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domingo, 17 de março de 2013

Remédio contra diabetes previne desenvolvimento de insuficiência cardíaca

Pessoas que utilizavam os medicamentos GLP1 apresentaram menor risco de hospitalização e morte por problemas do coração
 
Uma classe de medicamentos comumente prescritos para reduzir o nível de açúcar no sangue em pacientes diabéticos parece protegê-los de desenvolver insuficiência cardíaca, segundo um estudo do Hospital Henry Ford, nos EUA.

"As pessoas com diabetes têm maior risco de desenvolver insuficiência cardíaca. Adultos diabéticos morrem de doença cardíaca duas a quatro vezes mais do que aqueles sem diabetes. Nossos dados sugerem que pacientes diabéticos em uma determinada classe de medicamentos são menos propensos a desenvolver insuficiência cardíaca", afirma o autor da pesquisa David Lanfear.

Há mais de 25 milhões de adultos e crianças com diabetes nos EUA , de acordo com a Associação Americana de Diabetes. A ADA estima que cerca de 80 milhões de pessoas podem ser pré-diabéticas, com quase dois milhões de novos casos diagnosticados em adultos em 2010. Em 2007, o diabetes contribuiu para um total de 231.404 mortes.

O estudo analisou 4.427 pacientes diabéticos que medicamento redutor de açúcar no sangue entre 01 de janeiro de 2000 e 01 de julho de 2012. Destes pacientes, 1.488 tomavam medicamento GLP-1 e 2.939 não faziam uso deste remédio.

Ao longo de um período de observação de 663 dias, houve 281 internações, das quais 184 foram devido a insuficiência cardíaca e 158 mortes.

A análise foi ajustada para fatores tais como idade, sexo, raça, doença coronária, insuficiência cardíaca, duração do diabetes, bem como o número de medicamentos anti-diabéticos, a fim de identificar o efeito específico de medicações GLP-1. Os pesquisadores também analisaram internações e mortes por todas as causas.

A equipe descobriu que a utilização de medicações GLP1 foi associada com um risco reduzido de hospitalização por insuficiência cardíaca, ou por qualquer outra razão, bem como menos mortes.

"Estes resultados preliminares parecem muito promissores. No entanto, este foi um estudo retrospectivo e esse assunto precisa de mais investigação", conclui Lanfear.
 
Fonte isaude.net

Mensagem de texto incoerente pode ser único sintoma de derrame

Dificuldade de escrever mensagem de texto coerente pode se
 tornar uma ferramenta para diagnóstico de AVC
Estudo sugere que incapacidade de escrever corretamente no celular pode se tornar ferramenta "vital" para a detecção de AVC
 
Dificuldade ou incapacidade de escrever uma mensagem de texto coerente, mesmo em pacientes que não têm problema de fala, pode ser sintoma único de um tipo de acidente vascular cerebral incapacitante, de acordo com pesquisa realizada no Hospital Henry Ford, nos EUA.
 
O estudo mostra que a 'distextia', termo criado para sugerir a escrita de mensagens de texto incoerentes, é uma ferramenta "vital" para a detecção de acidente vascular cerebral isquêmico agudo, em que um coágulo bloqueia o fornecimento de sangue a uma parte do cérebro. Esses derrames geralmente resultam em algum tipo de deficiência física e pode ser fatal.
 
Segundo o autor da pesquisa Omran Kaskar, a pesquisa ilustra como a distextia pode ser o único sintoma de afasia relacionada ao AVC, ou incapacidade parcial ou total de formar e compreender a linguagem.
 
"As mensagens de texto são uma forma comum de comunicação com mais de 75 mil mensagens sendo enviadas a cada mês. Além dos testes tradicionais que usamos para determinar afasia no diagnóstico de derrame, verificar distextia pode muito bem tornar-se uma ferramenta vital na tomada de tal determinação", observa Kaskar.
 
Segundo o pesquisador, já que as mensagens de texto sempre trazem a data e a hora em que foram enviadas, elas também podem ajudar a determinar quando os sintomas do AVC estiveram presentes ou mesmo quando eles começaram, um componente-chave para determinar a inclusão de terapia trombolítica e IV ou intervenção aguda.
 
O estudo de caso focou em um homem de 40 anos de idade que mostrou sinais de distextia. O paciente não teve nenhum problema com um teste de rotina de suas capacidades de linguagem, incluindo fluência da fala, leitura, compreensão e outros fatores. No entanto, quando solicitado a digitar uma mensagem de texto simples, ele não só produziu deturpação, mas não foi capaz de detectar essa incoerência.
 
Apesar de mostrar apenas leve assimetria facial e outros sintomas, os médicos determinaram que o homem tinha sofrido um AVC.
 
O paciente descrito no relatório de pesquisa Henry Ford havia enviado uma mensagem para sua esposa, pouco depois da meia-noite, antes de ir para o hospital. Ela descreveu o texto como "incoerente, não fluente, e incompreensível".
 
