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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Exercício aeróbico pode reparar danos cerebrais causados pelo álcool

Exercício pode ser capaz de proteger ou reverter alguns dos danos que o uso pesado de álcool causa no cérebro
Exercício pode ser capaz de proteger ou reverter alguns dos
 danos que o uso pesado de álcool causa no cérebro
Caminhadas e corridas regulares estão associadas a menos prejuízos à "matéria branca" do cérebro entre usuários pesados de álcool
 
O exercício aeróbico pode ajudar a prevenir e, talvez, até mesmo reverter alguns dos danos do cérebro associados ao consumo excessivo de álcool, de acordo com estudo da Universidade de Colorado Boulder, nos EUA.
 
Os resultados indicam que o exercício aeróbico regular, como caminhar, correr ou andar de bicicleta está associado com menos danos à "matéria branca" do cérebro entre usuários pesados de álcool.
 
A substância branca, juntamente com a matéria cinzenta, são dois componentes físicos principais do órgão. Substância branca é composta por feixes de células nervosas que atuam como linhas de transmissão para facilitar a comunicação entre as várias partes do cérebro.
 
"Descobrimos que as pessoas que bebem muito e praticam muito exercício físico, não houve forte relação entre álcool e substância branca. Mas para as pessoas que bebem muito e não fazem exercício, nosso estudo mostrou que a integridade da substância branca está comprometida em várias áreas do cérebro. Basicamente, significa que a matéria branca não está enviando mensagens entre as áreas do cérebro tão eficientemente como normal", explica a autora do estudo Hollis Karoly.
 
O trabalho foi publicado na revista Alcoholism: Clinical & Experimental Research.
 
Segundo os pesquisadores, o estudo é preliminar, mas promissor. "Do meu ponto de vista, a principal constatação é a possibilidade de que o exercício pode ser capaz de ou proteger ou reverter alguns dos danos que o uso pesado de álcool causa no cérebro", afirma a coautora Angela Bryan.
 
A equipe avaliou 60 pessoas, 37 homens e 23 mulheres, que vão desde bebedores moderados a bebedores pesados e que foram retirados de um maior número de pessoas em estudo para o álcool e as questões de nicotina.
 
Os participantes do estudo realizaram um teste padrão escrito conhecido como o Alcohol Use Disorders Identification Test, usado para detectar o consumo perigoso ou nocivo de álcool. Os participantes também auto-relataram seus sucessos ou fracassos na tentativa de controlar o consumo, bem como a quantidade de exercício que eles estavam praticando.
 
Cada um dos participantes fez um teste modificado de MRI conhecido como tensor de difusão, ou DTI. As imagens permitiram aos pesquisadores rastrear a posição e orientação das moléculas viajando paralelamente à axônios, ou fibras nervosas, na substância branca. DTI permite aos pesquisadores observar a orientação dos axônios, diferentes cores representavam diferentes direções de viagem, fornecendo informações valiosas sobre a comunicação do cérebro.
 
A equipe olhou para várias partes do cérebro, incluindo a cápsula externa, uma coleção de fibras de substância branca que ligam as diferentes camadas do cérebro. Eles também verificaram o fascículo longitudinal superior, dois longos feixes de neurônios que ligam as partes da frente e de trás do cérebro, que é a maior parte do cérebro e acredita-se ser o lugar de origem do pensamento, percepção, julgamento, tomada de fazer e imaginação.
 
"O que nossos dados sugerem é que, além de simplesmente dar às pessoas uma saída diferente para os desejos ou impulsos para o álcool, o exercício pode também ajudar a reparar o dano que pode ter sido causado no cérebro. Pode até ser uma abordagem de tratamento mais promissor para os problemas do álcool, porque é ao mesmo tempo um tratamento comportamental e um tratamento que tem o potencial de tornar o cérebro mais saudável. Quanto mais saudável o cérebro, mais provável que uma pessoa com problemas de álcool se recupere", conclui Bryan.
 
Fonte isaude.net

Cientistas britânicos identificam novo tipo de câncer de cólon

Tumores têm resultado pior que outros tipos da doença e são resistentes a determinados tratamentos específicos
 
Pesquisadores do Cancer Research UK, no Reino Unido, descobriram um novo tipo único de câncer de cólon. O novo subtipo tem resultado pior que outros tipos da doença e é resistente a determinados tratamentos específicos.
 
 
Os pesquisadores analisaram os tumores de 90 pacientes separados com câncer de cólon estágio II e descobriram que poderiam agrupar as amostras em três diferentes subtipos.
 
