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terça-feira, 5 de março de 2013

Conheça oito componentes da Dieta do Mediterrâneo e seus benefícios

Conheça oito componentes da Dieta do Mediterrâneo e seus benefícios Diego Guichard/Stock Photos
Hortaliças, leguminosas e azeite de oliva são
 alguns dos itens da dieta
Estudos indicam que receita pode reduzir chance de câncer e doenças cardíacas
 
A Dieta do Mediterrâneo reflete os hábitos alimentares típicos da Grécia, Itália, Espanha, África, entre outras regiões banhados pelo mar mediterrâneo. É composta basicamente por vegetais, legumes, tomate, alho, frutas frescas e secas, cereais integrais, nozes e sementes, vinho, queijo branco, iogurte e muito azeite de oliva. Carne vermelha dá lugar aos peixes de água profunda e gelada, como salmão e atum, e produtos industrializados e doces são deixados de lado.
 
Segundo o nutricionista e fisiologista Ricardo Zanuto, a base da pirâmide é atividade física e muita água.
 
— A população mediterrânea originalmente mantinha a atividade física regular, o que já proporciona aumento da longevidade e melhoria da saúde em geral. Cerca de 30 minutos de caminhada por dia é o suficiente para alcançar os benefícios desse estilo de vida — orienta Zanuto.
 
Segundo ele, vários estudos mostram que a adoção da Dieta do Mediterrâneo é capaz de reduzir a chance de alguns tipos de câncer em até 30% e diminui em 33% o risco de doenças cardíacas. Ela foi, inclusive, considerada pela Unesco — Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura como patrimônio cultural imaterial da humanidade.
 
Qualquer pessoa pode e deve seguir a dieta. O alerta é apenas para as calorias. Para emagrecer, é fundamental ter orientação de um nutricionista para calcular o gasto calórico diário corretamente para gerar déficit. É aconselhável fracionar a alimentação em seis refeições diárias, com média de 1200 calorias (para mulheres) e 1800 (para homens) por dia.
 
Oito componentes da dieta e seus benefícios:
 
1. Frutas e hortaliças: por conter grande quantidade de fibras e antioxidantes, como vitaminas E e C.
 
2. Cereais: são essencialmente fornecedores de energia para o organismo. Os integrais também têm vitaminas B e E, selênio e fibras.
 
3. Leguminosas: são fontes de fibras e proteínas vegetais.
 
4. Oleaginosas: por possuírem ácidos graxos mono e poliinsaturados, as oleaginosas reduzem a chance de a pessoa desenvolver colesterol alto.
 
5. Peixes: são ricos em ácidos graxos ômega 3, atuando contra o aparecimento de diversas doenças.
 
6. Iogurtes: o cálcio contribui para a prevenção da osteoporose e os lactobacilos beneficiam a flora intestinal.
 
7. Vinho tinto: possui alta quantidade de flavonoides (antioxidantes). O vinho tinto evita a formação de placas de gorduras na parte interna dos vasos sanguíneos e, por consequência, diminui o risco de desenvolver doenças cardiovasculares.
 
8. Azeite de oliva: é rico em fenóis (antioxidantes) e em ácido graxo monoinsaturado, sendo que o último atua no aumento da taxa do colesterol "bom" (HDL), favorecendo o coração. O ideal é consumi-lo diariamente para temperar a salada, regar um peixe ou até mesmo pode ser colocado no pão.
 
Fonte Zero Hora

Tipos de cirurgia: Mamoplastia, mastopexia ou lifting de mama?

Procedimentos indicados para corrigir as imperfeições
estéticas nas mamas também elevam a autoestima feminina
Diferentes técnicas variam na finalidade, processo de cicatrização e resultado
 
A cirurgia plástica ainda é a técnica mais indicada quando o assunto é levantar os seios ou retirar toda a flacidez que surge devido ao envelhecimento, gravidez, amamentação, oscilações de peso, gravidade e hereditariedade. É o procedimento mais indicado para corrigir as imperfeições estéticas nas mamas, e geralmente contribui muito para elevar também a autoestima feminina. De acordo com o cirurgião plástico Luiz Eduardo Mendonça Pereira, os procedimentos voltados para essa região do corpo feminino podem causar confusão devido às diversas nomenclaturas existentes.

