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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Unidades para doentes crônicos tornam-se alternativa a hospitais em São Paulo

Tirar doentes crônicos dos hospitais e oferecer um novo tipo de cuidado em clínicas menores, que têm como foco a reabilitação do paciente.
 
É um movimento que começa a ganhar força no Estado de São Paulo, com a abertura recente de ao menos seis clínicas com esse perfil.
 
Nos EUA e na Europa, as chamadas unidades de longa permanência ("Long-Term Acute Care Hospitals") são uma realidade há décadas e fazem parte dos sistemas público e privado de saúde.
 
Um paciente vítima de AVC (Acidente Vascular Cerebral), por exemplo, fica em um hospital geral apenas na fase crítica. Quando o quadro de saúde se estabiliza, uma opção é encaminhá-lo para as unidades de doentes crônicos.
 
Segundo a literatura médica, com isso os hospitais têm maior rotatividade de leitos, e os pacientes, uma atenção mais individualizada e mais chances de reabilitação.
 
Editoria de arte/Folhapress
 
"É um tipo de negócio atraente para as operadoras [de saúde] e para os prestadores [hospitais e clínicas]. O Brasil nunca teve políticas voltadas a esse tipo de necessidade", afirma a médica Ana Maria Malik, coordenadora do GVsaúde, núcleo de saúde da Fundação Getúlio Vargas.
 
Para analistas do setor, a demanda tende a aumentar no país em razão do envelhecimento populacional e da falta de leitos hospitalares, intensificada pela entrada de mais usuários no sistema suplementar de saúde.
 
Mas o modelo ainda enfrenta falta de regulamentação e resistência. "Há um grande desconhecimento. Muitos médicos pensam que essas unidades sejam depósitos de paciente, que o cuidado será ruim", afirma o oncologista Agnaldo Anelli, diretor da clínica Althea, na zona leste de São Paulo.
 
Estudos norte-americanos mostram o contrário: unidades de longa permanência (quando bem estruturadas)oferecem, por exemplo, maior controle de infecções.
 
"É fundamental ter um plano de continuidade do cuidado do paciente fora do hospital. Só assim a família e o médicos se sentirão seguros", diz o médico Frederico Berardo, diretor clínico da Premium Care, na zona sul.
 
Conflitos
Há também outro tipo de conflito em jogo: a remuneração. Nos hospitais, os médicos visitam numa manhã vários pacientes e chegam a receber até R$ 1.000 por visita. Ou seja, não seria vantajoso para ele visitar esse paciente em um local externo.
 
Segundo Cláudio Lottenberg, presidente do hospital Albert Einstein, o atual modelo de remuneração favorece esse tipo de conflito à medida que os médicos recebem dos planos um valor fixo, não importando o desempenho (o resultado do tratamento).
 
Ele tem debatido com os médicos do Einstein modelos de assistência fora do hospital, como o "home care" e as unidades de crônicos.
 
Mas lembra que, para "girar leitos", os hospitais precisam melhorar os fluxos. "Há demora para fazer exames, por exemplo, o que aumenta o tempo de permanência do paciente no leito."

Fonte Folhaonline

Into inicia mutirão de cirurgias de quadril, mas fila começa a reduzir somente em dois anos

A espera para a colocação de próteses de quadril costuma
ser maior que em outras cirurgias, devido à sua complexidade
Rio de Janeiro – Com o objetivo de diminuir o tempo de espera de centenas de pacientes com problemas no quadril, o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into), iniciou ontem (4) o primeiro mutirão de cirurgias no novo prédio, inaugurado há cerca de um ano na zona portuária do Rio. Até sexta-feira (8), uma equipe de 40 profissionais, entre eles sete cirurgiões, vai operar 100 pacientes que precisam de prótese de quadril.
 
De acordo com o ortopedista Marco Bernardo Cury, com a nova estrutura - são 21 salas em comparação com as sete do prédio anterior - e a ampliação do número de leitos, quantidade de cirurgias será gradativamente ampliada. No entanto, somente será possível fazer com que a espera por cirurgias - que hoje chega a três anos - pare de crescer em dois anos.
 
