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domingo, 14 de abril de 2013

Fiscalização de cirurgias plásticas no Brasil é feita por amostragem

Rio de Janeiro – As cirurgias plásticas feitas no Brasil não são fiscalizadas nem pelo Ministério da Saúde, nem pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que delega essa competência aos 27 conselhos regionais. Porém, os conselhos regionais têm equipes reduzidas para fiscalizar as cerca de 6 mil clínicas de saúde estabelecidas no país, cujo alvará sanitário é concedido pelos órgãos de vigilância sanitária municipais.
 
Segundo o CFM, o que há é uma fiscalização por amostragem, que não consegue cobrir a totalidade dos estabelecimentos. O que mostra mais eficácia é a fiscalização exercida pelo Conselho Regional de Medicina do local onde tenha ocorrido problema em algum procedimento cirúrgico. Mesmo assim, isso ocorre apenas após denúncia de paciente ou vítima direta do problema, seja por erro médico ou por desconfiança de algum profissional.
 
O cidadão formaliza a denúncia no conselho, que toma as providências cabíveis, entre as quais a abertura de processo de sindicância e a convocação do cirurgião citado. Se for confirmado o dolo ou alguma irregularidade, propõe-se a abertura de um processo ético-profissional contra o médico. De acordo com o CFM, cerca de 99% das fiscalizações dos conselhos regionais são feitos após denúncias. Não há fiscalização prévia de cirurgias plásticas, informa o CFM. O que existe são recomendações preventivas e educativas, tanto para os médicos como para os pacientes. Todos têm responsabilidades, destaca o conselho federal.
 
A cirurgiã plástica Wanda Elizabeth Massiere y Correa, integrante das câmaras de Cirurgia Plástica do CFM e do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), confirmou à Agência Brasil que não existe fiscalização desse tipo de procedimento. Wanda disse que a fiscalização pode ser exercida sobre o profissional, mas não sobre as cirurgias. “Não existe alguém, ou um departamento, que faça esse tipo de trabalho [de fiscalização]”.
 
Coordenadora da Comissão de Silicone da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Wanda ressaltou que não cabe ao Cremerj averiguar se os cirurgiões plásticos são de fato especialistas, porque “a especialização existe no Brasil, mas não é obrigatória”. Ela explicou que, no momento em que o estudante se forma em medicina e ganha o registro, ele pode exercer a profissão. O que ocorre é que a oferta de especialidades com formação, com residência médica, não comporta o número de formandos no país a cada ano. “Isso é uma coisa do médico, que vai buscar a especialização para oferecer ao paciente o melhor possível de conhecimento, de treinamento, de tudo,”
 
Wanda criticou os cursos de estética “de horas-aula” que são oferecidos no Brasil. Para ela, tais cursos devem ser evitados, para que não se tenha problema mais adiante. “Não se pode deixar a formação de cirurgiões plásticos depender de vagas”. Para ela, o critério deve ser a melhor formação possível, “desde a faculdade até o final da pós-graduação”. Um cirurgião plástico especialista acumula de 11 a 12 anos de estudo.
 
A fiscalização das especialidades não é uma norma, e sim uma proposta da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), que oferece informações para médicos e pacientes. Wanda destacou que cabe também aos cidadãos a responsabilidade de se precaver e investigar se o cirurgião plástico é um bom profissional ou se põe o interesse financeiro acima do paciente. “Eu não posso [por] em risco o meu bem maior, a minha saúde, porque o dinheiro não deu para fazer aquela cirurgia”. O que está ocorrendo hoje em dia, frisou, é a “banalização da cirurgia plástica”.
 
Fonte Agência Brasil

Médica adverte que cirurgia plástica ambulatorial também exige suporte

Rio de Janeiro – O Conselho Federal de Medicina (CFM) permite que algumas cirurgias plásticas sejam ambulatoriais, isto é, feitas nos próprios consultórios médicos, desde que haja suporte para o caso de alguma intercorrência, de modo a não oferecerem riscos aos pacientes. Essas cirurgias prescindem da presença de um anestesiologista.
 
É o caso da retirada de um cisto de pele, da aplicação de botox ou da infiltração de algum material para tratar cicatrizes elevadas, por exemplo, informou a cirurgiã plástica Wanda Elizabeth Massiere y Correa. Ela é professora e membro das Câmaras de Cirurgia Plástica do CFM e do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) e coordena a Comissão de Silicone da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).
 
