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terça-feira, 2 de abril de 2013

Desafio do autista é transmitir ao mundo o que sente

Brasília - Se você sente fome, frio ou dor e precisa de ajuda, o que fazer? Imagine você impossibilitado de dizer o que quer, o que precisa? Se conseguiu imaginar, então entendeu um pequeno fragmento do mundo de uma pessoa com autismo.
 
“O autismo me prendeu dentro de um corpo que não posso controlar”, disse Carly Fleishmann. A menina canadense quebrou uma espécie de barreira invisível e descobriu, aos 10 anos de idade, como mostrar aos pais o que queria. Mesmo sem ter aprendido a escrever, Carly encontrou no teclado de um computador a voz que lhe faltava.
 
Os comportamentos típicos do autismo continuavam, entre eles gritar, balançar os braços violentamente e realizar movimentos repetitivos. No entanto, esse comportamento passou a ter uma explicação: “Se não fizer isso, parece que meu corpo vai explodir. Se pudesse parar, eu pararia, mas não há como desligar. Sei o que é certo e errado, mas é como se estivesse travando uma luta contra o meu cérebro”, disse.
 
Carly aplicou conhecimentos absorvidos ao longo dos anos e escreveu as primeiras palavras. Desde então, foi estimulada por seus pais a digitar o que sentia. Assim, a menina mostrou à sociedade que os autistas não vivem em um universo particular, construído para isolá-los do mundo. Eles apenas precisam reagir de certa forma para se concentrar ou controlar uma intensa atividade cerebral. “Eu gostaria de ir à escola como as outras crianças, mas sem que me achassem estranha quando eu começasse a bater na mesa ou gritar. Eu gostaria de algo que apagasse o fogo”.
 
Hoje (2), Dia Mundial de Conscientização do Autismo, a Agência Brasil apresenta uma série de matérias sobre o tema. O autismo é uma condição encontrada em 20 de cada 10 mil nascidos. Manifesta-se antes dos 3 anos de idade e sua causa ainda não é clara, muito embora fatores genéticos sejam considerados sua principal origem. O diagnóstico é feito a partir da observação do comportamento da criança. Normalmente, os pais detectam algum traço de indiferença ou isolamento excessivos. Resistência ao aprendizado e às mudanças de rotina, uso de objetos de forma incomum, inexistência de medo em situações potencialmente perigosas, agressividade e hiperatividade são alguns sintomas de autismo.
 
Fonte Agência Brasil

Ministério da Saúde lança programa para diminuir falhas em procedimentos de hospitais

Brasília - O Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançaram ontem (1º) o Programa Nacional de Segurança do Paciente, que tem o objetivo de diminuir "eventos adversos" em pacientes internados, como quedas, administrações incorretas de medicamentos e erros em procedimentos cirúrgicos. Em coletiva à imprensa, a pasta divulgou estudo apontando que 7,6% dos paciente internados passam por esses incidentes e 66% deles são evitáveis.
 
O programa determina a obrigatoriedade da implantação de Núcleos de Segurança do Paciente em todos os hospitais, públicos ou particulares, para aplicar e fiscalizar regras sanitárias e protocolos de atendimento que previnam falhas. Segundo o Ministério da Saúde, os núcleos devem entrar em funcionamento em 120 dias.
 
O programa prevê ainda o estabelecimento de seis protocolos nacionais de prevenção de falhas no atendimento, que ainda vão passar por consulta pública. Eles vão trazer regras sobre higienização das mãos em hospitais, cirurgia segura, prevenção de úlcera por pressão, identificação de pacientes, prevenção de quedas e prescrição, uso e administração de medicamentos.
 
“É importante que os conceitos sejam consensos nacionais, até para que a cobrança sobre a responsabilidade dos profissionais sejam baseadas nesses consensos. [Os protocolos] vão desde coisas bastante simples como a forma e quantas vezes lavar a mão, a forma de identificar um medicamento”, explicou o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
 
Os hospitais serão obrigados a notificar mensalmente a Anvisa sobre a ocorrência desses eventos adversos. Caso os hospitais não sigam as normas do programa, podem ser punidos até mesmo com a suspensão do alvará de funcionamento.
 
