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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Mosquitos da dengue estão mais resistentes a repelentes

Os pesquisadores descobriram que, mesmo que inicialmente
repelidos pelo composto, algum tempo depois
eles passavam a ignorá-lo
Pesquisa realizada na Grã-Bretanha mostrou que o Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue, aparentemente desenvolveu resistência a um princípio ativo presente na maioria dos repelentes comercializados no mundo, inclusive no Brasil.

A dietiltoluamida, ou DEET, age interferindo nos receptores sensoriais dos insetos, inibindo o desejo de picar o usuário.
 
Publicado pela revista científica Plos One, o estudo analisou a reação de mosquitos da espécie Aedes aegypti, vetores da dengue e da febre amarela, à substância.
 
Os pesquisadores descobriram que, mesmo que inicialmente repelidos pelo composto, algum tempo depois eles passavam a ignorá-lo.
De acordo com os pesquisadores, governos e laboratórios farmacêuticos devem realizar mais pesquisas para encontrar alternativas à DEET.
 
Fonte boasaude.com.br

Profissionais de saúde não estão preparados para lidar com pacientes com problemas mentais

De acordo com a pesquisadora, os usurários que buscaram
ajuda na UBDS apresentam sintomas de depressão, psicose e agitação
Profissionais de saúde têm, geralmente, pouco preparo parta tratar pacientes psiquiátricos. Essa é a afirmação de pesquisa realizada na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (USP).
 
De acordo com a responsável pelo estudo, a enfermeira Sara Pinto Barbosa, a falta de preparo dos profissionais de saúde se dá, entre outros fatores, pela formação profissional pouco adequada.
 
A pesquisa foi realizada entre maio e agosto de 2011 na Unidade Básica Distrital de Saúde (UBDS) da região oeste e Ribeirão Preto, que integra a Centro de Saúde da Faculdade de Medicina da Ribeirão Preto (FMRP) da USP. Dados mostraram que, durante o período considerado no estudo, foram realizados 1.893 atendimentos, sendo 54 pacientes encaminhados a serviços de saúde mental.
 
Sara realizou entrevistas com 17 profissionais de saúde que fazem parte da equipe de pronto atendimento da UBDS, tendo como objetivo conhecer o cotidiano do atendimento em saúde mental. A pesquisadora realizou, também, 90 horas de observação do trabalho da equipe de saúde.
 
De acordo com a pesquisadora, os usurários que buscaram ajuda na UBDS apresentam sintomas de depressão, psicose e agitação. Onze pacientes foram encaminhados ao Centro de Atenção Psicossocial, o que, para Sara, é considerado um ponto positivo por demonstrar preocupação dos profissionais em encaminhar os pacientes ao tratamento específico.
 
Sara explica que a demanda em saúde mental é constante nos serviços de saúde, mas os próprios profissionais admitem ainda nãos estarem preparados para lidar com pacientes psiquiátricos. A pesquisadora notou, também, que apesar do atendimento inicial ser igual aos demais pacientes, há uma exclusão e um tom de preconceito e estigma por parte dos profissionais quando se trata de pacientes mentais.
 
Fonte Agência USP

Contato diário com componentes químicos pode causar danos à saúde

Entre os produtos com aditivos estão embalagens, brinquedos,
  eletrônicos, móveis, produtos de limpeza, xampus,
cremes, sabões e farmacêuticos
Sem nos darmos conta, entramos em contato diariamente com diversos componentes químicos artificiais. O que não sabemos é que esse contato pode impactar diretamente nosso sistema hormonal, o que leva ao desenvolvimento de doenças, problemas de fertilidade e males congênitos.
 
Segundo estudo da Organização Mundial da Saúde (ONU), o número de químicos EDCs, ou seja, aqueles com efeitos endocrinológicos, aumentou entre 2000 e 2012. O mais grave, de acordo com a organização, é que muitos não são testados quanto a seus efeitos na saúde humana e animal.
 
Os especialistas explicam que as pessoas estão expostas aos EDCs de diversas formas, incluindo a ingestão de comida, água, poeira, pela inalação e pela pele. Isso ocorre porque os químicos vêm de fontes variadas, entrando no meio ambiente durante a produção, uso ou eliminação dos próprios químicos e de seus derivados.
 
