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sábado, 16 de março de 2013

Anvisa publica normas de fabricação de produtos fitoterápicos

Brasília - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou ontem (15) normas de fabricação de produtos fitoterápicos tradicionais. São as Boas Práticas da Fabricação (BPF), que definem todos os procedimentos que devem ser adotados pelos fabricantes de remédios feitos de plantas.
 
Para conseguir o certificado da Anvisa, o fabricante deve seguir à risca as BPFs, que incluem regras de higiene, treinamento de pessoal, controle de qualidade, entre outros itens.
 
O novo texto tem aplicação imediata para os produtos existentes e, de acordo com a Anvisa, abre espaço para a criação de uma nova categoria de fitoterápicos, que ainda está sendo discutida na agência.
 
A Anvisa informou que os medicamentos fitoterápicos que não se enquadrarem na categoria e uso tradicional vão continuar cumprindo a regra atual de BPF para medicamentos em geral.
 
Fonte Agência Brasil

Cartão do SUS com nome social para travestis e transexuais começa a ser implantado em SP

São Paulo – O cartão do Sistema Único de Saúde (SUS) com o nome social para travestis e transexuais começou a ser emitido pela Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, esta semana. O Centro de Referência e Treinamento (CRT) DST-Aids, na Vila Mariana, na zona sul da capital paulista, será a primeira unidade pública de saúde a oferecer o atendimento específico a esse tipo de paciente.
 
“Entendemos que esse é um direito da população de travestis e transexuais de ser identificada por aquele nome que ela, de fato, se identifica. Antes, a pessoa que tinha o nome social, por exemplo, feminino, tinha em seu cartão SUS o nome masculino. Agora, neste cartão SUS, os dois nomes estão identificados: tanto o oficial, que está em todos os documentos, como o nome pelo qual a pessoa se identifica”, disse Maria Clara Gianna, coordenadora do Programa Estadual de DST/Aids da secretaria, em entrevista à Agência Brasil.
 
A medida, segundo Maria Clara, serve para evitar constrangimentos e reduzir preconceitos. “Imagine uma pessoa que é uma mulher socialmente, que se coloque enquanto mulher, ser chamada por um nome masculino. Isso é muito ruim. Hoje, com a identificação do nome social, o que a gente procura é que as pessoas sejam chamadas pelo nome com que elas se identificam. Com isso reduzimos preconceitos e discriminação e fortalecemos essa população, que muitas vezes é discriminada”, ressaltou. “Nome tem a ver com cidadania, como a gente se coloca na sociedade. Então isso contribui também para que a gente vá, aos poucos, modificando a sociedade em que vivemos”, completou.
 
Segundo a secretaria, cerca de 1,5 mil usuários do cartão do SUS, que estão cadastrados no Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais do Centro de Referência e Treinamento DST-Aids de São Paulo, deverão se beneficiar imediatamente da medida. Em breve, o atendimento se estenderá para as demais unidades de saúde. A emissão do cartão é instantânea, informou a secretaria. Para solicitar o serviço, basta comparecer ao CRT, portando um documento de identificação e informar o nome social para ser incluído no cartão.
 
Fonte Agência Brasil

Baixo estoque de sangue pode suspender cirurgias na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo

São Paulo – O baixo estoque de sangue do seu hemocentro pode levar a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo a suspender as cirurgias, informou ontem (15) a instituição.
 
O hemocentro necessita de 200 bolsas (100 litros) de sangue por dia, mas nas últimas semanas o hospital não recebeu doadores suficientes para repor o estoque. O Hemocentro da Santa Casa abastece com sangue nove hospitais da cidade de São Paulo, e os baixos estoques também prejudicam a distribuição.
 
Para ser doador, a pessoa deve estar em boas condições de saúde, ter entre 16 e 67 anos de idade, pesar mais que 50 quilos, estar alimentado (evitando ingerir alimentos gordurosos e bebida alcoólica pelo menos 12 horas antes da doação), apresentar documento de identificação com foto, não ter feito tatuagem no último ano e não estar resfriado ou tomando antibióticos ou anti-inflamatório.
 
O Hemocentro da Santa Casa de São Paulo está localizado próximo à Estação Santa Cecília do metrô. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 2176-7258 ou pelo site http://www.santacasasp.org.br/portal/site/doe-sangue.
 
Fonte Agência Brasil

Rio tem 35 cidades com epidemia de dengue, diz Secretaria de Saúde

Na Baixada Fluminense, de janeiro até março 2.965
casos foram notificados
Rio de Janeiro - O estado do Rio tem 35 municípios com registros de epidemia de dengue e 41.109 casos suspeitos da doença, segundo dados da Secretária Estadual de Saúde. As informações estão no relatório da décima semana epidemiológica e referem-se ao período de 1º de janeiro a 9 de março. Devido à situação epidêmica, 46 centros de hidratação foram implantados em 30 municípios do estado. A capital do estado está fora do plano de contingência .
 
