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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Dia Mundial da Saúde discute a hipertensão

De acordo com dados da OMS, cerca de 80% das mortes causadas
 por problemas cardíacos ocorreram em países emergentes
Iniciativa da Organização Mundial da Saúde busca conscientizar a população sobre o problema
 
Neste domingo, 7 de abril, foicomemorado o Dia Mundial da Saúde, data criada pela Organização Mundial da Saúde com o objetivo de promover um debate público sobre as questões mais importantes de saúde no mundo e conscientizar a população.
 
Para o ano de 2013, o tema escolhido foi a Hipertensão, doença silenciosa considerada fator de risco para 9,4 milhões de mortes no mundo e responsável por 45% dos ataques cardíacos e 51% dos acidentes vasculares cerebrais, segundo a OMS.
 
– Vivemos em um mundo no qual há cada vez mais pressão: crise econômica, violência, congestionamentos, notícias ruins.... Para aliviar o peso dessa pressão, costumamos exagerar na bebida ou fumarmos acreditando que isso ira nos relaxar. Nossa alimentação costuma ter uma grande quantidade de sal e aditivos químicos que fazem com que a pressão arterial se eleve. E na correria da vida atual sobra muito pouco tempo para nos exercitarmos fisicamente, termos uma vida calma e prazerosa, fazermos coisas que de fato gostamos - explica o médico Luiz Bortolotto, do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP.
 
De acordo com dados da Organização, cerca de 80% das mortes causadas por problemas cardíacos ocorreram em países emergentes.
 
– Hoje no Brasil um em cada três brasileiros em idade adulta sofre com a pressão arterial elevada, que apesar de assintomática traz uma série de riscos à saúde, já que suas consequências estão diretamente ligadas à lesão dos vasos e à sobrecarga para o funcionamento deles – explica Roberto Franco, Presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão.
 
- Para evitá-la, é recomendável reduzir o consumo de sal, evitar o uso abusivo de álcool e o uso do cigarro, consumir uma dieta mais balanceada e fazer uma atividade física regular e manter um peso saudável.
 
A Sociedade Brasileira de Hipertensão criou a Campanha Menos Pressão, uma iniciativa que visa a promoção de hábitos alimentares saudáveis e a prática de exercícios físicos.
 
– Iniciativas preventivas geram benefícios e custos menores do que outras intervenções necessárias para controlar a elevação da pressão arterial, tanto para pacientes quanto para o governo – explica Dra. Frida Plavnik, diretora científica da entidade.
 
Fonte Zero Hora

A nova dieta dos pontos: sem gordura trans e com muito mais saúde

Após a descoberta dos malefícios da gordura trans, alguns alimentos estão vetados. Entenda o que muda na pontuação
 
A Dieta dos Pontos, criada pelo Dr. Alfredo Halpern e sua equipe, é bem conhecida - o livro virou best-seller e  foi lançada uma versão atualizada (A Nova Dieta dos Pontos) - e tem, comprovadamente, ótimos resultados para quem quer emagrecer e ao mesmo tempo manter sua saúde em dia.

Ela sempre foi famosa também por deixar a pessoa comer de tudo, sem restrição alguma respeitando, porém, um limite de pontos diários de acordo com seu IMC, calculado com base em sua altura, peso e idade.

Agora, a novidade é que ela sofreu uma modificação. A equipe começou a considerar, no programa alimentar antigo, a existência das gorduras trans e novos conceitos sobre a obesidade. Resultado: a dieta teve seu primeiro grupo de alimentos vetado.

Os perigos da gordura trans*
A gordura trans, um tipo de gordura fabricada por meio de um processo chamado hidrogenação, e que não é sintetizado pelo nosso organismo.

*Ela é colocada no alimento para deixá-lo mais crocante e também para aumentar sua data de validade.

*Ela favorece o aumento do depósito da gordura abdominal ¿ que, como já sabemos, além de nada estética, é o tipo de gordura mais perigoso que existe.

*Desconfia-se de que a gordura trans engorde mais do que um alimento similar preparado com outro tipo de gordura.

