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segunda-feira, 4 de março de 2013

Conheça as principais terapias aquáticas e como elas podem beneficiar a sua saúde

Conheça as principais terapias aquáticas e como elas podem beneficiar a sua saúde Tadeu Vilani/Agencia RBS
Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS
Banhos de imersão e atividades aquáticas como a natação,
hidroginástica e hidroterapia também são consideradas terapêuticas
Atividades aquáticas com fins terapêuticos são utilizadas por elas mais diversas áreas, dentre elas os educadores físicos, fisioterapeutas, ortopedistas, reumatologistas, entre outros
 
Sensação de relaxamento e diminuição de dor são alguns dos benefícios trazidos a quem é submetido a uma sessão de fisioterapia aquática. Originada do grego (hidro = água; therapia = cura), a hidroterapia vai além do tratamento de problemas específicos de saúde, trazendo benefícios psíquicos e neurológicos.
 
Embora não se sabia com certeza quando a água foi utilizada pela primeira vez com finalidades terapêuticas, há indícios de que os orientais iniciaram a prática em aproximadamente 2400 a.C. Hipócrates (460-375 a.C.) empregava água quente e fria no tratamento de doenças. No Ocidente, os romanos a utilizaram amplamente com fins terapêuticos e recreacionais. Eles dispunham de balneários e termas, onde tomavam quatro tipos de banho, sob diferentes temperaturas.
 
A Europa foi precursora na busca científica acerca dos efeitos terapêuticos da água. A primeira publicação sobre os efeitos de banhos terapêuticos foi assinada pelo médico inglês John Flayer, em 1697. Daí em diante, outros profissionais dedicaram sua atenção aos efeitos e indicações da hidroterapia.

Atualmente, as atividades aquáticas com fins terapêuticos são utilizadas por elas mais diversas áreas, dentre elas os educadores físicos, fisioterapeutas, ortopedistas, reumatologistas, entre outros. Banhos de imersão e atividades aquáticas como a natação, hidroginástica e hidroterapia também são consideradas terapêuticas.
 
A fisioterapeuta Juliana Collares Vanassi, da Sulfisio, diz que a técnica é indicada para pacientes com quadro crônico de origem reumática ou traumato-ortopédica, pós-operatórios, casos neurológicos que requeiram uma reabilitação aquática associada à fisioterapia convencional. Entre as patologias mais comuns estão hérnias de disco, discopatias degenerativas, artroses/artrites de coluna e membros inferiores, acidente vascular encefálico, Parkinson, entre outros.
 
O baixo impacto nas articulações e o relaxamento trazido pela água aquecida estão entre os principais benefícios que atraem os pacientes, explica a fisioterapeuta Vanise Tomatis Loth, da Acquaticus:
 
— Na água consegue-se iniciar movimentos que fora dela demoram para ser obtidos. Na imersão, obtém-se resultados mais rápidos.
 
Trabalhando na área há mais de 10 anos, Vanise afirma que muita gente ainda confunde a hidroginástica com hidroterapia. Enquanto a primeira é uma modalidade de exercício físico, a segunda é uma técnica de fisioterapia que costuma ser usada para o tratamento de patologias. O custo médio de uma sessão fica entre R$ 60 e R$ 80.
 
A aposentada Eunice Ester Schmit, 65 anos, é adepta da hidroterapia há seis. Frequenta a piscina da Acquaticus duas vezes por semana, por indicação de seu ortopedista. Faz hidropostural para amenizar as dores que sente na coluna e, de vez em quando, recorre à fisioterapia aquática para amenizar os efeitos de uma hérnia de disco.
 
— É uma delícia. A gente deita na boia e recebe massagem. Saio de lá flutuando, sem dor nenhuma — comenta.
 
