Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Concurso Prefeitura e Câmara de Pimenteiras do Oeste - RO

A Prefeitura e a Câmara Municipal de Pimenteiras do Oeste, no Estado de Rondônia, divulgaram o edital n° 006/2012, que abre concurso público para o provimento de 126 vagas. Do total de oportunidades, 88 são imediatas e 38 serão inclusas no cadastro de reserva, em cargos de níveis fundamental, médio e superior. Os salários podem chegar até R$ 6.800,00, em carga horária de 20 a 40 horas semanais.
 
Inscrições
As inscrições foram reabertas e serão feitas até às 21:59 horas do dia 28 de fevereiro de 2013, através do endereço eletrônico do organizador Instituto Exatus Ltda - ME (www.institutoexatus.com).
 
A taxa de inscrição varia de acordo com o cargo escolhido, sendo R$ 30,00 para nível fundamental, R$ 50,00 para cargos de níveis médio e técnico, e R$ 70,00 para cargos de nível superior.

Provas
As provas escritas estão previstas para os dias 24 de março de 2013 e 31 de março de 2013, em locais a serem definidos pelos organizadores do concurso público. Os locais da prova escrita e a Homologação das Inscrições serão divulgados no dia 08 de março de 2013.
 
O resultado parcial da prova escrita está previsto para ser divulgado no dia 10 de abril de 2013, nos murais da Prefeitura e da Câmara Municipal de Pimenteiras do Oeste e no endereço eletrônico www.institutoexatus.com.
 
A prova prática será realizada na data provável de 14 de abril de 2013, em locais e horários que serão posteriormente definidos no edital de convocação da prova prática, a partir do dia 10 de abril de 2013.
 
O resultado parcial da prova prática está previsto para ser divulgado no dia 15 de abril de 2013, da mesma forma que o resultado da prova escrita.
 
Cargos da Prefeitura de Pimenteiras do Oeste
 
Secretaria Municipal de Educação:
Professor Pedagogo - Séries Iniciais do Ensino Fundamental, Professor Pedagogo – Cuidador, Professor Lic. Em Educação Física, Técnico de Desenvolvimento Escolar – Supervisor Escolar, Técnico de Desenvolvimento Escolar – Orientador Educacional, Técnico de Nível Superior – Nutricionista, Técnico de Nível Superior – Biblioteconomista, Agente Educacional – Monitor de Música, Técnico de Informática, Agente Administrativo, Agente de Serviços – Inspetor Educacional, Agente de Serviços – Zeladora, Agente de Serviços – Merendeira, Agente de Vigilância, Agente Operacional I – Motorista Veículos Leves e Agente Operacional II – Motorista Veículos Pesados.
 
Outras Secretarias:
Técnico de Nível Superior – Contador, Assessor Jurídico, Assistente Social, Psicólogo, Pedagogo, Controlador Geral do Município, Fisioterapeuta, Procurador Jurídico, Agente de Gestão Pública – Agente Administrativo, Agente de Gestão Pública –Técnico de Informática, Fiscal Municipal – Fiscal, Agente de Serviços – Auxiliar de Serviços Gerais, Agente de Serviços – Cozinheira/Merendeira, Agente de Serviços – Zeladora, Agente de Serviço Social – Sócio Educador, Agente de Vigilância, Agente Operacional I - Motorista de Veículos Leves,Agente Operacional II – Motorista de Veículos Pesados, Agente de Manutenção – Mecânico,Agente de Manutenção – Borracheiro, Agente de Manutenção – Eletricista, Agente de Infraestrutura I – Operador de Trator de Pneu, Agente de Infraestrutura I – Operador de Pá Carregadeira, Agente de Infraestrutura I – Operador de Retroescavadeira, Agente de Infraestrutura I – Operador de Trator de Esteiras e Agente de Infraestrutura II – Operador de Motoniveladora.

Secretaria Municipal de Saúde:
Técnico de Nível Superior – Contador, Médico Veterinário, Odontólogo, Farmacêutico, Bioquímico, Enfermeiro, Fisioterapeuta, Biomédico, Fonoaudiólogo, Especialista em Saúde – Médico Clínico Geral, Especialista em SaúdeI – Médico Ginecologista, Especialista em Saúde – Médico Pediatra, Agente Administrativo, Técnico de Saúde – Técnico de Enfermagem, Técnico de Saúde – Técnico de Radiologia, Técnico de Saúde – Técnico de Laboratório, Técnico de Saúde – Técnico em Higiene Dental, Agente de Vigilância, Agente de Serviços – Cozinheira, Agente de Serviços – Zeladora, Agente de Serviços – Auxiliar de Serviços Gerais, Agente Operacional – Motorista de Veículos Leves e Agente Operacional – Motorista de Veículos Pesados.

