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terça-feira, 5 de março de 2013

Coxas hipermusculosas no estilo 'mulher-rã' são febre em academias

Treino de musculação da modelo Gracyanne Barbosa, 29,
que ela postou no Instagram
A rã é um ser de pele lisa e pernas traseiras fortes. Sem gordura, o desenho dos seus músculos salta à vista. Seu formato parece com o das fêmeas humanas. Pelo menos com certo tipo delas, batizado por Luiza Brunet de "mulher-perereca".
 
Ao criticar o padrão estético das fêmeas em destaque, na coluna de Ancelmo Gois, em "O Globo", a ex-modelo definiu bem o corpo da moda: ultramusculoso, cinturinha, coxa grossa e (proporcionalmente) canela fina.
 
Como exemplo do estilo anfíbio, Brunet, 50, que é ex-rainha de bateria, apontou a atual rainha da Mangueira, Gracyanne Barbosa, 29.
 
Do alto de seus 60 centímetros de diâmetro de coxa, a rainha da vez disse à Folha que achou o comentário "desnecessário", mas não ficou machucada. "Não me considero mulher-perereca. Minha coxa não é tão grossa, é definida. Sou mais atlética, não faço estilo boazuda."
 
'Pesos sureais'
Bastante criticada publicamente, essa estética meio funk, meio panicat (dançarina do programa "Pânico") e meio perereca mesmo tem muitos admiradores anônimos. Ou admiradoras, melhor dizer.
 
"Elas querem saber o que faço para ficar assim", diz Gracyanne, que no pós-Carnaval vem dando palestras motivacionais para mulheres em busca de boa forma.
 
A modelo diz fazer refeições a cada três horas, com muita proteína magra e zero açúcar e sal. E pegar pesado.
 
"Os pesos que Gracyanne usa são surreais, consegue colocar 200 quilos no agachamento", diz o personal dela, Xande Negão, que se apresenta como "body designer".
 
Nas academias, o público feminino corre atrás desse estilo de treino e de corpo.
 
"Todas as mulheres que vejo estão agachando, agachando, agachando. Quem está preparada para agachar tanto e ter essa perna tão grande?", pergunta Mauro Guiselini, professor de educação física da FMU e consultor de academias de São Paulo.
 
Com ou sem preparo, a demanda por pernões vem aumentando, segundo Guilherme Lacerda, professor de musculação e treinador das academias Runner Brasil.
 
É o que ele chama de estilo panicat. "As alunas querem esse corpo", diz.
 
Para atingir seu objetivo, elas treinam mais do que os homens. "Muitas usam tudo o que houver de lícito e ilícito para isso", diz Lacerda.
 
Entenda-se por tudo de suplementos de proteína a hormônios. "A mulherada está deitando e rolando nos anabolizantes, tomando ou injetando hormônio sem dó", acredita o fisioterapeuta Rafael Guiselini.
 
Gracyanne nunca fez uso dessas substâncias. O corpão, diz ela, é uma combinação de genética e estilo de vida esforçado. "É como ser atleta; me adaptei bem aos treinos, nunca saio da dieta. Mas sei que é difícil, 99,9% das mulheres não conseguem."
 
Por mais que se esforcem, há limitações físicas. "Corpo de mulher não foi feito para ter menos que 15% de gordura", opina a preparadora física Fernanda Borges, da Competition, de São Paulo.
 
Gracyanne está com 6% de gordura corporal. "É percentual de atleta homem", diz Xande, seu "body designer".
 
Além da proporção de gordura, há um número máximo de fibras musculares que uma mulher pode ter.
 
"Mesmo que a quantidade de fibras das pernudas seja acima da média, elas chegam a um patamar com treino e dieta e de lá não passam. Dentro dos limites fisiológicos do corpo feminino não dá para ser tudo isso que se vê por aí ", diz Mauro Guiselini.
 
Pernas respondem muito bem à musculação, segundo Eduardo Netto, diretor das academias Bodytech. Mas para dar o salto da perereca é preciso muita dedicação.
 
"O treino é feito de séries muito parecidas com as de um fisiculturista: pouca repetição, muita carga, muitas horas malhando. Mas, mesmo com a maior disciplina do mundo, elas não conseguem ficar com as pernas tão grandes. Para isso, é preciso testosterona", diz Netto.
 
