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terça-feira, 2 de abril de 2013

7 exemplos de controle de qualidade com prontuário eletrônico

Atualmente a boa gestão tem que passar pelo PEP e a Philips, desenvolvedora do sistema Tasy, divulga alguns benefícios para os profissionais da área
 
Há muitas décadas o prontuário vem sendo utilizado para documentar todas as informações do atendimento ao paciente, criando uma base de dados que facilita a continuidade da assistência prestada. Durante anos sendo utilizado no formato em papel, com o avanço da tecnologia, criou-se o conceito de Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) que, por meio de um sistema, mantém as informações em uma base de dados única.
 
Atualmente, pode-se afirmar que o PEP é um poderoso instrumento de trabalho que não só facilita a integração de informações e dados clínicos, mas que também gera confiabilidade ao paciente e aos envolvidos no processo. O PEP garante legibilidade dos registros, organiza de melhor forma as informações e as identificações dos pacientes, e permite o uso simultâneo, já que disponibiliza as informações a todos os profissionais envolvidos.
 
Como a fonte de informação é única, erros contínuos são minimizados em comparação com o repasse de informações em prontuários de papel.
 
A Philips, desenvolvedora do sistema Tasy, presente na solução PEP, divulga exemplos de controle de qualidade que se pode adquirir com o prontuário:
 
Evento Flebite: é considerado um indicador relevante de qualidade da assistência nas instituições e, quando inserido no prontuário eletrônico apresenta informações sobre como a flebite ocorreu. Geralmente essas informações são detalhadas pela equipe de enfermagem, porém, a ficha Flebite foi adicionada ao PEP, a fim de disponibilizar um registro mais aprofundado. Por meio dela, é possível identificar a origem da flebite, se foi adquirida no setor ou em outra unidade, o tipo de acesso venoso periférico, o tipo de dispositivo utilizado, o local, a lateralidade e o horário em que foi inserido e retirado. Além disso, existe uma escala de classificação da flebite por meio da qual se pode atribuir um grau de comprometimento. Todos esses dados servem de suporte à gestão da qualidade da instituição.
 
Evento Queda: é onde dados específicos podem ser inseridos a fim de obter indicadores exclusivos de qualidade que fundamentam as decisões e circunstâncias clínicas. Local da queda, observações, tipo de ocorrência (se caiu ou quase caiu) e gravidade, se houve lesão moderada ou leve, etc. Após esses registros, há possibilidade de descrever as condições e as consequências da queda, que podem influenciar significativamente nos indicadores da qualidade e a verificação de qual conduta foi tomada.
 
Evento Problema relacionado com medicamentos: gera a ficha PRM (Problema relacionado com medicamentos) que indica onde ocorreu o problema com medicamentos, as medidas tomadas e a consequência dessas decisões. Na ficha PRM são descritos os níveis do risco (alto ou não), a origem da área (quem originou o erro), o medicamento, a origem da ocorrência, o tipo de problema e os fatores que contribuíram para a ocorrência.
 
Todas essas informações são importantes para que se consiga analisar por que ocorreu algum tipo de erro de medicamentos e assim, gerir medidas de prevenção e/ou controle.
 
Evento Úlcera por pressão: onde a ficha UPP (Úlcera por pressão) é gerada. Na subpasta Feridas, pode-se vincular o evento a um registro da lesão. Localização da ferida, tipo de lesão, formato, se o paciente foi admitido com a lesão ou não, acesso ao 1º registro de Braden (escala com 6 itens de risco para desenvolver uma lesão) e Braden pré-evento. Há uma associação com os registros de Braden, com a intenção de verificar se o paciente possuía algum risco para desenvolver a úlcera.
 
Na subpasta Curativo, podem ser descritas características específicas da lesão, como tamanho, profundidade, borda, presença de necrose e dor, entre outros, gerando um escore que possibilita nortear o tratamento. Além do escore de gravidade, é possível registrar o grau ou o estágio da lesão e registrar quais são os materiais que foram utilizados pelo paciente, com a possibilidade de gerar a prescrição para a farmácia.
 