Em entrevista à Agência Brasil, Wanda explicou que, mesmo um procedimento um pouco maior, chamado de porte 2, como a retirada de um tumor na mão, pode continuar sendo feito no consultório, mas depende de autorização do Cremerj. A fiscalização do conselho vai até o local e verifica se existe suporte para atender a alguma anormalidade, como um mal-estar do paciente. “Tem que ter os recursos para atendimento daquele paciente, além de outro profissional qualificado.”
 
Uma pequena lipoaspiração, que requer anestesia local, precisa ser feita em clínica de saúde. O mesmo ocorre com uma cirurgia para correção de pálpebras (blefaroplastia). “Não é possível que seja feita em consultório, em nenhuma hipótese, porque já é uma cirurgia de porte 3, que terá que ter um anestesista junto com o cirurgião.”
 
Nesse caso, a clínica não precisa ter, “necessariamente”, um centro de tratamento intensivo (CTI). “Porque um CTI que não funciona ou só funciona em eventualidades é o pior CTI do mundo”, disse Wanda. Para ela, é melhor que esse tipo de estabelecimento disponha de suporte a distância, porém conectado à clínica, ou seja, uma ambulância disponível para dar os primeiros-socorros em caso de necessidade, a fim de manter o paciente bem, ou para levá-lo ao CTI de um hospital de grande porte.
 
De acordo com a médica, todas as cirurgias plásticas de grande porte devem ser feitas somente em hospitais com unidades de tratamento intensivo em funcionamento contínuo. Ela disse que, de cinco anos para cá, as clínicas estão se qualificando para ter CTIs que deem todo suporte a seus pacientes. Devido ao comprometimento natural da idade, que eleva o nível de risco, a cirurgia plástica em pacientes idosos precisa ser feitas em hospitais maiores e dotados de CTIs.
 
“O que norteia um bom profissional é ter consciência e não abrir mão disso, porque os riscos estão aí. O critério é o bom senso”. Além disso, o cirurgião plástico deve se manter sempre atualizado, participar de congressos, estar atento aos novos medicamentos e não se manter “encastelado” na sua clínica, ressaltou Wanda. Ela citou Ivo Pitanguy como um dos melhores profissionais brasileiros, que se mantém atuante até hoje, com mais de 80 anos de idade.
 
Fonte Agência Brasil

Pesquisa revela que 22,7% da população adulta brasileira sofrem de hipertensão

Sódio em excesso é prejudicial à saúde
Rio de Janeiro - A hipertensão atinge 22,7% da população adulta brasileira. Desse total, o diagnóstico em mulheres é mais comum, 25,4%, e em homens 19,5%. Os dados são da mais recente pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2011, da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde.
 
"A mulher está mudando o perfil. Antes ela cuidava dos filhos e o marido ia para o trabalho. Hoje não. A mulher ocupou um espaço na sociedade igual ao do homem. Ela tem as mesmas posições. Está submetida às mesmas situações de estresse e ainda tem dupla jornada. Além de trabalhar fora, ela chega em casa faz as lições com as crianças, vai ao supermercado. Ela tem uma carga de trabalho maior e ainda está fumando mais. Inclusive vem aumentando, gradativamente, a mortalidade entre mulheres por doença cardiovascular", disse o coordenador da campanha nacional contra a hipertensão da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Carlos Alberto Machado.
 
Ainda conforme a pesquisa, há diferença entre níveis de escolaridade. Enquanto na faixa de mulheres com até oito anos de escolaridade 34,4% informaram diagnóstico de hipertensão, entre as de nível superior foram 14,2%. "As mulheres com menos escolaridade, em geral, têm menos informação e menos acesso aos serviços de saúde para fazer o diagnóstico. Tenta marcar uma consulta na saúde básica no posto de saúde perto da sua casa. Hoje uma das grandes lutas da sociedade é qualificar a atenção básica e facilitar o acesso na rede primária que é porta de entrada do sistema de saúde qualificado", informou.
 
O cardiologista alertou que os números podem ser maiores, porque a pesquisa é feita por telefone fixo e nos horários em que as pessoas são encontradas em casa. Agora, de acordo com ele, o questionamento deve ser ampliado porque a pesquisa vai começar a ser feita também em celulares. "A gente acredita que os números são subestimados e que o número real é maior do que os dados do Vigitel, mas mesmo subestimados são muito altos. A gente precisa melhorar isso", disse.
 
Pelos cálculos da Sociedade Brasileira de Cardiologia, o Brasil tem, atualmente, cerca de 32 milhões de hipertensos com mais de 20 anos de idade. Segundo o coordenador, o grande problema é que a maioria dos hipertensos nem sabe que tem a doença. "Inicialmente ela não dá sintomas e apesar de não dar sintomas ela vai causando uma série de lesões em vários órgãos. Ela pode lesar o coração, o cérebro, os rins, os olhos", alertou o médico.
 