Para Dirceu Barbano, diretor-presidente da Anvisa, o programa vem reposicionar e reafirmar o que deve ser prática no cotidiano dos hospitais. “ Achar que todo mundo faz é o primeiro passo para errar. Muitas vezes os protocolos falam o óbvio, mas ele vem chamar a atenção para essas coisas do dia a dia que permitem uma troca de medicamento, que permitem que um paciente seja tratado no lugar do outro, que um membro seja operado no lugar do outro” disse Barbano.
 
Fonte Agência Brasil

Diagnóstico falho ou tardio para autismo é comum

São Paulo – Uma criança que não se relaciona bem com as outras e que não atende aos chamados dos pais apresenta características semelhantes às do autismo, mas esse isolamento pode significar outros problemas, alerta a psicomotricista Eliana Rodrigues Boralli Mota.
 
Na Associação dos Amigos da Criança Autista (Auma), uma entidade sem fins lucrativos localizada na zona norte da capital paulista, Eliana atendeu, por exemplo, uma criança diagnosticada como autista, mas que sofria, na verdade, de deficiência auditiva.
 
Desde que fundou a Auma, há 25 anos, Eliana já orientou muitos pais que receberam diagnóstico errado de seus filhos. Um dos alunos atualmente atendido pela associação chegou com diagnóstico de autismo e de surdez e por isso usava um aparelho auditivo. A psicomotricista conta que suspeitou do diagnóstico e descobriu que ele não tinha problema auditivo algum. “O aparelho só sacrificava a vida da criança, tornava o mundo [mais] barulhento, infernal para ele, [já que] usava o aparelho sem necessidade”.
 
A diretora da entidade, Rosy Pomeranclblum, lembra-se de como foi difícil a chegada do garoto à associação. “Ele chegou aqui nervoso, enlouquecido, usando o aparelho auditivo. Imagina ampliar os sons [e sem ser surdo]”. Segundo ela, é muito difícil o diagnóstico de autismo e os próprios psiquiatras têm dificuldade.
 
Além da surdez, explica Eliana, o autismo pode ser confundido com outras síndromes, traumas ou psicoses. Segundo ela, não existe nenhum exame clínico que diagnostique o transtorno de forma segura. “O diagnóstico é baseado na observação comportamental. Há uma relação de características que determinam se a pessoa é ou não portadora de Transtorno Invasivo de Desenvolvimento [TID], em que o autismo está inserido”.
 
Outro problema é a demora em reconhecer o autismo. Carlos Roberto Aragão, supervisor de almoxarifado, tem um filho autista de 10 anos chamado Diego. Ele conta que teve ajuda da associação para chegar ao diagnóstico. “No início, eu percebia que ele era diferente das outras crianças, porque não se enturmava. Ele ficava sempre separado, brincando sozinho”.
 
Para tentar ajudá-lo a interagir com outras crianças, Carlos matriculou o filho em uma escola regular, quando tinha 3 anos de idade. O menino ficou ali por um ano, mas o ensino não surtiu efeito e os professores também não perceberam os sinais de autismo. Com 4 anos, ele foi levado à Auma, onde foi orientado, recebeu o diagnóstico correto e passou a frequentar as aulas.
 
Hoje, Carlos avalia que o desenvolvimento do filho tem avançado, ainda que de forma lenta. “É tudo muito demorado, muito lento. Quando você convive diariamente, se acostuma, é difícil perceber [o desenvolvimento]. Mas tem gente que viu ele há algum tempo, vê agora [e percebe] muita diferença”.
 
A própria Eliana já passou pelo sofrimento de receber o diagnóstico. Ela tem uma filha de 27 anos, a Natália, que é autista. “Nesse dia, eu morri. Morri por um ano. Tive a sensação de que o mundo tinha desabado e eu não conseguia sair de debaixo dos escombros. Chorei muito, fiquei deprimida e só continuo existindo porque o amor que tenho pela minha filha é e sempre será maior do que a dor que sinto”.
 
Ela também precisou enfrentar a dificuldade de obter o diagnóstico correto para Natália. “Naquela época, o diagnóstico ainda era uma coisa assombrosa, difícil de se alcançar”, recorda. Atualmente, o encaminhamento para o diagnóstico pode ser feito por pediatras, neurologistas, psicólogos, fonoaudiólogos e educadores. O laudo de autismo para finalidades jurídicas, porém, pode ser emitido apenas por médico psiquiatra.