Postura e relaxamento no meio líquido
Em 1980, Harold Dull transportou para as águas aquecidas das piscinas de Harbin Hot Springs (Califórnia) os alongamentos e massagens do Zen Shiatsu, criados no Japão. A isso deu o nome de Watsu (water shiatsu, em inglês). Em sessões de aproximadamente 60 minutos, o terapeuta apoia e movimenta o cliente à medida que alonga e massageia os pontos de tensão muscular. A piscina aquecida a 35°C aumenta a sensibilidade dos tecidos e favorece o fluxo sanguíneo.
 
A fisioterapeuta Aline Guedes Milano do Canto, da Sulfisio, explica que o paciente, deitado nos braços do instrutor, é conduzido de forma totalmente passiva, deslizando pela superfície da água em um ambiente propício para o relaxamento profundo.
 
A proposta é justamente eliminar dores, lesões e preocupações, distensionar o corpo por meio de um atendimento individualizado. A técnica ajuda no tratamento de depressão, diminui dores musculares e baixa a ansiedade. Não é feita necessariamente por fisioterapeutas, mas por profissionais com treinamento especializado.
 
Já a hidropostural é uma atividade feita em pequenos grupos e serve para corrigir a postura, por meio da consciência corporal, fortalecimento da coluna e atividades de equilíbrio. A atividade é muito procurada por pacientes idosos, obesos e gestantes. Professora da modalidade, Vanise Tomatis Loth explica que algumas pessoas inicialmente fazem consultas, mas acabam ficando mais tempo, pois gostam, e incorporam a atividade na rotina, como exercício físico.
 
Leveza e bem-estar
Há cerca de seis meses, a repórter recebeu uma sessão demonstrativa de Watsu na clínica Acquaticus. Confira o relato:
 
"A sensação é estar flutuando. A música de fundo tranquila, a luz baixa e o corpo submerso na água aquecida ajudam a aquietar a mente e fazem as tensões físicas, aos poucos, irem embora. Porém, na primeira vez, isso não acontece assim tão rápido. Ao entrar na piscina e deixar os movimentos do meu corpo serem guiados pelo profissional que fiz a sessão, fui acometida por uma estranha sensação... a dificuldade de desligar do mundo lá fora. Pensava no dia de trabalho, na tarefas que ainda tinha para cumprir, nas notícias das últimas horas. Mas a terapia requer entrega. Por isso, percebi que precisava intensificar os esforços para resgatar a mente meditativa e deixar o corpo relaxado para melhor usufruir da sessão. Se a pessoa não desliga, dificilmente sente todos os benefícios da terapia. Quando falo isso, digo que é necessário fechar os olhos e confiar nos movimentos executados levemente dentro da água. Relaxe, você não irá se afogar nem será surpreendido com posições doloridas ou desconfortáveis. Pelo contrário, a proximidade com o profissional lhe traz uma sensação de confiança, leveza e bem-estar que permanecem com você horas depois que você sai da piscina".
 
Indicações
As indicações da hidroterapia são bem variadas e recomendadas para o tratamento de uma série de problemas de saúde.
 
Confira alguns:
 
Reumáticas
Artrite reumatoide, febre reumática, espondilite anquilosante, osteoartrites ou artroses, tendinites, bursites, capsulites, miosites, discopatias degenerativas, polimialgias.
 
Ortopédicas e traumatológicas
Fraturas consolidadas ou em fase de consolidação, alterações posturais, pós-lesões traumáticas como entorses, luxações, subluxações, lesões impactantes, além de pós-operatórios ósseos e articulares.
 
Neurológicas
Parkinson, Alzheimer, sequelas de acidente vascular cerebral (AVC), traumatismo raquimedular, poliomielite, polineuropatias, traumatismo cranioencefálico, paralisia cerebral, tumores do sistema nervoso central, doenças degenerativas do sistema nervoso, como distrofias musculares, lesões periféricas de nervos, síndromes neurológicas e pós-operatórios em geral.
 
Respiratórias
Asma brônquica, bronquite crônica, enfisema pulmonar, fibrose cística e sequelas de infecções respiratórias, pós-operatórios.
 
