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domingo, 17 de março de 2013

Máquina mantém fígado humano funcionando à temperatura corporal

Uma vez no dispositivo, órgão trabalha normalmente como faria dentro do corpo humano, recuperando a cor e produzindo bile
 
Cientistas do King's College Hospital, no Reino Unido, testaram, pela primeira vez, um dispositivo capaz de manter um fígado humano doado funcionando fora do corpo humano.
 
Até agora, o procedimento foi realizado em dois pacientes na lista de espera de transplante de fígado e ambos estão tendo uma recuperação excelente.
 
Os transplantes atuais dependem da preservação de órgãos doados colocando-os "no gelo", a fim de retardar seu metabolismo. Mas isso muitas vezes danifica os órgãos.
 
A nova tecnologia, desenvolvida na Universidade de Oxford, pode preservar um fígado funcionando fora do corpo por 24 horas. Um fígado humano doado ligado ao dispositivo tem sua temperatura aumentada para a temperatura corporal e células vermelhas do sangue oxigenadas são circuladas através de seus capilares. Uma vez na máquina, um fígado funciona normalmente como faria dentro de um corpo humano, recuperando a sua cor e produzindo bile.
 
Os resultados dos dois primeiros transplantes, realizados em fevereiro de 2013, sugere que o dispositivo pode ser útil para todos os pacientes que necessitam de transplantes de fígado.
 
Com base em dados pré-clínicos, o novo dispositivo também poderia permitir a preservação de fígados que seriam descartados como impróprios para o transplante, duplicando o número de órgãos disponíveis para transplante e prolongando o período máximo de preservação do órgão para até 24 horas.
 
"Estes primeiros casos clínicos confirmam que podemos preservar fígados humanos fora do corpo, mantê-los vivos e em funcionamento em nossa máquina e, em seguida, horas depois, com sucesso, transplantá-los para um paciente", afirma o professor Constantin Coussios.
 
Fonte isaude.net

FDA aprova injeção que ajuda a localizar gânglios linfáticos

Agente de imagem Lymphoseek pode determinar se as células cancerosas se espalharam para outros órgãos do corpo
 
A Food and Drug Administration dos EUA (FDA) aprovou a Injeção Lymphoseek (tecnécio Tc 99m tilmanocept), agente radioativo de diagnóstico por imagem que ajuda os médicos a localizar linfonodos em pacientes com câncer de mama ou melanoma que são submetidos a cirurgia para remover gânglios linfáticos que drenam tumores.
 
Os gânglios linfáticos filtram fluidos que correm através dos tecidos do corpo. Este fluido pode conter células cancerosas, em especial se o líquido drena uma parte do corpo que contém um tumor. Através da remoção cirúrgica e examine dos gânglios linfáticos que drenam um tumor, os médicos às vezes podem determinar se o câncer se espalhou.
 
Lymphoseek é um agente de imagem que ajuda a localizar os gânglios linfáticos, e não uma droga que ajuda a visualizar o câncer. Lymphoseek é a primeira nova droga usada para o mapeamento de linfonodos a ser aprovada em mais de 30 anos. Outras drogas aprovadas pela FDA utilizadas para o mapeamento do linfonodo incluem enxofre coloidal (1974) e isosulfan azul (1981).
 
"Remoção e exame patológico dos linfonodos de um tumor primário são avaliações diagnósticas importantes para alguns pacientes com câncer de mama ou melanoma. Para usar Lymphoseek, os médicos injetam a droga na área do tumor e, mais tarde, utilizando um detector de radiação portátil, encontram nódulos linfáticos que fixaram Lymphoseek", explica Shaw Chen, da FDA.
 
A segurança e eficácia de Lymphoseek foram estabelecidas em dois ensaios clínicos de 332 pacientes com melanoma ou câncer de mama. Todos os pacientes foram injetados com Lymphoseek e um corante azul, outra droga usada para ajudar a localizar os linfonodos.
 
Cirurgiões posteriormente removeram linfonodos suspeitos para exame patológico. Os resultados mostraram que Lymphoseek e o corante azul haviam localizado a maioria dos nódulos linfáticos, embora um número notável de nódulos tenha sido localizado apenas por Lymphoseek.
 