Mesmo sem aditivos, o tipo de treino da "mulher-perereca" é arriscado. Os movimentos e as cargas pesadas podem comprimir as vértebras lombares, lesionar articulações e encurtar a musculatura posterior das pernas.
 
"No futuro próximo, teremos muitas mulheres-pererecas lesionadas", diz o educador físico Mauro Guiselini.
 
Culto e preconceito
Mais preocupadas com o agora, as alunas apostam nos benefícios, não nos riscos. "É sabido no mercado de fitness que essas mulheres não percebem quando passam dos limites", diz Saturno de Souza, diretor da Bio Ritmo.

Editoria de Arte/Folhapress
 
Para a modelo Juju Salimeni, 26, o limite é individual. "Cada uma decide o seu. Existe grande preconceito contra o culto ao corpo. São ignorantes que não sabem respeitar o estilo de vida de cada um."
 
A percepção dos profissionais das academias é diferente. "Hoje, a onda é hipertrofia", diz Netto, da Bodytech.
 
Saturno de Souza, da Bio Ritmo, concorda: "O preconceito contra a mulher com músculos definidos já passou e o público feminino busca cada vez mais esse visual".
 
E os homens, o que acham? "Acham esse tipo de corpo atraente. Só consideram masculinizadas aquelas que ficam com ombros e costas largos", diz Souza. As magras, segundo ele, só conseguem impressionar as outras mulheres, não os homens.
 
Isso pode valer também para as saradas. Em sua pesquisa de doutorado sobre imagem corporal de frequentadores de academia, o professor de educação física Vinícius Damasceno, da Universidade Salgado de Oliveira (Juiz de Fora, MG), observou que em 55% dos casos, o tipo de corpo feminino que a mulher considera mais sedutor não é o que o homem deseja.

Fonte Folhaonline

Nova técnica preserva visão no câncer de olho

O Hospital São Paulo, ligado à Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), está realizando um tratamento inédito para um tipo de câncer intraocular que não responde à quimioterapia, o melanoma de coroide.

Chamado de endorressecção, o método possibilita a retirada do tumor e promete preservar o olho e a visão.

No Brasil, a maioria desses casos é tratada retirando o tumor junto com o globo ocular (enucleação). No lugar, coloca-se uma prótese esférica (para dar volume) e outra estética que imita o olho.

Alguns hospitais, como A.C. Camargo e o Albert Einstein, oferecem a opção da braquiterapia com placas de rutênio ou de iodo (sementes radioativas). O método usa radiação para matar o tumor.

O problema é o preço da cirurgia: pode chegar a R$ 40 mil, dependendo do hospital, do material e da quantidade de radiação. As complicações pós-cirúrgicas também são altas. Em média,

30% dos pacientes podem perder a visão em até dois anos.

Segundo o oftalmologista Rubens Belfort Neto, responsável pelo ambulatório de oncologia oftálmica do Hospital São Paulo, isso ocorre por vazamento de radiação.

"Por mais que seja localizada no tumor, a radiação pode escapar e atingir o nervo ou a mácula", diz o médico.

Para a médica Martha Chojniak, diretora de oftalmologia oncológica do Hospital A.C. Camargo, as chances de a pessoa ficar cega pela radiação dependem do tamanho e da localização do câncer.

"Quando ele está longe das áreas nobres do olho, o risco de complicações cirúrgicas e pós-cirúrgicas é bem menor."

A escolha do tratamento, explica ela, tem que levar em conta a seguinte ordem de prioridades: a preservação da vida, do olho e da visão do paciente. "Se o tumor é muito grande, a enucleação ainda é a melhor opção."

Cirurgia
A nova cirurgia usa a técnica chamada de vitrectomia, que remove o vítreo (fluído gelatinoso que preenche o interior do globo ocular).

Por meio de pinças especiais, a retina é descolada para que seja possível acessar o tumor, que é cortado e sugado, ao mesmo tempo, por um aparelho chamado vitriófago. A cirurgia demora de duas a quatro horas.

Segundo Belfort Neto, os primeiros resultados foram promissores: todos os 11 pacientes operados no último ano tiveram os olhos e a visão preservados e nenhum sinal de recidiva do tumor.

Mas é preciso mais tempo e um maior número de pessoas operadas para que a nova técnica se mostre realmente eficaz e segura, diz ele.

