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sexta-feira, 1 de março de 2013

Dados nacionais sobre implantes de válvulas cardíacas darão origem a estudos

O Hospital Israelita Albert Einstein vai coordenar um banco de dados nacional das válvulas cardíacas implantadas por meio de cateter para realizar estudos e seguimento dos pacientes.
 
Esse tipo de implante é feito sem a necessidade de cirurgia de peito aberto, sendo menos invasivo do que o procedimento-padrão. Um espécie de tubo é inserida por uma veia do paciente e leva a válvula até o coração, onde ela é posicionada e aberta.
 
O banco de dados já contém 418 casos da implantação de válvula por cateter de todo o país, vindos de 18 hospitais, sendo que 84 são do próprio Einstein.
 
De acordo com Luiz Vicente Rizzo, diretor de pesquisa do hospital, o objetivo dessa parceria entre o Einstein e a Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista, que mantém o cadastro das válvulas, é realizar estudos científicos que permitam reavaliar as indicações do procedimento.
 
Hoje, a implantação da válvula via cateter só é indicada nos casos em que não é possível realizar a cirurgia aberta, como em idosos que não resistiriam à operação. Dependendo dos resultados a longo prazo, seria possível ampliar essa indicação.
 
Rizzo compara a questão ao uso dos stents ("molas" que mantêm as coronárias abertas) após um infarto. "Antigamente, todo mundo fazia ponte de safena. Quando os stents começaram, houve a necessidade de entender quanto tempo duravam, quais vantagens eles ofereceriam além do fato de não precisar abrir o paciente, se tinham a mesma eficácia."
 
É o que vai ser feito agora com as válvulas. Segundo Rizzo, espera-se obter uma resposta sobre a comparação entre a cirurgia aberta e a implantação por cateter para as válvulas em até cinco anos.
 
"Esperamos que essa seja uma história de sucesso como os stents", afirma ele.

Fonte Folhaonline

Governo processa Cogumelo do Sol por publicidade enganosa

Por suspeita de publicidade enganosa por parte da empresa Cogumelo do Sol Agaricus do Brasil, o Ministério da Justiça instaurou, nesta quarta-feira (27), um processo administrativo para investigar o caso.
 
A denúncia partiu do Ministério Público de Minas Gerais, que entendeu não haver informações claras o suficiente na propaganda, o que poderia levar o consumidor ao erro de ver o produto como um medicamento, dotado de benefícios terapêuticos, e não da forma correta, na categoria de alimento.
 
"O principal neste caso é a falta de informação correta, o que é fundamental para o consumidor poder exercer o seu poder de escolha", afirma Tamara Amoroso, coordenadora do departamento de proteção e defesa do consumidor do ministério.
 
A empresa tem dez dias para apresentar suas argumentações. A multa prevista nesta situação, desde que confirmada a denúncia, pode chegar a R$ 6,2 milhões.
 
A reportagem não conseguiu fazer contato com a empresa pelo 0800 disponível no site e não teve resposta no contato feito por e-mail.
 
Fonte Folhaonline

Governo derruba liminar contra o veto a aditivos no cigarro

O governo conseguiu reverter a decisão liminar que esvaziava decisão da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) de retirar os cigarros com sabor do mercado.
 
Em dezembro de 2012, o SindiTabaco (Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco) conseguiu na Justiça uma liminar que suspendia o efeito da resolução da Anvisa de 2012 que pretende banir os aditivos de sabor no cigarro a partir de setembro deste ano.
 
O argumento utilizado pela indústria é que não cabe à agência instituir este tipo de veto --o que deveria ser feito por meio de uma lei, entende o setor.
 
A Anvisa perdeu o prazo para se manifestar, e a liminar foi concedida ainda em dezembro. Em janeiro, a agência e a AGU (Advocacia-Geral da União) apresentaram um recurso à Justiça e acabaram derrubando a liminar nesta terça-feira (26).
 
A Anvisa argumenta que mascarar o sabor do cigarro é uma estratégia da indústria do tabaco para ganhar espaço entre o público jovem.
 
Fonte Folhaonline

Estudo acha riscos genéticos comuns a transtornos psiquiátricos

Pela primeira vez, um estudo mostrou que cinco transtornos psiquiátricos --autismo, depressão, TDAH (transtorno de deficit de atenção e hiperatividade), transtorno bipolar e esquizofrenia--compartilham fatores de risco genéticos.
 
A conclusão é dos pesquisadores do Consórcio de Genética e Psiquiatria, dos Estados Unidos.
 
O trabalho, publicado hoje no periódico médico "Lancet", revisou o genoma de mais de 33 mil pacientes com diagnóstico de doenças psiquiátricas e de 27 mil voluntários de um grupo-controle, sem os transtornos, em busca de variações do DNA que poderiam causar a suscetibilidade às cinco doenças.
 
