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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor processa laboratório farmacêutico

AdA empresa omitiu informação aos consumidores sobre o risco
 à saúde e à segurança do lote 3EB03 do xarope Bronxol
O Ministério da Justiça abriu processo administrativo contra a Cifarma Farmacêutica. A empresa omitiu informação aos consumidores sobre o risco à saúde e à segurança do lote 3EB03 do xarope Bronxol.
 
O despacho está publicado no Diário Oficial da União de ontem(30).
 
De acordo com Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, da Secretaria Nacional do Consumidor de Defesa do Consumidor, do Ministério da Justiça, a Cifarma deveria ter feito uma campanha de alerta sobre o remédio, porque alguns frascos do lote 3EB03, com prazo de validade até abril de 2014, foram rotulados com a apresentação infantil, embora sejam para uso adulto.
 
Fonte Agência Brasil

Hospital francês testa em fevereiro vacina desenvolvida para tratamento da aids

Os voluntários vão receber, durante quatro meses, doses com
porcentagens variáveis da vacina desenvolvida pela equipe
 do professor Erwann Lorett
No próximo mês, quase 50 pacientes voluntários do hospital de Marselha, no Sul da França, vão receber uma vacina que foi desenvolvida no país para o tratamento da aids. A vacina que ainda está em estudo é pesquisada há mais de 15 anos.
 
De acordo com as equipes responsáveis, os testes feitas em macacos nesse período mostraram resultados positivos: o HIV deixou de ser detectado pelos exames depois de dois meses de tratamento. Os resultados motivaram a Agência Francesa de Segurança de Remédios a autorizar o início dos testes em humanos.
 
Os voluntários vão receber, durante quatro meses, doses com porcentagens variáveis da vacina desenvolvida pela equipe do professor Erwann Lorett. Se o resultado for positivo nesses casos, mais 80 pacientes também serão vacinados.
 
Mesmo diante da notícia, especialistas recomendam prudência. Os pesquisadores lembram que a nova esperança para os portadores do HIV não é diretamente combater o vírus, mas reforçar o sistema imunológico, substituindo os pesados tratamentos com o coquetel de remédios contra a aids, que tem muitos efeitos colaterais.
 
Representantes da Agência Francesa de Pesquisa contra a aids e da associações de luta contra a doença adotaram um tom de cautela diante da notícia, ao lembrar que atualmente existem cerca de 25 vacinas contra a Aids sendo testadas no mundo. Segundo essas instituições, se a eficiência das vacinas for comprovada, os soropositivos vão poder, na melhor das hipóteses, controlar o vírus, mas não eliminá-lo do organismo.
 
*Com informações da Rádio França Internacional
 
Fonte Aência Brasil

Interditados produtos usados em exames de ressonância magnética em Campinas

De acordo com a Anvisa, duas mortes ocorreram durante o
exame de ressonância magnética e a outra após o exame
São Paulo – Os exames de ressonância magnética e de tomografia feitos com contraste voltaram a ser feitos ontem (30) em Campinas (SP). Os procedimentos haviam sido suspensos terça-feira (29), após a morte de três pessoas no hospital particular Vera Cruz. A Vigilância Sanitária Estadual, porém, interditou cautelarmente no estado os produtos que foram utilizados nos pacientes que morreram após os exames.
 
Todos os produtos (soro e solução injetável), tanto os lacrados como os já usados, foram recolhidos e serão analisados no Instituto Adolfo Lutz.
 
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está acompanhando a investigação – foram enviados três técnicos para o município. A Vigilância Sanitária Estadual também enviou uma equipe da farmacovigilância e de radiação ionizante para auxiliar os trabalhos, que são de responsabilidade da Vigilância Sanitária Municipal. De acordo com a Anvisa, duas mortes ocorreram durante o exame de ressonância magnética e a outra após o exame.
 
