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sábado, 2 de fevereiro de 2013

Especialista comenta sobre os efeitos e tratamento do zumbido no ouvido

zumbido10 Especialista comenta sobre os efeitos e tratamento do zumbido no ouvidoSegundo Organização Mundial da Saúde, aproximadamente 28 milhões de brasileiros já apresentaram o problema.
 
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 15% a 25% da população mundial sofre com algum tipo de zumbido, só no Brasil são 28 milhões de pessoas que já tiveram o sintoma.
 
Segundo Maria do Carmo Branco, fonoaudióloga do Grupo Microsom – uma das mais conceituadas empresas de soluções auditivas do Brasil – o incômodo desse som é motivo de reclamações constantes nos consultórios de fonoaudiologia.
 
O zumbido pode provocar insônia, depressão, além de impactar diretamente na qualidade de vida, já que pode afetar a capacidade de executar atividades do dia a dia como trabalhar ou estudar. “É importante destacar que o zumbido não é uma doença, mas um sintoma que deve ser acompanhado por um especialista para realização do tratamento mais adequado para o paciente”, alerta Maria do Carmo.
 
Esse barulho pode ser semelhante a diversos sons conhecidos, como o de um apito, uma campainha, a pulsação do coração, o chuveiro, insetos etc. Além disso, o chiado pode ser contínuo ou com intervalos regulares.
 
Segundo a fonoaudióloga, o grau de desconforto e intolerância quase sempre está associado à intensidade do ruído, podendo provocar transtornos de humor e ansiedade que influenciam no agravamento do sintoma. “O motivo do zumbido pode estar associado à perda auditiva, infecção no ouvido, obstrução do conduto auditivo, ingestão de determinados medicamentos, exposição prolongada ao barulho, tumor e outros fatores”, esclarece a fonoaudióloga.
 
No momento do exame, em alguns casos, o médico otorrinolaringologista solicita análises complementares para um diagnóstico mais preciso. “O indivíduo que apresenta o problema de zumbido deve ter paciência ao realizar a avaliação, pois a variedade de causas pode exigir diversas análises, sendo que o motivo do zumbido pode ser detectado ou não logo no início do diagnóstico”, aconselha a especialista.

Fonte Corposaun

O retorno da vida sexual após o parto vaginal

A disfunção sexual feminina é um fenômeno frequente
O parto vaginal tem sido relacionado como um dos fatores precipitantes da incontinência urinária e da dificuldade em retornar a penetração vaginal. Visto que o parto vaginal pode causar estiramento e compressão dos nervos locais, da fáscia uretrovesical e do músculo elevador do ânus, podendo causar trauma neuromuscular ao períneo.
 
A disfunção sexual feminina é um fenômeno frequente. Os autores Piassarolli et al (2010) relatam o estudo sobre os resultados da Pesquisa Nacional de Saúde e Vida Social (NHSLS), este mostra que entre 30 e 50% de mulheres americanas têm algum tipo de disfunção sexual.

No Brasil, o Estudo da Vida Sexual do Brasileiro (EVSB), no qual foram pesquisadas 3.148 mulheres em 18 cidades, observou que 51% delas referiam alguma disfunção sexual. Em estudo semelhante, foi encontrado 49% das mulheres com pelo menos uma disfunção sexual, sendo o desejo sexual hipoativo (26,7%) o mais encontrado, seguido de dispareunia – dor na penetração (23,1%), e disfunção orgástica (21%).
 
As causas de disfunção sexual nas mulheres são multifatoriais, envolvendo aspectos físicos, psicológicos, sociais ou até mesmo sendo de causa desconhecida. As mais apontadas na literatura são a idade, o déficit de estrogênio pela menopausa, as cirurgias e partos vaginais, fadiga, consumo de álcool ou drogas, gravidez, doenças crônicas e o desuso da musculatura perineal.
 
Muitas grávidas não realizam atividade sexual no final da gravidez e isto pode causar um desuso muscular local, e se associado com fatores psicológicos pode ocasionar tensão nos músculos íntimos, causando muita dor e ardência na penetração, dificulta uma relação sexual saudável e prazerosa. Com o tempo a mulher começa a evitar a penetração e seu companheiro, e pode apresentar baixo desejo sexual e lubrificação vaginal. Há casos que a musculatura perineal vai se fechando ao ponto de a mulher não conseguir a penetração vaginal, diagnóstico de vaginismo secundário.
 