O resultado é a identificação de regiões com similaridades para os transtornos em dois cromossomos e em dois genes ligados aos canais que regulam o fluxo de cálcio nas células do cérebro.
 
O estudo aponta que uma via biológica específica relacionada aos canais de cálcio ("poros" celulares) contribui para a patogênese de diversos problemas psiquiátricos e reafirma o potencial dessa via como um alvo para novas classes de remédios.
 
Segundo os autores, as conclusões do estudo oferecem evidências para que as bases biológicas sejam usadas no diagnóstico e para a classificação dos transtornos. Por ora, o diagnóstico se baseia na análise clínica.
 
Caixa preta
Segundo Emmanuel Dias Neto, pesquisador associado do Laboratório de Neurociências do Instituto de Psiquiatria da USP e cientista adjunto do Hospital A.C. Camargo, o estudo tem grande impacto pela quantidade de pacientes envolvidos e é interessante porque analisa o que essas doenças têm em comum.
 
"O estudo mostra que elas têm 'caminhos moleculares' parecidos", afirma.
 
Ele lembra, porém, que ainda não há aplicação prática do achado para quem tem uma dessas doenças.
 
"Estamos começando a conhecer a caixa-preta que é o genoma. No futuro, cada transtorno será visto como uma alteração de determinadas moléculas, o que deve personalizar o tratamento."

Fonte Folhaonline

Unidades móveis de teste rápido de aids estarão disponíveis nas 27 capitais até 2014

Rio de Janeiro – O Ministério da Saúde vai disponibilizar, até o fim de 2014, unidades móveis de testagem rápida e gratuita de HIV/aids a todas as 27 capitais do Brasil. O público-alvo do trailer são gays, homens que fazem sexo com homens e travestis, mas o teste pode ser feito por qualquer pessoa interessada.
 
Na quarta-feira (27), o ministério inaugurou um trailer no Rio de Janeiro. As cidades de Brasília, do Recife e de São Paulo já contam com o equipamento de testagem voluntária, que é parte do Projeto Quero Fazer, iniciado em 2011 pela organização não governamental (ONG) Espaço de Prevenção e Atenção Humanizada (Epah), com o apoio da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) e do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

O diretor adjunto do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais, Eduardo Barbosa, que participou da inauguração do novo trailer, explicou que o trabalho está sendo desenvolvido em parceria com prefeituras e governos estaduais. "Estamos adquirindo 12 trailers para as capitais-sedes dos jogos, já na Copa das Confederações. E até o fim de 2014 pretendemos montar essa estrutura para atender especialmente ao público de gays, travestis, profissionais do sexo, mas também ao público em geral.”

No Rio, o trailer será o segundo ponto de aconselhamento e testagem. O primeiro funciona na sede do Grupo Arco-íris, desde 2011. No ano passado, nas quatro cidades em que o projeto atua (Brasília, Recife, São Paulo e Rio de Janeiro), foram realizadas 8.389 ações de aconselhamento e testagem, sendo 309 com resultados positivos. Desde o início das atividades, foram realizados 15.237 testes nas quatro capitais.

Além dos testes, a equipe que trabalha no trailer dá informações e apoio às populações mais vulneráveis à doença. O coordenador do projeto, Beto de Jesus, explicou que a iniciativa tem dado capilaridade ao Sistema Único de Saúde (SUS), pois chega a pessoas que, geralmente, têm medo de sofrer preconceito e evitam a rede pública para fazer o exame. “Trabalhamos com horários alternativos, à noite, aos domingos, quando as unidades de saúde estão fechadas. E também vamos onde essa população está. Muitas vezes, o estigma e a discriminação impedem que essas pessoas sejam atendidas na rede pública.”

Os bairros da Lapa e Madureira, locais identificados como os de maior frequência desse público na cidade do Rio, contarão com o trailer duas vezes por semana, sempre no período da noite, por cinco horas.

A equipe da unidade móvel é composta por dez pessoas: uma coordenadora, dois aconselhadores, quatro educadores, dois flebotomistas (que fazem o teste) e o motorista. Embora o resultado saia em cerca de 15 minutos, todo o processo de conversa e aconselhamento dura aproximadamente uma hora.

No caso de um resultado positivo, a pessoa é encaminhada para uma unidade de saúde pública. Para Beto, o fato de os aconselhadores e flebotomistas serem funcionários de uma unidade de saúde (federal, municipal ou estadual) contribui para uma reflexão dentro das próprias comunidades e para a diminuição do preconceito. “Esses funcionários costumam indicar a pessoa com teste reagente para a unidade onde trabalham e criam uma situação mais favorável para esses pacientes. Depois da experiência no trailer, esses funcionários voltam para o serviço com uma outra cabeça”, completou.

Dados do Ministério da Saúde do fim do ano passado apontam que cerca de 530 mil pessoas convivem com HIV/Aids no Brasil. Cerca de 255 mil não sabem que têm a doença.

Fonte Agência Brasil