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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Informatização da saúde no Brasil será discutida

A Comissão de Seguridade Social e Família instala na quarta-feira (17) a subcomissão especial para discutir a informatização da saúde no Brasil.
 
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 5116/09, que estende a aplicação de recursos do Fundo de Universalização das Telecomunicações (Fust) para as unidades básicas do Sistema Único de Saúde (SUS).
 
O objetivo é implantar e capacitar a conectividade em banda larga, com acesso à internet, em todos os programas e atividades do SUS, ampliando os projetos de medicina e saúde à distância.
 
O projeto está apensado ao PL 1481/07, que está pronto para a pauta do Plenário.
 
Fonte Saudeweb

Gestores podem ter punição mais rigorosa em casos de fraude

Senador Humberto Costa
A chamada "responsabilidade sanitária" destes agentes públicos é proposta em projeto de lei (PLS 174/2011) do senador Humberto Costa (PT-PE); veja os detalhes
 
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) deve votar, nesta quarta-feira (17), um mecanismo legal mais específico para punir gestores de políticas públicas de saúde envolvidos em ações fraudulentas, no âmbito da União, dos estados e dos municípios.
 
A chamada “responsabilidade sanitária” destes agentes públicos é proposta em projeto de lei (PLS 174/2011) do senador Humberto Costa (PT-PE) e conta com voto favorável do relator, senador Jorge Viana (PT-AC). Atualmente, a única forma de enfrentar irregularidades no setor é suspender repasses do Ministério da Saúde a estados e municípios até que se comprove a efetiva prestação dos serviços.
 
Humberto Costa observou, entretanto, que a medida falha por não punir o mau gestor.
 
“Apenas prejudica a execução das políticas de saúde pública e cria transtornos ainda maiores para a população”, ressaltou na justificação do PLS 174/2011.
 
Sanções
Advertência e multa são as sanções recomendadas em caso de infração administrativa no setor. Deverão ser aplicadas quando o gestor deixar de estruturar o fundo de saúde; não apresentar os planos de saúde e os relatórios de gestão; impedir o acesso às informações financeiras e administrativas relativas às políticas públicas em execução; entre outras situações.
 
Pelo texto, o valor da multa variará entre dez (R$ 6.780) e cinqüenta vezes (R$ 33.900) o valor do salário mínimo vigente na data da condenação, fixado em função da gravidade da infração e da extensão do dano causado à saúde da população. Em caso de reincidência, o valor da primeira condenação poderá ser ampliado de dez a vinte vezes.
 
Crime de responsabilidade
O PLS 174/2011 também cuida de enquadrar os gestores de saúde infratores na Lei dos Crimes de Responsabilidade (Lei 1.079/1950). Dentre as práticas classificadas como crime de responsabilidade sanitária, destacam-se a transferência de recursos do fundo de saúde para outra conta, mesmo que vinculada ao setor público; a não execução de ações previstas no plano de saúde; e a inserção de informações falsas no relatório de gestão.
 
Se houver indícios concretos da ocorrência de infração administrativa ou crime de responsabilidade sanitária, caberá ao conselho de saúde federal, estadual ou municipal e ao Sistema Nacional de Auditoria do SUS (Sistema Único de Saúde) acionar o Ministério Público e os órgãos de controle e externo para investigarem o caso.
 
Depois de passar pela CCJ, a matéria seguirá para votação em decisão terminativa na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). O PLS 174/2011 tramita em conjunto com o PLS 190/2009, rejeitado pelo relator, que o considerou menos abrangente e rigoroso na punição a gestores da saúde pública infratores. Jorge Viana vê como outro mérito do projeto de Humberto Costa o enquadramento dos chefes do Poder Executivo como gestores solidários do SUS, respondendo também por irregularidades praticadas no sistema.
 
Fonte Saudeweb

Médicos podem prescrever vacina contra a gripe a doentes crônicos

A partir deste ano, o doente crônico deverá entrar em contato com seu médico e solicitar autorização para tomar a vacina contra gripe, cuja campanha do Ministério da Saúde teve início nesta semana.
 
