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terça-feira, 2 de abril de 2013

Dicas para desintoxicar o organismo após os excessos da Páscoa

Consumo de frutas ajuda a recuperar o equilíbrio do organismo
Frutas, verduras e legumes, de fácil digestão e com propridades depurativas, ajudam a diminuir a sensação de mal-estar
 
Para muitas pessoas, a Páscoa costuma trazer uma difícil tarefa: lutar contra o desejo de devorar as delícias de chocolate que invadem as prateleiras dos supermercados e docerias. Nessa época todos ficam muito expostos à tentação de esquecer a dieta e de sentir-se livres para cometer alguns excessos. Mas o resultado indesejável pode surgir através de uma intoxicação, gerada pelo acúmulo de toxinas, gorduras, açúcares, conservantes e outros componentes, que sobrecarregam o fígado e inflamam o tecido adiposo.
 
Em resposta a esse exagero, o organismo pode apresentar sintomas como intestino preso ou diarreia, gosto amargo na boca ao acordar, baixa resistência imunológica, dores de cabeça, inchaço, alergias e indisposição. Quem não conseguiu resistir aos ovos de chocolate e ao almoço de Páscoa pode correr atrás do prejuízo – e recuperar logo o equilíbrio do organismo.
 
Segundo a nutricionista Cynthia Bassi, a dieta desintoxicante não deve ser feita com a intenção de reduzir peso, embora isso possa acontecer – o intuito é beneficiar o organismo com a inclusão de alimentos de fácil digestão e com propriedades depurativas, agindo especialmente no fígado e intestino, que podem ser responsáveis pela metabolização e excreção de até 80% dos nutrientes e toxinas.
 
– Após cometer os excessos, é importante retomar a rotina de alimentação adequada no intuito de eliminar os exageros cometidos, purificar e dar energia ao corpo, além de melhorar a digestão e absorção de nutrientes, acelerando o metabolismo e diminuindo a sensação de mal-estar – explica a profissional.
 
– A dieta detox quase sempre é hipocalórica e pode não atingir todas as necessidades de vitaminas e minerais, por isso deve ter tempo determinado e não ser adotada de forma permanente – orienta a nutricionista.
 
Nesse momento, é fundamental lembrar das fibras, que são carboidratos não digeridos pelo organismo e que auxiliam o seu bom funcionamento, especialmente na limpeza e regulação do intestino.
 
– Elas são encontradas em alimentos integrais como biscoito, arroz, pães, aveia, açúcar mascavo, linhaça e cereais em geral – esclarece a nutricionista.
 
Frutas, verduras e legumes também devem compor o cardápio, por conterem poucas calorias e serem ricos em nutrientes.
 
– A melancia, que além de refrescante é diurética; o abacaxi, que auxilia na eliminação de impurezas; o gengibre, que melhora a digestão, fortalece o sistema imunológico e combate a constipação intestinal; a berinjela, com ação digestiva e laxante e a couve, que estimula a produção de enzimas, ajuda na eliminação de toxinas e é fonte de vitamina B, que facilita o metabolismo dos macronutrientes – aconselha a profissional.
 
– Frutas cítricas, como o limão, laranja, kiwi e acerola possuem substâncias antioxidantes e fortalecem a imunidade. Os peixes e chás também devem estar presentes no período pós-páscoa.
Para reforçar a hidratação, a nutricionista indica o consumo de oito a dez copos de água ao dia, auxiliando na eliminação de toxinas.
 
Para obter um resultado mais eficiente na desintoxicação, alguns cuidados são recomendados para melhorar a resposta do organismo às mudanças.
 
– Cerca de três dias antes, retire o café da dieta, para que a cafeína não atrapalhe a ação da enzima citocromo, responsável pela eliminação de toxinas; e nesse período prefira alimentos orgânicos, que são livres de agrotóxicos – ensina a nutricionista.
 
Além disso, alguns alimentos devem ser consumidos com moderação nessa fase. É o caso do leite, pães e massas que, devido à presença de lactose e glúten, têm digestão lenta e ação inflamatória, e das carnes vermelhas, que têm maior quantidade de toxinas.
 
