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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Identificada proteína natural que impede infecção pelos vírus HIV e Ebola

Vírus Ebola
Estudos iniciais mostram que 25HC é capaz de permear a parede celular e impedir que os vírus infectem a célula
 
Equipe de pesquisadores da UCLA, nos EUA, identificou uma proteína natural capaz de impedir a infecção por vírus patogênicos mortais, como HIV e Ebola.
 
A pesquisa mostra que a nova propriedade antiviral da proteína, colesterol-25-hidroxilase (CH25H), uma enzima que converte o colesterol em um oxisterol chamado 25-hidroxicolesterol (25HC), pode permear a parede celular e impedir que um vírus infecte a célula.
 
Curiosamente, a enzima CH25H é ativada pelo interferon, proteína essencial para a sinalização celular antiviral produzida no corpo.
 
"Genes antivirais têm sido de difícil aplicação para fins terapêuticos, porque é difícil de expressar genes nas células. CH25H, no entanto, produz um oxisterol natural solúvel que pode ser sintetizado e administrado. Além disso, nossos estudos iniciais mostram que 25HC pode inibir o crescimento do HIV in vivo", destaca o líder da pesquisa Su-Yang Liu.
 
A descoberta é especialmente relevante para os esforços que visam desenvolver antivirais contra um número crescente de patógenos virais emergentes.
 
A equipe constatou inicialmente que 25HC drasticamente inibia HIV em culturas de células. Em seguida, eles administraram 25HC em camundongos implantados com tecidos humanos e descobriram que a proteína reduziu significativamente a carga de HIV dos animais dentro de sete dias. O 25HC também inverteu a depleção de células T provocada pelo HIV.
 
Fonte isaude.net

Cientistas fazem descoberta importante sobre os canais de sódio

Pesquisa abre caminho para o entendimento do mecanismo de ação de diversas drogas e toxinas que se ligam a esses canais
 
Uma pesquisa internacional estabeleceu um novo protocolo para medir a corrente que passa pelos sensores de voltagem de determinados canais iônicos e identificou o componente responsável pelo mecanismo de gating, a abertura e fechamento de canais de sódio sensíveis à voltagem. A descoberta é importante para o entendimento da ação de diversas drogas e toxinas que se ligam a esses canais.

A pesquisa foi feita por um grupo de cientistas do Brasil, Estados Unidos e Canadá. Formados por proteínas da membrana das células, os canais iônicos são " túneis" que permitem a passagem de determinados íons para seu interior. Alguns deles são sensíveis à voltagem, isto é, são ativados por diferenças de potencial elétrico nas suas proximidades.

Os canais iônicos sensíveis à voltagem são responsáveis pela propagação de impulsos elétricos que propiciam a comunicação no sistema neural. Esses canais participam ainda de uma série de processos importantes como o controle das concentrações intracelulares de cálcio e hidrogênio.

O trabalho teve participação de Manoel Arcisio-Miranda, do Departamento de Biofísica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e de pesquisadores do Departamento de Neurociência da Universidade de Wisconsin em Madison (Estados Unidos) e do Departamento de Fisiologia e Farmacologia da Universidade de Calgary (Canadá).

Arcisio-Miranda iniciou a pesquisa durante seu pós-doutorado em Madison e deu continuidade ao trabalho no âmbito do projeto " Aspectos moleculares do sensor de voltagem de canais iônicos: estrutura cinética e evolução" , coordenado por ele e financiado pela Fapesp na modalidade Auxílio à Pesquisa - Regular. " Nesse estudo, conseguimos identificar o domínio responsável, no mecanismo de gating, pelas transições que ocorrem no filtro de seletividade dos canais de sódio sensíveis à voltagem. Entender esse mecanismo é fundamental para desenvolver novas drogas, entender como determinadas toxinas bloqueiam ou paralisam o canal e como mutações específicas alteram seu funcionamento, por exemplo" , disse.

A estrutura dos canais iônicos sensíveis à voltagem possui quatro subunidades e os pesquisadores descobriram a qual delas o mecanismo de gating está acoplado: o sensor de voltagem do domínio 4. Além de identificar o domínio responsável pelo mecanismo de gating, os cientistas também desenvolveram uma nova abordagem na realização de medidas iônicas.

" O principal avanço foi realizar medidas iônicas por meio do sensor de voltagem. Fazemos isso bloqueando o poro da membrana e medindo uma corrente que passa através do sensor de voltagem. Esse procedimento permite determinar a posição espacial do sensor de voltagem e identificar se ele está ativado ou não e como é seu acoplamento com a região do poro - isto é, a região na qual o íon passa pela proteína" , explicou Arcisio-Miranda.

