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quarta-feira, 13 de março de 2013

Rio Grande do Sul entra na luta contra a obesidade infantil

Rio Grande do Sul entra na luta contra a obesidade infantil Fernanda Golle/Arquivo Pessoal
Foto: Fernanda Golle / Arquivo Pessoal
Com brincadeiras, Colégio Bom Conselho, em Porto Alegre,
dá dicas de alimentos saudáveis
Segundo o IBGE, quase 90% das crianças brasileiras consomem gordura acima do recomendado
 
Quando bate o sinal para o recreio no Colégio Bom Conselho, em Porto Alegre, às 10h5min, os alunos correm em direção ao bar para matar a fome. Os alimentos preferidos são geralmente croissant e pão de queijo.

Mesmo que a lancheria ofereça uma prateleira cheia de frutas, sanduíches naturais e iogurtes, essas opções são acolhidas por apenas 20% dos estudantes. Há cerca de três anos, uma nutricionista foi contratada pela cantina da escola para planejar cardápios mais saudáveis. Mas a mudança leva tempo.

A iniciativa da escola reflete o desafio atual do Rio Grande do Sul. Figurando em primeiro lugar nas estatísticas brasileiras quando o assunto é obesidade, o Estado é alvo de campanhas para mudar este cenário. Uma, do Ministério da Saúde, e outra da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SRS).

Tendo como slogan "Obesidade Infantil: um problema que não estraga só a brincadeira", a campanha gaúcha tem outdoor na rua, mídia eletrônica, jingle e ações em parques.

Assista ao vídeo:


De acordo com a secretária geral da SRS, Cristina Targa Ferreira, a prevenção deve começar cedo — de preferência, ainda na gestação e nos primeiros dois anos após o nascimento.

— Alimentação e educação no início de vida representa prevenção a doenças crônicas. As crianças obesas serão adultos com hipertensão, diabetes e problemas cardíacos — afirma Cristina.

Enquanto os pediatras buscam conscientizar para uma mudança de atitude dos pais, o Ministério da Saúde ataca nas escolas públicas. A ação do governo federal ocorre em todo o país e pretende mobilizar escolas para o planejamento de ações ao longo do ano.

O tipo de atividade dependerá de cada escola, mas entre as atividades estão avaliações físicas nas crianças, como medição de índice de massa corporal e encaminhamento dos alunos com problema para médicos do Sistema Único de Saúde (SUS). A adesão das escolas está aberta até sexta-feira.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase 90% das crianças brasileiras consomem gordura acima do recomendado, enquanto o excesso de açúcar faz parte da dieta de 80% delas. Estima-se, ainda, que cerca de 30% das crianças brasileiras estejam em sobrepeso ou obesas. O problema é que essas crianças são mais propensas a desenvolver diversos males à saúde, como hipertensão, aumento do colesterol ruim, doenças cardiovasculares, alterações no sono e diabetes tipo 2.

— O excesso de peso em crianças está relacionado a um grande desequilíbrio entre gasto de energia e má alimentação. É preciso reverter a situação e combater essa epidemia da obesidade — afirma a nutricionista Alessandra Luglio.
 
Dicas para os pais:

— Faça comidas coloridas e com desenhos, para tornar lúdico o momento da refeição;

— Dê o exemplo com seus próprios hábitos diários de alimentação e exercícios físicos;

— Evite emitir avaliações e comentários negativos sobre o aspecto físico do seu filho;

— Use a criatividade para oferecer comida e lanches saudáveis diferentes, e tenha sempre em casa uma essas opções;

— Incentive e participe das atividades físicas — vale prática de esportes, caminhada, corrida ou academia;

— Construa a autoestima e o respeito por si mesmo com seu filho: elogie seus esforços, incentive-o a cultivar seus talentos e interesses de forma saudável;

— Pergunte ao seu filho sobre como ele gostaria de ser ajudado. Entre em um acordo com ele e siga o que combinaram;

— Converse com seu filho sobre as propagandas que envolvem modelos perfeitos e que apelam para a busca do corpo ideal.
 
Fonte Zero Hora

Aspirina: receitada para diversas doenças, ela também tem muitas contraindicações

Aspirina: receitada para diversas doenças, ela também tem muitas contraindicações Ver Descrição/Agencia RBS
A aspirina conquistou fãs nos quatro cantos do mundo
é foco de discussões e opiniões diversas
Saiba quando usar o medicamento
 
Um dos medicamentos mais consumidos no mundo, a aspirina (ou seu princípio ativo, o ácido acetilsalicílico, o AAS) é também um dos mais controversos. Desde que começou a ser comercializada, em 1899, a aspirina chama a atenção de médicos para os benefícios que pode trazer, mas também para seus efeitos colaterais. O medicamento que conquistou fãs nos quatro cantos do mundo é foco de discussões e opiniões diversas.
 