Fonte Agência Brasil

Inclusão de autistas na escola não existe, dizem especialistas e parentes

Rio de Janeiro – Está na lei, mas o direito das crianças autistas de estudar em escolas regulares com a atenção devida é ainda um sonho distante, segundo especialistas e parentes de estudantes autistas. Para a fundadora da Associação Mão Amiga, Mônica Accioly, a inclusão dessas crianças nas escolas é pontual.
 
“Depende da relação que a criança estabeleça naquela escola com a professora, com a diretora, com a coordenadora. A escola tem que ter um projeto de inclusão e isso praticamente não existe”. Segundo ela, existe boa vontade e só. “E boa vontade é pouco para uma criança que precisa de um trabalho diferenciado”.
 
Mônica desenvolve na associação trabalhos com crianças autistas e suas famílias e conhece bem a realidade desses alunos que fazem peregrinações por instituições de ensino, sobretudo no ensino médio.
 
“Quando chega o sexto ano, [a criança tem contato com] quatro, cinco, professores por dia. É um esforço imenso para o autista, pois exige um nível de organização alto. Mas, na verdade, com pequenas adaptações, simples até, o próprio professor poderia ajudar a criança a organizar sua rotina”, disse ela, citando como exemplo uma lista com as tarefas do dia, que poderia ser colada na carteira do aluno.
 
Cansada de buscar uma escola que acolhesse o neto autista, a pedagoga Regina Angeiras decidiu criar uma escola que atendesse a toda e qualquer criança. A escola Divertivendo, na zona sul do Rio, desenvolve há sete anos um projeto para crianças com déficit intelectual e crianças sem nenhum problema de aprendizado. “As escolas que se dizem inclusivas, na verdade, apenas abrem suas portas”, disse.
 
Para Regina, uma escola verdadeiramente inclusiva deve, em primeiro lugar, ter poucos alunos em sala de aula. Ela explicou que o número reduzido dos alunos em sala é o primeiro passo, já que são necessárias avaliações diferentes, cada um deve ser olhado individualmente e há atividades específicas para suas dificuldades, seja ele autista ou não. “Não dá para a professora fazer esse trabalho com 20 crianças em sala de aula. Não dá para escrever no quadro e apagar em seguida, por exemplo, pois cada um tem seu tempo”.
 
Na escola que ela dirige, a média é oito crianças em sala. Do total de alunos, 15 têm algum tipo de dificuldade cognitiva e desses, dez são autistas. Apenas quatro alunos não têm nenhuma dificuldade de aprendizado. “Não era assim, mas infelizmente os próprios pais que têm filhos com [necessidades especiais] não deixam na mesma escola os irmãos que não têm”.
 
Segundo Regina, uma escola inclusiva precisa elaborar uma adaptação do currículo e investir seriamente na formação específica dos docentes. “Não adianta apenas aceitar a criança olhando para o teto em sala de aula. A escola deve estar preparada com um projeto pedagógico”.
 
Regina explicou que para o autista é fundamental que ele vivencie todo o processo de aprendizagem. “Trabalhamos com pedagogia de projetos. Se vamos estudar os animais, levamos a turma ao zoológico e tiramos fotos com eles. Quando voltamos, fazemos os trabalhos com as fotos deles. E na avaliação sobre a experiência no zoológico, está lá a foto. Se não vivenciarem, fica tudo muito distante para eles”.
 
Regina ressaltou que há casos graves, em que não adianta o autista frequentar a escola. “Não há regra, mas há casos em que a criança realmente não vai aproveitar aquele ambiente”.
 
Fonte Agência Brasil

Conheça estratégia da Unimed-BH para desafogar emergência

Em mais um passo da estruturação da rede própria, Unimed – BH inaugura Centro de Promoção à Saúde para desafogar a emergência de hospitais oferecendo alternativas ao paciente
 
A partir de abril de 2014, a rotina do presidente da Unimed-BH, Helton Freitas, promete ser mais calma. Atualmente, ele se divide entre Belo Horizonte (MG) e a capital paulista, onde atua como diretor de operações da Seguros Unimed. “Não é fácil, habitualmente estou às 5 da manhã em (aeroporto) Confins“, conta o executivo sobre sua rotina de viagens semanais a São Paulo. “Mas há uma complementariedade de atuação e uma coisa ajuda a outra”, completa.
 