No dia seguinte, depois que os médicos não encontraram problemas neurológicos visíveis, exceto uma ligeira fraqueza no lado direito de seu rosto, e o paciente não teve problemas em lidar com a avaliação de rotina tradicional de habilidades de linguagem, ele foi solicitado a digitar uma nova mensagem de texto com a frase 'The doctor need a new blackberry' (O médico precisa de um novo blackberry).
 
Em vez disso, ele mandou uma mensagem, 'Tjhe Doutor nddds a new bb'. Quando perguntado se o texto estava correto, ele não reconheceu qualquer erro de digitação, segundo os pesquisadores.
 
Uma vez que foi determinado que o homem tinha sofrido um acidente vascular cerebral isquêmico agudo, os médicos concluíram que a verificação de distextia pode tornar-se uma ferramenta extremamente importante de diagnóstico, especialmente para pacientes que não apresentam outros sintomas claros.
 
Fonte isaude.net

Esgotamento físico e mental no trabalho aumenta risco de doenças cardíacas

Longas horas de trabalho podem comprometer a saúde do coração
Longas horas de trabalho podem comprometer a saúde do coração
Pesquisa revela que funcionários com estafa são até 79% mais propensos ao acúmulo de placas nas artérias
 
Esgotamento físico e mental no trabalho aumenta risco de doenças cardíacas, de acordo com estudo de pesquisadores da Universidade de Tel Aviv, em Israel.
 
O estudo mostra uma ligação entre a chamada Síndrome do Burnout e a doença arterial coronariana, o acúmulo de placas nas artérias coronárias que leva a crises de angina ou do coração.
 
Aqueles que foram identificados com níveis elevados na escala de esgotamento tiveran um aumento de 79% no risco de doença coronariana.
 
Segundo a líder da pesquisa, Sharon Toker, esses resultados foram mais extremos do que os pesquisadores esperavam e indicam o esgotamento como um preditor de doença coronariana mais forte do que muitos outros fatores de risco clássicos, incluindo tabagismo, níveis de lipídios no sangue e falta de atividade física.
 
Alguns dos fatores que contribuem para o desgaste são experiências comuns no local de trabalho, incluindo tensão elevada, sobrecarga de trabalho, falta de controle sobre as situações de trabalho, falta de apoio emocional e longas horas de trabalho. Isto leva a desgaste físico, o que irá, eventualmente, enfraquecer o corpo.
 
Durante o estudo, um total de 8.838 homens e mulheres, aparentemente saudáveis, com idades entre 19 e 67 anos que se apresentaram para exames de saúde de rotina foram seguidos por uma média de 3,4 anos. Cada participante foi avaliado para níveis de neutralização e examinados para sinais de doença coronariana.
 
Os pesquisadores controlaram fatores de risco típicos da doença, tais como sexo, idade, histórico familiar de doença cardíaca e tabagismo.
 
Durante o período de seguimento, 93 novos casos de doença coronariana foram identificados. O esgotamento foi associado a um risco 40% de desenvolver a condição. Mas os 20% dos participantes com as pontuações mais altas de desgaste tiveram um risco 79% maior.
 
Segundo Toker, um estudo com um período maior de acompanhamento pode levar a resultados ainda mais dramáticos.
 
"Estes resultados são importantes para a medicina preventiva. Os profissionais de saúde que sabem que seus pacientes estão experimentando esgotamento podem acompanhar de perto para detectar sinais de doença cardíaca coronária também", observa Toker.
 
 
Fonte isaude.net

Mulheres que trabalham durante a noite são mais propensas a ter câncer de ovário

Estudo, que avaliou mais de três mil mulheres, mostra que turnos da noite aumentam risco da doença em estágio inicial em 49%
 
Equipe de cientistas do Fred Hutchinson Cancer Research Center, nos EUA, descobriu uma ligação entre mulheres que trabalham no turno da noite e o câncer de ovário.
 
Os resultados sugerem que trabalhar durante a noite aumenta o risco da doença em estágio inicial em 49%, em comparação com aquelas que trabalham em horas normais de expediente.
 
Segundo os pesquisadores, uma explicação possível é a interrupção do hormônio do sono, melatonina.
 
 
A equipe de pesquisa analisou 1.101 mulheres com câncer de ovário avançado, 389 com a doença inicial e 1.832 mulheres sem a doença.
 
No geral, um quarto das participantes com câncer avançado disse ter trabalhado em turnos da noite, em comparação com um terço das pessoas com doença inicial e uma em cada cinco do grupo de controle.
 
A análise dos dados mostrou um aumento de 24% no risco de câncer avançado e 49% no risco da doença em estágio inicial para as trabalhadoras noturnas em comparação com aqueles que trabalharam durante o dia.
 
No entanto, os resultados foram significantes apenas para mulheres com mais de 50 anos e o risco não pareceu aumentar para aquelas que tinham trabalhado em turnos da noite por mais tempo.
 