Os efeitos secundários mais comuns identificados em ensaios clínicos foram a dor ou irritação no local da injeção.
 
Fonte isaude.net

Cigarro é responsável por um terço de casos mais graves de artrite

images3  Cigarro é responsável por um terço de casos mais graves de artriteEstudo divulgado pelo British Medical Journal (BMJ) confirma que o cigarro é um dos principais fatores de risco para a artrite.
 
A pesquisa, realizada na Suécia, revela que o consumo de cigarro é responsável por mais de um terço dos casos mais graves de artrite reumatóide e também está por trás de mais da metade dos casos em pessoas geneticamente predispostas a desenvolver a doença.

De acordo com membro da Sociedade Brasileira de Reumatologia, Dr. Carmo de Freitas, que trabalha na área há quase 40 anos, a artrite reumatóide (AR) está entre as doenças com maior incidência no mundo todo. “Somente no Brasil, cerca de 2 milhões de pessoas sofrem com a AR, uma doença inflamatória crônica, que causa dor, inchaço, perda de funções de articulações e inflamação de outros órgãos”, explica o médico.
 
O método
A pesquisa, realizada na Suécia, baseou suas conclusões na análise de 1,2 mil pessoas, de 18 a 70 anos, com artrite reumatóide, registradas em 19 clínicas.

Posteriormente, estas análises foram comparadas com as de 871 voluntários com as mesmas características, mas sem a doença. Todos foram questionados sobre seus hábitos com o cigarro e a partir das respostas foram divididos em três categorias de acordo com o tempo em que fumavam.
 
Além disso, foi feito um exame de sangue para determinar se tinham predisposição genética a artrite e avaliar a gravidade da doença.
 
Os resultados
• Dos que sofriam de artrite reumatóide, 61% tinha a forma mais grave da doença, que é também a mais comum.

• As pessoas que mais fumavam – cerca de 20 cigarros ao dia durante pelo menos 20 anos – tinham 2,5 vezes mais probabilidade de desenvolver a doença.

• O risco se reduziu no caso dos ex-fumantes de forma proporcional aos anos de afastamento do cigarro. No entanto, entre esse grupo, os que fumaram muito continuam apresentando um risco relativamente alto de desenvolver a doença, mesmo para os que largaram o cigarro há 20 anos.
 
As conclusões
• Em função destes dados, os especialistas concluíram que 35% dos casos de artrites graves podiam ser atribuídos ao tabaco.

• Entre as pessoas com predisposição genética, a relação com o tabaco era de 55%, com maior risco quanto mais alta era a dependência.
 
Dr. Carmo de Freitas ressalta ainda que pacientes com artrite reumatóide que fumam têm maior risco de não se beneficiarem com o tratamento da doença. “O tabagismo está associado com a não-resposta para o tratamento da doença com o emprego de alguns medicamentos”, acrescenta o reumatologista.

Fonte Corposaun

Casos graves de unha encravada podem ser cirúrgicos

O problema aflige homens e mulheres, mas é fácil de ser evitado e tratado: unha encravada. Normalmente aparece quando a pessoa usa muito sapatos apertados e corta as unhas de forma errada. A unha encravada, além de dor, pode ocasionar infecções graves, dependendo do estado de saúde da pessoa e da higiene.

Há relatos de pessoas que durante anos lutam contra o problema e o incômodo que este acarreta, como por exemplo, não conseguir calçar determinados tipos de calçados que apertam e pressionam a unha, porque ela fica dentro da carne. O simples ato de caminhar provoca mal estar, incomodando muito.

Os especialistas relatam que no local quando está inflamado, ou seja, com pus, e não ocorre melhora, o mais indicado é a cirurgia para acabar com o problema da unha encravada. A manutenção também é importante e necessária, dizem os especialistas, mas com um profissional especializado para que o problema não se retorne recorrente.
 