“Operamos por ano, nesta fase de adaptação, 800 cirurgias de quadril. Para acabar com a fila, eu teria que fazer aproximadamente 1.500 cirurgias por ano. Como o número de cirurgias tende a dobrar, acredito que em dois anos vamos conseguir fazer cirurgias aqui em um volume tão grande quanto o de pacientes, e a partir daí ir diminuindo progressivamente”, comentou ele.
 
Em dezembro passado, milhares de pessoas fizeram fila na porta do hospital para conseguir uma senha de atendimento, provocando grande tumulto e insatisfação da população. O Ministério da Saúde então mudou o esquema de marcação da consulta, que atualmente é feito nas unidades básicas de saúde.
 
Cury explicou que a espera para a colocação de próteses de quadril costuma ser maior que em outras cirurgias, devido à sua complexidade. “É um tipo de cirurgia que demora mais para ser efetuada, então o paciente fica mais tempo internado e temos uma rotatividade de leitos menor do que em outras cirurgias”.
 
A artrose é uma das patologias com maior incidência na população mundial. As cirurgias envolvendo artrose são as maiores demandas do hospital, juntamente com as de fratura.
 
Annita Mello, de 80 anos, mal conseguia andar devido a uma artrose no quadril direito até ser operada há três meses no instituto. “Esperei só 11 meses”, disse ela. O tempo de espera menor que a média deveu-se ao fato de ser idosa. “Era muita dor”, lembrou a Annita, que andava com a ajuda de uma muleta.
 
O novo diretor do Into, Marcos Esner Musafir, há 15 dias no cargo, informou que uma das prioridades da nova gestão será a valorização dos médicos.
 
“Nossa expectativa é aumentar o número de procedimentos, mas precisamos valorizar mais os profissionais. Os salários estão muito defasados, mas o Ministério da Saúde está estudando com o Ministério do Planejamento uma forma de compensar essa deficiência, pois é um estímulo, uma motivação a mais para as pessoas trabalharem além do seu horário”, explicou.
 
Hoje, segundo ele, os salários no instituto variam entre cerca de R$ 1.900 e R$ 6 mil. Musafir adiantou que já estão previstos, entre outros, mutirões para cirurgias de joelho e coluna, também bastante disputadas. “Este é um hospital de referência, há pessoas que preferem esperar para serem atendidas aqui, pela credibilidade hospitalar do Into, do que serem operadas em outro lugar”, completou.
 
Ambos os médicos ressaltaram que com a população vivendo cada vez mais e a medicina cada vez mais avançada, o número de pessoas precisando de cirurgia só tende a aumentar e que desta forma é importante que haja uma rede integrada e colaborativa entre todos os hospitais no estado.
 
Fonte Agência Brasil

Cerca de 70% dos pacientes com câncer de bexiga são fumantes, aponta pesquisa

Os agentes metabólicos do cigarro, que são inalados
junto com a sua fumaça, irritam o delicado
 revestimento do aparelho urinário, chamado urotélio
São Paulo – Um levantamento feito entre pacientes atendidos pelo Instituto do Câncer de São Paulo (Icesp) mostrou que aproximadamente 70% dos casos de câncer de bexiga têm relação com o tabagismo. Os cerca de 1,75 mil pacientes com esse câncer ouvidos pelos médicos, de um total de 2,5 mil doentes, disseram que fumam ou já fumaram. O diagnóstico tardio é um problema da doença, que tem maior incidência entre trabalhadores químicos e motoristas.
 
De acordo com Marcos Dall' Oglio, coordenador da Urologia do Icesp, os agentes metabólicos do cigarro, que são inalados junto com a sua fumaça, irritam o delicado revestimento do aparelho urinário, chamado urotélio. “E esse fenômeno irritativo, causado por esses agentes do cigarro, no longo prazo, causa o câncer de bexiga”, explica o médico.
 
A pesquisa divulgada ontem (4), Dia Mundial do Combate ao Câncer, serve como alerta para mudança de hábitos como deixar o cigarro e manter atenção às alterações na saúde. Isso, segundo o médico, contribui para a detecção precoce do câncer de bexiga, uma vez que, quanto antes o problema é descoberto, maiores são as chances de cura.
 
Dall' Oglio esclarece que processos irritativos da bexiga, como infecção crônica, elevam os riscos do desenvolvimento do câncer. Entre os sintomas mais importantes estão a sensação de ardência e a vontade de urinar a toda hora. De acordo com ele, “88% dos casos também apresentam sangue ao urinar”.
 