Evento Retirada não programada de dispositivos: possibilita controlar as causas e os motivos pelos quais houve uma retirada não programada. A ficha Retirada não programada traz as informações de instalação e controle dos dispositivos utilizados. Essas informações vêm diretamente da ADEP (Administração Eletrônica da Prescrição), sendo, portanto, um pré-requisito de utilização. Na ficha, serão inseridos dados que podem ser diretamente vinculados à retirada não programada de dispositivos: sedação, cobertura do dispositivo e desfecho.
 
Evento Dor: criado exclusivamente a partir da necessidade de fazer comparações de indicadores em um determinado período de tempo. Por meio dele, muitos dados sobre dor que estão no sistema são capturados e inseridos em uma tabela e através de uma “job”, que roda em um horário previamente estabelecido. Alguns indicadores podem ser analisados: prevalência de dor, taxa de avaliação, taxa de reavaliação e taxa eficaz.

Esse processo automatiza os dados e deve ser ativado pela instituição e liberado pela Philips, e o objetivo principal é a comparação de dados para que haja possibilidade de avaliar e mensurar com eficácia os indicadores relacionados à dor.
 
Bloqueio muscular e nervoso: é voltado, basicamente, para instituições que tratam de pacientes com trauma e utilizam a técnica de aplicação de toxinas com intuito de ver até que ponto um paciente pode voltar a ter movimentos de flexão, por exemplo, e retrocesso de sua situação clínica.
 
Pacientes com lesões e com algum tipo de trauma necessitam, muitas vezes, de tratamento com aplicação de toxina botulínica para melhoria e retorno dos movimentos. O item do prontuário eletrônico “Bloqueio muscular e nervoso” foi desenvolvido em parceria com o Instituto de Reabilitação Lucy Montoro para registrar as aplicações, anexar imagens do paciente (foto) ou imagens do banco (editáveis) e, também, permite acesso à escala de Ashworth, por meio da qual é possível registrar em qual membro foi utilizada a toxina e controlar tais aplicações. Além disso, através desse item, é possível ter acesso a informações sobre o local de aplicação, a articulação, a toxina utilizada, a quantidade, a previsão de dose e os pontos de administração.

Para incrementar as informações, a pasta Histórico apresenta dados sobre a toxina aplicada e as escalas, por exemplo a escala de Ashworth, e a partir da toxina utilizada ainda se pode registrar o bloqueio do respectivo nervo. Sendo assim, por meio da pasta Bloqueio do nervo, pode-se controlar o bloqueio, qual o local e a lateralidade do nervo.
 
Fonte Saudeweb

Telemedicina e Telessaúde: avanços e dificuldades

Para Chao Wen, da FMUSP, é preciso tomar cuidado, pois as tecnologias por si só podem não ser atrativas. O importante é inseri-lás em serviços educacionais, assistenciais, diagnósticos ou de pesquisa que gerem benefícios
 
A revista FH entrevistou: Chao Lung Wen
 
Quem
Médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, com doutorado em 2000 com a Tese Ambiente Computacional de Apoio à Prática Clínica, e a primeira Livre-Docência em Telemedicina na Faculdade de Medicina da USP, em setembro de 2003.

O que faz
- Chefe da Disciplina de Telemedicina da FMUSP;
- Presidente do Conselho Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde (CBTms);
- Membro da Comissão Permanente de Telessaúde e do Comitê Executivo de Telessaúde do Ministério da Saúde;
- Coordenador do Núcleo de Telemedicina e Telessaúde do HC-FMUSP;
- Coordenador do Núcleo São Paulo do Projeto de Telemedicina e Telemática em Apoio à Atenção Primária do Ministério da Saúde.
- Orientador dos programas de pós-graduação da Patologia e Fisiopatologia da Faculdade de Medicina da USP;
- Coordenador da unidade HC-FMUSP da Rede Universitária de Telemedicina (RUTe/RNP/MCT);
- Autor de mais de 10 trabalhos publicados sobre Telemedicina, 20 trabalhos apresentados em congressos internacionais e 30 em congressos nacionais. Proferiu mais de 150 palestras e ministrou cursos de treinamento em Telemedicina e Telessaúde;
- Escritor de capítulos de livros sobre Telemedicina e um dos autores da coleção Clinica Médica, do HC-FMUSP, conjunto de livros sobre medicina interna, com mais de 6.000 páginas;
- Responsável pela criação do Projeto Homem Virtual em 2003.
 
