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quinta-feira, 14 de março de 2013

Dia Mundial do Rim alerta para a prevenção

Dia Mundial do Rim alerta para a prevenção Salmo Duarte/Agencia RBS
Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS
Hemodiálise é o tratamento mais usado para tratar a
doença renal crônica em nível avançado
Perda renal já atinge quase 10 milhões de brasileiros
 
A perda da função renal pode acarretar sérios riscos à saúde. Atualmente, quase 10 milhões de brasileiros têm alguma disfunção renal e mais de um milhão de pacientes no mundo estão em programa de diálise, segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia.
 
A hipertensão arterial (35,2%) e o diabetes (27,5%) são as principais causas desta doença. Estima-se que existam no Brasil 35 milhões de hipertensos e 7 milhões de diabéticos.
 
— Essas doenças podem levar o paciente à perda da função dos rins e, consequentemente, a diminuição da capacidade de filtração das impurezas do nosso organismo — explica o médico Hercílio Alexandre da Luz Filho, presidente da Fundação Pró-Rim.
 
Segundo Filho, uma das principais medidas preventivas de combate à disfunção renal em portadores de diabetes e hipertensão é o controle do nível de açúcar no sangue e pressão arterial, além do colesterol e triglicerídeos nos níveis desejados.
 
A realização de exames de urina, glicemia e de creatinina também são importantes. Excluir o fumo, mudanças de hábitos como combater a obesidade, atividades físicas e uma dieta saudável também são essenciais para a saúde e longevidade.
 
— Diabéticos e hipertensos com suspeita de doença renal devem consultar um nefrologista. O profissional pode indicar medicamentos que visam retardar a lesão renal, bem como ajustar a dose dos remédios e também evitar aqueles que poderiam prejudicar a função renal — complementa o especialista.
 
Dia Mundial do Rim
O Dia Mundial do Rim é celebrado dia 14 de março. Este ano a principal mensagem da comunidade cientifica especializada é atentar a população sobre as questões relacionadas à Doença Renal Crônica (DRC) e educar sobre como se prevenir desta epidemia silenciosa.
 
— A doença renal crônica é considerada um problema de saúde pública. Na última década, houve um aumento de mais de 100% no número de pacientes nas clínicas de diálise. Nosso propósito é mostrar à população que com hábitos saudáveis e realização dos devidos exames é possível se prevenir — finaliza o médico.
 
Cuidados com a saúde do rim
 
— Mantenha a pressão arterial abaixo de 140/90

— Se você é diabético, controle o açúcar no sangue

— Obesidade e sobrepeso agridem os rins

— Não use remédios sem orientação médica

— Fumar pode ser danoso para os rins

— Consulte regularmente o seu médico

— Avalie o funcionamento dos seus rins. Creatinina e exame de urina darão o diagnóstico.

— Faça atividade física e reduza o consumo de sal na comida

— Beba em média dois litros de água por dia

Fonte: Fundação Pró-Rim
 
Números da doença

— 10 milhões de pessoas têm disfunção renal

— 50/100.000 habitantes é a prevalência da doença no país

— 100 mil brasileiros em diálise

— 70% dos pacientes em diálise descobrem a doença tardiamente

— 2 bilhões de reais são gastos em tratamentos

— 17% é a taxa de mortalidade de pacientes em diálise

— 50% é a taxa de mortalidade de IRA

— 1 em cada 6 hipertensos terá doença renal

— Nefrite é a terceira causa de diálise no Brasil

— 8,8% foi o percentual de crescimento de transplante renal em 2012
 
Fonte: Censo Sociedade Brasileira de Nefrologia
 
Por Zero Hora

Aumenta em 6% o total de ciclistas mortos em SP

Fábio Braga/Folhapress
Ciclista com cartaz durante protesto na avenida Paulista
pelo acidente em que um ciclista teve o braço decepado
 na manhã deste domingo (10)
Mais ciclistas morreram nas vias de São Paulo no ano passado. Houve 52 mortes, três a mais em relação a 2011. O aumento equivale a 6%. Entre as vítimas, 51 eram homens, com idade média de 35 anos.
 