Cardíacas
Hipertensão, alterações valvulares.
 
Endócrinas
Obesidade, alterações da tireoide.
 
Psíquicas
Depressão, neuroses, autismo, doenças mentais e deficiências mentais em geral.
 
Fonte Zero Hora

Especialista defende a criação de pelo menos seis bancos de pele no Brasil

Rio de Janeiro - O Brasil deveria ter, no mínimo, seis bancos de pele distribuídos em todo o seu território, “mas o adequado mesmo seriam dez”. A opinião é do médico Marcelo Borges, responsável técnico pelo banco de pele do Recife (PE). Em entrevista à Agência Brasil ele disse que atualmente, existem três unidades no país: no Recife, em São Paulo e em Porto Alegre.
 
Para Borges, a cidade do Rio de Janeiro deveria fazer parte desse processo de expansão, já que a população da região justifica a criação de um banco de pele. “Vejo com muito bons olhos toda e qualquer iniciativa que faça com que a cidade passe a ter também um banco de pele”.
 
Marcelo Borges comentou a dificuldade que existe no país para a captação de pele depois do óbito do doador. “É uma questão cultural”, indicou. Segundo ele, a sociedade ainda interpreta a retirada de pele como uma mutilação do doador e isso não é verdade.
 
Para a retirada da pele é usado um equipamento cirúrgico especial, de forma que ela se apresenta em longas lâminas muito finas, com espessura de cerca de 1 milímetro. Essas lâminas são retiradas de áreas estrategicamente selecionadas, como a região das costas, coxas anteriores e posteriores e pernas posteriores. “De tal forma que, retirando-se nessas condições e nessas localidades, não há nenhum constrangimento, porque essas áreas não serão visíveis nos doadores”.
 
A melhor idade para a captação de pele em crianças é acima dos 10 anos e nos adultos até os 60 anos. Acima dessa faixa etária, a pele não tem a elasticidade necessária, disse à Agência Brasil a chefe do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Municipal Souza Aguiar, Maria Cristina Serra.
 
Para que possa haver a captação, é preciso que o doador não tenha doenças contagiosas como aids e hepatite. A morte por qualquer infecção anula a possibilidade de doação de órgãos, inclusive de pele, que é o maior órgão do corpo. “Tem que seguir um protocolo de banco de sangue, que é regido por lei federal”.
 
Em geral, o doador de pele é uma pessoa que teve um trauma, ou seja, uma morte por acidente de carro, por exemplo. “É o mesmo doador que vai doar coração, rim”, observou Maria Cristina. Marcelo Borges acrescentou que o modelo usado no Brasil para definir o momento da retirada de órgãos é o diagnóstico de morte encefálica (morte cerebral).
 
Os chamados órgãos quentes, como coração, rins e fígado, têm prioridade na captação. A pele é retirada no momento imediatamente posterior à captação da córnea e anterior à captação de ossos. A médica destacou que é preciso organizar primeiro a captação de pele no Rio e isso pode ser feito nas grandes emergências dos hospitais públicos da cidade. A pele captada necessita de espaço apropriado para ser estocada, com equipamentos específicos, comuns nos bancos de pele.
 
Por ocasião do incêndio na Boate Kiss no município de Santa Maria (RS), que completou um mês, o banco do Recife doou 2.500 centímetros quadrados de pele. Essa quantidade de material foi suficiente para tratar dois pacientes queimados na tragédia. A dificuldade na captação impediu que a doação fosse maior. “Nós zeramos o nosso estoque naquele momento”, revelou Marcelo Borges. Agora, o banco tem 2 mil centímetros quadrados de pele como reserva técnica.
 
O estoque mínimo do banco de pele de Recife deveria ser 3 mil centímetros quadrados por mês. “Significaria em média duas doações/mês. Estamos ainda com 50% dessa cota”. Hoje, o banco de Pernambuco trabalha com uma doação mensal. o que é considerado muito pouco pelos especialistas.
 