No final do primeiro trimestre do ano que vem, Freitas deixará para trás oito anos na direção de uma das maiores unimeds em número de vidas e faturamento. Pelas regras da entidade, um presidente pode ter no máximo duas gestões com quatro anos cada. Neste período, algumas marcas já fazem parte de seu legado, são elas: expansão da rede própria e o alcance de cerca de 1,14 milhão de vidas.
 
“Temos discutido nesta gestão de oito anos, o profissionalismo e a entrega de resultado: dobramos a carteira que já era grande, de 574 mil clientes e fechamos com exatos 1, 138 milhão, em sete anos. Também se criou um processo para participação dos médicos, contamos frequentemente com 3 mil cooperados presentes em assembleias”, afirma.
 
Para atender a carteira em constante crescimento, o que também é fruto da expansão da saúde suplementar na região, segundo o executivo, em 2006 no começo de sua gestão, 40% das pessoas na capital mineira tinham plano de saúde e hoje este número é 56%, considerando o crescimento proporcional da população, o investimento em rede própria se torna necessário e também significa, na opinião dele, um componente que ajuda na escolha por uma operadora.

“De alguma forma, se gera um benefício comercial e atratividade para os clientes no plano de saúde. Para eles, isso é o fator de decisão para escolher entre uma operadora e outra”, afirma Freitas, exemplificando o caso do Centro de Promoção à Saúde, localizado em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde segundo ele, atraiu mais clientes após a inauguração.
 
Como a unidade localizada em Contagem, há mais dois centros, ambos localizados na capital mineira, um em Barreiros e o Centro de Promoção à Saúde- Unidade Pedro I, que começa a funcionar neste mês de março. Com ele, a cooperativa quer desafogar a emergência de hospitais e oferecer alternativas ao paciente.
 
O centro ambulatorial estará disponível para os 390 mil clientes da cooperativa, que são moradores da região do Vetor Norte. Nele foram investidos R$ 48 milhões, parte dos R$ 500 milhões anunciados pela operadora em 2011, como plano de expansão da rede própria.
 
Fluxo
O local oferece aos pacientes um centro de diagnóstico com exames de imagem e análises clínicas. A unidade terá 58 consultórios médicos e os clientes terão acesso a 15 especialidades: Cirurgia Geral, Clínica Médica, Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria, Acupuntura, Anestesiologia, Cardiologia, Dermatologia, Endocrinologia, Medicina de Família, Neurologia, Oftalmologia, Ortopedia, Otorrinolaringologia e Urologia. No local, ainda haverá salas para pequenos atendimentos cirúrgicos ambulatoriais.
 
“Vamos orientar o percurso assistencial do cliente. Hoje 85% dos pacientes que buscam atendimento hospitalar não deveriam estar ali”, afirma o diretor de Provimento de Saúde da Unimed- BH, Luiz Otávio Andrade, citando estatísticas internacionais.
 
O que a cooperativa deseja é desafogar a área de urgência e orientar o fluxo (veja mais no box) do paciente dentro de seu sistema de saúde. Ou seja, aquele paciente que procurar um especialista no pronto-socorro e for identificado como um atendimento “não urgente” será orientado a agendar uma consulta no novo centro. Assim, se diminui o custo da unidade hospitalar que é alto, mas também se oferece alternativas ao paciente. “Vamos evitar que esses 85% cheguem ao hospital com a pronto-consulta”, explica Andrade.
 
A estratégia é há tempos discutida pelo setor e já tem alguns exemplos em outras operadoras: sair do custoso modelo hospitalocêntrico, que, por vezes, não é o melhor para o paciente, pois além da questão de custo, o doente que não necessita de atendimento emergencial pode estar exposto há algum tipo de infecção, e levá-lo a uma melhor gestão da saúde. A iniciativa também vai ao encontro do perfil epidemiológico cada vez mais incidente entre os brasileiros: os doentes crônicos.
 
Do ponto de vista do negócio, a nova unidade também se mostra interessante. “A estrutura hospitalar é cara para um paciente que não precisa estar lá. Quando se atende fora (do hospital) se racionaliza o custo”, diz Andrade.
 
Freitas, explica que há uma preocupação em ofertar atendimento a carteira e também uma discussão do ponto de vista do percurso assistencial: “onde se pode ter o custo mais adequado para ter o fluxo? Ao colocar na unidade hospitalar será custoso para quem não precisa estar lá e, em última análise, isso reflete no custo”.
 
