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terça-feira, 5 de março de 2013

Novas substâncias melhoram criação de células cardíacas em laboratório

Química sintética pode transformar células progenitoras em células cardíacas.
Química sintética pode transformar células progenitoras
em células cardíacas
Derivados de triazina mostraram maior eficiência na transformação de células-tronco em células funcionais do coração até a data
 
Cientistas da Vienna University of Technology, na Áustria, desenvolveram substâncias que permitem criar células cardíacas totalmente funcionais em laboratório.
 
A descoberta pode abrir a porta para um novo tipo de medicina regenerativa.
 
Células-tronco embrionárias podem se desenvolver em qualquer tipo de tecido. As células-tronco adultas podem também se transformar em diferentes tipos de células, mas o seu potencial de diferenciação é significativamente reduzido.
 
Os mecanismos que influenciam a diferenciação de células-tronco em tecidos ainda estão longe de serem compreendidos. No entanto, o grupo de pesquisa, liderado por Marko Mihovilovic, conseguiu sintetizar substâncias que controlam o processo de diferenciação. Células progenitoras podem ser transformadas em células do coração, que eventualmente começam a bater na placa de Petri.
 
Várias substâncias são conhecidas por influenciar o desenvolvimento do tecido do coração. A equipe vem sistematicamente sintetizando e testando substâncias com potencial cardiogênico. Os produtos químicos adaptados são então testados em células progenitoras de ratos na Universidade de Medicina de Viena. "Os novos derivados de triazina que estamos usando são muito mais eficientes na transformação de células-tronco em células do coração do que quaisquer outras substâncias já testadas antes", afirma Mihovilovic.
 
A principal vantagem do método desenvolvido na universidade é a sua flexibilidade. "Nossas estratégias modulares sintéticas são um pouco como jogar com peças de montar. Um elevado grau de complexidade pode ser conseguido através da montagem de blocos de construção muito simples. Muitas variações diferentes das substâncias podem ser produzidas sem a necessidade de desenvolver novos métodos de síntese para cada substância", explicam os pesquisadores.
 
Agora, o objetivo da equipe é transformar esta ferramenta farmacológica em uma droga farmacêutica para os seres humanos. "É crucial desvendar o modo exato de ação. Queremos saber em nível molecular, como os derivados da triazina influenciam o desenvolvimento das células", conclui o pesquisador.
 
A pesquisa vai abrir portas para um tipo completamente novo de medicina regenerativa, melhorando a criação de tecidos em laboratório, com o DNA do próprio paciente, de modo que o perigo de rejeição de tecidos seja completamente eliminado.
 
Fonte isaude.net

Atividade sexual é mais eficaz que medicamentos no tratamento da enxaqueca

Sexo pode aliviar sintomas de enxaqueca
Sexo pode aliviar sintomas de enxaqueca
Pesquisa revela que mais da metade dos pacientes com enxaqueca que fizeram sexo experimentaram melhoria nos sintomas
 
Sexo pode ser mais eficaz do que medicamentos no tratamento da enxaqueca. É o que mostra estudo de pesquisadores da Universidade de Munster, na Alemanha.
 
A pesquisa revela que mais da metade dos pacientes com enxaqueca que fizeram sexo durante um ataque experimentaram melhoria nos sintomas e um em cada cinco não apresentou nenhuma dor de cabeça.
 
Uma teoria é que o sexo funciona desencadeando a liberação de endorfinas, analgésicos naturais do corpo, que agem no sistema nervoso central para reduzir ou eliminar a dor de cabeça. "Nossos resultados mostram que a atividade sexual durante uma crise de enxaqueca pode aliviar ou até mesmo eliminar os sintomas e que o sexo na presença de dor de cabeça não é um comportamento incomum", afirmam os pesquisadores.
 
Há muito tempo se pensou que o sexo podia provocar dores de cabeça. No entanto, no novo estudo, os neurologistas investigaram se havia alguma substância que realmente podia aliviar sintomas de enxaqueca ou dores de cabeça unilaterais.
 
A equipe então reuniu dados sobre 400 pacientes com os dois tipos de dor de cabeça que tinham sido tratados ao longo de um período de dois anos.
 
Eles descobriram que 33% tinham feito sexo durante uma dor de cabeça. Destes, 60% dos pacientes com enxaqueca e 36% de homens e mulheres com dor de cabeça tiveram uma melhora nos sintomas.
 
Os homens eram mais propensos a se beneficiar do que as mulheres, com 36% usando a atividade sexual como terapia para lidar com a dor de cabeça. Enquanto isso, 13% das mulheres usaram o sexo para combater uma dor de cabeça.
 