Sensor de voltagem
No Laboratório de Biofísica de Membranas e Canais Iônicos da Unifesp, Arcisio-Miranda iniciou uma linha de pesquisas voltada para estudos da relação entre a estrutura e a função de canais iônicos. Os estudos envolvem temas de investigação como o acoplamento entre o sensor de voltagem e o poro de canais para potássio e a caracterização funcional dos resíduos carregados negativamente do sensor de voltagem do domínio 4 para a inativação de canais para sódio.

" A partir de 1998, uma série de estruturas cristalinas dos canais iônicos vêm sendo reveladas. Um dos estudos mais importantes apontou que, no caso dos canais de potássio sensíveis à voltagem, a região que identifica a alteração da voltagem está fisicamente distante da região do poro, como se fosse um apêndice" , disse Arcisio-Miranda. " Um dos questionamentos que surgiu dessa descoberta foi: se a região sensível à voltagem está em um local da proteína e o transporte do íon se dá em outro local, como eles estão acoplados?" , indagou.

A partir desse questionamento, grupos internacionais identificaram a região conhecida como linque S4-S5 como responsável pela transmissão da informação do sensor de voltagem para o poro e, consequentemente, ao mecanismo de gating. Mas, nos últimos quatro anos, observou-se que a região do poro, em canais de potássio, podia participar também do mecanismo de gating.

" O canal de potássio, porém, tem quatro subunidades idênticas, enquanto no canal de sódio as subunidades são distintas. Por isso, imaginamos que os canais de sódio podiam também ter um mecanismo de gating localizado, controlado na região do filtro de seletividade. Com esse trabalho, conseguimos identificar o domínio que seria responsável pelas transições que ocorrem no filtro de seletividade para os canais de sódio sensíveis à voltagem" , explicou.

Além de identificar o domínio responsável pelo mecanismo de gating e inovar no procedimento para realização das medidas iônicas, os cientistas conseguiram medir as correntes que surgem do movimento do sensor de voltagem. " Antes desse trabalho, por limitações técnicas, só era possível obter esse tipo de medida com o uso de toxinas ou drogas que bloqueavam o poro central. Conseguimos desenvolver um método que possibilita medir a corrente de gating tornando o poro não condutivo" , disse.

O artigo Gating transitions in the selectivity filter region of a sodium channel are coupled to the domain IV voltage sensor (doi: 10.1073/pnas.1115575109), de Manoel Arcísio-Miranda e outros, pode ser lido por assinantes da PNAS aqui.
 
Fonte isaude.net

Médicos de cinco estados já podem ter o CRM digital com chip

Carteira digital em policarbonato (material similar ao de cartões de crédito), com um chip que poderá ser ativado para certificação digital
Carteira digital em policarbonato (material similar ao de cartões
de crédito),com um chip que poderá ser ativado para certificação digital
Documento para certificação digital já está disponível para o Distrito Federal, Espírito Santo, Pará, Pernambuco e Santa Catarina
 
Médicos do Distrito Federal, Espírito Santo, Pará, Pernambuco e Santa Catarina serão os primeiros a receber a carteira digital, em policarbonato (material similar ao de cartões de crédito), com um chip que poderá ser ativado para certificação digital. A iniciativa do Conselho Federal de Medicina deve contemplar principalmente os profissionais que já têm demandas de certificação digital e os que têm perfil mais informatizado.

" O futuro caminha para todo mundo ser reconhecido através da certificação digital. Então, a nossa função é dar uma carteira profissional com o chip para que os médicos possam aderir aos novos tempos" , explica o presidente do CFM, Roberto Luiz d' Avila.

Gerson Zafalon Martins, membro da Câmara Técnica de Informática em Saúde do CFM e relator da resolução que institui o documento digital destaca que, ciente da complexidade do assunto e com o intuito de estabelecer as normas, padrões e regulamentos, o CFM estabeleceu, em 2002, um convênio com a Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS). Como resultado, foram publicadas regulamentações, entre elas a Resolução CFM 1.821/2007, o Manual de Certificação para Sistemas de Registro Eletrônico em Saúde e agora a resolução que estabelece o CRM digital. " O CRM digital será um cartão inteligente (smart card) de acordo com as especificações do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) atendendo às exigências técnicas exigidas" , explica.