Cargos da Câmara de Pimenteiras do Oeste
Contador, Procurador Jurídico, Controlador Geral, Agente de Gestão Pública - Agente Administrativo, Agente Operacional I – Motorista de Veículos Leves, Agente de Serviços – Zeladora e Agente de Vigilância – Vigia.
 

Edital / Publicações

Aprenda a fazer o autoexame na boca em nove passos

O autoexame deve ser feito regularmente
Segundo a Revista Científica Dentistry, nos últimos 20 anos, o índice de câncer bucal aumentou 50% na população mundial e já é o quarto tipo de câncer que mais mata no planeta. Para prevenir-se é possível ficar atento aos sinais com apenas uma olhada no espelho.
 
O autoexame é simples e eficaz, pode ser feito diante do espelho em um local bem iluminado, verificando-se lábios, língua (principalmente as bordas) assoalho (região embaixo da língua) gengivas, bochechas, palato (céu da boca) e amígdalas. “A inspeção da boca, frente ao espelho, com uma boa iluminação, é um método simples, inócuo e que permite avaliar rapidamente lesões suspeitas, tendo um importante papel na prevenção e diagnóstico precoce do câncer”, diz o oncologista Ricardo Caponero, da Clinonco.
 
O autoexame deve ser feito regularmente, observando-se se não há anormalidades como: mudança de coloração, áreas irritadas debaixo de próteses (dentaduras, pontes móveis), feridas que não cicatrizam em uma semana, dentes fraturados ou amolecidos, caroços ou endurecimento. “Deve-se prestar atenção para placas esbranquiçadas persistentes e aftas que não cicatrizem de três a cinco dias”, afirma o especialista. Mesmo sem encontrar nenhuma alteração, a visita anual ao dentista não deve ser esquecida.
 
1. De frente para o espelho, lave a boca, toque suavemente com as pontas dos dedos toda a face para ver se há algum sinal que não havia notado anteriormente.
 
2. Puxe o lábio inferior para baixo e apalpe a mucosa. Em seguida faça o mesmo com o lábio superior.
 
3. Com o dedo indicador, examine os dois lados da bochecha.

4. Ainda com a ponta do dedo indicador, examine a gengiva.
  
5. Introduza o dedo indicador por baixo da língua e o polegar da mesma mão por baixo do queixo. Em seguida, procure tocar todo o assoalho (a base) da boca.
 
6. Incline a cabeça para trás e examine o céu da boca. Diga AAAA e observe o fundo da garganta.

7. Ponha a língua para fora e observe a parte de cima dela. Repita a observação com a língua levantada até o céu da boca. Em seguida, puxe a língua para esquerda e depois para a direita.
 
8. Toque toda a extensão da língua.
 
9. Examine o pescoço. Compare os lados direito e esquerdo e veja se há diferenças entre eles. Veja se existem caroços ou áreas endurecidas. E, finalmente, introduza o polegar por debaixo do queixo e apalpe suavemente todo o seu contorno inferior.
 
Fonte Terra

Calor esconde perigos à saúde íntima da mulher

Evite permanecer de maiô molhado, pois a umidade e o calor
são ideais para a proliferação de fungos e bactérias
O verão é época de piscina, praia e, claro, muito calor. Cenário perfeito para férias ou, pelo menos, alguns dias de descanso ao sol. No entanto, essas circunstâncias escondem "inimigos" quase que invisíveis. São eles os fungos e bactérias que adoram se proliferar em um dos locais mais íntimos da mulher: a vagina.
 
Além do calor e umidade (você costuma ficar o dia todo com um biquíni molhado?), jeans apertado, depilação completa na região genital e o uso de produtos perfumados podem contribuir para o surgimento desse incômodo.
 
Não tenha vergonha nem complexo de cuidar da região genital como se deve. Afinal, é daí que vem uma das queixas mais comuns em consultórios ginecológicos: o corrimento. E se o problema é interno, não se pode menosprezar a parte externa do órgão genital feminino - que inclui grandes e pequenos lábios, períneo e pêlos - pois ela é a porta de entrada de agentes causadores de infecções.