Dos pacientes com enxaqueca que viram uma melhoria na dor, 19% tiveram alívio completo dos sintomas de dor de cabeça, 51% de experimentaram alívio moderado e 29% relataram alívio suave.
 
"No total, 42,7% de todos os pacientes com enxaqueca apresentaram pelo menos 50% de alívio, uma taxa de resposta tão alta quanto em estudos com medicamentos", afirmaram os investigadores.
 
Segundo os pesquisadores, há uma série de possíveis explicações para os resultados, incluindo a liberação de endorfinas analgésicas durante o sexo e alterações que ocorrem na pressão arterial.
 
Fonte isaude.net

Consumo diário de vinho aumenta tempo de vida de sobreviventes de infarto

Pesquisa feita com quase 12 mil homens e mulheres mostra que hábito também reduz risco de sofrer um novo ataque cardíaco em 13%
 
Pesquisadores da Harvard Medical School, nos EUA, descobriram que além de prevenir doenças cardíacas, o consumo diário de vinho tinto pode aumentar a expectativa de vida de pacientes que já sofreram ataque do coração.
 
A pesquisa demonstra que pacientes que tiveram um ataque cardíaco são menos propensos a ter um segundo, e têm mais chance de viver mais tempo, se consomem vinho. As informações são do Daily Mail.
 
O estudo, publicado no International Journal of Cardiology, é um dos primeiros a olhar como o vinho afeta a mortalidade de quem já tem doença cardíaca grave.
 
Os pesquisadores acompanharam 11.248 homens e mulheres italianas que recentemente haviam sobrevivido a ataques cardíacos.
 
Eles estudaram os hábitos alimentares, bem como seu consumo de vinho. Eles, então, os acompanharam para ver quantos sofreram mais problemas cardíacos nos três anos e meio após o primeiro infarto e quantos morreram nos sete anos depois.
 
Os resultados mostraram que aqueles que beberam até meio litro de vinho por dia foram 13% menos propensos a sofrer um novo ataque cardíaco e tiveram uma taxa de mortalidade 17% menor do que os não bebedores.
 
"Os nossos dados sugerem que, em indivíduos com doença cardiovascular prévia, o vinho tem efeitos semelhantes aos da população em geral. Em nosso estudo, os indivíduos que bebiam vinho pareciam mais saudáveis do que aqueles que não ingeriam a bebida", afirmam os pesquisadores.
 
A equipe afirma que os resultados se aplicam apenas aos pacientes que já tinham hábito de beber vinho em uma base regular, quando se juntaram ao estudo.
 
Eles alertaram para vítimas de ataque cardíaco que querem aderir ao hábito apenas para tentar evitar problemas futuros. Vinho tinto em particular foi encontrado para ter um efeito protetor, quando consumido como parte de um estilo de vida saudável.
 
Ele contém antioxidantes que previnem doenças do coração, reduzindo o acúmulo de colesterol nocivo e a inflamação nos vasos sanguíneos.
 
Fonte isaude.net

Tratamento com cortisona por três dias aumenta risco de pancreatite aguda

A cortisona, hormônio utilizado em certos medicamentos,
aumenta o risco de pancreatite aguda
Pessoas tratadas com cortisona em forma de comprimido apresentaram risco 70% maior de desenvolver a condição
 
Estudo realizado por pesquisadores do Karolinska Institutet, na Suécia, revela que a cortisona, hormônio utilizado em certos medicamentos, aumenta o risco de pancreatite aguda.
 
Os resultados, publicados na revista JAMA Internal Medicine, sugerem que os pacientes tratados com a substância em algumas formas devem ser informados sobre os riscos e aconselhados a abster-se de álcool e tabagismo.
 
A pancreatite aguda é a doença mais comum do pâncreas e é causada por uma inflamação aguda do órgão. A maioria dos pacientes se recupera sem complicações. No entanto, em 15 a 20% dos pacientes, a doença desenvolve-se em uma condição de risco de vida. As causas mais comuns da doença são os cálculos biliares e consumo elevado de álcool, mas em um quarto dos pacientes as causas são desconhecidas.
 
Estudos anteriores baseados em casos individuais indicaram uma ligação entre pancreatite aguda e alguns medicamentos, como preparações que continham cortisona. Cortisona endógena deriva de um hormônio adrenal e está relacionada ao estresse e à regulação do ritmo circadiano. A forma mais comum em humanos é o cortisol (ou hidrocortisona). Cortisona sintético é usado para tratar uma série de condições médicas, tais como a asma e doenças autoimunes (por exemplo, doenças reumáticas).
 