— Antigamente se dizia que todo homem a partir dos 40 anos deveria tomar uma aspirina. Hoje, vemos que não é para todo mundo — diz o chefe do Serviço de Cardiologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Luis Eduardo Rohde.
 
Além de seu consumo maciço — são 215 milhões de comprimidos diários — para curar dores de cabeça e diminuir a febre, a aspirina é utilizada para prevenir infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVC). Pesquisas mostram que, quando consumida regularmente por quem já teve um ataque cardíaco, ela pode diminuir os riscos de um segundo evento em 20% a 30%. Dois estudos recentes publicados na revista médica The Lancet demostraram que o AAS também reduz o risco de câncer. Com todos esses benefícios, por que nem todo mundo pode tomar?
 
— A aspirina é um remédio, e nenhum remédio deve ser usado sem a recomendação de um médico — resume o cardiologista Oscar Dutra, do Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul.
 
Segundo Dutra, a aspirina pode causar sangramentos nasais e gástricos, rea­ções alérgicas, náuseas e vômitos. Um estudo recente indicou que a ingestão prolongada pode contribuir para surgimento de uma doença que deteriora a retina, causando perda de visão. Estabelecer uma relação direta entre o uso de aspirina e a cegueira, entretanto, é precipitado.
 
— O estudo não comprova que a aspirina causa o problema. Ele levanta uma hipótese que pode ser comprovada ou não — explica Rohde.
 
Para o cardiologista, em cada caso o médico deve pesar os fatores de risco individuais e o histórico familiar do paciente antes de prescrever a aspirina.
 
— É preciso avaliar se os benefícios são maiores do que os riscos. Nesses casos, sua administração vale a pena — explica Dutra.
 
Nome composto
Foi o químico alemão Heinrich Dreser quem deu o nome de aspirina ao ácido acetilsalicílico, em 1899: o “a” vem de acetil. A sílaba “spir” faz alusão à Spiraea ulmaria, nome científico da planta da qual se obtém o ácido salicílico. Já o sufixo “in” era comumente utilizado naquela época.
 
Fique de olho
 
Para quem é recomendado o uso diário da aspirina?

— Pessoas que já tiveram infarto

— Quem tem angina (dor no peito)

— Quem já colocou stent (tubo que facilita a passagem de sangue para o coração)

— Quem tem risco de desenvolver problemas cardíacos

— Quem já sofreu acidente vascular cerebral (AVC)
 
Quem deve ter cuidado com o medicamento?

— Grávidas nos primeiros e últimos meses de gestação

— Pessoas que apresentem qualquer tipo de reação alérgica ao ácido acetilsalicílico e a outros analgésicos

— Pessoas que sofram de asma brônquica

— Quem tem mau funcionamento do fígado ou rins

— O uso de aspirina é totalmente contraindicado em casos de dengue
 
Assim como qualquer medicamento, a aspirina tem diversos efeitos colaterais. Conheça alguns:

— Comuns: dor de estômago, problemas gastrointestinais e sangramentos intestinais leves

— Ocasionais: náuseas, diarreia e vômitos

— Raros: reações alérgicas, sangramentos e úlceras do estômago, alterações da função do fígado e rins
 
Fonte Zero Hora

Pancreatite

Tomografia computadorizada do abdome superior
mostrando diversas calcificações de cor branca.
 Elas ocorrem na pancreatite crônica
Definição
A pancreatite é a inflamação do pâncreas. O pâncreas é uma glândula localizada atrás do estômago.
Ele libera os hormônios insulina e glucagon, bem como enzimas digestivas que auxiliam na digestão e absorção dos alimentos.
 
Causas, incidentes e fatores de risco
Para obter mais informações, consulte o tipo específico de pancreatite:
Sintomas
Os sintomas podem incluir:
  • Dor abdominal
  • Calafrios
  • Pele úmida e fria
  • Fezes gordurosas
  • Febre
  • Icterícia leve
  • Náusea
  • Sudorese
  • Fraqueza
  • Perda de peso
  • Vômito
Exames e testes
Os testes que podem ser realizados incluem:
  • Raios X abdominais
  • Ultrassom abdominal ou tomografias computadorizadas
  • Exames de urina e de sangue
Consulte os tipos específicos de pancreatite para obter mais informações.
 