Evite também os seguintes alimentos:
- Açúcar e mel
 
- Refrigerantes e bebidas alcoólicas
 
- Alimentos industrializados
 
- Embutidos, manteiga e margarina
 
- Frituras e guloseimas
 
A reintrodução desses alimentos deve ocorrer de forma lenta e em quantidade controlada, após o período da dieta, que dura em média de 3 a 7 dias. É indicado também que um nutricionista auxilie o paciente a explorar os alimentos funcionais e individualizar seus hábitos e necessidades. Por fim, é importante lembrar que uma dieta balanceada e saudável pode sim conter chocolate – basta prestar atenção no tipo de chocolate e na quantidade consumida.
 
Fonte Zero Hora

Uma velha dúvida: comida pronta faz bem ou mal à saúde?

Uma velha dúvida: comida pronta faz bem ou mal à saúde? Danilo Takano/stock.xchng
Apesar de serem saborosos e práticos, ultraprocessados
podem escondem vários perigos
É preciso considerar quantidade de sal, açúcar, gorduras, conservantes e estabilizantes
 
Pizza, bolo pronto, lasanha, pães, sopas em pacotes, temperos, hambúrguer, batata frita e salsicha. Você sabe o que esses alimentos têm em comum? Todos são considerados produtos alimentícios ultraprocessados, e apesar de serem saborosos e práticos escondem vários perigos para a saúde. De acordo com a médica ortomolecular Anna Bordini, os alimentos ultraprocessados tornam-se vilões quando são substituídos por refeições balanceadas como arroz, feijão, carne, saladas e frutas.

— Esse tipo de alimento semipronto não possui nenhum nutriente, sendo rico em sal, açúcar, gordura e demais substâncias químicas, o que aumenta o nível de colesterol ruim e o risco da pessoa desenvolver doenças vasculares, diabetes e obesidade — explica.

Hoje, a indústria alimentícia disponibiliza nas prateleiras do supermercado diversas opções de alimentos prontos para serem consumidos. Antes de comprá-los é importante avaliar a sua embalagem e conferir o que ele realmente oferece, pois o rótulo deve mostrar a quantidade dos ingredientes em ordem decrescente.

— O consumidor deve ficar atento e se informar sobre a quantidade de sal, açúcar, gorduras e substâncias químicas como conservantes, estabilizantes, flavorizantes e corantes. Dependendo da quantidade, eles podem comprometer a saúde — afirma Anna Bordini.

Outro risco, de acordo com a médica, é sobre como os alimentos processados podem enganar o organismo. Quando você ingere um bolo de laranja pronto, por exemplo, ele apresenta somente o sabor de laranja e não os nutrientes oferecidos pela fruta. É como se o organismo fosse enganado, além de provocar o consumo exagerado do alimento.

Fique de olho no que você consome
Os alimentos ultraprocessados não são proibidos, mas o consumidor precisa ficar atento às quantidades de substâncias químicas compostas nesses produtos.

— Não há necessidade de restringir os ultraprocessados da alimentação, mas ficar atento ao consumo de produtos prontos. Eles devem ser consumidos ocasionalmente ou em pequenas quantidades para não fazer mal — recomenda a médica.

É preciso evitar
Se você é adepta destes alimentos, preste atenção nas dicas da médica Anna Bordini para substituir os alimentos processados no dia a dia:

• Ingredientes refinados como açúcar refinado e farinha branca devem ser evitados. Opte por integrais.

• Troque os biscoitos recheados e salgadinhos por frutas secas que são boas opções para levar na bolsa e comer durante o intervalo do trabalho.

• Evite os sucos de caixinha ou em pó. Escolha os naturais e tome o mínimo de refrigerante que conseguir.

• Consuma mais frutas puras, sem misturar com cremes ou açúcar.

• Não deixe de cozinhar. Faça refeições simples e práticas para abrir mão de pizza ou sanduíches congelados.

• Compre frutas, verduras e legumes em feiras e não em supermercados. Essa atitude ajuda a evitar as tentações de acabar comprando alimentos semiprontos.

• E não deixe de consumir arroz, feijão, carnes, peixes, legumes e verduras, frutas, leite fresco ou pasteurizado e ovos.
 