Os dados constam do relatório anual de acidentes de trânsito, divulgado nesta quarta-feira (13) pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego).
 
O total de mortes de ciclistas voltou a crescer após se manter estável por dois anos seguidos. Tanto em 2011 como em 2010 morreram 49 pessoas.
Nos anos anteriores, houve mais casos: em 2009, morreram nas vias paulistanas 61 ciclistas; em 2008, 69; e em 2007, 83.
 
Segundo a CET, para orientar e conscientizar ciclistas, a companhia pretende oferecer cursos com aulas teóricas e práticas sobre como eles devem se comportar no trânsito e como lidar com situações de risco.
 
Motoristas
Além dos acidentes envolvendo ciclistas, houve crescimento no total de mortes de motoristas e passageiros. Morreram 201 pessoas, 7,5% a mais em comparação a 2011.
 
Por outro lado, a quantidade de motociclistas mortos caiu de 512, em 2011, para 438 --o equivalente a 14,5%. E a de pedestres recuou 12,5%, de 617 para 540 no mesmo período.
 
Considerando todos os tipos de acidente, morreram na capital 1.231 pessoas na capital no ano passado --9,8% a menos em relação a 2011. Trata-se do menor número registrado desde 2005.
 
Fonte Folhaonline

No Brasil, maioria é contra teste de cosméticos em animais

Desde 2004 é proibido usar animais em experiências para a
 produção de cosméticos na União Europeia, mas a venda de
produtos testados não era regulada
A União Europeia anunciou a proibição da venda de cosméticos testados em animais em seus países-membros. A lei, que foi aprovada em 2009 e passou a vigorar na última segunda-feira, 11 de março, veta a comercialização de produtos cujos componentes tenham sido testados em animais, não importando se os testes ocorreram dentro ou fora do continente europeu.
 
A decisão deve afetar o mercado brasileiro de beleza. Segundo pesquisa do IBOPE encomendada pela ONG Humane Society International, 66% dos brasileiros são contrários ao teste em animais para fins cosméticos. A pesquisa foi feita em fevereiro de 2013 com cerca de 2 mil entrevistados.
 
Defensores do direito animal são céticos em relação à aprovação de uma lei semelhante no Brasil. O deputado federal Ricardo Tripoli (PSDB-SP), que há seis anos tentou aprovar um código de bem-estar animal, não vislumbra a possibilidade de ver os testes proibidos no Brasil: "O direito animal é um assunto em que o Congresso Nacional fica muito distante do sentimento da população. Não vejo a menor chance de uma lei assim ser aprovada por aqui, infelizmente", diz.
 
Mesmo sem legislação proibindo os testes, é possível que a decisão europeia afete os produtos nacionais. Segundo Helder Constantino, gerente da campanha internacional "Liberte-se da Crueldade", a proibição na União Europeia deve reduzir a quantidade de cosméticos testados nas prateleiras brasileiras por motivos econômicos. "A Europa é um dos maiores mercados de cosméticos. A proibição lá incentiva a pesquisas em métodos alternativos e ainda força empresas brasileiras exportadoras a se adequarem à nova norma", diz.
 
Desde 2004 é proibido usar animais em experiências para a produção de cosméticos na União Europeia, mas a venda de produtos testados não era regulada. "A União Europeia deve difundir o seu modelo e defendê-lo junto aos seus parceiros comerciais, mas também agir para que os métodos de substituição às experiências com animais sejam aceitos no mundo inteiro", afirmou por nota o comissário para a Saúde e Defesa do Consumidor, Tonio Borg.
 