— Mamoplastia, mastopexia ou lifting de mama são algumas das cirurgias plásticas para os seios. Há pacientes que ficam em dúvida sobre a finalidade de cada técnica, para que serve, como é o processo de cicatrização e o resultado — explica.

O médico esclarece que a mamoplastia está associada à cirurgia plástica de mamas, podendo ser mamoplastia redutora (consiste na redução da mama e pele atingindo um tamanho proporcional ao seu corpo e aliviando os desconfortos gerados pelo tamanho excessivo) ou mamoplastia de aumento (quando são utilizados implantes de silicone para dar volume ou restaurar o volume mamário perdido para aumentar os seios). Já a mastopexia ou lifting mamário corresponde à correção de flacidez dos seios sem retirar ou aumentar o volume, reposicionando a aréola e tecido mamário, e a mastopexia com prótese que é a correção da flacidez com retirada do excesso de pele associada ao aumento com a utilização de prótese de silicone.

— Independentemente da técnica, essas cirurgias são indicadas para restaurar a forma e volume ou aumentando as mamas mantendo o equilíbrio do seu corpo e melhorando a sua autoestima e autoconfiança — afirma o cirurgião plástico.

É preciso ressaltar que a paciente deve consultar o cirurgião plástico e realizar todos os exames pré-operatórios gerais tais como o de sangue, eletrocardiograma, radiografia de tórax, bem como para análise da mama, com a ultrassonografia e mamografia.

Seios turbinados e empinados
O sonho de muitas mulheres é ter seios turbinados e empinados. Para concretizar isso, muitas recorrem à cirurgia plástica para aumentar o volume dos seios. Essa técnica nem sempre é indicada para todas as mulheres, principalmente as que apresentam seios caídos. Nesse caso a mastopexia é mais recomendada, pois é preciso realizar o reposicionamento das mamas. Se o caso é apenas aumentar o volume dos seios e garantir mais firmeza, vale apostar na mamoplastia de aumento. A técnica pode ser indicada para quem tem mamas pequenas ou quando houve uma diminuição do tamanho devido à gravidez ou após uma dieta de emagrecimento.

Há mulheres que ficam insatisfeitas com sua aparência física devido às mamas grandes e flácidas. O excesso pode levar a paciente a enfrentar problemas como alta pressão do sutiã nos ombros e dor na coluna. Para esses casos, a mamoplastia redutora é indicada. É a técnica ideal para redução e reposicionamento da mama.

Cicatrizes nos seios
Geralmente, as cicatrizes são facilmente disfarçadas com o uso de biquínis, tops ou blusas. O tamanho da cicatriz pode variar e irá depender do tamanho dos seios. O processo de cicatrização varia de paciente para paciente, sendo algo individual e dinâmico, e que exige acompanhamento do cirurgião no período pós-operatório.

Pós-operatório com cuidados extras
O pós-operatório para qualquer tipo de intervenção cirúrgica nos seios é semelhante. Veja as recomendações do cirurgião plástico Luiz Eduardo Mendonça Pereira para que a haja uma recuperação rápida e saudável:

• Os pontos precisam ser retirados no período de sete a 15 dias pós-cirurgia.

• É indicado usar um sutiã especial de sustentação durante um mês, para ajudar na imobilização da região e na cicatrização.

• Os curativos precisam ser utilizados por um período de 30 a 60 dias.

• É importante evitar esforços, carregar pesos ou praticar exercícios físicos por 30 dias.

• Dirigir só após um mês da cirurgia.

• Exposição ao sol também só é liberada após 30 dias.
 