*Altera o colesterol, aumentando o LDL (mau colesterol) e diminuindo o HDL (bom colesterol).

*Por causa disso, favorece o entupimento das artérias e aumenta significativamente o risco de infarto e outras doenças de origem cardiovascular.

E como você sabe onde tem gordura trans?
Sempre olhe os rótulos dos produtos que você comprar. Fast-food é um dos lugares em que este tipo de gordura costuma ser rainha absoluta. No carrinho de compras, esqueça qualquer alimento que leve margarina em sua formulação  biscoitos, pipoca de micro-ondas, salgadinhos, sorvetes, tortas e bolos. Até o biscoito água e sal leva gordura trans. Consumir este tipo de alimentos realmente é um hábito que deve ser combatido, em nome da sua saúde.

Contando pontos
A dieta em si é muito fácil: basta substituir as calorias por pontos. Cada ponto é igual 3,6 calorias. Isto é, se você faz uma dieta de 1.500 calorias diárias, por exemplo, poderá comer o total de 417 pontos por dia.

Recomenda-se que você utilize entre 50% e 60% da pontuação diária para carboidratos (sempre dando preferência aos pães, cereais, massas integrais, frutas, legumes e verduras). O grupo das proteínas (carnes, queijos e iogurtes magros e grãos) deve ficar entre 10% e 15% do total consumido.

Atenção às gorduras!
Óleos, manteiga (margarinas são ricas em gorduras trans e saturadas) e castanhas somam 30% do total. Ah, e reserve 15 pontos para o tempero usado na preparação de cada refeição. O tempero usado sobre a salada ou o azeite na pizza, por exemplo, devem ser computados à parte.

Seja esperta, economize nos pontos comendo carnes grelhadas. Se você fritar qualquer alimento, deve multiplicar os pontos da tabela por três. Se você consumir o alimento empanado (ou à milanesa), pior ainda: o valor é multiplicado por quatro.

Na Dieta dos Pontos, recomenda-se que você faça um diário com a sua pontuação. Assim você consegue ver para onde foram os pontos permitidos e também fica mais fácil lembrar tudo que você comeu durante o dia.

A FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) oferece uma tabela para você computar os pontos durante o dia (PDF). Confira aqui.

Fonte iG

Dietas online são práticas, mas não substituem consulta com nutricionista

Dietas online: praticidade é vantagem, mas o ideal
 é consultar o nutricionista
Começar uma dieta sem sair da frente do computador é algo tentador, mas programas de dieta com acompanhamento online pedem cuidados
 
“Você está a um passo de conquistar o corpo dos seus sonhos”, diz a cantora Ivete Sangalo no vídeo publicado na página inicial do Body Change 10 Semanas, programa online de boa forma lançado em parceria com o marido, o nutricionista Daniel Cady.
 
O empreendimento do casal vem se juntar a outros sites que prometem emagrecimento e saúde. Basta se cadastrar, informar alguns dados referentes à forma física, pagar um valor fixo ou fazer uma assinatura mensal e começar a seguir as instruções enviadas por e-mail ou dadas pelo site.
 
Programas como Body Change 10 Semanas, Dieta Dukan e Dieta & Saúde seguem métodos já conhecidos, como a diminuição da ingestão de carboidratos, ou a dieta dos pontos.
 
Os diferenciais são os lembretes constantes por e-mail, com dicas e sugestões para não fugir do cardápio sugerido e mensagens motivadoras, aplicativos para celular que apoiam a dieta e, em alguns casos, uma rede social composta por pessoas que têm o mesmo objetivo de emagrecimento e usam o mesmo método. Começar um regime sem sair da frente do computador, porém, exige cuidados.
 
“Não recomendamos que pessoas com doenças ou condições de saúde sigam o programa do Dieta & Saúde”, diz Roberta Stella, nutricionista chefe do site que diz ter emagrecido mais de 324 mil pessoas. Além disso, gestantes e mulheres que estejam amamentando também não devem seguir o programa, que custa a partir de R$ 48 por trimestre.
 