Revista FH: As empresas de tecnologias veem no Brasil uma grande possibilidade para investimento em Telemedicina devido a grande extensão territorial e potencial de crescimento do acesso à saúde. Como você analisa o papel dessas empresas?
Chao Lung Wen:
As empresas estão certas, porém é preciso tomar cuidado, pois as tecnologias por si só podem não ser atrativas. O importante é inserir as tecnologias dentro de um contexto de serviços (educacionais, assistenciais, diagnósticos ou de pesquisa) que geram benefícios. Isto somente poderá ser feito por profissionais que entendem do assunto saúde, sua cadeia funcional e como se pode obter melhoria da eficiência na cadeia de trabalho, ou seja, na cadeia produtiva de saúde.
 
FH: Parcerias entre governo e essas empresas de tecnologia são fundamentais para viabilizar a telemedicina? Como se dão essas parcerias?
Wen: O governo brasileiro tem fomentado atividades de aplicação de tecnologias em saúde, como em atenção primária, emergências, doenças crônicas, saúde do idoso, saúde materna, entre outras. Por outro lado, a formação de núcleos de pesquisa contínua é importante para o aprimoramento das soluções e a formação de recursos humanos, digo, profissionais de saúde e tecnologia. Assim, o governo gera demandas e as empresas, por meio das universidades, podem gerar modelos e soluções efetivamente eficazes, que seriam aplicados a essas demandas do governo.

Considerando a expertise adquirida e a equipe formada, pode-se também gerar soluções para serem aplicadas aos segmentos de medicina de grupo e privado.
 
FH: Há iniciativas na área de telemedicina advindas de hospitais filantrópicos. Mas e os hospitais puramente privados, há oportunidades para eles? Eles estão inseridos dentro do desenvolvimento de telemedicina no País?
Wen: As pesquisas de soluções em telemedicina são aplicáveis tanto para a área privada como para a área pública. Existem centros de excelência que têm desenvolvido trabalhos importantes em teleducação e telessaúde para apoiar o SUS, mas que, por sua vez, os resultados obtidos podem ser facilmente aplicados no segmento privado.

Acredito que se houver uma integração de ações ainda maior entre estes hospitais filantrópicos com universidades, poderemos acelerar a formação de mais profissionais especializados. Inclusive, as atividades podem se transformar em publicações e pós-graduações, em nível de mestrado e doutorado, aumentando assim a massa crítica de profissionais no Brasil que trabalhariam nesta área.
 
FH: O Incor recebeu R$ 20 milhões em investimento para o seu novo centro de telemedicina, que tem participação da FMUSP. Qual a importância do projeto do ponto de vista do ineditismo que o centro propõe com a discussão de casos clínicos pela web?
Wen: A disciplina de Telemedicina da Faculdade de Medicina da USP é integrante do grupo executivo que está projetando a ação de Tele-Emergência cardiológica, sob a liderança do InCor. O grande ponto de destaque é a estruturação de uma rede que consegue prover uma infraestrutura de serviço de apoio para situações que precisam de orientação especializada cardiológica nos locais de pronto-socorro ou pronto-atendimento. Esta estratégia é muito importante para a redução de agravos, e possibilita oferecer uma ação ágil de qualidade.
 
FH: No caso do Incor será disseminado alto conhecimento na área cardiológica.
Qual o principal foco da telemedicina do ponto de vista de especialidades médicas? Ela é uma aliada à prevenção?
Wen: Ressalto que no caso do InCor, o projeto é focado na Tele-Emergência e envolve inclusive a orientação e qualificação dos profissionais em serviço.

O InCor, por meio do serviço de TeleECG, também desenvolve atividades de educação sobre ECG através de Teleducação Interativa, e participa do Programa Telessaúde Brasil Redes, Núcleo São Paulo, do Ministério da Saúde, disponibilizando laudos de ECGs enviados pelas unidades participantes do projeto. Assim, pode sim ser aliada à prevenção.
 