Porém, o paciente que já participa de um grupo de trabalho do Sistema Único de Saúde (SUS) e tenha o nome cadastrado no posto de saúde não precisará do documento. Basta apresentar uma identificação na unidade de saúde e receberá a dose.
 
A inclusão dos doentes crônicos é considerada importante, pois a existência de doenças crônicas ou de algumas condições prévias são fatores de risco quando associadas com a infecção pelo vírus da gripe.
 
O Ministério da Saúde disponibiliza em seu site uma lista completa de situações em que há recomendação da vacina e as categorias de risco clínico.
 
Também será reforçada a divulgação de que mesmo pessoas vacinadas, ao apresentarem os sintomas da gripe, especialmente se fazem parte de grupos mais vulneráveis a complicações, devem procurar imediatamente o médico para que avalie a necessidade de prescrever os antivirais específicos.
 
Fonte Saudeweb

Ação civil deve fazer com que equipe de transplantes do Rio seja recomposta

Desde o fechamento do setor de transplantes do Hospital Federal de Bonsucesso (HFP), em 15 de dezembro de 2012, não foi feito nenhum transplante renal em crianças em unidades de Saúde do estado do Rio de Janeiro, denunciou segunda-feira (15) o defensor público federal Daniel Macedo, que protocolou uma ação civil pública em 19 de março para pressionar o Ministério da Saúde a recompor a equipe médica de transplantes do HFB em 15 dias. O processo aguarda decisão judicial e prevê multa de R$ 100 mil por dia em caso de descumprimento.
 
Macedo espera que uma decisão seja tomada nesta semana quanto ao processo, que pede também que a União custeie o transporte para as cirurgias em hospitais de outros estados. O prazo de 15 dias passa a valer a partir do momento em que a ação for julgada procedente. “Há crianças na fila de espera, algumas delas com doador vivo, e que podem a qualquer momento falecer. A situação de saúde delas vem se agravando dia a dia”, disse Daniel.
 
Os transplantes renais em adultos e adolescentes são coordenados pela Central Estadual de Transplantes e a Secretaria Estadual de Saúde considera como transplante pediátrico os procedimentos feitos em pacientes até os 19 anos. Para o promotor, entretanto, a situação é crítica entre as crianças, principalmente após o setor de transplantes do Hospital de Bonsucesso ter sido fechado.
 
A secretaria informa que foram feitos quatro transplantes renais pediátricos em 2013, encaminhados pelo Hospital de Bonsucesso. Três deles, no entanto, foram de adolescentes com mais de 13 anos e 40 quilos. O único infantil, de uma menina de 8 anos, foi feito em um hospital de São Paulo, porque, em 19 de janeiro, não havia habilitação em outros hospitais do estado para o procedimento, informou a Central Estadual de Transplante à defensoria pública por meio de ofício.
 
Segundo a secretaria, o Hospital da Criança, inaugurado no dia 4 de março, está em condições de fazer o transplante em crianças quando surgirem doadores. De acordo com o órgão, há, atualmente, três adolescentes inscritos na fila de transplante renal, com idades entre 12 e 17 anos.
 
Outro transplante, de um rapaz de 17 anos, foi feito em 26 de março, no Hospital de São Francisco, na Tijuca, que faz parte do Programa Estadual de Transplantes. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, não houve doação de rim pediátrico desde o dia 28 de março, um dia depois de o Hospital da Criança ter começado a cadastrar as crianças que estão na fila de transplante renal e hepático.
 
Também afetados pela paralisação do HFB, os transplantes hepáticos estão em melhor situação. O Hospital da Criança fez, no dia 3 de abril, o transplante de fígado em um menino de 1 ano e 1 mês, que recebeu a doação do pai.
 