Fonte Folhaonline

Anvisa quer novas regras para evitar desabastecimento de remédios

Segundo a Anvisa, em até três meses deve ser apresentada
 à sociedade uma proposta de nova regra
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou que pretende mudar as regras atuais para aumentar o controle sobre os medicamentos e produtos que têm o fornecimento interrompido.
 
Um caso recente desta situação é o da L-asparaginase, utilizado contra a leucemia linfoide aguda (principal leucemia da infância). Como publicado em janeiro, a interrupção da fabricação do remédio pelo único fornecedor no país colocava em risco a distribuição da droga.
 
Segundo a Anvisa, em até três meses deve ser apresentada à sociedade uma proposta de nova regra, que poderá ainda ser submetida à consulta pública antes de ser transformada em norma.
 
"Entre as ações que poderão ser adotadas pela Anvisa ao ser informada sobre a intenção do fabricante em suspender ou cessar a produção de um medicamento ou produto estão: priorizar o registro de algum medicamento ou produto substitutivo; buscar empresas interessadas em obter o registro do medicamento ou produto suspenso e antecipar a informação para os serviços de saúde a fim de que busquem alternativas terapêuticas", diz nota da agência.
 
Fonte Folhaonline

Cinco dramas da saúde brasileira marcam a história de Ray

Dramas da saúde marcam a vida de Ray
Edu Cesar/Fotoarena
Ele sobreviveu a problemas como baixo peso severo e morte da mãe no parto, casos que acontecem em todo País e precisam ser combatidos, segundo metas do Ministério da Saúde
 
O início
Os primeiros algarismos da trajetória estão na concepção do garoto. A cada 20 minutos, em média, uma menina com menos de 19 anos engravida no País. Em junho de 2004, Jéssica Ramirez, então com 17 de idade, entrou para estas estatísticas. Entre um jogo do São Paulo e outro, enquanto torcia pelo time junto com o primeiro namorado, ficou grávida e paralisou os planos de futuro. Precisou deixar “para depois” a escola e a conclusão do Ensino Médio – só uma das diversas sequelas da gestação precoce.
 
Não fazia parte dos sonhos da adolescente ter um filho tão cedo e, talvez por isso, a menina tenha falhado na hora de seguir um dos preceitos fundamentais da gestação segura.
 
“Minha filha estava perdida e, ao mesmo tempo feliz por aquela notícia inesperada. Descobriu a gravidez já com quase três meses e era tanta coisa para ajeitar, que ela acabou não fazendo pré-natal imediatamente. Eu também não insisti”, lembra, com tom arrependido, a avó de Ray, Noemi.
 
A palavra composta “pré-natal” é mantra disseminado aos quatro cantos. Os especialistas consideram uma fórmula simples e barata de proteger a saúde da mãe e do bebê. Fazer com que as gestantes passem por ao menos sete consultas durante a gravidez é uma das metas do Ministério da Saúde traçadas na Rede Cegonha.
 
Apesar das campanhas, o último relatório mostra que 1,8% das mulheres dão a luz sem ter visitado o médico sequer uma vez. Das que passam pelo atendimento, quase metade ainda chega às maternidades sem o ciclo completo de visitas ao obstetra. Não apenas resistência da mulher compõe este cenário, como a própria história de Jéssica mostra.
 
“Quando finalmente lembramos de procurar o médico, foi difícil marcar a consulta. Tentamos por dias”, rememora Noemi que só tinha – e ainda só tem – o Sistema Único de Saúde (SUS) como opção.
 
“Daí, ela começou com uma febre alta, de quase 40 graus, uma dor na barriga forte. Até que um dia desmaiou.”
 
Na primeira vez que visitou o médico, a grávida Jéssica chegou de ambulância e já em coma.
 
Carregava uma gestação de cinco meses incompletos na barriga. A infecção urinária havia evoluído de forma grave. Ray precisou ser retirado do ventre com apenas 28 centímetros e pesando 485 gramas.
 