O médico especialista em saúde pública do Ministério da Saúde, Victor Berbara,para amenizar e evitar que a unha encrave, diz que não se deve usar calçados apertados.
 
Victor Berbara afirma que o problema acontece muito frequentemente entre pessoas que praticam esportes, corridas e caminhadas por estas usarem um tênis apertado ou um tênis não adequado para a atividade física. Outro fator que previne a unha encravada é cortá-la de forma correta, ou seja, não cortar a unha muito próxima a pele, entre a unha e a junção da pele.
 
Victor Berbara fala ainda que as unhas encravadas podem não produzir sintomas no início. Entretanto, nos casos mais graves é necessário cirurgia para retirar a unha.
 
Fonte Corposaun

Esterilização de instrumentos cirúrgicos evita infecções

Bisturi, cânula, tesoura, pinça, fio de costura cirúrgico e grampeador são alguns instrumentos utilizados em procedimentos de cirurgia plástica. O bisturi é sem dúvida o mais conhecido. A ferramenta tem a forma de uma faca, reta ou curva, é utilizada para fazer incisões e possui uma lâmina bem afiada.
 
“O bisturi elétrico é um aparelho cirúrgico utilizado na secção ou coagulação dos tecidos a partir do uso de correntes de alta frequência, aplicadas por elétrodos”, explica o cirurgião plástico Alderson Luiz Pacheco, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
 
A cânula é um instrumento usado principalmente em lipoaspirações e tem o formato de um tubo fino e vazado. Já o fio de costura cirúrgico, ou fio de sutura, é um material produzido com fibras vegetais ou estruturas orgânicas utilizado para o fechamento de cortes. “A pinça cirúrgica é uma ferramenta de precisão, que possui diferentes modelos, tamanhos e formatos. A pinça de dissecação, por exemplo, é usada para manusear tipos específicos de tecidos do corpo, a hemostática traumática serve para manipular o vaso sangrante e a não-traumática visa minimizar o trauma vascular”, esclarece.

Pacheco aponta que além do conhecimento do uso de cada instrumento usado nas intervenções cirúrgicas, é fundamental que o cirurgião saiba qual a melhor técnica de esterilização dos materiais que não são descartáveis. “A esterilização é um processo essencial para evitar infecções por microbactérias, que causam lesões e muitos transtornos aos pacientes quando ocorrem. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) cria as regras de esterilização de instrumentos cirúrgicos e prevê a obrigatoriedade da realização do procedimento correto”, observa.
 
De acordo com a Anvisa, é proibida a esterilização líquida dos instrumentos usados em cirurgias plásticas no abdômen, nas mamas e em lipoaspirações. Esta regra tem como objetivo evitar a infecção por bactérias resistentes à maioria dos antibióticos, dificultando o tratamento do problema e prejudicando a recuperação do paciente. “O recomendado é realizar a esterilização com calor. As clínicas e hospitais podem terceirizar este serviço, porém, se houver algum problema, serão responsabilizados”, destaca o cirurgião, mestre em Princípios da Cirurgia utilizando o laser.
 
O calor é considerado o agente físico mais prático e eficiente no que diz respeito ao controle microbiano e desinfecção. Ele pode ser empregado na forma úmida ou seca. O tempo e a temperatura são os parâmetros que devem ser controlados neste tipo de esterilização. “Todos os organismos possuem uma temperatura mínima, máxima e adequada para o seu crescimento. Se a temperatura for superior ao limite do organismo, os efeitos são letais, pois o calor oxida os constituintes celulares e ocorre à desnaturação das proteínas e ácidos das células”, esclarece.
 
O calor seco não é considerado a melhor estratégia, já que o ar é menos condutor de temperatura do que a água. O calor úmido possui elevado poder de penetração e tem a capacidade de romper as membranas celulares dos microorganismos. “Este é o método recomendado pela Anvisa para esterilizar os matérias usados na cirurgia plástica. A esterilização a vapor é indicada principalmente para instrumentos que entram em contato direto ou indiretamente com o paciente durante a cirurgia. A autoclave é o aparelho mais utilizado neste caso”, acrescenta.
 
Fonte Corposaun