentação vegana o segredo é começar devagar
 
Quando ouvi pela primeira vez o ex-presidente Bill Clinton falando sobre a sua alimentação vegana, fiquei motivada a também aderir ao veganismo. Pensei, afinal, que se alguém que tem uma queda por hambúrgueres ao estilo fast-food e pela culinária do Sul dos EUA pôde se tornar vegano, com certeza eu também conseguiria.
 
Fui ao supermercado e comecei a estocar alimentos veganos, incluindo leite de amêndoas (recomendação do ex-presidente) e peru e queijo falsos para preparar uma imitação do sanduíche favorito da minha filha.
 
Contudo, apesar das boas intenções, a minha tentativa de adotar o peru falso (bem como outras carnes, laticínios e ovos) não deu muito certo. Minha filha e eu não suportamos o sabor do leite de amêndoa, e a carne e o queijo falsos não eram nada apetitosos.
 
Desde então, conversei com vários cozinheiros e restaurantes especializados em comida vegana. Eles dizem que pode ser um desafio mudar toda uma vida de hábitos alimentares do dia para a noite. E oferecem os seguintes conselhos para quem quiser organizar uma despensa vegana e encontrar substitutos para alimentos essenciais, como queijo e outros laticínios.
 
Leite
Experimente todos os leites não lácteos para encontrar o seu favorito. Os leites de coco e amêndoa (especialmente o leite de coco enlatado) são mais espessos e bons para cozinhar, enquanto que o leite de arroz é mais ralo e bom para quem tem alergia a nozes ou soja. Minha filha e eu preferimos o sabor do leite de soja e consumimos o comum e o de baunilha em batidas de fruta e cereais no café-da-manhã.
 
Queijo
Muitos veganos dizem que não existe nenhum queijo falso que satisfaça como o de verdade. Em vez de usar produtos embalados, os cozinheiros veganos preferem preparar substitutos caseiros usando castanha de caju, tofu, missô ou fermento nutricional. No Candle 79, um popular restaurante vegano de Nova York, o recheio do ravióli de açafrão com cogumelos selvagens e queijo de castanha de caju é feito com castanhas de caju embebidas durante a noite e, em seguida, misturadas a suco de limão, azeite, água e sal.
 
Pense nos cremes, não no queijo
Muitas vezes é possível comer algo cremoso e suculento sem recorrer a um substituto de queijo. Por exemplo, Chloe Coscarelli, cozinheira vegana e autora do livro Cozinha da Chloe, criou uma pizza com cebola caramelizada e abóbora que vai fazer com que você esqueça que não está comendo queijo. O segredo está no feijão branco e no purê de alho. Ela também indica uma massa com pesto de abacate, cremosa, mas sem leite.
 
Nutricional
O nome não é nada apetitoso, mas muitos cozinheiros veganos garantem que o fermento nutricional é o máximo: trata-se de um alimento natural com um sabor assado que lembra o de nozes e queijo. Coscarelli usa flocos de fermento nutricional no “melhor” macarrão cozido com queijo que já preparou (encontrado em seu livro de receitas).
 
“Eu costumo servir isso para amantes inveterados de queijo e todos concordam que é possível comparar os dois, isso se o prato com o fermento nutricional não for melhor”, diz ela.
 
O site de Susan Voisin, o Fat Free Vegan Kitchen (Cozinha Vegana sem Gordura, em tradução literal), dedica uma cartilha agradável ao fermento nutricional, observando que ele é um fungo (pense nos cogumelos!) cultivado em melaço e então colhido e secado a temperaturas quentes – o fermento de padaria é um produto completamente diferente.
 
Você pode aprender a gostar de fermento nutricional gradativamente, disse ela, então comece com pequenas quantidades, salpicando na pipoca, colocando pitadas em purê de batatas, moendo com amêndoas para preparar um substituto para o parmesão ou misturando com tofu para fazer uma omelete sem ovos.
 
Ovos
Segundo Coscarelli, que venceu o reality show Cupcake Wars, do canal Food Network, preparando cupcakes veganos, é possível preparar produtos de panificação com vinagre e bicarbonato de sódio, fazendo um bolo úmido e fofo render sem ovos. Pode-se ainda usar amido de milho para substituir ovos e aumentar a consistência de pudins e molhos. Panquecas veganas são feitas com uma colher de sopa de fermento em pó em vez de ovos. É possível ainda usar tofu para imitar fritadas e omeletes.
 
Por fim, não tente criar versões veganas dos seus pratos preferidos à base de carne imediatamente. Se você adora hambúrgueres suculentos, bolos de carne ou sanduíches de presunto, não vai encontrar uma versão sem carne que tenha o mesmo gosto deles. Voisin recomenda que os novos veganos comecem devagar e façam algumas refeições veganas por semana. Na despensa, reserve lotes de grãos, lentilhas e feijões e encha o prato de legumes. Para fazer uma versão vegana de uma receita, comece com um prato que já é praticamente vegano – como espaguete – e use legumes ou um substituto de carne para preparar o molho.
 
“Tentar recuperar um sabor e encontrar um substituto exato é muito difícil. Muitas pessoas experimentam bolo de carne vegetariano logo após se tornarem vegetarianas e odeiam o sabor. Mas depois que você ficar sem comer carne por um tempo, vai perceber que está desenvolvendo outros gostos, e o sabor de um pão de lentilha temperado vai parecer delicioso. O gosto não vai lembrar o de um bolo de carne, mas você vai apreciar o sabor do pão em si.”
 
Voisin observa que ela se tornou vegetariana e depois vegana enquanto morava em uma pequena cidade na Carolina do Sul; hoje ela reside em Jackson, Mississipi.
 
“Se consigo ser vegana nesses lugares tão inóspitos para o veganismo, você também consegue fazê-lo em qualquer lugar”, disse ela.
 
“Acho que as pessoas que tentam fazer tudo de uma vez, do dia para a noite, têm um risco maior de fracassar. É um processo de aprendizagem.”
 
Fonte iG