Fonte Diário Catarinense

Dificuldade para engravidar do segundo bebê pode ser infertilidade secundária

Dificuldade para engravidar do segundo bebê pode ser infertilidade secundária Ricardo Duarte/Agencia RBS
Foto: Ricardo Duarte / Agencia RBS
Infertilidade secundária é a dificuldade em engravidar após
um ano de tentativa em mulheres que já engravidaram
Incapacidade de engravidar naturalmente depois de ter conseguido conceber um ou mais filhos pode ser causada por motivos diversos
 
Você sabia que uma mulher que já engravidou e teve filhos pode ser diagnosticada com infertilidade secundária? Esse é um caso comum e atinge cerca de 20 a 50% dos casais inférteis no Brasil (10-15% da população em idade fértil). De acordo com especialista em reprodução humana João Sabino da Cunha Filho, a infertilidade secundária é a dificuldade em engravidar após um ano de tentativa em mulheres que já engravidaram.
 
Fatores como infecção, traumas, cirurgias, endometriose, doenças crônicas como diabete, insuficiência renal ou hipotireoidismo são alguns dos responsáveis pela infertilidade secundária. Segundo Sabino, o tratamento é o mesmo da infertilidade primária, mas como a média de idade deste grupo é maior, são mais agressivos.
 
– O diagnóstico precoce ainda é a melhor maneira de tratar e aumentar as chances de ter o segundo bebê – destaca.
 
Entre as possiblidades de tratamento para as diversas causas da infertilidade estão a indução da ovulação, a inseminação intra-uterina, cirurgias para diagnosticar e tratar doenças dos órgãos genitais internos, fertilização 'in vitro', ICSI (fertilização ‘in vitro’ com injeção de um único espermatozóide em cada óvulo), doação de óvulos ( indicada para mulheres mais velhas ou que não produzam óvulos), coleta cirúrgica ou com agulha do epidídimo e testículo (para homens que não ejaculam espermatozóides) e doação de espermatozóides.
 
Fonte Zero Hora

OMS não vê sinais de transmissão humana em nova aparição da gripe aviária

Alguns chineses se queixaram de que as autoridades demoraram
 muito para anunciar as mortes no domingo
Segundo organização, não há evidências de que o tipo de gripe que matou dois chineses em fevereiro possa ser transmitido entre pessoas
 
A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou que ainda não surgiu nenhuma evidência para mostrar que um tipo de gripe aviária que matou dois homens chineses possa ser transmitido entre pessoas.
 
Dois homens de Xangai, com 87 e 27 anos, adoeceram no final de fevereiro. Uma mulher na província de Anhui também contraiu o vírus no início de março e está em estado crítico.
 
"Neste momento, estes três são casos isolados, sem evidência de transmissão entre humanos", afirmou o representante da OMS na China, Michael O'Leary, a jornalistas, nesta segunda-feira.
A Comissão Nacional de Saúde e Planejamento Familiar da China confirmou no domingo que os três casos eram do vírus H7N9, que não era previamente conhecido por infectar humanos.
 
"Um novo vírus tende a ser mais virulento no começo. Ou vai se tornar um vírus verdadeiramente humano, caso em que temos que começar a lidar com ele regularmente, ou vai ser principalmente um vírus animal com apenas um caso humano raro", disse O'Leary.
 
Alguns chineses se queixaram de que as autoridades demoraram muito para anunciar as mortes no domingo. O'Leary afirmou que o governo agiu corretamente, já que as mortes precisavam ser investigadas.
 
"A China, na verdade, há um bom tempo vem relatando prontamente e abertamente. Acho que a Sars foi um ponto de virada globalmente para esse tipo de coisa. Não apenas na China", disse.
 
Ele se referia à epidemia de 2003 da Síndrome Respiratória Aguda Grave, que causou um escândalo quando os números oficiais de casos foram dramaticamente revisados para cima posteriormente.
 
A Sars surgiu na China e matou cerca de um décimo das 8.000 pessoas infectadas em todo o mundo.
Pessoas que compravam aves em um mercado de Xangai nesta segunda-feira disseram que estavam preocupadas com os incidentes tornados públicos apenas algumas semanas após as mortes, e afirmaram que esperavam que o governo fosse rápido em relatar novos casos.
 