A proposta do Dieta & Saúde é desenvolver a “consciência alimentar” do usuário do site. Baseado nas informações de peso, altura, idade e sexo, fornecidas pelo internauta, o sistema sugere uma cota de pontos que podem ser consumidos no dia. Fazer exercícios físicos faz com que se ganhe mais pontos para a alimentação.
 
“Nós vamos contra modismos”, diz Roberta. “Queremos uma mudança de hábitos efetiva, e não algo pontual”, completa.
 
O Body Change 10 Semanas é um programa de dietas europeu que foi adaptado para a realidade brasileira. O programa propõe eliminar em média 10,3 kg ao final de dez semanas, e divulga ter emagrecido mais de 500 mil quilos entre os participantes europeus.
 
“Não indicamos a dieta apenas para quem tem insuficiência renal”, diz Daniel Cady, mas nos termos de uso do site também existe uma recomendação para que diabéticos, vegetarianos e gestantes não sigam o programa, que cobra R$ 149,70 pelas dez semanas de orientação.
 
A dieta é responsável por 70% dos resultados do programa Body Change, e segue o princípio de dividir os alimentos em dois grupos: os que ajudam na perda de peso, os que podem ser consumidos à vontade, e os que atrapalham o emagrecimento e devem ser evitados. Na prática, a dieta orienta que sejam evitados os carboidratos simples (massa, batata, arroz, pão, laticínios, açúcar, bebidas com açúcar e frutas) e que a alimentação seja baseada no consumo de proteínas, gorduras e alimentos termogênicos. Não há restrição de quantidade de comida, e – surpresa! – uma vez por semana é permitido comer de tudo, sem nenhuma restrição.
 
“Você acha que eu ia topar uma coisa dessas sem um dia livre?”, diverte-se Ivete Sangalo, que diz ter perdido 5 kg até a metade do programa de dez semanas.
 
O princípio da alimentação do Body Change 10 Semanas é bastante parecido com a controversa dieta Dukan, que virou mania mundial depois que a boa forma da duquesa Kate Middleton foi atribuída ao programa do nutricionista francês Pierre Dukan. Pouco carboidrato, muita proteína e gordura, e sem limites de quantidade de comida.
 
A dieta Dukan também oferece acompanhamento online. Depois de coletar dados de peso, altura, idade, sexo, histórico familiar e ossatura, o site mostra em quanto tempo o usuário chegará ao peso ideal, caos siga o programa à risca. Para usufruir da orientação online, o participante precisa pagar uma mensalidade de R$ 113,82 por ao menos três meses.
 
Em comum, todos estes sites de dieta deixam bem claro que seus programas de acompanhamento não substituem consulta ou tratamento médico.
 
“Quando o paciente procura o consultório do nutricionista, fazemos uma avaliação completa, pedimos exames para checar eventuais deficiências nutricionais, taxas alteradas, e podemos conversar e descobrir quais as dificuldades de cada um”, diz a nutricionista funcional Natália Colombo. A dieta prescrita pelo nutricionista é personalizada para cada paciente, coisa que não ocorre nas dietas com acompanhamento online.
 
Se ainda assim a dieta online parece ser uma boa solução para emagrecer, o candidato à boa forma deve procurar um programa que combine seus hábitos.
 
“Não adianta tentar mudar radicalmente de uma hora para a outra”, aconselha Alessandra Luglio, nutricionista clínica com especialização em esporte e qualidade de vida.
 
“Se você passar fome, se sentir fraco, se sentir mal, tem algo errado e é melhor parar. Como não há acompanhamento médico, você precisa escutar seu corpo e respeitar sua saúde”, finaliza.
 
Fonte iG

Governo disponibiliza R$ 12 milhões para ampliar tratamento contra tabagismo

São Paulo – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou neste domingo (7) uma portaria que disponibiliza recursos para que até 30 mil Unidades Básicas de Saúde (UBSs) passem a oferecer tratamento contra o vício em tabaco. Atualmente, 3 mil unidades oferecem o serviço, que inclui apoio psicológico, medicamentos, atendimentos educativos e terapêuticos.
 