Eles, então, desenvolveram um painel de 146 genes que pudessem distinguir estes subtipos, e confirmaram suas descobertas através da análise de mais 1.100 pacientes com a doença.
 
Dois destes subtipos já eram conhecidos, mas em mais de um quarto dos pacientes um novo tipo de câncer foi detectado. Estes pacientes eram mais propensos a ter resultado pior do que aqueles com os outros tipos de câncer de cólon. Além disso, os tumores foram mais agressivos e resistentes à droga Cetuximab, que pode ser utilizada para tratar a doença.
 
Outras experiências mostraram que este terceiro grupo de tumores intestinais são propensos a desenvolver-se de modo diferente dos outros tipos, o que pode explicar sua agressividade. Isso destaca a necessidade de mais pesquisas para entender este subtipo particular de câncer de cólon e desenvolver novos tratamentos para combatê-lo.
 
"Nós identificamos um novo subtipo de câncer de cólon estudando como os genes se comportam nos tumores. Isto nos permitiu desenvolver um teste rápido e fácil para identificar esse tipo da doença, que tem um prognóstico pobre e responde mal ao tratamento", afirma o principal pesquisador Louis Vermeulen.
 
A equipe especula que estas diferenças entre os subtipos podem surgir a partir da célula de origem do tumor, em vez de qualquer mutação específica.
 
Fonte isaude.net

Partículas de diamante em nanoescala combatem tumores agressivos da mama

Dean Ho (ao centro), líder da pesquisa
Foto: Mccormick/Northwestern University
Dean Ho (ao centro), líder da pesquisa
Estratégia permite entregar medicamento quimioterápico diretamente aos tumores e reduz efeitos colaterais
 
Pesquisadores da UCLA, nos EUA, desenvolveram um tratamento mais eficaz para um tipo agressivo de câncer de mama que utiliza partículas de diamante em nanoescala, chamadas nanodiamantes.
 
Os nanodiamantes são especialmente mais eficazes no tratamento de câncer de mama triplo negativo (TNBC), que tende a ser mais agressivo do que os outros tipos e mais propenso a reincidir, e também pode ter uma maior taxa de mortalidade.
 
Partículas de diamante em nanoescala têm entre 4 e 6 nanômetros de diâmetro e a forma de pequenas bolas de futebol. Subprodutos da indústria mineira, as partículas podem formar aglomerados após a ligação com medicamentos e tem a capacidade de entregar o tratamento anticâncer precisamente nos tumores, melhorando significativamente o efeito da droga.
 
Testes com ratos mostraram que a entrega com nanodiamantes foi capaz de penetrar em tumores de animais com câncer de mama negativo triplo.
 
 
"Este estudo demonstra a versatilidade do nanodiamante como agente de entrega de drogas a um local do tumor. O agente que desenvolvemos reduz os efeitos secundários tóxicos que são associados ao tratamento e causa reduções significativas no tamanho do tumor", afirma o pesquisador Dean Ho.
 
A equipe combinou vários componentes anticancerígenos na superfície dos nanodiamantes, incluindo Epirrubicina, medicamento de quimioterapia altamente tóxico, mas amplamente utilizado em combinação com outros medicamentos contra o câncer.
 
O novo composto foi, então, ligado a um material da membrana celular revestido com anticorpos que foram orientados para o receptor do fator de crescimento epidérmico, que é altamente concentrado nas superfícies das células TNBC. O agente resultante é um sistema de entrega de drogas chamado composto lipídico nanodiamante-híbrido, ou NDLP.
 
Quando testado em ratinhos, o agente diminuiu o crescimento do tumor e eliminou os efeitos secundários devastadores do tratamento do câncer.
 
Devido à sua toxicidade, a Epirrubicina, quando administrada sozinha pode causar efeitos secundários graves, tais como insuficiência cardíaca e redução da contagem de células brancas do sangue, e tem sido associada a um risco aumentado de leucemia.
 
No estudo, todos os ratos que receberam o medicamento sozinho morreram bem antes da conclusão do estudo. Mas todos os ratos que receberam Epirrubicina através dos NDLPs sobreviveram ao tratamento, e alguns dos tumores regrediram até que já não eram visíveis.
 
A equipe de investigação está agora estudando a eficácia e a segurança das NDLPs em animais maiores. "Essas descobertas servem como precursores para testes em humanos", concluem os pesquisadores.
 