Lista dos produtos interditados:
Magnevistan, solução injetável, Lote 11568D, com validade: 3/2015, fabricado por Bayer S.A, registro MS 1.7056.0065;

Dotarem, solução injetável, Lote 12GD324C, com validade: 10/2015; fabricado por Guerbet Produtos Radiológicos,com registro MS 1.4980.0016

Soro Fisiológico (NaCl) 250ml, fabricado por Eurofarma Laboratórios Ltda, Lote 252731, com validade: 8/2014;

Soro Fisiológico 500ml, fabricado por Eurofarma Laboratórios Ltda, Lote 249031, com validade: 8/2014;

Soro Fisiológico 250ml, fabricado por Eurofarma Laboratórios Ltda, Lote 245825, com validade: 7/2014;

Soro Samtec 10ml, Lote SOG, validade: 2/2014; Lote SSN validade: 5/2014;

Soro Equipex 10ml, Lote 1230970, validade: 7/2014.
 
Fonte Agência Brasil

Rio de Janeiro tem mais de 6 mil casos suspeitos de dengue

Rio de Janeiro – O estado do Rio de Janeiro registrou 6.131 mil casos suspeitos de dengue entre os dias 1º e 26 de janeiro de 2013. Não foi notificada nenhuma morte. No mesmo período do ano passado, foram registrados 7.766 casos suspeitos da doença, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde.
 
Segundo o superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da secretaria, Alexandre Chieppe, a circulação do vírus tipo 4 no estado deixa a população mais vulnerável à doença. A maioria não tem imunidade contra esse vírus. “Nós já verificamos uma intensificação da transmissão em alguns municípios da região noroeste, particularmente em Itaperuna, Miracema, Aperibé e Itaocara, uma região que historicamente começa a ter casos de dengue mais precocemente, nos meses de dezembro e janeiro. Neste momento, temos uma transmissão mais intensa em Campos, Rio das Ostras, Rio Bonito e Itaboraí”, explicou.
 
Chieppe informou que houve também aumento da transmissão em Xerém, distrito de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, que sofreu com os estragos causados pelas chuvas no início do ano. “O restante da Baixada até o momento não apresenta alta transmissão, mas é importante ressaltar que não é ainda no mês de janeiro que ocorre o maior número de casos, que se dá entre os meses de março e abril. Então, a gente não pode garantir que não vai ocorrer nenhum problema nesses municípios”, disse o superintendente.
 
Em todo o estado, cerca de 10 mil agentes de saúde estão atuando no controle da doença. Até o momento, oito centros de hidratação foram instalados, sendo um em Xerém, um em Nova Iguaçu, e o restante no noroeste do estado. Hoje (31), está prevista a instalação de mais um centro no município de Sapucaia.
 
“Nós devemos realizar um roteiro de inspeção por dez minutos por semana na nossa residência, seguindo um check list de todos os locais que podem acumular água parada, desde aquele ralo esquecido no jardim, o vaso sanitário afastado que não é utilizado, até os mais comuns, como a caixa d'água ou uma calha de água entupida. Se cada um fizer sua parte, conseguiremos eliminar 90% dos possíveis focos do mosquito que hoje identificamos no estado”, acrescentou o superintendente.
 
Um levantamento feito na capital fluminense, entre os dias 6 e 12 de janeiro, apontou que cerca de 70% dos criadouros do mosquito transmissor está dentro das casas. A cada 1.000 casas vistoriadas pelos agentes de saúde, 17 têm criadouros da dengue, o equivalente a um índice de infestação de 1,7%. No mesmo período de 2012, o índice de infestação médio no Rio chegava a 2,3%, representando uma queda de 26%. O levantamendo foi conduzido pela Secretaria Municipal de Saúde e a Defesa Civil.
 
Fonte Agência Brasil

Médicos intensivistas brasileiros serão treinados para atender em acidentes com múltiplas vítimas

Treino de simulação do SAMU em Itapetininga
Rio de Janeiro - A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), que representa os profissionais que atuam nas unidades de tratamento intensivo (UTIs), quer implantar no Brasil o curso de catástrofe e desastres (Fundamental Disaster Management-FDM) da Sociedade Norte-Americana de Medicina Intensiva.
 