O investimento do ministério para a ampliação do tratamento será R$ 12 milhões, em 2013, e poderá alcançar até R$ 60 milhões, dependendo da quantidade de cidades que optem para que as UBSs ofereçam o tratamento contra o vício. Todas as unidades que participam do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade (Pmaq) poderão passar a oferecer o serviço.
 
Segundo o ministério, até o momento, cerca de 5 mil municípios manifestaram interesse em ter o tratamento. Os gestores municipais devem inscrever a cidade interessada em receber o programa, durante o mês de abril.
 
Em 2012, 175 mil pessoas foram atendidas em unidades básicas que oferecem o tratamento, em 1.159 municípios. Desde o início do programa, em 2005, 304 mil pessoas deixaram de fumar. A meta do ministério é reduzir a quantidade de fumantes, que hoje é de 15% da população, para 9% até 2022.
 
O ministro destacou que a atividade física tem papel fundamental em quem quer deixar de fumar. “A atividade física é decisiva para quem quer parar de fumar. Primeiro porque a pessoa faz uma atividade e isso faz com que ela se afaste do vício. Além disso, a atividade física exige maior capacidade respiratória e esse é um estímulo para que a pessoa pare de fumar. Combinar atividade física para parar de fumar é fundamental a uma saúde boa”, disse o ministro no Parque Ibirapuera, onde assinou a portaria no fim da manhã.
 
Antes, Padilha participou da 12ª Caminhada Agita Mundo, que partiu da Avenida Paulista e foi até o Parque Ibirapuera. O evento foi promovido para conscientizar a população sobre os riscos do sedentarismo e estimular a prática de atividades físicas. O movimento acontece simultaneamente em diversos países das Américas, Europa e África, e em pelos menos 36 cidades paulistas.
 
Fonte Agência Brasil

Anvisa alerta para riscos do descarte incorreto de medicamentos

A prefeitura firmou parceria com a iniciativa privada
e distribuiu coletores de medicamentos em farmácias,
supermercados e nas unidades básicas de saúde para que
 a população possa levar os remédios que não servem mais
Brasília – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta os consumidores sobre os riscos do descarte incorreto de medicamentos. Muitas pessoas, por falta de alternativas e de informação, ainda jogam remédios vencidos ou que não serão mais usados no lixo comum ou na rede de esgoto. De acordo com a Anvisa, a prática pode contaminar a água e o solo.
 
“Eu jogo no lixo de casa”, disse a dona de casa Hélia Rocha, que mora em Brasília e que desconhece haver outro fim para remédios vencidos. Sexta-feira (5), foi publicada uma lei distrital que obriga as farmácias a receber medicamentos vencidos entregues pelos consumidores. A norma prevê que as farmácias devolvam os remédios ao fabricante para que o produto seja destruído de forma segura.
 
Desde 2010, a Lei 2.305, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, prevê que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de um determinado produto que possa causar danos ao meio ambiente ou à saúde humana devem criar um sistema de recolhimento e destinação final independente dos sistemas públicos de limpeza urbana.
 
Alguns setores, como o de óleos lubrificantes, já assinaram acordo com o Ministério do Meio Ambiente se comprometendo com a reciclagem das embalagens ou de produtos. No setor de medicamentos, as negociações ainda estão em andamento.
 
“A destinação correta seria o ponto de venda, a farmácia, mas precisamos receber [os remédios] com normas. Tem que ter uma orientação, onde vou incinerar, de que maneira vou armazenar, é uma coisa de uma responsabilidade muito grande e a lei local não nos orienta como proceder, só diz que nós vamos recolher os produtos vencidos e devolvê-los para indústria. A indústria não aceita a devolução” disse o presidente do Sindicato das Farmácias do Distrito Federal, Felipe de Faria.
 
A capital paulista terceirizou um serviço de coleta para que esses resíduos tenham um fim adequado. A prefeitura firmou parceria com a iniciativa privada e distribuiu coletores de medicamentos em farmácias, supermercados e nas unidades básicas de saúde para que a população possa levar os remédios que não servem mais.

Fonte Agência Brasil