FH: O Ministério pretende chegar a 158 núcleos da rede RUTE em 2014, hoje são 73. Quais são as estratégias de expansão para alcançar essa meta?
Wen: A RUTE é fundamentalmente a estruturação de um backbone (uma espécie de rede de transporte) de alto desempenho para integração dos hospitais universitários e para incentivar a interação entre eles por meio da organização e realização de programas e atividades educacionais e assistenciais. A estratégia é justamente manter essa integração e interação entre as partes.
 
FH: Do ponto de vista da tecnologia da informação, quais as principais dificuldades de infraestrutura para implantar a telemedicina em lugares remotos?
Wen: O ponto principal atualmente é a conectividade. Muitas localidades distantes e regiões periféricas de grandes metrópoles possuem importantes limitações de conectividade à internet. O segundo ponto é uma distribuição que ofereça a facilidade de acessibilidade móvel. Neste caso, tablets e notebooks/ultrabooks para saúde ajudariam o processo. O terceiro fator, que não está envolvido com tecnologia, é a capacitação dos profissionais de saúde e a criação de uma rotina na qual a utilização da telemedicina e telessaúde possa agilizar o processo de cuidados à saúde da população.
 
FH: Como são definidos os municípios que serão contemplados com a telemedicina? Como isso se dá dentro da estratégia do Programa Saúde da Família?
Wen: O Ministério da Saúde publicou portarias no Diário Oficial da União, em 2011 e 2012, que caracterizam a telessaúde e os critérios de inclusão. Estão muito focados em áreas com cobertura de PSF, priorizando locais em que se precisa aumentar o IDH [Índice de Desenvolvimento Humano].
 
FH: A expansão do número de grupos de pesquisa nas instituições universitárias e a estruturação da telemedicina como uma disciplina podem ser consideradas pontos relevantes em relação à consolidação do uso no País? Como as instituições de Saúde enxergam a disciplina de telemedicina?
Wen: Sim. A organização de atividades de telemedicina em forma de disciplinas é importante para garantir a formação contínua desde a graduação, expandindo para a residência médica e pós-graduação. Além da disciplina de Telemedicina da Faculdade de Medicina da USP, outras universidades brasileiras estão neste processo de organização, como a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
 
FH: Comparando com outros países emergentes de grande extensão territorial como China, Rússia e Índia, como está o Brasil no contexto da telemedicina?
Wen: O Brasil está avançando com um bom incentivo governamental. Porém, precisa integrar melhor as ações, tanto dentro do próprio Ministério da Saúde como a integração entre os ministérios e atividades em conjunto com estados e municípios. Sem esta ação conjunta, teremos ações pontuais, limitadas a projetos. Com isto, será mais difícil transformar em programa contínuo. A Índia investiu em lançar um satélite exclusivo destinado à saúde. O Brasil também poderia pensar em alocar pelo menos uma parte das capacidades funcionais de um satélite de comunicação para fins de educação e pesquisa.
 
FH: Dentro da estratégia do Ministério da Saúde há algum modelo de telemedicina de outro país que é usado? Em sua opinião, há algum modelo no exterior que podemos usar exemplos e copiar iniciativas? Qual e por quê?
Wen: As soluções de telemedicina são intercambiáveis. Assim, as experiências de um país podem ser aplicadas no Brasil, desde que estejam adequadamente adaptadas para a nossa realidade. Assim, é fundamental a formação de uma massa crítica de pesquisadores na área para que o país possa progredir mais rapidamente.
 
FH: Qual a principal diferença entre telemedicina e telessaúde?
Wen:
Não existe apenas uma definição. Alguns indicam que a telemedicina é a aplicação da tecnologia interativa na área médica, enquanto que a telessaúde refere-se às outras áreas de saúde excluindo a medicina. Outros preferem pensar que a telemedicina é uma área da telessaúde. Não importa exatamente a definição, o que importa é a meta de aplicar a tecnologia para otimizar o processo de saúde das pessoas. Tenho um pensamento para reflexão sobre telemedicina e telessaúde: telemedicina é processo de otimização da recuperação de uma pessoa do estado de doença para estado de saúde com reforço no processo humanizado.

Telessaúde é o processo de valorização de saúde (eCare/ eHealth), redução de riscos e redução de agravos.
 