"Estamos muito otimistas e confiantes de que os bons resultados vão se manter", diz Belfort Neto, que prepara os primeiros artigos sobre a cirurgia para publicação.

Chojniak também considera o trabalho promissor. "É um tratamento mais acessível [em relação à braquiterapia] para a preservação do olho. É muito difícil para o paciente aceitar a remoção."

A longo prazo, o tratamento do melanoma de coroide enfrenta um outro desafio. Hoje, metade dos operados desenvolve metástases em até 15 anos após a cirurgia (tanto na retirada do olho quanto na braquiterapia).

A hipótese é que as células tumorais migrem pela corrente sanguínea até o fígado (ou o pulmão) e lá encontrem ambiente propício para a proliferação. "Acreditamos que isso esteja mais ligado à biologia do tumor do que à técnica utilizada", diz Chojniak.

 
Rodrigo Damati/Editoria de arte/Folhapress

Fonte Folhaonline

Suspensa transferência de dinheiro para municípios com irregularidades no Programa Saúde da Família

Brasília – O Ministério da Saúde suspendeu ontem (4) a transferência de dinheiro para 479 municípios beneficiários dos programas Saúde da Família e Saúde Bucal. Foi bloqueado também o pagamento de agentes comunitários de saúde que apresentaram duplicidade no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde.

Os agentes quebraram a regra para cadastramento de profissionais de saúde. Eles são proibidos de acumular mais de dois cargos ou empregos públicos e de se cadastrar em mais de uma equipe do programa. Segundo o ministério, as equipes são responsáveis pelo acompanhamento de um número definido de famílias em uma comunidade; atuam na promoção da saúde, prevenção, recuperação e reabilitação de doenças, e na manutenção da saúde das comunidades.
 
Os municípios com irregularidades são: quatro do Acre, oito de Alagoas, cinco do Amazonas, um do Amapá, 75 da Bahia, 40 do Ceará, cinco do Espírito Santo, sete de Goiás, 64 do Maranhão, 62 de Minas Gerais, quatro de Mato Grosso do Sul, 12 de Mato Grosso, 19 do Pará, 22 da Paraíba, 35 de Pernambuco, 13 do Piauí, 20 do Paraná, nove do Rio de Janeiro, 15 do Rio Grande do Norte, um de Rondônia, dois de Roraima, 13 do Rio Grande do Sul, 13 de Santa Catarina, 13 de Sergipe, nove de São Paulo, e oito do Tocantins.
 
Fonte Agência Brasil

Quando aposentar o tênis de corrida

Tênis de corrida: o tempo de vida depende de vários fatores
e não há unanimidade entre quem entende do tema
Veja as dicas de quem fabrica e de quem está acostumado a correr grandes distâncias

Ryan Hall, um dos melhores maratonistas do mundo, costumava se orgulhar de usar os tênis de corrida até gastar a sola. Agora não faz mais isso. De uns tempos para cá, começou a trocar de tênis depois de correr cerca de 320 quilômetros com cada par. Isso significa que Hall troca de tênis duas vezes por mês.
 
“Sei muito bem que os tênis poderiam aguentar mais algumas centenas de quilômetros antes de ficarem detonados, mas minha saúde é tão importante para mim que sempre garanto que meu equipamento esteja novo”, afirmou.
 
É claro que Hall não precisa pagar pelos pares de tênis, pois é patrocinado pela Asics. Contudo, o resto de nós precisa e essa brincadeira fica cara, já que um par decente custa cerca de 200 reais. Ainda assim somos constantemente alertados a substituí-los com frequência, uma vez que correr com tênis velhos pode levar a lesões que podem demorar anos para curar.
 
Portanto, aqui vai uma questão muito simples: como saber que os tênis já estão prontos para serem jogados fora? Caso você se machuque, até que ponto é justo culpar os calçados?
 
Minha amiga Jen Davis corre mais de 160 quilômetros por semana, assim como Hall, mas usa um conjunto diferente de critérios para se livrar dos tênis usados. Um deles é que se os tênis estiverem cheirando mal mesmo depois que ela os lave na máquina de lavar, é hora de comprar um novo par. Ela estima que cada par dure cerca de 800 quilômetros.
 
Henry Klugh, técnico de corrida e gerente da The Inside Track, uma loja de artigos de corrida em Harrisburg, Pensilvânia, afirma que chega a correr até 3.200 quilômetros com alguns pares de tênis. Ele frequentemente corre em estradas de terra, que prejudicam muito menos os tênis do que o asfalto e não comprimem, nem desgastam tanto o solado.
 