Nasceu prematuro como 8% dos bebês brasileiros, o que já é uma condição que torna a criança mais vulnerável a infecções de toda sorte. A gravidade está medida em outra régua: dos 40 mil bebês que anualmente morrem sem completar uma semana de vida, 69% chegam ao mundo com menos de 2,5 quilos, pontuou o relatório Brasil Saúde 2010, feito pelo Ministério da Saúde.
 
Ray não tinha pulmão o suficiente nem para chorar. Nasceu em silêncio.
 
Tragédia evitável
No dia 25/11/2004, data de nascimento, o recém-nascido com baixo peso severo foi direto para a UTI neonatal do Hospital São Paulo. Jéssica, dois andares abaixo na mesma unidade hospitalar, dera a luz desacordada e permanecia em estado crítico. Noemi, em vigília ao lado do marido, passava o dia subindo e descendo escadas. Pelos degraus, levava as orações à única filha e ao primeiro neto.
 
“Ele sobreviveu, forte que sempre foi. Minha Jéssica....”, diz sem conseguir completar a frase.
 
No dia 23 de janeiro de 2005, a única filha de Noemi entrou para os números de mortalidade materna nacional. A atual taxa é de 68 óbitos em cada 100 mil mulheres. Para qualquer família, a morte de uma mãe sempre é uma tragédia. Mas o que torna mais dramático nos casos em que o parto e a gestação são as causas diretas da morte é que 90% deles seriam evitáveis, conforme expõe dossiê feito pela Fundação Oswaldo Cruz.
 
Vida que pulsa
O luto da família Ramirez foi vivenciado dentro do hospital. Ray permaneceu internado nove meses e, cada um grama que ganhava, trazia conforto para aqueles pais que experimentavam a sensação de ficar “órfãos” da filha ao mesmo tempo em que aprendiam a ser avós.
 
“Não deixei de ir ao hospital um único dia. Só me ausentei quando sepultei a Jéssica. Superei a morte dela orando pela sobrevivência dele”, diz a avó.
 
Ray surpreendeu os números da saúde que tanto compuseram sua trajetória. Os médicos diziam que ele tinha 95% de risco de morte. Ele fez parte dos 5% que ficam vivos. Os especialistas preparavam a família para a possibilidade de 70% de alguma sequela neurológica ou motora. Ele driblou esta estatística majoritária e está no grupo dos 30%.
 
Assim como todo prematuro, o tempo de desenvolvimento do menino foi diferente. O primeiro passo só deu aos dois anos e meio. A primeira palavra só veio aos quatro.
 
“De primeira, me chamou de avó. Pouco tempo depois, logo nas primeiras frases, perguntou porquê não tinha mãe. Eu expliquei. Ele entendeu. E me deu um abraço longo como resposta”, rememora.
 
Hoje com oito anos e 31 quilos, Ray frequenta o 3º ano do ensino fundamental e não resiste às tortilhas de batata preparada pela avó.
 
A iguaria é feita sempre que o garoto tira nota boa na escola (seu deslize é no comportamento, porque ficar quieto é missão quase impossível para ele).
 
Ray não fica em silêncio por mais de cinco segundos, toca violão e lê revistinha do Homem Aranha, tudo ao mesmo tempo.
 
"Se quisesse, fazia tudo isso cantando o hino do São Paulo", diz ele, provocando a reportagem.
 
“Meu menino tem uma vida que pulsa! Sobreviveu a tanta coisa que eu tenho certeza que o futuro dele será especial”, projeta a avó.
 
Ele também não duvida dos próximos passos, dizendo ter “habilidades secretas”. Ainda não sabe todos os algarismos e estatísticas de saúde que marcam seu histórico, mas traz outras informações sobre seus feitos.
 
“Ano passado, aprendi a andar de bicicleta sem rodinha e não cai nenhuma vez. Todos os meus amigos da rua já se machucaram. Eu, até agora, nada. Ufa”.
 
Super bicicleta
 
Fonte iG