Prevenção e tratamento
Consulte pancreatite aguda.
 
Ligando para o médico
Procure um médico se você tiver dor abdominal persistente ou icterícia, acompanhados ou não de outros sintomas.
 
Referências
Banks PA, Freeman ML; Practice Parameters Committee of the American College of Gastroenterology. Practice guidelines in acute pancreatitis. Am J Gastroenterol. 2006 Oct;101(10):2379-400.
 
Frossard JL, Steer ML, Pastor CM. Acute pancreatitis. Lancet. 2008;371:143-152.
 
Owyang C. Pancreatitis. In: Goldman L, Ausiello D, eds. Cecil Medicine. 23rd ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier; 2007: chap 147.
 
Fonte iG

Análise de buscas na web identifica novos efeitos adversos de remédios

Eles encontraram provas de que a combinação da pravastatina
com a paroxetina aumentava o nível de açúcar no sangue
A partir de buscas feitas por pacientes na internet, pesquisadores descobriram efeitos secundários da interação entre um antidepressivo e um remédio para reduzir o colesterol
 
Usando dados extraídos a partir de consultas no Google, Microsoft e motores de busca do Yahoo, cientistas da Microsoft, da Universidade de Stanford e de Columbia estão, pela primeira vez, conseguindo detectar indícios de efeitos colaterais de medicamentos não divulgados pelo sistema da Administração de Alimentos e Medicamentos.
 
Usando ferramentas de software automatizadas para examinar consultas de 6 milhões de usuários de internet através de suas buscas na Internet, em 2010, os pesquisadores procuraram por buscas relacionadas com um antidepressivo, a paroxetina, e um medicamento para baixar o colesterol, a pravastatina. Eles encontraram provas de que a combinação das duas drogas aumentava o nível de açúcar no sangue.
 
O estudo, que foi publicado no Journal of American Medical Informatics Association na quarta-feira, 27 de fevereiro, foi baseado em dados de mineração de técnicas semelhantes às empregadas por serviços como o Google Flu Trends, que tem sido usado para avisar com antecedência a prevalência de uma doença.
 
Atualmente, a FDA pede aos médicos para relatarem efeitos secundários através de um sistema conhecido como Sistema de Notificação de Eventos Adversos, mas o seu alcance é limitado pelo fato de que os dados são gerados somente quando um médico percebe alguma coisa incomum e toma a iniciativa de denunciá-la.
 
A nova abordagem é um refinamento do trabalho realizado pelo laboratório de Russ B. Altman, o presidente do departamento de bioengenharia da Universidade de Stanford. O grupo havia explorado anteriormente se era possível automatizar o processo de descoberta de interações entre os medicamentos usando o software para efetuar buscas através dos dados presentes nos relatórios da FDA.
 
O grupo relatou em maio de 2011, que era capaz de detectar a interação entre a paroxetina e pravastatina desta maneira. Sua investigação determinou que o risco do paciente desenvolver hiperglicemia aumentou em comparação com quando o medicamento é tomado individualmente.
 
O novo estudo foi realizado após Altman ter se perguntado se havia uma maneira mais imediata e mais precisa para ter acesso a dados semelhantes aos da FDA.
 
Com a ajuda de pesquisadores da Microsoft, que adquiriu dados anônimos levantados a partir de uma barra de ferramentas de software instalada em navegadores da Internet por usuários que haviam permitido que seus históricos de busca pudessem ser analisados. Os pesquisadores da Microsoft foram capazes de analisar 82 milhões de buscas sobre medicamentos, informação e condição.
 
Em 2010, os investigadores inicialmente identificaram pesquisas individuais para a paroxetina e pravastatina, assim como pesquisas para as duas condições. Eles, então, calcularam a probabilidade de que os usuários de cada grupo também buscassem por condições como hiperglicemia e 80 de seus sintomas por meio de palavras ou frases como “desidratação” ou “açúcar alto no sangue”, “visão embaçada” e “micção frequente”.
 
Eles foram capazes de determinar que as pessoas que realizaram buscas pelas duas drogas durante o período de 12 meses foram significativamente mais propensas a procurar por termos relacionados a hiperglicemia, em comparação com aquelas que buscavam por apenas um dos medicamentos – cerca de 10 %, em comparação com 5 % e 4 % para apenas um medicamento.
 