Meu técnico, Tom Fleming, desenvolveu o próprio método. Ele coloca uma mão dentro do tênis e aperta a sola com a outra. Se sentir os dedos é porque o calçado já está gasto – com a palmilha completamente comprimida e a sola gasta.
 
Quanto a mim, calculo quanto corro com cada par e os substituo depois de 500 quilômetros. Quem está certo? Talvez nenhum de nós.
 
Segundo Rodger Kram, pesquisador de biomecânica na Universidade do Colorado, a teoria é a de que é preciso trocar de tênis antes que a palmilha de EVA, ou etileno-acetato de vinila, que cobre a maior parte dos tênis de corrida comece a rachar.
 
“Pense numa fatia de pão de forma, macia e fora do saco. Aperte-a com a palma da mão até que fique reta e dura.”
 
O pesquisador descobriu que o amortecimento da palmilha ajuda a melhorar a eficiência durante a corrida. Mas é difícil saber se ajuda a prevenir lesões, afirmou, “pois não há dados suficientes sobre o assunto”.
 
Jacob Schelde, do Hospital da Universidade de Odense, na Dinamarca, analisou ensaios clínicos que abordam a relação entre o amortecimento e possíveis lesões, mas não encontrou nenhum. Atualmente, o médico espera angariar fundos para realizar um estudo de 15 meses com 600 corredores.
 
Schelde descobriu um estudo publicado em 2003 que apresentava dados relevantes sobre o volume de lesões entre corredores, embora não fosse randomizado e a idade dos tênis não fosse o foco principal da pesquisa. O estudo foi grande e testou os corredores regularmente durante um programa de treinamento de 13 semanas. Os pesquisadores não foram capazes de encontrar uma relação clara entre o tempo de uso dos tênis de corrida e o risco de lesões entre os corredores.
 
Também é difícil encontrar dados concretos sobre a durabilidade das palmilhas de EVA. Mas um estudo exaustivo liderado por Ewald Max Hennig, do laboratório de biomecânica da Universidade de Duisburg-Essen, na Alemanha, envolveu 18 anos de testes com tênis entre 1991 e 2009. Os pesquisadores avaliaram o desempenho de 156 modelos de tênis utilizados por corredores. Hennig e seus colegas escreveram que o tipo de teste mecânico feito por fabricantes de calçados para testar a capacidade de amortecimento dos materiais não reflete o que ocorre quando as pessoas realmente correm.
 
Ao longo dos anos, a qualidade dos calçados melhorou constantemente, segundo os pesquisadores. Os tênis também mudaram à medida que tendências de fabricação surgiram e desapareceram. A atenuação dos choques, por exemplo, diminuiu por volta do ano 2000, quando começaram a dizer que os tênis forneciam amortecimento excessivo.
 
Em seguida, quando os amortecedores voltaram à moda, a tendência reapareceu. Contudo, também houve a moda de correr descalço, com designs de tênis com praticamente nenhum amortecimento.
 
Segundo os pesquisadores, os europeus costumam usar seus tênis por cerca de 1000 quilômetros. Mas os estudos indicaram que os calçados poderiam durar muito mais.
 
Obviamente, a maior parte dos fabricantes prefere que os troquemos muito antes. Kira Harrison, porta-voz da Brooks, afirmou que os tênis devem durar entre 600 e 800 quilômetros. E os modelos mais leves, cerca de 500 quilômetros. Estudos biomecânicos mostram que após essa distância os tênis perdem a elasticidade.
 
“Todos no setor conhecem esse padrão.”
 
Gavin Thomas, porta-voz da Nike, afirmou que o tempo de vida de um tênis depende do tipo de calçado – mais leve ou mais pesado – e do peso e da passada de cada corredor. Pessoas de passo leve podem usar os calçados por mais tempo do que quem pisa no chão com força. Quem corre em superfícies mais macias também pode usar os tênis por mais tempo.
 
Depois de 500 ou 600 quilômetros, afirmou Thomas, o tênis típico utilizado pelo corredor típico não dará a mesma sensação de antes e isso é um sinal de que está gasto.
 