De acordo com o cardiologista, a hipertensão é responsável por 80% dos derrames, por 40% de doenças como infarto e 37% dos casos de insuficiência renal, que levam os doentes à diálise. Ele disse que não tem cura, mas com tratamento é possível controlar em 100% nas pessoas atingidas.
 
Para o médico, diante das possibilidades de acompanhamento médico e de remédios disponíveis nas redes de atendimento público, não se justifica mais a internação e a morte de pessoas hipertensas. "Hoje com todo conhecimento que a gente tem, com todas as classes de remédios de graça na rede, não se justifica mais internar ninguém por hipertensão e nem morrer ninguém por hipertensão", avaliou.
 
Ele destacou ainda, que quando se analisa os dados de mortalidade do Sistema de Informação de Mortalidade do Ministério da Saúde, verifica-se que em torno de 12% das pessoas que morrem, está no atestado de óbito que a principal causa mortis é a hipertensão. "Então é importante chamar atenção da população da necessidade de medir a pressão. Se ela estiver alterada, maior ou igual a 140 por 90, a pessoa deve procurar o médico confirmar este diagnóstico e depois de confirmar, iniciar o tratamento", orientou o cardiologista.
 
Segundo ele, há duas formas de tratamento, o medicamentoso e o não medicamentoso. "O não medicamentoso são as mudanças no estilo de vida, diminuir o sal da comida, emagrecer, fazer uma atividade física regular, evitar o estresse e o uso abusivo de bebida alcóolica e abandonar o tabagismo. O tratamento medicamentoso é individualizado, depende de cada pessoa. Vai ser identificado o mecanismo mais prevalente na pessoa e medicá-la e quando inicia o tratamento ele é para o resto da vida. A mudança no estilo de vida faz parte do tratamento da hipertensão. Tem pessoas que só com isso a gente consegue controlar a pressão. Na grande maioria, a gente precisa passar o remédio e quando passa o remédio as pessoas vão tomar o remédio para o resto da vida", explicou.
 
Fonte Agência Brasil

Governo do Distrito Federal fecha maternidade onde morreram sete bebês

Brasília – Mais um bebê morreu neste sábado (13) na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Neonatal do Hospital Regional de Ceilândia (HRC), região administrativa do Distrito Federal. O governo do Distrito Federal fechou a maternidade por tempo indeterminado.
 
Desde o dia 27 de março, sete bebês morreram na UTI Neonatal do hospital de Ceilândia. Segundo o subsecretário de Saúde, Elias Miziara, a unidade permanecerá fechada “até que a situação esteja sob controle”.
 
Ainda não se sabe que bactéria causou a morte do bebê neste sábado. Em dois dos que morreram antes dele, foi confirmada a presença da bactéria Serratia. A secretaria está investigando a morte de três bebês (inclusive a do que morreu hoje) e dois morreram por outras complicações de saúde.
 
Dois bebês dos oito que estão internados na UTI Neonatal estão com a bactéria Serratia, mas, de acordo com Miziara, respondem bem ao tratamento. Para evitar que outras UTIs corram riscos, todos os bebês vão permanecer internados no HRCR.
 
Miziara disse que situação parecia controlada, até a morte de mais uma criança neste fim de semana. O bebê morto hoje tinha quatro dias de vida, pesava 1,6 quilo e estava com bom estado de saúde. Para os profissionais, foi uma morte inesperada.
 
A maternidade do Hospiral Regional de Ceilândia é a maior do Distrito Federal, registrando cerca de 20 partos por dia.
 
Fonte Agência Brasil

sábado, 13 de abril de 2013

Europa alerta para uso de medicamentos com tetrazepam

A Agência Europeia do Medicamento (EMA), com sede em Londres, alertou esta sexta-feira para o risco dos medicamentos com tetrazepam, substância usada como relaxante muscular e que pode causar graves efeitos colaterais.
 
O comitê de avaliação de riscos sobre vigilância farmacêutica (PRAC) da EMA "recomenda a suspensão de medicamentos que contenham tetrazepam após uma reavaliação a pedido da França em janeiro de 2013", informou a agência em um comunicado.
 
O tetrazepam faz parte das benzodiazepinas, família de medicamentos que tem efeitos sedativos e é usada com frequência em reumatologia para relaxar os músculos.
 
A Agência Nacional do Medicamento francesa revelou que em alguns casos pode ter "efeitos cutâneos indesejáveis" que causam a destruição da camada superficial da pele e das mucosas.
 
O comitê da EMA deverá decidir agora se suspende seu uso em todos os países da União Europeia.
 
Fonte R7