De acordo com o superintendente de Vigilância Epidemiológica da secretaria, Alexandre Chieppe, o aumento no número de casos suspeitos de dengue na Baixada Fluminense e no noroeste do estado era esperado por causa das chuvas e da falta da imunidade contra a dengue tipo 4.
 
"No ano passado [2012] houve aumento no número de casos no Rio, porque as pessoas não eram imunes à dengue tipo 4. Agora, acredito que entre maio e junho a situação da baixada fluminense e noroeste fluminense, que estão no grau de risco epidêmico, possa ser controlada, assim como aconteceu no ano passado na capital fluminense. O nossos 46 centros de hidratação são usados para o atendimento em que as pessoas necessitem de urgência. Por meio do nosso efetivo esperamos que o índice de casos por dengue diminua", disse Chieppe.
 
Segundo Chieppe, com o plano de contingência, se houver necessidade, vão ser deslocados os técnicos, os enfermeiros e os médicos para os centros de hidratação e para as unidades de pronto atendimento (UPAs). "Peço que mantenha o cuidado com as suas casas e o acúmulo de água", disse o superintendente de vigilância epidemiológico.
 
Em Itaboraí, na região metropolitana do Rio, 1.287 casos foram notificados, o que é considerado um alerta de epidemia para a população de 218 mil habitantes. Também estão na lista de risco Itaguaí e Tanguá. O aumento foi 40% em todo estado.
 
Na Baixada Fluminense, de janeiro até março 2.965 casos foram notificados. O noroeste fluminense também está com epidemia, com exceção do município de Varre Sai. No mesmo período de 2012, o dado epidemiológico registrou 33.261 casos de dengue em todo o estado, com um óbito.
 
Fonte Agência Brasil

Tratamento rápido de HIV resulta em cura funcional de até 15% dos pacientes, afirmam pesquisadores franceses

Brasília – Pesquisadores franceses descobriram que o tratamento rápido logo depois da infecção pelo vírus HIV pode resultar na cura funcional de até 15% dos pacientes, quando o vírus da doença não desaparecee do organismo, mas entra em remissão. Com isso, o paciente não precisa mais tomar remédios.
 
Os cientistas, do Instituto Pasteur, em Paris, analisaram os casos de 14 pessoas com o vírus da aids, que passaram a se tratar logo após o vírus ter sido detectado e depois deixaram a terapia. Nesse grupo, o vírus não voltou a se proliferar.
 
Os pacientes iniciaram o tratamento cerca de dez semanas após a infecção pelo HIV. Eles foram ao hospital para tratar outros problemas de saúde, quando tiveram o diagnóstico precoce do vírus por meio de exames de sangue. Em média, o grupo tomou antirretrovirais durante três anos e então os medicamentos foram interrompidos.
 
Geralmente, o vírus retorna quando o tratamento é interrompido. Porém, isto não ocorreu com esses pacientes. Alguns deles conseguiram, inclusive, controlar a quantidade do vírus no organismo por dez anos.
 
A pesquisa francesa foi divulgada na publicação especializada PLoS Pathogens e ocorre depois da notícia da cura funcional de um bebê depois de um tratamento precoce nos Estados Unidos.
 
Em nota, o Ministério da Saúde do Brasil informou que está atento às inovações tecnológicas no campo do tratamento da aids no mundo. A pasta não se manifestou sobre o caso francês. Sobre o caso de cura funcional do bebês, o órgão disse que os “resultados do estudo da 'cura' do bebê americano, recentemente divulgado pela imprensa, não estão publicados, ainda não é possível uma posição oficial sobre o assunto”.
 
Segundo o ministério, é possível reduzir a taxa de transmissão do vírus de mãe para filho durante a gravidez de 30% para menos de 1%. No Brasil, a recomendação é o uso de antirretrovirais combinados na gestante, parto cesáreo (quando indicado), medicamento para o recém-nascido por seis semanas para evitar a transmissão e a não amamentação.
 
O protocolo nacional prevê que a gestante deve fazer o teste anti-HIV durante o pré-natal. Em caso de diagnóstico positivo, ela passa a ser acompanhada por um Serviço de Atenção Especializada em HIV/aids (SAE) e no momento do parto é encaminhada para uma maternidade de referência do Sistema Único de Saúde (SUS) capacitada para atendê-la.
 
Se a gestante não tiver feito o teste de aids no pré-natal, ela tem direito ao teste rápido no momento do parto e, e se der positivo, todos os procedimentos para evitar a transmissão devem ser tomados pela equipe de saúde.
 
*Com informações da BBC Brasil
 
Fonte Agência Brasil