Fonte Diário Catarinense

Saiba como funciona o protocolo brasileiro de prevenção ao vírus HIV em recém-nascidos

Em Porto Alegre, prática de seguir o protocolo já permitiu quase erradicar a doença em filhos de mulheres doentes
 
O caso do Mississippi traz nova luz para o tratamento de bebês nascidos com o HIV, mas hoje já existem procedimentos capazes de reduzir para menos de 1% o risco de uma gestante soropositiva legar o vírus ao filho.

O protocolo inclui medicar a mãe durante a gestação e dar o antirretroviral AZT à criança durante quatro a seis semanas. Como o bebê tem contato com o sangue da mãe durante o parto, a droga é usada para prevenir uma infecção. A diferença para o caso norte-americano é que a criança já estava infectada e recebeu um tratamento pesado, com três drogas, que não tinha caráter preventivo.

Nos casos em que o protocolo não é seguido e a mulher não recebe medicação, o índice de infecção dos recém-nascidos chega a 30%. Se a mãe não faz os cuidados profiláticos, mas a criança é medicada após o nascimento, o risco cai para algo entre 10% e 15%. No Brasil, a disseminação dos protocolos mantém os casos abaixo de 2%.

Segundo o infectologista Fabiano Ramos, do Hospital Mãe de Deus, devido à utilização de medicação antirretroviral na mãe durante a gestação e na criança logo após o seu nascimento, a transmissão vertical da doença está praticamente controlada.

— A partir de 48 horas de vida já se usa a medicação. Damos o AZT intravenoso na hora do parto e usamos depois na criança, além de outras medicações por três meses, para evitar infecções oportunistas — explica Ramos.

Em Porto Alegre, a prática de seguir o protocolo já permitiu quase erradicar a doença em filhos de mulheres doentes. Prova disso é que, em 2011, na Capital, não se registrou nenhum caso de transmissão, segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde.

No ano passado, o infectologista Carlos Kvitko, recorda que foram menos que cinco casos, todos de crianças nascidas de mulheres que não cumpriram o protocolo, não sabiam da doença ou tiveram descuidos em função de fatores como o uso de drogas, em especial o crack. Kvitko explica ainda que, seguindo o protocolo de prevenção, é possível baixar o risco desta transmissão para um número próximo a zero:

— Para isso, a futura mãe deve saber seu status sorológico. Quando a gestante é identificada soropositiva, são necessários um acompanhamento pré-natal e profilaxia específicos, além de cuidados especiais durante o parto e o aleitamento da criança.

Apesar da transmissão estar sendo reduzida na Capital, o Rio Grande do Sul ainda apresenta o mais alto índice de infecção pelo HIV entre crianças no país. Conforme o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado em novembro do ano passado, os gaúchos apresentam uma taxa de 16,5 meninos e meninas abaixo de cinco anos afetados pelo HIV para cada 100 mil habitantes.

Teste rápido de aids na Capital
Pesquisa da Secretaria Municipal da Saúde de Porto Alegre mostra que 54% dos casos de aids em mulheres na Capital estão concentrados na faixa etária de 20 a 39 anos (idade fértil), com um crescimento entre jovens e adolescentes com idade de 13 a 20 anos.

Outro dado que chama atenção é que em média 2% das gestantes são HIV positivo. A cada ano são aproximadamente 400 partos de crianças que foram expostos ao HIV na gestação/parto.

Para combater essa realidade, a Semana da Mulher será marcada, na Capital, pela realização de teste rápido para HIV, sífilis e hepatites B e C exclusivamente para elas. A ação ocorre no Largo Glênio Peres, nesta terça-feira, a partir das 9h, com o atendimento de 200 pessoas.

O teste rápido de HIV também estará disponível para a população em todas as unidades de saúde de Porto Alegre e no Centro de Saúde Santa Marta (Rua Capitão Montanha, 27, 5º andar), no turno da manhã. O atendimento será realizado por profissionais de saúde. O exame necessita de apenas uma gota de sangue e o resultado fica pronto em cerca de 15 minutos.