Eles também foram capazes de determinar que as pessoas que realizaram as buscas por sintomas dos dois medicamentos eram suscetíveis a fazer as buscas em um curto período de tempo: 30 % fizeram a busca no mesmo dia, 40 % durante a mesma semana e 50 % durante o mesmo mês.
 
“Dá para imaginar como esse tipo de combinação seria muito difícil de estudar quando se considerar todos os pares diferentes ou combinações de medicamentos que existem lá fora”, disse Eric Horvitz, codiretor administrativo do laboratório da Microsoft Research em Redmond, Washington.
 
Os pesquisadores disseram que ficaram surpresos com a força do “sinal” que foram capazes de detectar nos milhões de buscas na internet e argumentaram que seria uma ferramenta valiosa para a FDA para adicionar ao seu sistema atual para acompanhar efeitos adversos.
 
“Há o potencial de benefício para a saúde pública se prestarem atenção a estes sinais e os integrarem com outras fontes de informação.”
 
Em uma entrevista, os pesquisadores disseram que estavam pensando agora sobre como adicionar novas fontes de informações, como dados comportamentais e informações a partir de fontes de mídia social. O desafio, eles observaram, é integrar novas fontes de dados e ao mesmo tempo proteger a privacidade individual.
 
Fonte iG

Dilma lançará centros para atender mulheres vítimas de violência

Dilma anunciará centros de referência para atendimento
 à mulher vítima de violência
Inspirados na experiência de El Salvador, os centros de referência serão instalados em sete capitais brasileiras; dois deles ficarão em São Paulo
 
Depois de mandar um duro recado aos agressores de mulheres em seu pronunciamento no último dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a presidente Dilma Rousseff anunciará nesta quarta-feira (13) a criação de centros referência em sete capitais para atendimento à mulher vítima de violência. Os centros farão parte do programa "Mulher: Viver sem Violência".
 
A medida tem como objetivo combater a violência de gênero que, no Brasil, foi responsável pela morte de 4,5 mil mulheres em 2010, apesar dos 6 anos de vigência da Lei Maria da Penha, que pune com penas mais duras os agressores de mulheres.
 
As unidades se chamarão Centro Especializado Integrado de Atendimento às Mulheres em Situação de Violência e são inspiradas na Cidade da Mulher, implantada em El Salvador. O programa deve ser uma das vitrines da campanha de reeleição da presidente. Em El Salvador, o projeto foi implantado pela primeira dama do país, Vanda Pignato, que é brasileira e filiada ao PT. Além de ser casada com o presidente salvadorenho, Maurício Funes, Vanda também exerce no País as funções de secretária de Inclusão Social e de presidente do Instituto Salvadorenho para o Desenvolvimento da Mulher.
 
O modelo funciona no país da América Central com 15 tipos de serviços destinados à mulher, todos em um só lugar. No Brasil, os centros integrados terão um perfil mais enxuto, oferecendo cerca de sete serviços, entre eles juizados especiais, centros de vivências, além de espaço para qualificação profissional com o oferecimento de cursos profissionalizantes e acesso a microcrédito.
 
São Paulo será a única capital brasileira a receber dois centros de referência. Os demais centros a serem anunciados na cerimônia serão instalados em Vitória, Brasília, São Luís, Curitiba, Salvador e Boa Vista.
 
O governo decidiu adaptar a experiência salvadorenha à realidade brasileira, um país com uma extensão territorial bem maior e com uma rede de atendimento formada que inclui as delegacias especializadas e as casas-abrigo.
 
Para a solenidade de lançamento, marcada para as 10 horas no Palácio do Planalto, foram convidados todos os governadores e prefeitos de capitais, além das ex-ministras da Secretaria de Políticas para Mulheres, desde a criação do órgão, no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre elas Iriny Lopes, Nilcéia Freire e Emília Fernandes.
 
O Mapa da Violência, divulgado no ano passado, é o mais atual estudo sobre a violência no Brasil e demonstrou que nos 30 anos decorridos entre 1980 e 2010 foram assassinadas no País acima de 92 mil mulheres, 43,7 mil só na última década. O número de mortes nesse período passou de 1.353 para 4.465, que representa um aumento de 230%.
 
O Espírito Santo é o Estado com maior taxa de homicídios femininos. O Estado apresentou taxa de 9,6 homicídios em cada 100 mil mulheres, mais que o dobro da média nacional que ficou em 4,6 mulheres assassinadas em grupo de 100 mil. Para a instalação do centro, o governo do estado garantiu que arcará com os custos do prédio.
 
Fonte iG