O banco de São Paulo está trabalhando com uma média de quatro doações por mês. Borges deixou claro que tanto São Paulo como Recife e Porto Alegre ainda têm um número bem abaixo das demandas mínimas em termos de doação. “Isso é um processo de modificação de conceito na sociedade brasileira como um todo”.
 
Borges revelou que a Europa é bem abastecida pelo Banco de Pele Internacional, sediado na Holanda. O mesmo acontece nos Estados Unidos, que contam com uma rede de dez bancos de pele. Para ele, o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer nessa área.
 
Segundo Borges, caso a criação do banco de pele do Rio de Janeiro venha a se tornar realidade, a unidade deveria começar com pelo menos duas doações por mês. “Porque a população do Rio de Janeiro é três a quatro vezes maior que a do Recife e região metropolitana”.
 
Fonte Agência Brasil

Crianças de 1 a 4 anos são principais vítimas de intoxicação por medicamentos, alerta médico

Não são raros os casos de crianças que, atraídas pela cor ou
 pelo cheiro, pegam esses remédios em gavetas e
armários e acabam tomando-os
São Paulo - A curiosidade infantil e o apelo visual dos medicamentos coloridos em cápsulas, comprimidos ou líquidos acondicionados em frascos são um perigo à saúde das crianças, principalmente, na faixa etária de 1 a 4 anos.
 
O alerta é do médico e toxicologista Anthony Wong, diretor do Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
 
Ele observou que cada vez mais os adultos recorrem a medicamentos para transtornos psíquicos como os antidepressivos, os calmantes, os estimulantes, os ansiolíticos e as drogas para dormir. Segundo o médico, não são raros os casos de crianças que, atraídas pela cor ou pelo cheiro, pegam esses remédios em gavetas e armários e acabam tomando-os.
 
Segundo o médico, nem sempre ingerir inadequadamente esses medicamentos leva a uma intoxicação. Ele diz que os responsáveis pela criança devem agir com calma e buscar orientação. Também alerta que beber água ou leite após o uso indevido de algum medicamento pode até comprometer mais a saúde. Tomar água, por exemplo, potencializa o efeito do remédio, porque o composto químico irá percorrer a corrente sanguínea mais depressa. Se for leite, há risco de uma reação, lembra o especialista. Outro procedimento a ser evitado é provocar o vômito.
 
Uma pesquisa feita pelo Ceatox indicou que, no primeiro semestre do ano passado, ocorreram 600 casos de intoxicação, dos quais a maioria das vítimas (25%) era criança de 1 a 4 anos. A faixa de 5 a 9 anos representou 8% dos casos.
 
Os adultos somaram 11% dos atendimentos, prevalecendo os que tinham entre 30 e 39 anos. Mais da metade (60%), incluindo todas as faixas etárias, são do sexo feminino.
 
O Ceatox oferece atendimento para os primeiros socorros por telefone. Médicos, enfermeiros e farmacêuticos estão à disposição 24 horas por dia. Para falar com eles, os interessados podem ligar para número 0800 0148110.
 
Fonte Agência Brasil

Brasil testará exame definitivo para hanseníase

Mike Kane/NYT
Inicialmente, o teste deverá ser feito em dois Estados,
a serem definidos
Análise - feita em 10 minutos com uma gota de sangue - resultará em diagnóstico precoce; Brasil é um dos líderes em nº de casos
 
Um teste rápido para diagnóstico de hanseníase, apontado como promissor na redução de casos da doença, deve começar a ser usado no Brasil ainda neste ano. Desenvolvido em parceria pelo Instituto de Pesquisas Infecciosas (Idri), dos Estados Unidos, e a empresa brasileira OrangeLife, o exame é feito em menos de 10 minutos, com apenas uma gota de sangue do paciente.
 
"Os grandes avanços no tratamento de doenças geralmente são constatados em duas ocasiões: uma inovação tecnológica ou uma mudança de estratégia. Esse teste associa as duas situações", avalia o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa. Hoje, não há um exame definitivo para identificar a hanseníase, o que dificulta o diagnóstico precoce.
 