Serviço

O que:
teste rápido de aids

Onde: Largo Glênio Peres

Quando: terça-feira, a partir das 9h

Saiba mais: Secretaria Municipal da Saúde: (51) 3289 -2899
 
Fonte Zero Hora

Diagnósticos errados ajudam a fazer de Porto Alegre a capital brasileira líder no uso de drogas para hiperatividade

Entre crianças e adolescentes, desatenção e agitação
podem acabar justificando o uso do remédio
Entre 2009 e 2011, uso de metilfenidato aumentou 75% na faixa dos seis aos 16 anos em todo o país
 
Como maior centro de diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) no país, é compreensível que a capital gaúcha acabe também tendo também o maior índice de casos da doença diagnosticados. Esses e outros fatores tornaram Porto Alegre a capital brasileira líder em consumo de medicamentos para o problema, segundo pesquisa divulgada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no último dia 18. Mas os especialistas admitem: muitas pessoas — entre elas, crianças e adolescentes — utilizam esses remédios sem necessitá-los.
 
Coletados a partir dos registros do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC) da agência, os dados mostraram que, entre 2009 e 2011, o uso de metilfenidato — comercializado no Brasil com os nomes Ritalina e Concerta — aumentou 75% na faixa dos seis aos 16 anos.
 
Defensor da ideia de que o medicamento ajuda a reduzir um sério problema do desenvolvimento humano e infantil, o psiquiatra Luis Augusto Rohde, responsável pelo Programa de Transtornos de Déficit de Atenção/Hiperatividade do Hospital de Clínicas, concorda que, em muitos casos, a prescrição é feita indevidamente, em consultas rápidas. Entre os adultos, o problema maior são as pessoas que apenas desejam aumentar o desempenho nos estudos. Entre crianças e adolescentes, desatenção e agitação podem acabar justificando o uso do remédio.
 
A questão é que nem toda criança agitada e distraída tem TDAH. O diagnóstico é bem mais complexo do que isso, alerta a psicóloga Lilian Shontag. Mesmo que a criança apresente todos os sintomas — desatenção, impulsividade, baixa tolerância a frustração, tendência a se distrair facilmente e excessiva atividade em hora e lugar errados — pode não ter a doença.
 
No seu consultório, a psicóloga Alice Peres Duarte recebe inúmeras crianças com o problema diagnosticado. A maioria delas, no entanto, poderia estar recebendo um tratamento que não se encontra na farmácia:
 
— Vejo crianças muito novas sendo tratadas indevidamente. Da amostra que atendi, boa parte não precisaria estar sendo medicada. Precisava, sim, era de pais mais presentes.
 
Segundo Alice, são crianças ansiosas, carentes, que fazem uma série de peripécias para chamar a atenção. Elas têm um estilo de vida solitário e atitudes que, às vezes, extrapolam o limite da gracinha e resultam em comportamentos atrapalhados ou desatentos. E fazem isso para atrair o olhar dos responsáveis.
 
Os efeitos costumam ser notados na escola, quando professores diagnosticam dificuldade na aprendizagem ou veem crianças que querem fazer tudo ao mesmo tempo, mas não conseguem terminar nada. O fato faz com que alguns professores indiquem que os pais procurem tratamento. A psicóloga conta que vários pacientes chegam recomendados pelas escolas.
 
— Elas querem soluções a curto prazo. Mas muitas vezes a criança é encaminhada, medicada, e os conflitos continuam. Cada criança tem uma história. Não se pode uniformizar o tratamento.
 
Professores e pais ajudam no diagnóstico
Um dos transtornos neurológicos do comportamento mais comuns da infância, o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) afeta de 8% a 12% das crianças no mundo. Os fatores que levam à doença podem ser hereditários e comportamentais, copiados dos pais ou responsáveis. O problema é quando ela não é diagnosticada ou o diagnóstico é feito de forma errada.
 