FH: A rápida evolução tecnológica dos últimos anos nas áreas de eletrônica, telecomunicação e computação tornou acessíveis tecnologias que, outrora, tinham custos proibitivos. Em sua visão, este fato pode ser considerado um facilitador do surgimento da telessaúde no Brasil?
Wen: Sim. O acesso a equipamentos com capacidades de processamento cada vez maior e custo cada vez menor, aliado à maior oferta de conectividade, facilitaram o surgimento e expansão da telessaúde no Brasil.
 
FH: Existe um atual projeto de Telemática e Telemedicina em apoio à Atenção Primária à Saúde no Brasil coordenado pelo Ministério da Saúde. Qual é a participação da Faculdade de Medicina da USP neste desenho?
Wen: A Faculdade de Medicina da USP participou da elaboração do primeiro projeto de Telemática e Telemedicina em Apoio à Atenção Primaria, em dezembro de 2005, para o Departamento de Gestão da Educação na Saúde (DEGES/SGTES) do Ministério da Saúde e, desde então, vem trabalhando juntamente com o SGTES, ininterruptamente, como Núcleo Técnico Científico do Estado de São Paulo do Programa Telessaúde Brasil Redes.
 
FH: É possível, por meio deste projeto, aprimorar os conhecimentos das equipes do Programa de Saúde da Família (PSF)?
Wen: Claro que sim. Entre diversas ações que o Núcleo São Paulo desenvolve, temos a Educação Interativa à distância, a Segunda Opinião Formativa, a Biblioteca de Vídeos de Educação Aplicada e o Acervo do Projeto Homem Virtual, onde se faz uso de computação gráfica 3D para explicar temas relevantes e complexos, de forma objetiva e dinâmica.
 
FH: Ao longo desses anos estudando e conhecendo os projetos de telemedicina, o que mais te emocionou?
Wen: O que mais me emociona nas atividades de telemedicina é a possibilidade de promover o desenvolvimento da saúde das comunidades, integrando as ações de saúde em atenção primária com o Projeto Jovem doutor, que conta com o envolvimento estudantil, para o desenvolvimento das comunidades de forma sustentada e contínua.
 
FH: Suas linhas de pesquisa incluem também educação mediada por tecnologia e teleeducação interativa. O seu objetivo final vai além da aprendizagem colaborativa?
Wen: As minhas linhas de trabalhos são em Educação Interativa e Tecnologias Educacionais Interativas para potencialização da Educação em Saúde.

A Educação Interativa fundamentalmente estimula a educação adaptativa e é baseada em multimeios. Promove o aprendizado flexibilizado, colaborativo, com mensagens significativas, interativo, com compartilhamento de experiências, educação comportamental, atitude e a construção de valores.
 
FH: Em sua opinião, a telemedicina evoluiu nos últimos cinco anos? Quais são os obstáculos que a impedem de ir mais longe?
Wen: A telemedicina evoluiu muito. Os nossos principais obstáculos estão relacionados com a cultura dos profissionais de saúde no uso de tecnologia e nas conectividades.
 
FH: Como pensador, como disseminar conhecimento?
Wen: Existem vários pontos importantes para difundir conhecimento. Entre eles posso citar a criação de marcos de referência de informações para quem está aprendendo.

Assim, a pessoa pode se orientar mais facilmente; oferecer visões de como abordar situações práticas, oferecendo ao aluno uma segurança de como lidar com situações do dia a dia; educar quando ele deve rapidamente pedir apoio, pois a formação permite criar um senso que visa a reduzir agravos; desenvolver uma disciplina e o gosto pela atualização continuada; e sobretudo desenvolver o valor comportamental, da paixão de cuidar das pessoas que precisam dele.
 
Fonte Saudeweb

SUS fará retirada e reconstrução da mama em cirurgia única

"Atualmente as cirurgias são adiadas indefinidamente em muitas unidades do sistema público habilitadas para o procedimento"
 
O Plenário do Senado aprovou o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 3/2012, que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a fazer cirurgia plástica reparadora imediatamente após a retirada da mama, em casos de câncer. A matéria vai à sanção presidencial.
 
A relatora da matéria, senadora Ana Amélia (PP-RS), lembrou que a proposta já havia sido aprovada por unanimidade na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). A medida, segundo ela, vai beneficiar sobretudo as mulheres mais pobres.
 