O Hospital Federal de Bonsucesso parou de fazer transplantes de rim e fígado em 15 de dezembro, por só ter um médico responsável pelos procedimentos. Na ação civil pública proposta por Daniel Macedo, há o relato do cirurgião Rodrigo Augusto Raymundo Silva, em que diz que, após a aposentadoria e a transferência dos dois médicos que dividiam com ele a responsabilidade pelo setor, não foi contratado nenhum profissional treinado que pudesse preencher esse espaço.
 
De acordo com Rodrigo, dois profissionais chegaram a ser contratados temporariamente, mas deixaram o hospital depois de não serem efetivados após seis meses. A equipe do HFB em dezembro tinha mais quatro médicos, mas, segundo a ação, estavam em fase de treinamento, o que obrigava o único cirurgião responsável a ficar de sobreaviso sete dias por semana, incluindo feriados. O pedido dos médicos é a ampliação da equipe para dez profissionais.
 
O Ministério da Saúde informa que os transplantes hepáticos foram retomados desde o dia 27 de março no HFB e a equipe de profissionais que cuidará dos transplantes renais do hospital está em fase de contratação, com previsão de iniciar as atividades até o final deste mês. De acordo com o ministério, mais de 15 pessoas foram transferidas para fazerem os transplantes em outros hospitais e, no caso de aparecerem doações para crianças, nenhum procedimento deixará de ser feito por causa da paralisação do HFB, mesmo que os procedimentos sejam feitos em outros estados, como aconteceu em janeiro.
 
Fonte Saudeweb

Casos de dengue em grávidas mais que dobram no estado do Rio

Rio de Janeiro – Casos de grávidas com dengue no estado do Rio mais do que dobraram entre janeiro e o início de abril na comparação com mesmo período de 2012. A Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria Estadual de Saúde alertou ontem (16) que nas 14 primeiras semanas do ano foram notificados casos de dengue em 358 gestantes. Em igual período do ano passado, foram 164 notificações da doença.
 
A maioria das pacientes mora nas regiões norte e noroeste fluminense, baixada litorânea, Médio Paraíba e centro-sul fluminense, locais onde há maior transmissão de dengue no estado.
 
O superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental, Alexandre Chieppe, explicou que as gestantes estão recebendo atendimento prioritário. “É preciso uma atenção bem maior a pequenos sinais, como febre, dor no corpo, nos olhos. O exame de sangue, o hemograma, já se torna obrigatório, a avaliação é mais detalhada e o retorno para a reavaliação deve ser diário. Os cuidados por parte dos profissionais de saúde também devem ser mais detalhados”, explicou.
 
Chieppe ressaltou que é preciso que os médicos devem considerar as particularidades do período de gestação, que podem encobrir sintomas da doença, como anemia, que pode dificultar a avaliação clínica da dengue, e aumento de líquido nos vasos sanguíneos. A hidratação, principal tratamento da dengue, torna-se ainda mais fundamental para as grávidas, que retêm mais líquidos que o habitual e os sinais de desidratação podem ser encobertos. A reposição intravenosa de líquidos, porém, deve ser cautelosa para não haver hiper-hidratação, quando não há tempo de o organismo expelir o excesso.
 
Nos primeiros meses de gestação, a dengue pode causar má formação do bebê ou aborto. Além disso, há chances de a mãe passar a doença para o recém-nascido, embora seja incomum. Como nem sempre sintomas são evidentes, é preciso atenção extra - pois a dengue se manifesta de forma semelhante a outras doenças virais.
 
O aumento nos casos entre grávidas ainda não tem explicação, segundo Chieppe. “Até porque é o mesmo vírus que está circulando e precisamos aprofundar essa avaliação”.
 
Em todo o ano de 2012, foram registrados 490 casos de dengue em grávidas. Em 2011, foram 747 casos e uma morte, contra 272 casos e nenhuma morte em 2010.
 
Eliminar locais com água parada é a forma mais eficiente de combater os focos do mosquito da dengue, como jogar fora a água acumulada em vasos de plantas, cobrir caixas d´água ou colocar telas em janelas. O uso de repelentes também pode ajudar a evitar a picada do mosquito.
 
Fonte Agência Brasil