Estudo do oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier, de Campinas, mostrou que, das 365 crianças que começaram a usar óculos de grau durante projeto desenvolvido pelo braço social do hospital, 36,2% ficaram menos agitadas, 57% ganharam concentração e 51,1% passaram a finalizar tarefas que antes não finalizavam. Significa que um par de óculos pode eliminar alguns dos principais comportamentos que caracterizam a doença — falta de atenção, agitação, dificuldade de concentração e de relacionamento interpessoal. Resultado: segundo os pesquisadores, a maioria das crianças que usava medicamentos para TDAH teve diagnóstico errado. Das 128, só 27,3% tinham a doença.
 
O psiquiatra Luis Augusto Rohde explica por que o diagnóstico não é tão simples:
 
— Não existe divisão entre o grupo dos "atentos" e o dos "desatentos". O transtorno é um conceito gradual, como o de altura ou pressão arterial. O que fazemos com a TDAH é colocar um ponto de corte a partir do nível de intensidade em que os sintomas causam prejuízo funcional na vida do indivíduo.
 
Adriana Fork Perez, psicóloga e terapeuta familiar, diz que, embora existam protocolos para a avaliação, na prática a soberania do diagnóstico é clínica:
 
— É preciso observar o comportamento da criança no dia a dia e estar atento às queixas da escola e da família.
 
Mesmo com o diagnóstico correto, outra pesquisa afirma que os medicamentos não são eficazes. Divulgado no mês passado, o estudo do Centro de Crianças da Universidade Johns Hopkins (EUA) publicado no Journal of the American Academy of Child & Adolescent Psychiatry revela que nove em cada 10 crianças com TDAH moderado ou grave continuam a enfrentar os sintomas muito tempo depois de seus diagnósticos originais. Mostrou, também, que inúmeras crianças que tomam medicamentos para o problema tinham sintomas tão graves quanto aqueles que estavam sem medicação.
 
A psicóloga Adriana, porém, tem outra experiência no consultório:
 
— O uso da medicação é muito eficaz na diminuição da intensidade dos sintomas.
 
Apoio familiar
Diferentemente do que muitas pessoas pensam, crianças com o problema de déficit de atenção ou hiperatividade são muito criativas e cheias de ideias. O problema delas é organizar essas ideias. Sem diagnóstico e tratamento, elas tendem a se tornar adultos confusos e com mais dificuldade de executar e finalizar tarefas. Além de medicamento e psicoterapia, é necessário o envolvimento familiar, explica a psicóloga Adriana Fork Perez. A proposta é que se ajude a criança a extrair o melhor de seu potencial e desempenho.
 
— Tanto a criança quanto a família costumam se sentir muito melhor depois que compreendem o que está acontecendo — diz ela.
 
Efeitos colaterais
Entre os efeitos colaterais associados ao metilfenidato, estão, a curto prazo, perda de apetite, irritabilidade e cefaleia, e, a longo prazo, diminuição no crescimento e problemas cardiovasculares. É por isso que é importante acertar na dose e fazer a utilização do medicamento em consonância com tratamento de psicoterapia. Segundo o psiquiatra Luis Augusto Rohde, a corrente terapêutica que mais tem apresentado soluções rápidas para frear o problema é a cognitivo-comportamental.
 
Aposta no tratamento multidisciplinar
Agitado, impulsivo, sem limites. Era assim que o filho de Maria do Carmo* se comportava quando ela percebeu que havia algo errado com a criança de apenas seis anos. Ao procurar ajuda psicológica e psiquiátrica, a mãe soube que o diagnóstico era de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). A partir dali, foi para a internet pesquisar sobre o assunto.
 