Mas Golden Harper, desenvolvedor da marca de tênis de corrida Altra e fundador da empresa, afirmou que qualquer conselho sobre a quilometragem é “pura bobagem”. Harper afirmou que a maioria dos corredores sabe dizer quando os tênis precisam ser trocados.
 
“Dá para sentir no pé. Ainda não dói, mas dá para saber que logo vai doer.”
 
Afinal, quando devemos aposentar nossos fiéis tênis de corrida e o que pode acontecer se não o fizermos? Apesar de todo o discurso apocalíptico, ninguém realmente sabe. E com tantas variáveis – tipo de tênis, peso do corredor, superfície de corrida, estilo de passada – talvez nunca tenhamos uma resposta simples.
 
Mas podemos nos confortar com o trabalho de Hennig. Até mesmo pessoas como Henry Klugh, que correm muito mais do que sugerem as diretrizes, podem estar em uma situação segura. Os calçados ainda cumprem seu papel.
 
Fonte iG

Médico que fez ultrassom diz não lembrar de mãe de bebê 'desaparecido' em Mauá

Foto de Layane na reta final da suposta gravidez
Layane Cardoso dos Santos saiu da Santa Casa de Mauá sem o bebê após passar por cesariana em dezembro. Médicos dizem que não havia bebê e que gravidez era psicológica
 
A ajudante de cozinha Layane Cardoso Santos, de 19 anos, quer encontrar o médico Samir Abdala Mustafá para reconhecê-lo diante da polícia como o responsável pelos ultrassons que atestam sua gravidez. O obstetra afirma que não se lembra da garota, que depois de passar por uma cesariana, em 26 de dezembro de 2012, recebeu da Santa Casa de Mauá, na Grande São Paulo, a notícia de que sua gravidez havia sido psicológica.
 
“Eu acho que eles sumiram com o bebê, ou ele morreu na hora do parto e eles não quiseram falar para a gente. Sumir de uma hora para outra? Não pode sumir”, diz Layane.
 
De acordo com o delegado responsável pelo inquérito, José Itamar da Silva, Mustafá prestou depoimento depois que o médico responsável pelo pré-natal, Uesley Lima, foi ouvido. “O Uesley disse que fez o acompanhamento pré-natal com base nos ultrassons levados por Layane, mas o médico que assina o pré-natal disse que não se lembra dela.”
 
Ao iG, Layane afirmou que se recorda de Mustafá e está pronta para reconhecê-lo quando for chamada à delegacia para fazer isso. “No último ultrassom, eu me lembro que ele tinha a marca de quem tinha acabado de fazer a barba. Ele tem cabelo baixo, quase liso, com entradas. Ele tem estatura média e ombros largos, mas não chega a ser gordinho.”
 
Investigações
O delegado pediu à Justiça mais 30 dias para concluir o inquérito, que até agora tem os depoimentos dos médicos e de uma testemunha sigilosa que diz ter visto e ouvido os batimentos da criança no dia da cesariana.
 
Itamar também pretende interrogar na semana que vem os médicos que fizeram o parto. “Eu também pedi uma ressonância magnética na garota porque a Santa Casa alega que no dia da cirurgia a equipe médica cortou as camadas do abdômen, mas parou no útero ao perceber que não havia feto. Esse exame vai provar se houve ou não incisão no útero.”
 
Embora a cesariana já tenha ocorrido há mais de dois meses, somente na próxima terça-feira (5) Layane vai passar por um exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), que na ocasião exigiu um documento negado pela Santa Casa para realizar o procedimento.
 
O caso
Segurando os exames que comprovariam sua gravidez, Layane e o marido, o serralheiro Lourival Alves Júnior (28), acusam a Santa Casa de desaparecer com a criança, uma menina que receberia o nome de Sofia.
 
Layane procurou o hospital depois de sentir fortes dores abdominais e apresentar sangramento. Ela chegou no início da tarde, fez o cardiotoco - exame que mede a frequência cardíaca do bebê - e teria sido orientada a voltar mais tarde porque ainda não havia dilatação.
 
O casal retornou às 18h acompanhado da família. Antes de subir para o quarto, Layane avisou a equipe médica que o futuro pai gostaria de acompanhar o parto, mas ele não foi chamado. Júnior conta que só foi recebido na sala de cirurgia depois do procedimento: “O médico mostrou o útero vazio e disse que não havia bebê. Que a gravidez foi psicológica”.
 
Fonte iG