Fonte isaude.net

Pacientes com doença pulmonar precisam ser ativos, mesmo quando internados

Pessoas internadas com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) não devem permanecer inativas fisicamente durante a internação, pois isso pode acarretar em danos para sua saúde. A conclusão é de pesquisadores do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).
 
O estudo envolveu 20 pacientes internados no Hospital Universitário (HU) da USP. Esses realizavam apenas sete minutos de atividades diariamente, como ficar de pé e caminha, e permaneciam o resto do tempo deitados.
 
O fisioterapeuta Rodrigo Cerqueira Borges, autor do estudo, diz que ficar deitado agrava a fraqueza muscular decorrente da DPOC, e que para evitar o problema, é necessária a realização de um mínimo de atividade física, como ficar de pé e andar em intervalos de tempo durante o período de internação.
 
Os pacientes foram internados devido ao agravamento dos sintomas da doença, como falta de ar, cansaço, aumento da quantidade de escarro e mudanças em seu aspecto. Todos receberam um equipamento que monitorou sua atividade diariamente, além de medicamentos para tratamento da doença. O monitoramento das atividades foi realizado, também, um mês após o a alta da internação.
 
Os resultados da pesquisa, descritos em artigo publicado no International Journal of COPD, publicação científica internacional especializada em DPOC, mostraram que durante a internação a média de caminhadas diárias era de 7 minutos, o que aumentou para 40 minutos quando o paciente estava em alta.
 
Fonte Agência USP

“População fora do grupo de risco também deve se vacinar contra a gripe", reforça infectologista

Vacinação é a forma mais eficaz para a prevenção da gripe
Médica avisa que a imunização só é contraindicada para bebês com menos de seis meses
 
 A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe — que começou nesta segunda-feira (15) e segue até o dia 26 de abril — é destinada apenas para o grupo de risco, formado por pessoas acima de 60 anos, crianças entre seis meses e dois anos, profissionais de saúde, índios, gestantes, presidiários, pacientes crônicos e mulheres que deram à luz em até 45 dias. Porém, a infectologista Nancy Bellei, professora e coordenadora do programa de pós-graduação em viroses respiratórias da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), reforça a importância de toda a população se vacinar.
 
— A vacinação é a forma mais eficaz para a prevenção da gripe e de suas complicações. Além disso, ela tem um papel social fundamental porque a pessoa imunizada não transmite o vírus para quem está ao seu redor.
 
Segundo a especialista, a vacina só é contraindicada para crianças menores de seis meses e pessoas alérgicas ao ovo. Ao contrário das crenças, Nancy também reforça que a imunização não causa gripe.
 
— A vacina é produzida com vírus inativos e fragmentados, ou seja, não causa a gripe. Se ela aparecer é coincidência e, além disso, vale lembrar que a vacina só começa a agir após 15 dias.
 
Em média, a efetividade da vacina é de 70% a 90% em adultos saudáveis entre 18 e 59 anos. Como ela não consegue contemplar todos os tipos de vírus que circulam no hemisfério sul, a OMS orienta priorizar os de maior circulação, conforme enfatiza o professor-adjunto José Cássio de Moraes, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa.
 
— Este ano a vacina vai proteger as pessoas não só de duas cepas do vírus influenza A (H1N1 e H3N2) como também de uma cepa do vírus influenza B.
 
O médico acrescenta a necessidade de revacinar todo ano porque “ela perde sua potência de proteção”.
 
Aprenda a driblar a gripe
A infectologista da Unifesp alerta que a gripe é uma doença muito transmissível, especialmente em ambientes com aglomeração de pessoas. De acordo com estimativas da OMS (Organização Mundial da Saúde), ela atinge entre 5% a 15% da população mundial todos os anos, o que equivale a 600 milhões de pessoas gripadas.
 
Os quadros de gripe, resfriado e doenças respiratórias agudas costumam aumentar no inverno devido ao clima frio e seco, mas segundo Moraes isso não significa que durante as outras condições climáticas as pessoas estejam livres de contrair o vírus.
 
— Ambientes muito fechados com aglomeração de pessoas, como ônibus, metrô e shopping, contribuem para a propagação da gripe.
 
Além da vacina, alguns hábitos podem ajudar a prevenir gripes e resfriados, entre eles, lavar bem as mãos várias vezes por dia, usar lenço de papel ao tossir ou espirrar e evitar o contato com pessoas doentes e compartilhar os mesmos objetos.
 
Fonte R7