Moradora do interior do Estado, teve a sorte de encontrar na Capital uma médica especializada e logo começou uma bateria de exames para confirmar o diagnóstico. Após eletrocefalograma, testes motores e muita conversa com os pais, o resultado foi confirmado por exclusão, e optou-se pelo tratamento reunindo medicação e psicoterapia. A sorte é que a família tem plano de saúde e condições para desembolsar cerca de R$ 200 mensais para pagar a medicação. Do contrário, teria de esperar em média dois anos na fila para obter tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
 
Um equipe multidisciplinar reunindo neurologista, pediatra, psicopedagogo, entre outros profissionais, está tratando o menino há um ano e meio. Até acertar a medicação, foram testados três tipos de comprimidos. Porém, apesar de considerar a importância do remédio, a mãe diz que ele não é tudo — é preciso atuar em várias frentes, estabelecer rotinas e controlar.
 
Caso o transtorno não fosse identificado na infância, o menino poderia crescer acompanhado por uma série de problemas, e é isso que Maria do Carmo tenta evitar. Ela conta que, desde que descobriu o transtorno, passou a frequentar o encontro mensal do grupo de apoio da Associação Brasileira de Déficit de Atenção, onde aprendeu formas de lidar com a questão e pôde também compartilhar com outras mães seus desafios na criação do filho. Esse apoio a fortaleceu, inclusive, para enfrentar a resistência da própria família em relação ao tratamento.
 
* O nome foi alterado porque a entrevistada não quis se identificar
 
Como lidar com a doença
 
Na escolaEscolher a escola com cuidado ajuda a criança a obter sucesso no processo de ensinoaprendizagem. É recomendável não sobrecarregar a jornada com excesso de atividades extracurriculares. Em relação ao estudo, a dica é tentar as opções que mais se adaptem à realidade da criança. O contato próximo com os professores também ajuda a compreender melhor o que se passa em sala de aula.
 
Em casa
Dar instruções diretas e claras e ensinar à criança que ela não deve interromper suas atividades, mas tentar finalizar aquilo que começa. Estabelecer uma rotina diária com os horários para almoço, jantar e dever de casa. Manter o ambiente arrumado como forma de otimizar as chances para sucesso e evitar conflitos.
 
Comportamento
Advertir construtivamente o comportamento inadequado. Preparar a criança para mudanças que alterem sua rotina. Incentivar a exercer uma atividade física regular. Estimular a autonomia, considerando a sua idade, e que a criança cultive amizades. Ensinar também formas de lidar com situações de conflito (pensar, chamar um adulto, esperar).
 
Fonte Associação Brasileira de Dédicit de Atenção

Estudo aponta que infecção por HIV aumenta risco de ataque cardíaco

Pesquisa confirma descobertas anteriores
 
Ser soropositivo aumenta os riscos de uma pessoa sofrer um ataque cardíaco em cerca de 50%, demonstrou um estudo publicado esta segunda-feira, que confirma descobertas anteriores. Na pesquisa, publicada nos Archives of Internal Medicine, publicação do periódico Journal of the American Medical Association (JAMA), foram acompanhados 82.459 veteranos americanos, a grande maioria homens.
 
Segundo o estudo, realizado com três grupos etários, a incidência média de ataque cardíaco foi consistente e significativamente maior para pessoas soropositivas, em comparação com veteranos não infectados pelo vírus da aids.
 
Após serem classificados segundo a ocorrência de doenças, tabagismo, consumo de álcool e outros fatores de risco, como hipertensão e colesterol elevado, os indivíduos soropositivos que participaram do estudo demonstraram ter um risco 50% maior de virem a sofrer um ataque cardíaco do que pessoas não infectadas.
 
A pesquisa foi conduzida por Matthew Freiberg, da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh.
 
Alguns estudos demonstraram que a ativação crônica do sistema imunológico vinculada à infecção por HIV anterior ao tratamento com terapia antirretroviral parece causar a inflamação que aparentemente acelera o processo de envelhecimento e deixa a pessoa mais vulnerável a doenças associadas com o envelhecimento.
 
Um estudo publicado em julho pela JAMA demonstrou que pessoas soropositivas têm duas vezes mais riscos de sofrer ataques cardíacos ou acidentes vasculares cerebrais em comparação com pessoas não infectadas. Os autores deste estudo vincularam este risco aumentado à inflamação das artérias.

Fonte Zero hora