O estudo é o primeiro a demonstrar a relação entre cortisona e pancreatite aguda. Seis mil pacientes diagnosticados com pancreatite aguda entre 2006 e 2008 foram comparados com 61 mil controles saudáveis.
 
Os resultados mostraram que as pessoas tratadas com cortisona em forma de comprimido correram um risco 70% maior de desenvolver pancreatite aguda. Esta ligação foi observada após três dias de medicação, o que justifica a evidência de que o fator causal foi a cortisona, em vez de a doença tratada em si.
 
"No entanto, não houve aumento observável no risco para as pessoas que usam cortisona aerossol, como inaladores para asma. Mas as pessoas que começam um tratamento com cortisona são recomendadas a abster-se de beber e fumar, fatores de risco para pancreatite aguda", conclui o principal autor do estudo, Omid Sadr-Azodi.
 
Fonte isaude.net

Oito fatores que contribuem para o surgimento da insuficiência venosa

Oito fatores que contribuem para o surgimento da insuficiência venosa Hanna Zabielska/Stock.xchng
O alívio da dor quando as pernas são levantadas é
um dos sintomas do problema
Pressão nas veias aumenta ocasionando dificuldade do retorno do sangue para o coração
 
A insuficiência venosa consiste em uma anormalidade no funcionamento do sistema venoso. De acordo com o médico angiologista Ary Elwing, o sangue não retorna de forma adequada para o coração, ocasionando consequências de gravidade variável. O especialista em cirurgia vascular periférica e tratamento a laser explica que a insuficiência venosa acontece quando a pressão nas veias aumenta ocasionando dificuldade do retorno do sangue para o coração.

— O problema pode ser causado por mau funcionamento das válvulas, obstrução de veias ou combinação desses dois processos podendo acometer veias superficiais, profundas e até os dois tipos. É uma condição comum, e que pode provocar grandes limitações. A alternativa é prevenir e tentar evitar os principais fatores desencadeantes — alerta.

Entre os oito principais fatores de risco para insuficiência venosa destacam-se:

•
Predisposição genética.

• Obesidade.

• Gravidez e pós-parto.

• Veias varicosas.

• Pílulas anticoncepcionais.

• Tabagismo.

• Trabalhar muito tempo em pé ou sentado.

• Viagens aéreas ou terrestres que obriguem o passageiro a ficar sentado por muitas horas.

— É preciso manter o peso dentro dos limites saudáveis, não fumar, restringir o consumo de bebidas alcoólicas e praticar exercícios físicos para prevenir a formação de trombos — alerta Elwing.

Para ele as pessoas com predisposição a desenvolver trombos precisam movimentar-se em viagens com longos períodos de imobilização, após cirurgias longas ou quando tiverem necessidade de permanecer em repouso por muito tempo. Além disso, usar meias elásticas e fazer seguimento e tratamento com médico especialista também ajudam a prevenir a formação de coágulos.

A doença apresenta uma série de sintomas, entre eles: peso ou dores nas pernas, coceira e formigamento, aumento da dor quando a pessoa fica em pé, alívio da dor quando as pernas são levantadas e inchaço. O médico alerta que outros sinais podem indicar que a pessoa sofre de insuficiência venosa crônica.

— Vermelhidão nas pernas, mudança de cor da pele ao redor dos tornozelos, varizes superficiais, espessamento da pele nas pernas e nos tornozelos e úlceras nas pernas e tornozelos são outros sintomas — acrescenta o especialista.

O tratamento da trombose venosa profunda visa evitar a formação de coágulos ou, se já estão instalados, promover sua reabsorção pelo organismo. Para isso, pode ser necessário prescrever medicamentos anticoagulantes e os fibrinolíticos que ajudam a dissolver os trombos. Alguns casos vão requerer intervenção cirúrgica.

Veja uma lista de recomendações para prevenir e/ou minimizar o problema:
• Fique atento às alterações que a trombose venosa profunda pode provocar, especialmente, se tem predisposição para a doença ou esteve exposto aos fatores de risco que favorecem a formação de trombos.

• Não faça uso da automedicação. Procure um especialista caso haja suspeita de ter desenvolvido um trombo.

• Evite o consumo de bebidas alcoólicas e de remédios para dormir quando for obrigado a permanecer sentado por muito tempo.

• Use roupas e calçados folgados e confortáveis.

• Procure mudar de posição ou movimentar-se durante as viagens.

• Realize exercícios de rotação, flexão e extensão com as pernas e os pés enquanto estiver viajando.

• Procure caminhar após períodos de imobilidade prolongada em virtude de problemas de saúde ou muitas horas de viagem.

• Use meias elásticas.

• Beba muito líquido para evitar a desidratação.
 
Fonte Diário Catarinense