"No futuro, não importa o que seja, o governo deve tornar público rapidamente e deixar que as pessoas saibam mais cedo. Dessa forma, elas podem se prevenir", disse Zhang Zhili, de 60 anos.
 
Muitos usuários do microblog chinês conhecidos como "Weibo" disseram suspeitar que o mais recente surto de gripe aviária era relacionado aos mais de 16.000 porcos mortos encontrados recentemente despejados em rios nos arredores de Xangai.
 
O'Leary disse que, embora os porcos mortos fizessem parte da investigação geral, não havia nenhuma evidência de qualquer conexão.
 
Não se sabe como as três vítimas foram infectadas. O vírus não parece altamente contagioso porque nenhuma anormalidade de saúde foi detectada entre 88 dos contatos próximos das vítimas, disse a comissão de saúde.
 
Fonte iG

Nasa convida brasileiro para apresentar medicina do futuro

Leonardo foi o Brasileiro selecionado pela Nasa e
levou na bagagem o bom "olho no olho"
Simpósio internacional reuniu tecnologias que vão revolucionar a saúde. Leonardo Aguiar foi premiado por apostar no bom e velho "olho no olho”

Uma máquina que devolve o movimento aos tetraplégicos, um aparelho de ginástica que eleva a temperatura do corpo e a pressão para facilitar o emagrecimento ao toque de um botão, médicos-robôs...e uma boa conversa.
 
Em meio ao aparato hi-tech reunido no Simpósio Internacional sobre o futuro da medicina – organizado pela Nasa, a agência espacial americana – o médico brasileiro Leonardo Aguiar, 37 anos, foi convidado para apresentar sua técnica premiada para revolucionar o tratamento médico.
 
“Meu método não tem nenhuma tecnologia. Aposto no bom e velho olho no olho”, disse .
 
Cirurgião plástico, discípulo de Ivo Pitanguy (o papa da plástica brasileira e internacional), professor da Universidade de Medicina de Blumenau (Santa Catarina), Aguiar inscreveu seu projeto de pesquisa para tentar ocupar uma das 80 vagas oferecidas pela Nasa no curso de capacitação chamado FutureMed, realizado há dois anos, na Singularity University, instalada no Vale do Silício (EUA).

“Não acreditava que seria escolhido, porque imaginava que a Nasa só queria lasers, botões, robôs e telemedicina. Mas já havia recebido um prêmio em 2012 por causa do método desenvolvido e arrisquei”, lembra.

“Foram seis meses de entrevistas virtuais até que me escolheram para estar entre um dos médicos do futuro. Disseram que o meu trabalho é um contraponto importante no uso tecnológico em favor da saúde.”

Durante o mês de fevereiro, Aguiar participou dos cursos e realizou palestras para os principais nomes da tecnologia em saúde. Convidou os profissionais da medicina, de todos os cantos do planeta, a “descerem do pedestal e a ouvirem mais o paciente”.

Leia a entrevista:

Qual o objetivo da capacitação e como ela pode mudar a vida dos pacientes?
Leonardo Aguiar: A Singularity University criada pela Nasa reúne uma série de companhias do Vale do Silício (nos EUA) que não querem ganhar dinheiro. O objetivo deles é mudar o mundo. Com este conceito, eles fundaram um braço na área da saúde, chamado FutureMed. São selecionados 30 nomes para participar da capacitação e cada um leva um projeto e uma experiência na área da saúde para divulgar. O objetivo é formar um caldeirão de inovações em saúde, que chegue à população de maneira rápida, eficiente e barata.

Você foi um dos selecionados apesar de ter um projeto nada nada tecnológico, é isso?
Aguiar: Desenvolvi um método chamado co-criação que basicamente serve para mostrar que o médico não é dono nem da saúde nem da doença do paciente. Todos nós médicos precisamos descer do pedestal. Primeiro porque hoje ninguém mais trabalha sozinho. A equipe que funciona é formada por especialistas de várias áreas, enfermagem, nutrição, terapia ocupacional. Os profissionais precisam entender que o paciente faz parte deste time e tem sim poder de voto nas decisões. Mais do que isso, o paciente está no centro das decisões. Eu sou cirurgião plástico e, diariamente, discuto com os pacientes qual é o tamanho da prótese de silicone que ela deseja, o tipo de cicatriz e uma série de outras possibilidades da cirurgia. Existem pessoas que querem escolher a melhor fase da lua para operar e, se isso for importante para ela, eu tenho de respeitar.