A aprovação do projeto, de autoria da deputada Rebecca Garcia (PP-AM), foi saudada também pelos senadores Paulo Paim (PT-RS) e Waldemir Moka (PMDB-MS).
 
Na votação na CAS, há duas semanas, Ana Amélia considerou meritórios dois aspectos do projeto: a determinação da “imediata” reconstrução da mama e a preocupação em garantir que, na ausência de condições favoráveis para a cirurgia única, o ato seja realizado assim que estas forem alcançadas.
 
Atualmente, conforme frisou a senadora, as cirurgias são adiadas “indefinidamente” em muitas unidades do sistema público habilitadas para o procedimento. Por isso, para Ana Amélia, o projeto aperfeiçoa a legislação, ao concretizar um direito já previsto em lei, para que as mulheres possam contar com a reconstrução da mama em casos de mutilação devido ao câncer.
 
Fonte Saudeweb

Seus concorrentes querem que você continue atento aos copos descartáveis

Por Ronie Oliveira Reyes
 
Empresas vivem em um constante processo de revisão de seus custos. Alguns consistentes, através da disseminação contínua da consciência de aversão ao desperdício como parte da cultura corporativa e outras em atos desesperados, que muitas vezes se refletem no temido corte de funcionários (e seus impactos no clima organizacional) ou na contenção de uso de produtos básicos como, por exemplo, a reutilização de copos descartáveis.
 
Como questão de sobrevivência de hospitais, clínicas e laboratórios, esta jornada pela aplicação racional dos investimentos a fim de garantir a operação do negócio é uma tarefa, sem dúvida, imprescindível. Porém, ela nunca tem um ponto final.
 
O desperdício de recursos é uma consequência da complexidade alcançada pelas organizações no
competitivo mercado dos dias atuais, no qual é literalmente impossível acompanharmos minuciosamente cada etapa da cadeia que constrói o produto ou serviço oferecido ao mercado.
 
Poderíamos, inclusive, afirmar que as organizações que detêm os melhores cases de sucesso financeiro não são aquelas que “zeram” seus desperdícios, mas sim as que menos perdem dinheiro no seu processo produtivo.
 
Em empresas normais, com um perfil mais profissional exercitado ao longo de anos vividos em um ambiente com alta concorrência, a eficiência operacional discutida há pelo menos 04 décadas não conseguiu dar cabo de todos os ralos por onde escoam os recursos. Imagine, então, o que deve estar ocorrendo no mercado da saúde em que, ao olharmos por sobre nossos ombros, vemos instituições que até pouco tempo tinham vergonha de declarar fins lucrativos para seus empreendimentos.
 
Ninguém gosta de perder dinheiro e sei que muitos de vocês estão pensando corretamente que metodologias ou treinamentos específicos (Lean,mapeamento de processos, 5S,etc.) podem contribuir para diminuir este fluxo nocivo. Porém, sejamos sinceros que nem sempre estas ações são viáveis para as instituições de saúde, seja pela disponibilidade local, pelo investimento necessário, pelo tempo de implantação ou mesmo pela resistência cultural na própria empresa.
 
É certo que quando não podemos dar grandes saltos, temos que ao menos saber caminhar corretamente, tornando a excelência do básico o primeiro compromisso de nosso planejamento. E, é aqui que, mais uma vez, gostaria de destacar a importância e relativa facilidade em se extrair resultados rápidos e extremamente significativos por meio do investimento na capacitação de compradores.
 
O Depto de Compras de uma empresa é, sem sombra de dúvida, a área que pode melhor maximizar investimentos feitos em sua estrutura. Compradores preparados e motivados conseguem descobrir fontes de economia mascarados ao longo do processo, podem gerar receitas sem aumentar o investimento na atração de novos clientes, podem melhorar a relação com o mercado atraindo parceiros e soluções para o negócio e, principalmente, podem evitar que os executivos comecem a fazer escolhas indesejáveis quando analisam seu fluxo de caixa.
 
Assim, se as grandes soluções parecem distantes ou inviáveis para os gestores da saúde, a manutenção de um Depto de Compras capacitado é o mínimo que se espera de quem tem como compromisso encontrar a melhor relação entre o custo e a receita do seu negócio. Compradores podem e devem evitar que você continue a perder dinheiro.
 