Acredita-se que a exposição a essas substâncias pode estar ligada a casos de câncer de mama, tireoide e próstata, deformações em bebês, hiperatividade em crianças, asma, obesidade, diabetes, males de Alzheimer e Parkinson, derrames e problemas de fertilidade. Além disso, as crianças podem entrar em contato com os EDCs ainda no útero materno.
 
Entre os produtos com aditivos estão embalagens, brinquedos, eletrônicos, móveis, produtos de limpeza, xampus, cremes, sabões e farmacêuticos.
 
Fonte BBC

Hormônio da Soja Pode Reduzir Efeitos da Menopausa

Um hormônio natural encontrado na soja pode reduzir os sintomas da menopausa sem os efeitos colaterais negativos provocados pelo tratamento padrão com estrogênio e, ao mesmo tempo, diminuir as taxas de colesterol, afirmaram pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) na quarta-feira.

Os pesquisadores realizaram testes em 80 mulheres na menopausa durante seis meses para verificar os possíveis efeitos benéficos da isoflavona, um hormônio presente na soja. Metade das mulheres recebeu uma dose diária de isoflavona e as outras tomaram placebo (pílula inativa).

"Das mulheres tomando isoflavona, 85 por cento relataram uma melhora significativa nos sintomas (da menopausa), pois a isoflavona é um fitoestrogênio, que é um estrogênio de origem vegetal", disse o ginecologista Kyung Koo Han, coordenador da pesquisa, da Unifesp.

"A isoflavona faz tudo o que o estrogênio faz. Ela só é um pouco menos efetiva do que o estrogênio convencional, com o qual cerca de 90 a 95 por cento das mulheres respondem positivamente", afirmou Koo Han.

Com o início da menopausa, o organismo feminino produz somente uma fração do estrogênio natural que produzia. Isso pode levar à perda da qualidade de vida, com a ocorrência de insônia, depressão, perda de massa óssea e ondas de calor.

De acordo com o estudo de Koo Han, ao contrário de algumas mulheres tratadas com estrogênios convencionais, as pacientes que receberam a isoflavona não apresentaram inchaço nas glândulas mamárias ou do endométrio, o revestimento do útero.

Koo Han acrescentou que 75 por cento das mulheres apresentaram taxas de colesterol mais baixas após iniciar o tratamento com isoflavona.

Mercedes Panizzi, médica da Embrapa que também participou do estudo, disse que a pesquisa sugere que produtos de soja não oferecem os mesmos riscos à saúde como o uso prolongado de estrogênio, que aumenta o risco de câncer de útero e mama.

Segundo Panizzi, a isoflavona também pode ser eficaz contra a osteoporose - uma doença degenerativa dos ossos normalmente causada pela falta de estrogênio em mulheres após o início da menopausa.
 
Fonte Boa Saúde

Leite e iogurte são melhores para a saúde do osso do quadril

Laticínios são importantes para o fortalecimento dos ossos, mas alguns produtos dessa categoria são mais eficientes nesse propósito.
 
De acordo com pesquisadores do Institute for Aging Research nos Estados Unidos, o leite e o iogurte são as melhores opções de laticínios para o aumento de densidade mineral do osso do quadril. Porém, o mesmo não foi visto nos ossos da espinha.
 
As pessoas que participaram do estudo completaram um questionário de frequência de consumo de comida que envolvia 126 itens, indicando quantas vezes por semana eles ingeriam determinados alimentos. Também foi considerado se os participantes fumavam, tomavam suplementos de cálcio ou vitamina D, se exercitavam regularmente e se as mulheres tinham entrado na menopausa. Todos esses fatores influenciam a saúde do osso.
 
Os pesquisadores acompanharam os participantes (cerca de 3.200 homens e mulheres entre 26 e 85 anos) por 12 anos. Neste período de tempo ocorreram apenas 43 fraturas de quadril. Por o número ser pequeno, os pesquisadores não puderam obter conclusões definitivas sobre o tema. Mais pesquisas são necessárias para confirmar os resultados encontrados na pesquisa.
 
A pesquisa foi publicada no periódico Archives of Osteoporosis.
 
Fonte Live Science