De acordo com os executivos, há uma articulação entre a rede sobre a transferência do paciente e as unidades. Existe serviço de ambulância para remover e levar o doente à unidade adequada e quem, eventualmente, demandar de internação, será direcionado do ambulatório para o hospital.
 
Outro indicador de que o pronto-socorro está com o seu fluxo desorganizado, é que em 2012, a cooperativa não teve crescimento em atendimentos de emergência. Considerando, a carteira de clientes e o número de atendimento em pronto-atendimento, e o aumento proporcional da carteira, houve um decréscimo de 8%.
 
Isso se deve aos demais centros ambulatoriais, mas também à ferramenta de agendamento online, onde os paciente procuram especialistas e marcam consultas pela internet, teve 650 mil agendamentos em 2012. Hoje já são 1400 médicos cadastrados para atender as marcações online.
 
Rede própria
A cooperativa ainda tem três hospitais em Belo Horizonte e Betim, totalizando 487 leitos, sendo 80 deles para terapia intensiva; uma unidade de pronto-atendimento em Contagem; quatro Núcleos de Atenção à Saúde, dois Centros de Radiologia e Exames e Serviços de Atenção Pré-hospitalar, Atenção Domiciliar e Saúde Ocupacional.
 
Somente em 2012, os Serviços Próprios responderam por 21% das internações, 37% dos atendimentos de urgência e emergência e 14% das consultas eletivas realizadas pela cooperativa. Apesar disso, uma carteira desse porte demanda muito da rede credenciada e isso, segundo fontes do mercado, dá a cooperativa um super poder de negociação para a Unimed no mercado mineiro, o que tem deixado tem de certa forma prejudicado a concorrência nas negociações.
 
Questionado sobre o assunto, Freitas é assertivo. “Isso, no mundo inteiro é assim, não é só questão de volume. Temos relacionamento com a rede credenciada, glosamos muito pouco porque temos práticas muito firmes, pagamos rigorosamente em dia, nunca atrasamos com os hospitais”, garante.
 
Há também os investimentos na rede credenciada, o conhecido programa de incentivo à qualificação já investiu R$ 80 milhões desde 2005. Apenas em 2012 foram R$ 23 milhões destinados a eles. Hoje, 72% das internações dos clientes ocorrem em hospitais que tem algum tipo de certificado ou acreditação como o ISO, ONA, Niaho e JCI. “Aqui no nosso estado a maioria é ONA, 13 prestadores têm nível 3”.
 
A expansão da rede própria, segundo Andrade, parece não assustar os prestadores credenciados. “Os hospitais perceberam que o investimento próprio não é uma ameaça. Temos clientes para garantir essa demanda”, diz.
 
Como funciona
• Ao chegar à rede hospitalar, o paciente será acolhido por um profissional de saúde e caso não seja classificado como urgência ou emergência será orientado a buscar alternativas na rede de atendimento. Uma delas é o novo Centro de Promoção à Saúde, onde ocorrerá a pronto-consulta. Isso pode acontecer no mesmo dia ou dependendo da especialidade em uma data mais próxima. “É do pronto-socorro para a pronta-consulta”, diz Andrade.
 
• Seguindo lógica semelhante a do protocolo de Manchester, quando o paciente chegar ao Centro de Promoção à Saúde, ele será atendido por um enfermeiro, que vai orientar sobre o atendimento seguinte, que pode ser desde uma consulta com um clínico-geral até com uma das especialidades oferecidas no centro.
 
O local contará com um prontuário eletrônico integrado com as demais unidades da rede e com espaço para atividades de promoção à saúde. As duas ações combinadas possibilitam um atendimento mais holístico: de um lado, as informações integradas e de outro, ações preventivas e de acompanhamento aos pacientes.
 
• Os grupos de educação em saúde terão o foco, sobretudo, nos doentes crônicos como os diabéticos, hipertensos, pacientes com doenças renais crônicas e portadores de ostomias e cuidados materno-infantis. A orientação será feita por uma equipe composta por nutricionistas, terapeutas, psicólogos, fonoaudiólogos, entre outros. Para estas atividades, a unidade oferecerá um auditório com 80 lugares.
 
• O centro funcionará de segunda à sexta das 7 às 22 horas e aos sábados, das 7h às 13h. A unidade tem capacidade de fazer 46 mil atendimentos por mês.
 
Fonte Saudeweb