A utilização de prontuários eletrônicos que dispensem o papel permitem, além da redução do uso de recursos naturais e da menor geração de resíduos poluentes, a agilização de processos, maior legibilidade, acurácia e exatidão de dados, entre várias outras vantagens. É o que destaca o 1º secretário do CFM e coordenador das áreas de imprensa e tecnologia da informação, Desiré Carlos Callegari. " A questão do prontuário eletrônico com certeza vai contribuir para a agilidade dos processos e principalmente para a questão ecológica, com a dispensação de papéis, tornando possível a adesão a uma crescente consciência ecológica mundial" .

Adesão
A adesão ao novo documento será facultativa. A atual cédula de identidade, instituída em 2007 pela Resolução CFM 1.827, será gradualmente substituída e continuará válida para todos que não a substituam pelo CRM digital.

Os que optarem pelo CRM digital poderão ainda decidir pela ativação ou não do chip (adesão ou não à tecnologia de certificação digital) e a qual autoridade registradora (AR) recorrerão. Alguns exemplos são Verisign, Certisign, Caixa, Serasa e Serpro.

Se não habilitado o chip, a carteira não contará com o recurso tecnológico da certificação digital, mas funcionará como um documento de identidade profissional de alta resistência e mais seguro contra falsificações.

Um acordo de cooperação entre o CFM e a Caixa Econômica Federal permitiu um preço bastante competitivo, se comparado aos valores praticados pelo mercado, para médicos obterem a certificação digital. Esta será uma das opções, atraente pelo valor e pela capilaridade da Caixa, mas os profissionais poderão escolher qualquer certificadora.

Cartilha
Para que o médico compreenda melhor os conceitos-chaves da Certificação de Software e Certificação Digital, o CFM e a SBIS elaboraram esta cartilha educativa. Nela o profissional médico e os demais interessados poderão ter uma visão geral sobre Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP)/Registro Eletrônico de Saúde (RES), Certificação Digital, Documento Eletrônico e quais as regras para um prontuário 100% digital (paperless - sem papel).

 
Fonte isaude.net

Estudo questiona eficiência do uso de ratos em testes médicos

O uso de ratos como modelo para o estudo de doenças fez com
 que cientistas desperdiçassem bilhões de dólares em provas erradas 
Pesquisadores afirmam que medicamentos baseados em experimentos feitos com ratos podem não ter o mesmo resultado em humanos
 
Durante décadas, ratos foram as espécies mais indicadas para o estudo de doenças humanas. Mas agora pesquisadores revelam provas de que esta escolha pode ter sido enganosa por pelo menos três grandes responsáveis por mortes humanas - septicemia queimaduras e traumas. Como resultado, eles disseram que anos e bilhões de dólares foram desperdiçados por pistas falsas.
 
O estudo não significa que os ratos são modelos inúteis para todas as doenças humanas, mas seus autores disseram que levantam sérias questões a respeito de doenças que envolvem o sistema imunológico, incluindo câncer e doenças cardíacas.
 
"Nosso artigo levanta pelo menos a possibilidade de que uma situação paralela pode estar presente", disse o Dr. H. Shaw Warren, um pesquisador de sepse no Hospital Geral de Massachusetts e principal autor do novo estudo.
 
O documento, publicado segunda-feira, 11 de fevereiro, na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências, ajudou a explicar por que cada um dos cerca de 150 medicamentos testados em pacientes com septicemia falharam. Os testes de todas drogas foram baseados em estudos em ratos. Ratos possuem uma doença que se parece com a septicemia em humanos, mas é muito diferente da doença.
 
Especialistas não associados com o estudo disseram que as descobertas deverão mudar o curso da pesquisa mundial. A septicemia, uma reação potencialmente fatal que ocorre quando o corpo tenta combater uma infecção, ela aflige 750.000 pacientes por ano nos Estados Unidos, mata um quarto da metade deles e custa ao país US$ 17 bilhões anualmente. É a causa principal de morte em unidades de cuidados intensivos.
 
"Esta descoberta poderá mudar tudo", disse o Dr. Mitchell Fink, especialista em septicemia na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, sobre o novo estudo.
 
"É incrível", disse o Dr. Richard Wenzel, presidente do departamento de medicina interna da Universidade Commonwealth da Virgínia e ex-editor do The New England Journal of Medicine, sobre o novo estudo. "Eles estão absolutamente certos."
 
O novo estudo, que levou 10 anos e envolveu 39 pesquisadores de todo o país, começou estudando as células brancas do sangue de centenas de pacientes com queimaduras graves, trauma ou septicemia para ver quais genes estão sendo usados pelas células brancas do sangue ao responder a estes sinais de perigo.
 