O levantamento revelou, também, que metade dos pacientes com câncer de bexiga iniciam o tratamento após um diagnóstico tardio. “Talvez, quando surgem os sintomas, a pessoa não procura assistência médica, porque acha que vai melhorar, ou talvez porque tenha tido dificuldade em fazer o diagnóstico”, disse Dall' Oglio.
 
Por apresentar sintomas semelhantes a de outras doenças, como infecção urinária, pedra na bexiga ou, em homens, uma próstata inchada, o câncer de bexiga pode ter o diagnóstico retardado. “Esses sintomas urinários podem ser motivo, às vezes, de confusão”, alerta.
 
O médico explica que pacientes do sexo masculino são os que sofrem mais com esse tipo de câncer – para cada mulher diagnosticada, existem três homens com o problema.
 
O levantamento mostrou ainda que há prevalência da doença em duas profissões: motorista e profissionais que lidam diretamente com produtos químicos. Suspeita-se que o alto número de motoristas com o câncer de bexiga tenha relação com a baixa frequência com que vão ao banheiro e também com a menor ingestão de líquidos.
 
No caso dos profissionais que lidam com produtos químicos, a exposição prolongada – há mais de dez anos – aumentam o risco de se desenvolver um tumor na bexiga. “Produtos a base de derivados do petróleo, como plásticos, elementos e produtos de limpeza, têm o papel de exercer um fenômeno irritativo sobre as vias urinárias”, disse. Esse contato, explica Dall' Oglio, ocorre por inalação ou manuseio, fazendo com que os derivados químicos sejam absorvidos pelo organismo.
 
O tratamento do câncer de bexiga, quando a doença é detectada no começo, é feito por meio de cirurgia por dentro do canal da urina, para retirada do tumor. “Isso quando o tumor é superficial, que não tem uma raiz mais profunda na musculatura da bexiga”, explica. Em caso contrário, o tratamento com maior chance de cura é uma cirurgia mais radical: “É retirar a bexiga ou fazer radioterapia”, disse o médico.
 
Fonte Agência Brasil

Brasil é um dos líderes mundiais em câncer de laringe, diz presidente da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia

Brasília - O presidente da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (Aborl-CCF), Agricio Crespo, disse ontem (4), no Dia Mundial do Câncer, que o Brasil é um dos países com maior incidência de câncer de laringe do mundo. “A população brasileira ainda fuma muito. Essa é a principal causa [da grande incidência no Brasil], e quando ele [fumo] está associado à bebida alcoólica existe uma potencialização de efeitos”, diz Crespo.
 
Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) indicam que fumantes têm dez vezes mais chances de desenvolver câncer de laringe e quando há associação do fumo com bebida alcoólica esse número sobe para 43 vezes. “Outras causas são situação socioeconomica desfavorável e má alimentação”, diz Crespo.
 
Segundo o Inca, para evitar esse tipo de câncer é importante que a alimentação contenha proteínas, preferencialmente de frango ou peixe, associadas a legumes, verduras e frutas ricas em vitaminas, em especial A, B2, C e E, e sais minerais.
 
O câncer de laringe, quando descoberto precocemente, tem taxas de cura que vão de 80% a 100%. É uma doença predominantemente masculina. Para cada mulher atingida há nove homens com a doença, que é mais comum depois dos 40 anos de idade, tendo seu pico de incidência entre os 50 e 60 anos.
 
O principal sintoma da doença é a rouquidão que dura mais de duas semanas, aparentemente sem motivo. “A pessoa que não tinha a voz rouca, passa a ter”, diz Crespo. Ele acrescenta que dificuldade de engolir os alimentos, falta de ar, mal hálito e perda de peso também podem estar associados à doença. O especialista explica que um exame muito simples, feito no consultório médico de um otorrinolaringologista, é capaz de fazer o diagnóstico precoce na grande maioria dos casos.
 
De acordo com o Inca, em 2010 foram registrados 3.618 casos de câncer de laringe no Brasil. O instituto estima que o país teve 6.110 novos casos em homens em 2012. Segundo Crespo, a Região Nordeste é a que tem a maior incidência da doença, e a Sul é a que tem a menor.