O ginecologista César Eduardo Fernandes, professor do departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina ABC, explica que o corrimento é uma denominação genérica para várias infecções vaginais, muito comuns na vida da mulher em idade sexualmente ativa. A causa mais comum é a infecciosa, desencadeada por fungos e bactérias.
 
Por dentro das doenças
A mulher que nunca sentiu coceira na vagina, com secreção esbranquiçada sem cheiro (parecida com nata de leite) e sensação de ardor, que atire a primeira calcinha. Esses são os sintomas da candidíase, uma infecção causada por fungos e muito comum na época do verão. E, na maioria das vezes, a culpa é nossa mesmo. É que muitas mulheres ficam com biquíni ou maiô molhados, o que facilita o meio quente e úmido ideais para a proliferação dos fungos na vagina.

O jeito é evitar que a roupa seque no corpo, fazendo trocas após cada mergulho. "É importante analisar bem a praia ou piscina freqüentadas para evitar locais poluídos e contaminados. A vulva pode contrair viroses, como o molusco contagioso, caracterizado por vesículas cujo centro parece um umbigo", avisa o ginecologista José Maria Soares Jr., professor do Departamento de Ginecologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Já a vaginose bacteriana é causada por bactérias, especialmente as anaeróbicas, sendo a mais comum a Gardnerella vaginalis. Nesse caso, o corrimento é acinzentado com odor desagradável, principalmente após a relação sexual, quando lembra cheiro de peixe. Segundo Soares, esse problema está bastante relacionado ao uso de roupas apertadas, como calças jeans, que não permitem ventilação local, facilitando a proliferação dessa bactéria na vagina.

Outra infecção comum é a tricomoníase, causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis. Sexualmente transmissível, a doença pode ser assintomática. Quando apresenta sintomas, podem aparecer secreção amarelo-esverdeada com mau cheiro, coceira, irritação e inflamação na vulva, desconforto ao urinar e dor durante as relações sexuais.

Como acontece
A flora normal da vagina possui lactobacilos de Doderlein que mantêm a acidez ideal para defender naturalmente o ambiente vaginal contra a presença de bactérias e fungos. Na vagina existem ainda anticorpos e células de defesa que ajudam os lactobacilos a enfrentar os invasores indesejáveis e previnem o desenvolvimento das colônias de microorganismos causadores das infecções.

Os riscos para que esse sistema natural falhe estão ligados à falta de higiene da vulva, uso de roupas apertadas e de tecido sintético, alergia a determinados produtos perfumados (sabonetes e absorventes), baixa imunidade, alterações hormonais e uso de antibióticos, entre outros.

Cuide-se já
- Na praia ou piscina, evite permanecer de maiô molhado, pois a vagina fica abafada e úmida, facilitando a proliferação de fungos. Tenha sempre à mão outras peças para trocar após o mergulho.
 
- Cuidado com a depilação. Como se trata de um processo invasivo, deixa minúsculas lesões na pele, que fica desprotegida e exposta à contaminação. Por isso, evite depilar perto do dia de ir à praia ou piscina. Outra dica: nunca retire totalmente os pêlos, pois eles protegem a vulva.
 
- Evite calça jeans muito apertada. Além de dificultar a aeração na vagina, pode conter bactérias se usada várias vezes seguidas sem lavar.
 
- O uso de tecidos sintéticos é desaconselhável, pois impede a ventilação na vagina. Prefira calcinhas totalmente de algodão em detrimento daquelas que possuem apenas o forro com esse tecido.
 
- Lave as calcinhas com sabão de coco ou sabonete neutro. Evite amaciante e água sanitária nas peças.
 
- Os médicos asseguram que dormir sem calcinha é uma boa solução para arejar a região genital.
 
- Tome cuidado com os sabonetes íntimos, pois esse tipo de produto combate tanto os microorganismo nocivos quanto os necessários à vagina. Se usar, a quantidade deve ser pequena e enxágüe muito bem. Os sabonetes de glicerina são bem indicados pelos médicos.
 
- Evite excessos, como lavagens exageradas na vulva, que podem retirar a proteção natural da área.
 
- O uso de lenços umedecidos é liberado, desde que com parcimônia. É preciso checar se a mulher não tem alergia ao perfume do produto, pois podem provocar coceiras e lesões que são fontes de infecções.
 
- Evite produtos com perfume, como absorventes, papel higiênico e desodorantes íntimos, pois podem causar alergias.
 