O tratamento com a Fisioterapia em sexologia nestes casos atua nos músculos vaginais que estão contraídos e com possíveis lesões pós-parto, favorecendo o retorno da penetração, com melhora da lubrificação, do prazer e do desejo sexual, além de proporcionar o conhecimento e a melhora da sexualidade da mulher e do casal.
 
Fonte Corposaun

Criança pode ter reumatismo?

Normalmente, a maioria das pessoas pensa que as doenças reumáticas atingem apenas adultos e idosos. Mas, este é um grande engano, pois uma grande variedade de reumatismos pode afetar as crianças, causando dor, desgaste de cartilagens e o enrijecimento das articulações.
 
Segundo o reumatologista, membro da Sociedade Brasileira de Reumatologia, Dr. Carmo de Freitas, se estes problemas não forem diagnosticados e tratados em tempo, podem causar danos permanentes, comprometendo o futuro dos pequenos.
 
As doenças reumáticas mais comuns na infância são: artrite crônica da infância, lúpus eritematoso sistêmico, dermatopolimiosite e espondiloartropatias, que são doenças de caráter crônico, provocadas por distúrbios no sistema de defesa do organismo, ou sistema auto-imune.
 
De acordo com o médico, alguns dos problemas mais comuns no desenvolvimento das crianças são as famosas “dores do crescimento”, que podem ser causadas por defeitos ortopédicos e de má postura. “A correção da má-postura e o estímulo às práticas esportivas têm papel fundamental na prevenção destes problemas, de origem músculo-esqueléticas, e que se não forem corrigidas, podem se agravar na fase adulta”, ressalta Dr. Carmo de Freitas.
 
Sinais de Alerta
A identificação precoce de doenças reumáticas na infância é fundamental para evitar seqüelas permanentes. Por isso, deve-se levar a criança para avaliação ao verificar a presença de certos sintomas ou sinais, como:

• Dor articular ou dor nas costas de modo mais persistente;

• Articulação com aspecto alterado: presença de inchaço, calor e vermelhidão no local;

• Dor persistente ao longo dos membros superiores ou inferiores;

• Presença de febre por mais de três semanas;

• Presença de perda de peso e atraso no crescimento;

• Presença de prostração e cansaço, modificando o padrão normal de atividades da criança;

• Presença de fraqueza muscular;

• Presença de depressão;

• Presença de queixas visuais;

• Presença de limitação funcional, ou seja, a criança começa a mostrar incapacidade para tarefas do dia a dia que antes eram executados com facilidade, necessita de auxílio dos adultos, fica dependente da ajuda dos outros e restringe suas atividades. Por exemplo, necessita de auxílio para sair da cama pela manhã, para vestir-se, para subir/ descer escadas.

Fonte Corposaun

Otimização matemática para a saúde pública

O sistema de saúde, tanto público quanto privado, é imprescindível em qualquer parte do globo e em qualquer situação econômica e social. Devido à necessidade de se fazer uma grande quantidade de atendimentos, consultas e cirurgias para os mais diversos tipos de enfermidades, fatias consideráveis do PIB de vários países são direcionadas à saúde. No Brasil, esse número é de 8%.
 
Os problemas da saúde pública no Brasil são amplamente conhecidos. O sistema carece de profissionais em todos os níveis e, principalmente, de uma gestão mais eficiente e focada. Não são raras as notícias de falta de atendimento por vários motivos como ausência de profissionais, leitos ou medicamentos. A gestão ineficiente fica clara quando vemos notícias de medicamentos descartados por passarem da data de validade ou por armazenamento incorreto.
 
O sistema privado também tem seus problemas, mas em menor escala quando comparados ao sistema público. Um grande diferencial é que o sistema privado não tem tanta facilidade de estourar o orçamento como o sistema público, por isso, são comuns as falências de planos de saúde e hospitais.
 
A otimização matemática pode ser um grande aliado para diminuir parte dos problemas dos sistemas de saúde público e privado. Essa ferramenta pode ser utilizada em vários níveis de gestão e operação para minimizar os custos e maximizar os atendimentos e benefícios para a população. Dentro dos hospitais, a otimização é de grande valia, pois pode ser utilizada para fazer uma escala eficiente de médicos e enfermeiros a fim de colocar os profissionais certos em horários mais adequados e, assim, maximizar os atendimentos sem sobrecarregar a equipe. Dessa forma, otimiza-se o atendimento em geral, reduzindo os custos com horas extras e melhorando a qualidade de vida dos profissionais. Outra utilidade é a alocação de leitos para maximizar os atendimentos e minimizar os deslocamentos e as contaminações.
 