Fonte Agência Brasil

Ioga: uma arma contra a ansiedade

Concentração e respiração ajudam a relaxar a mente
 e combater a ansiedade
Posições simples e fáceis de fazer, para respirar fundo e dar adeus a este mal!
 
Não parar um minuto mesmo quando o corpo não está em movimento é um quadro de ansiedade. A mente não desacelera e os pensamentos e preocupações vão tomando conta sem dar descanso algum. Para enfrentar esse problema comum da modernidade não é incomum os médicos sugerem um remédio bem longe da alopatia: a ioga.
 
O psiquiatra do Instituto Sinapse, de Campinas, Frederico Augusto Marcondes Facchini, ressalta que a técnica indiana é capaz de melhorar o quadro de ansiedade por ser uma oportunidade de desacelerar a mente.
 
“A ansiedade gera sintomas de sofrimento, como a dificuldade para lidar com a espera, irritabilidade, tremores, angústia, pensamentos distorcidos e constantes sensações de que nada dará certo”, enumera o especialista. Daí a explicação para as famosas dores de cabeça, nas costas, a gastrite e outros tantos outros males provenientes da agitação sem fim.
 
De acordo com a professora Angela Roberta Grizzo, de Jaú, a mente tende a ter pensamentos que oscilam entre o passado e o futuro, favorecendo o desgaste energético e cansaço do corpo. “Por meio da prática da ioga a pessoa é estimulada a modificar a respiração e a se concentrar somente no corpo e no presente, fazendo com que as preocupações sejam esquecidas”, afirma a profissional, formada pelo Instituto de Yoga Narayana e com especialização na Índia.
 
E é justamente no aprendizado de controlar a respiração com a ioga que está o segredo para combater a ansiedade. “No processo respiratório há uma questão física que é a parte do movimento dos músculos e uma questão bioquímica, que é a oxigenação do sangue dos tecidos. Com a ioga você consegue trabalhar e equilibrar as duas partes” revela o professor da academia A! Body Tech, no Rio de Janeiro, Ricardo Raposo. Ele complementa: “O excesso de pensamentos e preocupações pode travar o corpo”.
 
Além da teoria
A paulistana Silene Maria da Silva de Medeiros, 48 anos, confessa que seu ritmo de vida só entrou em ordem depois que ela se rendeu às técnicas da ioga. “O melhor é perceber que as minhas atribuições e funções continuam as mesmas e meu dia segue agitado. Entretanto, eu tenho mais controle de tudo e não sofro por causa da ansiedade”, explica a aluna que há nove anos é adepta da modalidade.
 
“Depois de um tempo de trabalho conseguimos fazer com que a mente economize energia e evite a ansiedade”, garante o professor Ricardo Raposo.
 
Falta de tempo e de horário na agenda não devem ser um empecilho para as frequência nas aulas. Na verdade, as tarefas até começam a fluir depois que a prática se torna um hábito. E, todo ansioso sabe disso, missões cumpridas são um ponto a mais para exterminar a ansiedade.
 
Um exemplo de que a afirmação é verdadeira é o empresário Daniel Damma, 30 anos, que gerencia três empresas e tem como características profissionais a responsabilidade e perfeccionismo. Como o tempo parecia sempre ser o inimigo número um e a ansiedade sua companheira, o paulistano resolveu fazer ioga para conter o estresse da rotina. “A ioga me ensinou, entre inúmeras coisas, a respirar. Com isso tive muito mais equilíbrio na hora de tomar decisões importantes. O resultado não poderia ter sido melhor”, revela.
 
Em qualquer lugar
Boa notícia para quem teme que a correria diária seja um empecilho para a prática: é possível levar a ioga para o ambiente de trabalho ou para situações do dia a dia e, assim, lidar melhor com o estresse. O professor Isaias Lemes Vieira Junior, da academia Bio Ritmo, de São Paulo, explica: com técnicas da Yoga Nidra (uma modalidade da prática), é possível trabalhar o relaxamento induzido, que tem como objetivo manter a pessoa concentrada, calma e presente.
 
“É possível utilizá-las em algum momento do dia onde se tenha um ambiente tranquilo, que permita a mentalização de paisagens, cores, sons ou cheiros, levando a mente a concentrar-se em algo diferente de um ambiente hostil”, ensina.

Fonte iG