O conceito de medicina foi criado em um período de guerra e a cura era o único propósito por não existir outra forma de conduta. Eram muitos feridos e era preciso decidir, por exemplo, quem amputar, quem operar, quando valia tentar a sutura. Agora vivemos outro período, mas a cura a qualquer preço continua sendo a meta exclusiva dos médicos. A medicina do futuro que eu defendo prega qualidade do serviço e menos sofrimento no processo. A decisão por qual procedimento escolher deve envolver diminuir dor, angústia, melhorar o tempo de atendimento e, principalmente, acabar com o sofrimento, seja ele uma orelha de abano, uma deformação no rosto ou um coração que não funciona bem.
 
Além de ouvir o paciente, em que mais consiste o seu método?
Aguiar: A proposta é traçar um planejamento, junto com o paciente, desde a primeira consulta até o objetivo final. E está é uma pergunta que os médicos não fazem para os pacientes: 'qual é o seu objetivo?' Claro que entre a primeira consulta e a meta do paciente existem exames e consultas de protocolo, mas todas as decisões precisam levar em conta o meio em que este doente está e qual a relação dele com o problema. Por exemplo: se a pessoa tem cachorro em casa e vai fazer uma cirurgia isso implica em orientar como deve ser a relação com o cão no pós-cirurgico. É basicamente uma conversa, que é sempre terapêutica, e a humildade de saber que o paciente sabe. Ele tem informação. Não é marionete. A função do médico é orientar e não decidir
 
E um conceito de saúde tão primordial, e ao mesmo tempo tão antigo, como o “olho no olho” na medicina causou surpresa na Nasa?
Aguiar: Eu tinha dúvidas na hora de inscrever o projeto na pré-seleção, porque imaginei que a Nasa estava focada em laser, máquinas e robôs. Foram seis meses de conversas virtuais, eles questionando o método até me escolherem. Mas o projeto é embasado em muita pesquisa e acredito que os organizadores queriam este contraponto. Hoje existem duas situações: os médicos mais novos, criados em relações apoiadas em rede sociais, têm mais dificuldade no relacionamento pessoal, em conversar cara a cara, lidar com medos, angústias e frustrações. Qualquer um sabe que é mais fácil terminar um namoro por email do que pessoalmente. Porém, em medicina, nenhum exame ou tecnologia substitui o contato físico.
 
Ao mesmo tempo, os médicos mais velhos têm dificuldades em usar as tecnologias, fundamentais para o exercício da medicina, na hora de agendar consultas, preencher fichas, etc. Também é verdade que o mundo virtual pode ser usado para melhorar o tempo e a relação entre médico e paciente. É preciso o equilíbrio entre estes dois lados da moeda. Além disso, a internet exige que o médico desça do pedestal porque o doente não busca mais o saber do médico. Ele chega ao consultório para confrontar o que o médico sabe ou não, porque tem uma rede de contatos: o google, sites especializados, amigos em rede que já passaram pelo problema, etc.
 
E você já esteve no pedestal? Se sim, o que te fez descer dele?
Aguiar: Eu já. Sou cirurgião plástico, trabalhei na equipe do Ivo Pitanguy, foi escolhido por ele para ingressar no time. Uma hora ou outra, você acha que é o dono da verdade só porque sabe como fazer. Mas foi o próprio Pitanguy que me trouxe para o solo. Enquanto todo mundo se preocupava com a lipoaspiração de última geração, ele conversava com a paciente e preocupava-se em ver se o quarto tinha duas camas para o acompanhante. Ele me ensinou que o cirurgião plástico usa o bisturi para afagar a alma das pessoas. Eu entendi que todos os médicos, não importa o instrumento e a especialidade, também devem ter o foco na alma. E na Nasa atestei que os astronautas mais importantes, os desenvolvedores de tecnologias mais avançadas, também têm esta filosofia. Quanto mais conhecimento, mais humildade.
 
Fonte iG