De acordo com os investigadores, as mulheres analisadas haviam feito turnos da noite por uma média de dois a três anos e em setores como saúde, preparação de alimentos e de serviços, escritório e apoio administrativo.
 
Uma possível explicação é que a melatonina, hormônio produzido durante a noite, é suprimida nos turnos noturnos de trabalho, causando efeitos em cadeia sobre a regulação estrogênio no corpo e a proteção contra danos ao DNA.
 
Os pesquisadores apontaram que as descobertas eram consistentes, e de uma magnitude semelhante àqueles encontrados para o câncer de mama.
 
Fonte inet

Rock pesado pode levar ao desenvolvimento de doenças cardíacas

Heavy Metal ajuda a mudar a frequência cardíaca
Foto Mo123
Heavy Metal ajuda a mudar a frequência cardíaca
Pesquisadores da Unesp fizeram experimento para comparar o efeito do heavy metal e da música clássica na saúde cardíaca
 
A preferência por escutar heavy metal ou música clássica poderia influenciar a saúde cardíaca, segundo pesquisa realizada na Universidade Estadual Paulista (Unesp). Experimentos feitos com o objetivo de avaliar o efeito dos dois gêneros musicais indicam que, definitivamente, o rock pesado tem o poder de tocar os corações - e nem sempre de forma branda. " Nosso trabalho sugere que, após longo tempo, o heavy metal pode colaborar para o desenvolvimento de hipertensão ou outra doença cardíaca" , o fisioterapeuta Vitor Valenti, professor da Faculdade de Filosofia e Ciências da Unesp em Marília.
 
Em seus experimentos, Valenti utilizou uma peça de cada gênero musical. Do lado metaleiro, a escolhida foi a faixa Heavy metal universe, da banda alemã de speed metal (uma subdivisão do heavy metal) Gamma Ray. Do lado erudito, selecionou o famoso Cânone em ré maior, do alemão Johann Pachelbel (1653-1706).
 
Pertencente ao período barroco, a peça de Pachelbel é frequentemente confundida com as obras de Mozart, e este fator também influenciou na sua seleção.
 
Em 1991, o pesquisador francês Alfred Tomatis publicou o livro Por que Mozart?, afirmando que o hábito de ouvir composições do músico austríaco pode acelerar o desenvolvimento cerebral, principalmente em crianças. O fenômeno ficou conhecido como " efeito Mozart" , mas sua existência ainda é motivo de polêmica.
 
Os testes feitos por Valenti envolveram 33 voluntários, que passaram por duas sessões sonoras de cinco minutos para cada estilo musical. Enquanto ouviam as músicas de ambos os estilos, tocadas de forma aleatória, tinham a frequência cardíaca monitorada por eletrocardiograma. As análises estatísticas dos resultados, que devem ser publicados este ano, mostraram os corações dos voluntários batendo mais rápido com as guitarras do Gamma Ray, e desacelerando sob as cordas do Cânone.

Estimulação
Valenti diz que as diferenças nos batimentos cardíacos verificadas nas audições refletem a ação da música sobre o sistema nervoso autônomo. Trata-se de uma divisão do sistema nervoso responsável por funções primordiais do corpo humano como respiração, circulação e controle de temperatura.
 
O sistema nervoso autônomo, por sua vez, subdivide-se em dois grandes troncos, chamados simpático e parassimpático, que trabalham de forma antagônica. A estimulação dos nervos simpáticos produz modificações como dilatação da pupila, aumento da frequência cardíaca e constrição dos vasos sanguíneos, que deixam a pessoa mais apta para lidar com situações de luta ou fuga. Já a estimulação parassimpática produz efeitos contrários, sendo importante para permitir que o indíviduo pegue no sono, por exemplo.
 
Um poderoso ferramental estatístico permitiu ao pesquisador concluir que, entre os indivíduos pesquisados, os efeitos do heavy metal do Gamma Ray sobre o sistema nervoso simpático foram maiores do que os do Cânone em Ré Maior sobre o parassimpático. " Mas o Cânone produziu efeitos menores do que os verificados em estudos semelhantes que usaram peças de Mozart" , avaliou o pesquisador.

Diferenças entre homens e mulheres
De maneira geral, o coração dos homens reagiu mais intensamente (isto é, com maior variabilidade da frequência cardíaca) ao heavy metal do que o das mulheres. Diferenças hormonais parecem estar na base dessa disparidade. Testosterona, estrógeno e progesterona, além de desempenharem funções ligadas à reprodução, também modulam a atividade cerebral, podendo afetar a forma como as pessoas reagem à música. " No futuro, pretendemos medir a resposta ao estímulo auditivo em mulheres em diferentes fases do ciclo menstrual" , adianta Valenti. " Para os homens, é possível fazer uma análise sanguínea para determinar os níveis de testosterona e verificar se eles se associam à variabilidade da resposta cardíaca ao estímulo musical."

Com informações da Unesp
 
Fonte isaude.net