- Nunca use ducha íntima e algo que introduza na vagina. A limpeza deve ser feita apenas na parte externa.
- Não esqueça: o papel higiênico deve ser usado de frente para a atrás.
 
- Não durma com absorvente íntimo. Ele deve ser trocado com regularidade.
 
- Lave as mãos também antes de ir ao banheiro. Isso evita a contaminação da vulva.
 
- Consulte o ginecologista a cada seis meses ou um ano para realizar exames ginecológicos de rotina.
 
Fonte Terra

Saúde brasileira tem o sexto maior buraco comercial do mundo

O Brasil possui tarifas de importação superior às dos
países ricos para o setor de saúde
País é o 14.º exportador de remédios e produtos de saúde e um dos nove maiores importadores do mundo. O balanço entre exportação e importação contribuiu para uma balança comercial negativa de US$ 4 bilhões em 2010
 
O Brasil possui 0,5% do mercado mundial de saúde, segundo dados publicados nesta última terça-feira (12/02) pela Organização Mundial da Saúde e pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Os números apontam que o País vem importando um volume cada vez maior de remédios e produtos de saúde, mesmo diante dos projetos do governo de financiar um fortalecimento do parque industrial nacional.
 
Atualmente os países ricos controlam 80% do mercado mundial de remédios e produtos de medicina. EUA e Europa, juntos, determinam 60% do mercado. Os dados apontam que a China começa a entrar na briga, na quarta posição, já se aproximando da Suíça, exportadora de remédios.
 
Já o Brasil aparece na 14.º posição como exportador de remédios e produtos de saúde, com 0,5% do mercado mundial. O México abocanha 1,4% do mercado, e a Índia, 2,6%.
 
Apesar de não ser um grande exportador, o Brasil figura entre os nove maiores importadores do mundo. Hoje, 7% de tudo o que o País importa é do segmento da saúde. O balanço entre exportação e importação contribui para uma balança comercial negativa de US$ 4 bilhões em 2010. Apenas cinco países tiveram um resultado pior, entre eles Japão e EUA.
 
Além disso, o País, em desenvolvimento, possui tarifas de importação superior às dos países ricos para o setor de saúde.
 
Fonte SaudeWeb

Crise na obstetrícia: o momento exige cautela

Pelo que foi demonstrado, a grande maioria dessas empresas
 paga ao médico menos que às equipes de gravação contratadas
 pelas famílias para registrar o parto
Por *Desiré Carlos Callegari
 
"É evidente o desgaste causado pelas perdas acumuladas ao longo dos anos e pela completa falta de equilíbrio na relação entre médicos e planos de saúde"
 
A polêmica causada pelo parecer 39/2012 do Conselho Federal de Medicina (CFM), que trata sobre critérios da disponibilidade obstétrica, levanta cortina de fumaça e desvia o foco dos reais problemas envolvidos na questão. Na verdade, o que assistimos é um triste espetáculo onde os interesses das operadoras de plano de saúde são defendidos, inclusive com a ajuda de setores do governo, cabendo aos médicos e à população se contentar com o que sobra.
 
Na Obstetrícia, é evidente o desgaste causado pelas perdas acumuladas ao longo dos anos e pela completa falta de equilíbrio na relação entre médicos e planos de saúde. Os valores por consultas e procedimentos têm tido reajustes tímidos, quando são feitos. Em contrapartida, a lucratividade das empresas cresce ano a ano, tornando o setor um dos mais rentáveis da economia.
 
Os dados não nos deixam mentir. Levantamento realizado pela Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia de São Paulo (Sogesp) feito junto a 44 operadoras de planos de saúde revela que elas pagam ao médico, em média, R$ 353,00 pela realização de um parto. Do total, 20 repassam de R$ 160,00 a R$ 300,00 pelo procedimento; outros 21, de R$ 304,00 a R$ 480,00; dois de R$ 528,00 a R$ 660,00; e apenas um o valor de R$ 1.181,40.
 
Pelo que foi demonstrado, a grande maioria dessas empresas paga ao médico menos que às equipes de gravação contratadas pelas famílias para registrar o parto. A responsabilidade e a disponibilidade recebem recompensa insuficiente, enquanto, por outro lado, a calculadora dos empresários registra continuamente os lucros obtidos com a prevalência dessa visão que privilegia os ganhos de mercado em detrimento da qualidade da assistência e da valorização dos profissionais.
 