O grupo já havia tentado publicar suas conclusões em vários trabalhos. Uma objeção que tiveram de enfrentar, disse Davis, foi a de que os pesquisadores não conseguiram mostrar que a mesma reação havia acontecido nos ratos.
 
"Eles ficaram tão acostumados a fazer estudos com ratos que pensavam que era uma maneira de validar as coisas", explicou. "Eles ficaram tão fixados na tentativa de curar ratos que se esqueceram que estávamos tentando curar seres humanos."
 
O grupo decidiu se aprofundar na pesquisa, esperando encontrar algumas semelhanças. Mas quando os dados foram analisados, não houve nenhuma.
 
Investigadores do estudo tentaram durante mais de um ano publicar o seu trabalho mostrando que não havia relação entre as respostas genéticas dos ratos e dos humanos. Eles o apresentaram para a publicação Science and Nature na esperança de atingir um público mais amplo, mas foram rejeitados.
 
A Science and Nature disse que sua política era a de não comentar artigos rejeitados. Mas, Ginger Pinholster disse que a revista aceita apenas cerca de 7% dos cerca de 13.000 trabalhos apresentados todos os anos.
 
Alguns pesquisadores, ao ler o artigo hoje, disseram estar surpesos com os dados que os pesquisadores possuíam.
 
No entanto, sempre houve uma indicação importante que dizia que os ratos não conseguiam realmente imitar os seres humanos na questão genética: É muito difícil de matar um rato com uma infecção bacteriana. Ratos precisam de 1 milhão de bactérias a mais no sangue do que seria necessário para matar uma pessoa.
 
"Os ratos podem comer lixo e alimentos que estão podres", disse Davis. "Os seres humanos não podem fazer isso. Nós somos muito sensíveis."
 
Os pesquisadores disseram que, se pudessem descobrir por que ratos eram tão resistentes, eles poderiam ser capazes de usar essa descoberta para encontrar alguma coisa para tornar as pessoas resistentes também.
 
"Este é um artigo muito importante", disse o Dr. Richard Hotchkiss, um pesquisador de septicemia na Universidade de Washington em St. Louis que não estava envolvido no estudo. "Ele argumentou fortemente que a solução estaria nos pacientes. Para entender a septicemia, você precisa recorrer aos pacientes", disse.

Fonte iG

Médicos do InCor vão dar orientação online para atendimento de emergência a pacientes do SUS

A questão mais crítica não são os equipamentos, mas sim levar
 os profissionais capacitados para o interior do país
São Paulo - Uma equipe do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) vai auxiliar médicos de cinco estados do país repassando a distância orientação sobre a melhor conduta em casos de infarto e de outras emergências cardiológicas nos atendimentos a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
 
O sistema está sendo implantado em 200 pontos de atendimento espalhados por São Paulo (90), Bahia (35), Pernambuco (30), Paraná (30) e Distrito Federal (15).
 
O anúncio da parceria foi feito nesta sexta-feira (15), no final da manhã, no InCor, pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Trata-se de uma rede informatizada por meio da qual médicos de serviços de emergência do SUS receberão consultoria técnica em tempo real, no atendimento de infartos e casos cardiológicos complexos.
 
A estratégia permitirá aos profissionais de prontos-socorros, unidades de tratamento intensivo (UTIs) e unidades de Pronto-Atendimento 24 Horas (UPAs) o acesso online, com o uso de um vídeo, a orientações de alto nível para os atendimentos.
 
“O médico que estiver, por exemplo, no interior da Bahia, ao conectar ao programa, mandar o resultado de exames, conversar com o Instituto do Coração, vai poder dar àquele paciente do interior da Bahia a mesma conduta que seria dada aqui no InCor”, explicou Padilha.
 
Segundo o ministro, nos 200 pontos de acesso, são atendidos em média entre 30 a 40 pacientes internados por dia. “Nossa expectativa é que todos esses sejam beneficiados”, disse ele.
 
De acordo com Padilha, todas as unidades beneficiadas estão equipadas ao nível do que se espera para um bom atendimento. “A questão mais crítica não são os equipamentos, mas sim levar os profissionais capacitados para o interior do país”, justificou Padilha.
 
Para o diretor da Divisão de Cardiologia Clínica do InCor, Roberto Kalil, as consultas em tempo real podem levar a uma melhoria no atendimento, mesmo no caso de um pronto-socorro com poucos recursos. “Em casos de infarto, os minutos são importantes”, salientou ele, lembrando que a agilidade da conduta pode levar a uma queda da mortalidade.
 
Fonte Agência Brasil