Agora, se até esta necessidade básica parecer algo menos importante ou cara demais, talvez seja realmente melhor acompanhar o consumo de copos descartáveis na esperança de encontrar ali o recurso que falta para estabilizar financeiramente sua instituição.
 
Siga em frente. Seus concorrentes contam com isso….
 
Fonte Saudeweb

Derrube sete mitos sobre o emagrecimento

No Dia da Mentira, derrube sete mitos sobre o emagrecimento Maristela Acquaviva Galvez/Divulgação
Quanto mais variado for o seu cardápio, mas fácil será perder peso
Vigilantes do Peso esclarece algumas mentiras sobre alimentação e atividades físicas
 
Não comer à noite, cortar os carboidratos do cardápio e sentir fome ao praticar atividades físicas são apenas algumas ideias falsas que as pessoas ainda mantêm quando seguem um programa de emagrecimento. Porém, é pouco provável que esses comportamentos tragam resultados positivos a longo prazo. Eles podem ocasionar constantes oscilações de peso, o famoso efeito sanfona. O Vigilantes do Peso celebra o Dia da Mentira derrubando sete mitos sobre alimentação e atividades físicas e esclarece alguns hábitos que prejudicam o emagrecimento saudável e sustentável.

• Mito 1: Comer à noite engorda
A qualidade e a quantidade dos alimentos consumidos são fatores decisivos para o emagrecimento, e não o horário. Não vale comer tudo o que vê pela frente em uma só refeição e pular a seguinte. Dependendo do que consumir e do quanto consumir, você poderá até ganhar peso.

• Mito 2: Para emagrecer, é preciso cortar os carboidratos da alimentação
Os carboidratos são fundamentais para a nossa saúde, pois são grande fonte de energia. Os carboidratos prejudicam o emagrecimento somente quando são ingeridos em grandes quantidades. Portanto, não devemos cortá-los do cardápio, mas escolher aqueles que são mais saudáveis, como os integrais, e a quantidade certa.

• Mito 3: Não é necessário tomar mais líquido quando se pratica atividades físicas
São necessários, no mínimo, seis copos de água por dia para hidratar o corpo, mas, ao praticar atividades físicas, beber líquido antes, durante e depois de exercitar-se é fundamental para evitar a desidratação. Devemos ficar atentos e dar ao corpo a água de que ele precisa.

• Mito 4: Exercícios físicos aumentam o apetite
Atividades físicas de intensidade baixa e moderada não exigem a reposição de nutrientes. Sendo assim, não aumentam o apetite. A fome após o exercício físico pode acontecer porque o exercício é um desafio emocional e, depois de desafios emocionais, estamos condicionados a buscar algum tipo de recompensa. Neste caso, a recompensa seria a comida. Para testar se a fome é física ou emocional, experimente tomar um líquido e veja se fica satisfeito. Caso ainda sinta fome, procure um lanche saudável, como uma fruta, por exemplo.

• Mito 5: Eliminar do cardápio todas as guloseimas garante a perda de peso
Privar-se do que você gosta pode até funcionar no início, mas não vai contribuir para o seu emagrecimento a longo prazo. Restrições excessivas são difíceis de manter e só vão deixá-lo infeliz. Em algum momento, você vai acabar se rendendo às tentações e jogando fora todo o esforço para perder peso. Consuma guloseimas com moderação e fique atento às porções dos alimentos.

• Mito 6: Para emagrecer, basta praticar atividades físicas
Os exercícios, isoladamente, não garantem a perda de peso, apesar de auxiliarem no processo de emagrecimento e na manutenção do peso saudável. Para emagrecer de forma definitiva, além de ser mais ativo, é necessário manter uma alimentação equilibrada, ter um estilo de vida saudável, viver em um ambiente que o apoie e, por fim, ter pensamentos e atitudes positivas que favoreçam a perda de peso.

• Mito 7: Variar o cardápio prejudica o emagrecimento
Consumir os mesmos alimentos diariamente pode fazer do seu plano alimentar um verdadeiro martírio. Quanto mais variado for o seu cardápio, mas fácil será perder peso. Um programa alimentar flexível e escolhas inteligentes vão ajudar no emagrecimento saudável e sustentável.
 
Fonte Diário Catarinense