Esta realidade torta, infelizmente, justifica a opção de centenas de colegas em abandonar a prática obstétrica. O fazem como reação à empáfia das operadoras e à indiferença com que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) trata o caso. Outra pesquisa recente, conduzida pelo Datafolha, denuncia a insatisfação em massa dos obstetras.
 
Sem remuneração e condições de trabalho adequadas, não há paixão que resista. O estudo mostra que 13% dos obstetras entrevistados decidiram abandonar a área, uma constatação séria, que deveria ser levada em conta pelos gestores públicos e privados pelas consequências severas que traz para a qualidade da assistência oferecida.
 
Com o parecer 39/2012, o CFM procurou contribuir para reduzir este desgaste. No entanto, distorções tendenciosas, que poluem o debate, exigem esclarecimento para afastar a falsa celeuma causada na imprensa, que só interessa aos empresários da saúde suplementar, ao transformar os médicos em vilões, ignorando-se a raiz do problema que gerou tal polêmica.
 
Para não incorrer no mesmo erro, optamos pelo didatismo. Em primeiro lugar, o parecer do CFM resulta de questionamento feito pela própria ANS, que detectou situações nas quais gestantes (usuárias de planos de saúde) pagavam às obstetras credenciados, que as acompanhavam no pré-natal, valores extras para que o parto fosse realizado por estes profissionais. A dúvida encaminhada foi: este acerto é ético ou não?
 
O grande mérito do parecer foi definir o caráter antiético dessa forma de recebimento. Ou seja, o honorário do médico não pode ser custeado parte pelo plano de saúde e parte pela paciente. O pagamento deve ter origem em apenas uma fonte. No caso, a mulher receberá um recibo do profissional, que poderá ser usado em pedido de ressarcimento junto à operadora ou para dedução no imposto de renda.
 
É bom ainda lembrar que a mulher que não optar por esse acompanhamento presencial – com pagamento à parte – poderá fazer todo o seu pré-natal com um médico e fazer o parto com outro, que será disponibilizado em hospital de referência indicado pelo plano de saúde. Esta possibilidade já estará coberta pelo valor pago por ela mensalmente.
 
Lembramos ainda que o parecer do CFM cumpre papel orientador ao indicar cenários de conforto ético e sugerir comportamentos para evitar transtornos futuros. O texto – sabiamente – libera médicos e pacientes para tomarem suas decisões, apenas inserindo neste contexto as regras do jogo.
 
Contudo, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) introduziu no último minuto elemento estranho, que ainda precisa ser objeto de análise criteriosa. Ao afirmar em nota que o médico deverá fazer novo contrato com a operadora se acolher a orientação do parecer do CFM, a ANS interfere negativamente nesta relação.
 
Em nossa avaliação, essa repactuação penalizará o médico ao definir que ele passará a atender todos os procedimentos da segmentação obstétrica descritos no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. Em outras palavras, esse obstetra ficará refém de um acordo pelo qual será obrigado a estar disponível para o atendimento do parto em qualquer circunstância, faça chuva ou faça Sol, privando-o de seu direito constitucional de ir e vir.
 
Num contexto, de insatisfação com os valores de honorários e descrédito com as perspectivas profissionais, a ANS e as operadoras colocam os obstetras num campo nebuloso. Certamente, o impacto poderá ser sentido com o aumento abandono da área, inclusive por aqueles que ainda mantêm a esperança de mudanças positivas. Os prováveis problemas na cobertura assistencial causada pela queda no número de profissionais qualificados parecem ignorados.
 
São aspectos deste tipo que nos levam a recomendar muita cautela aos médicos e às pacientes ao analisar essa polêmica em torno do parecer 39/2012. Historicamente, as decisões tomadas na esfera da saúde suplementar têm prejudicado a estes dois grandes segmentos. Neste momento, no qual interesses midiáticos, econômicos e políticos estão em jogo, o bom senso pede que o tema seja devidamente dissecado para as decisões sejam as melhores.

*Escrito por Desiré Carlos Callegari: conselheiro federal representante do estado de São Paulo, 1º Secretário do CFM (Diretor de Comunicação e da Tecnologia de Informação), ex-presidente do Conselho Regional de Medicina (Cremesp);; diretor adjunto de Tecnologia da Informação da APM Estadual; Superintendente do HEMC da Fundação ABC; Professor Regente da Disciplina de Anestesiologia da Faculdade de Medicina da Fundação ABC
 
Fonte SaudeWeb