O País é um dos líderes em número de casos. Em 2011, foram registrados 33.955 pacientes. Desse total, 2.420 tinham menos de 15 anos - um indicador de que a transmissão continua ativa.
 
Apesar do alto número de casos, diz Barbosa, a doença está concentrada em algumas regiões. "Boa parte dos médicos não tem familiaridade com a doença", conta. Isso faz com que muitos, para evitar erro na prescrição, indiquem o tratamento só quando o quadro está bem definido. Além de agravar a situação do paciente, tal comportamento permite contaminação.
 
A hanseníase é transmitida por contato prolongado com um doente. "O diagnóstico precoce é um dos caminhos essenciais para reduzir o número de casos", diz o secretário.
 
Inicialmente, o teste deverá ser feito em dois Estados, a serem definidos. No páreo estão Ceará, Pernambuco e Mato Grosso. Na próxima semana, uma reunião entre representantes do governo e da OrangeLife dever ser feita para acertar os detalhes.
 
Barbosa diz que, na primeira etapa, o teste será acompanhado por representantes de centros de referência. "Vamos avaliar como o teste se comporta no mundo real. Que tipo de treinamento profissionais terão de fazer para aplicar o teste, identificar eventuais dificuldades", afirma.
 
Além de melhorar o diagnóstico precoce, o teste dará maior agilidade para a busca por pessoas que tiveram contato com infectados. "Quanto mais rápida a identificação, maiores as chances de reduzir de forma significativa o número de casos."
 
Preço baixo
O presidente da OrangeLife, Marco Collovati, afirma que a unidade do teste não deverá custar mais de US$ 1. Ainda não foi acertado quantas unidades poderiam ser usadas nessa primeira etapa. "Ele é muito fácil de ser usado. Além de informação ágil, ele pode dar maior independência para equipes de saúde", diz.
 
O produto foi desenvolvido em 2012 nos Estados Unidos. Em dezembro, recebeu o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além do kit de diagnóstico, a empresa desenvolveu um aplicativo para ser usado em smartphones. O dispositivo, de acordo com Collovati, pode melhorar a interpretação do teste e facilitar o registro das informações em bancos de dados.
 
Doença infecciosa, a hanseníase atinge pele e nervos dos braços, mãos, pernas, pés e cabeça. O tempo entre contaminação e primeiros sintomas varia de dois a cinco anos. Os sinais de alerta são manchas brancas, avermelhadas ou amarronzadas, com sensação de formigamento e redução da sensibilidade ao calor, frio e toque.
 
O tratamento, gratuito, dura de seis meses a um ano. Todos os pacientes submetidos à terapia podem ser curados.
 
Fonte Estadão

Médicos americanos anunciam cura de bebê com vírus HIV

Estados Unidos - Médicos americanos anunciaram que, pela primeira vez, um bebê teria sido curado de infecção pelo vírus HIV.
 
O paciente, de 2 anos, nascido na zona rural do Mississippi, recebeu drogas antirretrovirais cerca de 30 horas após seu nascimento e hoje não apresenta mais níveis detectáveis do vírus, nem sintomas de Aids. Se o procedimento usado se mostrar realmente eficaz, poderá revolucionar o tratamento de recém-nascidos infectado com o vírus.
 
Segundo os cientistas do Centro da Criança Johns Hopkins, das universidades do Mississippi e de Massachusetts, o bebê, uma menina, já não recebe o tratamento contra o HIV há 10 meses. “Essa é uma prova do conceito de que o HIV pode ser potencialmente curável em recém-nascidos”, afirmou Deborah Persaud, virologista da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, que apresentou a descoberta em uma conferência em Atlanta.
 
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), 330 mil bebês foram infectados pelo HIV em todo mundo em 2011. E mais de três milhões de crianças têm o vírus.
 
Fonte iG