Na gestão em geral, a otimização matemática também pode apresentar grandes benefícios. Como grande parte do orçamento é destinada a compra e armazenamento de medicamentos e utensílios descartáveis, o sistema pode auxiliar indicando as melhores decisões de compra, escolhendo os fornecedores de acordo com seus descontos e atendimento à demanda, definindo os locais de armazenamento correto levando emconsideração as necessidades específicas e, principalmente, indicando as quantidades corretas de compra para minimizar os desperdícios.
 
Apesar dos grandes investimentos – ainda que pontuais – em infraestrutura de tecnologia de informação como business analytics e business inteligence, muitos gestores e analistas não sabem o que fazer com essas informações tão ricas e detalhadas. Entretanto, quanto mais precisas forem as informações, mais perfeitas serão as decisões. Utilizadas de forma eficiente, a tecnologia fornece dados para decisões inteligentes de gestão e administração.
 
Quando ferramentas – como BI – já estão implantadas, a otimização matemática passa a ser ainda mais útil. Com essa sinergia é possível até mesmo identificar as correlações entre as enfermidades e suas tendências de crescimento e decrescimento, tirando vantagem dessas informações para tomar as decisões mais acertadas para planejamento futuro. Evitam-se, assim, surpresas ruins.
 
Este é apenas mais um cenário em que a otimização matemática pode gerar grandes resultados para as empresas, seja em aumento de produtividade quanto em redução de custos. Com a crescente necessidade de aumento contínuo da eficiência operacional, as empresas que investirem nesse tipo de ferramenta terão um forte aliado para ganhar mercado e tomar melhores decisões de gestão e planejamento.

Fonte Corposaun

Pesquisa aponta que médicos podem sentir dor dos pacientes

Pesquisadores do Beth Israel Deaconess Medical Center e de Harvard Medical School, nos Estados Unidos da América, forneceram a primeira evidência científica que pode comprovar que os médicos realmente podem chegar a sentir a dor dos pacientes que eles tratam.

A pesquisa promovida pelos pesquisadores sugere ainda que os médicos também podem experimentar uma forma de alívio após o tratamento. Tal pesquisa ajuda a iluminar um dos aspectos mais intangíveis do cuidado de saúde, a relação médico-paciente, segundo os investigadores.
 
“Nossos resultados mostraram que as mesmas regiões do cérebro ativadas quando os pacientes recebem tratamento com placebo são igualmente ativadas no cérebro dos médicos quando eles administram o que eles acreditam ser tratamentos efetivos. Notavelmente, os dados também mostraram que os médicos que relataram maior capacidade de ver a situação a partir da perspectiva dos pacientes, isto é, ter empatia com os sentimentos dos doentes, experimentaram maior satisfação durante os tratamentos dos pacientes”, aponta a primeira autora Karin Jensen.

Pesquisas anteriores demonstraram também que uma região do cérebro associada com o alívio da dor (córtex pré-frontal ventrolateral direito, VLPFC) e uma região associada com a recompensa (córtex cingulado rostral anterior, RACC) são ativadas quando os pacientes experimentam o efeito placebo, que ocorre quando os pacientes apresentam melhora com formas de tratamentos que não contêm substâncias ativas. O efeito placebo responde por parcelas significativas de resultados clínicos em muitas doenças, incluindo dor, depressão e ansiedade.

Embora a pesquisa comportamental aponta que as expectativas dos médicos influenciam os resultados clínicos dos pacientes e ajudam a determinar as respostas dos pacientes tratados com placebo, até agora pouco esforço foi direcionado para a compreensão da biologia relacionada à componente da relação clínica.

Os resultados do estudo mostraram que durante o tratamento dos pacientes, os médicos ativaram a região VLPFC do cérebro, previamente implicada na resposta do placebo. “Nós já sabemos que a relação médico-paciente oferece consolo e pode até aliviar muitos sintomas. Agora, pela primeira vez, nós mostramos que cuidar de pacientes engloba uma neurobiologia única em médicos. Nosso objetivo final é transformar a “arte da medicina” na “ciência do cuidado”, e essa pesquisa é um primeiro passo importante neste processo para descobrir como as interações médico- paciente podem levar a resultados clínicos mensuráveis em pacientes”, explicaram os autores.

Fonte Corposaun