O primeiro curso está previsto para abril, em Goiânia, e há dois programados para São Paulo no final daquele mês. Especialistas dos Estados Unidos e de Portugal participarão dos cursos já programados. A expansão do treinamento para todo o país depende de parceria com o Ministério da Saúde, disse ontem (30) à Agência Brasil o presidente da Amib, José Mário Teles. Na semana passada, médicos intensivistas brasileiros participaram do FDM.
 
Teles destacou que o curso existe há mais de oito anos nos Estados Unidos, em função de ataques terroristas, desastres naturais, infecções virais e pandemias. “Existe esse conceito nos Estados Unidos que um hospital de porta aberta, isto é, um hospital de emergência, tem que estar preparado para atender uma situação de múltiplas vítimas”.
 
A ideia da Amib é trazer o curso para o Brasil em função dos grandes eventos que estão programados para o país, como a Copa do Mundo de 2014. “Se vamos nos preparar para eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, temos que ter essa conscientização, porque aglomerar pessoas em estádios, festas, é uma situação que propicia esse tipo de coisa”.
 
Para o presidente da Amib, o Brasil não está preparado para o atendimento súbito de muitas vítimas. Ele disse que a taxa de ocupação nos hospitais brasileiros é de quase 100%, com um número significativo de pacientes aguardando horas na fila de emergência para serem atendidos. Para Teles, planejamento é a palavra-chave quando se tem uma situação em que aumenta de maneira súbita o número de feridos. Segundo ele, se não houver planejamento de pessoal, material, equipamentos e de espaço, a situação se complica.
 
O médico informou que existem atualmente tendas infláveis que podem ser montadas do lado de fora dos hospitais, em apenas um minuto e 15 segundos, para atendimento de 30 pessoas em macas. “Ou seja, tem que ter mais profissionais, mais equipamentos, materiais, medicamentos e mais espaço. Um hospital tem que ter estrutura”.
 
Teles comentou que a proximidade dos grandes eventos internacionais vai obrigar os hospitais privados a investir em planejamento de catástrofes. Ele considera, porém, que esses investimentos têm que ser públicos, feitos pelo Ministério da Saúde. “Senão, não tem condição”.
 
A expectativa é que o ministério dê apoio à realização desses cursos no país. O presidente da Amib ressaltou que ao mesmo tempo que prepara os profissionais para lidar com situações extremas, o curso ensina a fazer a triagem de pacientes e a usar os recursos de maneira mais eficiente. “Esse curso no momento, infelizmente, é muito oportuno”, disse, referindo-se à tragédia da Boate Kiss, em Santa Maria (RS), onde mais de 230 jovens morreram no último domingo (27).
 
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), nos países de baixa renda acontecem 9% do total de desastres no mundo, com 48% das fatalidades. Teles disse que a falta de investimentos e de preparo dos intensivistas explica esse fato. Gráfico apresentado durante o curso pela Sociedade Norte-Americana de Medicina Intensiva revela que quando ocorre um acidente com múltiplas vítimas, a pessoa que chega à emergência de um hospital até uma hora depois 50% de perigo de morrer. Os que chegam duas horas depois, têm 78% e os que chegam três horas depois, o índice de mortalidade se aproxima de 95%.
 
Segundo Teles, o Brasil apresenta uma série de dificuldades para atender vítimas de catástrofes, inclusive de locomoção. No caso da Boate Kiss, em Santa Maria (RS), ele destacou que a ação dos órgãos militares foi fundamental, ao disponibilizar aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para o transporte dos feridos.
 
Ele destacou que o Rio Grande do Sul é o estado que dispõe dos melhores profissionais de unidades de terapia intensiva do país. ”Se essa tragédia tivesse acontecido em outro estado, com certeza, nós teríamos muito mais que 300 mortos, por causa das dificuldades que poderiam ser encontradas”. O médico enfatizou a necessidade de que sejam feitas simulações nos hospitais a cada quatro meses, para que as dificuldades observadas antes e depois possam ser discutidas pela equipe. A meta da Amib é treinar no curso de catástrofes e desastres 5 mil pessoas por ano.
 
Fonte Agência Brasil