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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Fabricantes de prótese mamária adulterada vão a julgamento na França

AP
Jean-Claude Mas, dono da fábrica de próteses PIP,
chega ao tribunal para o julgamento
Cinco executivos da empresa PIP são acusados de fraude qualificada e podem pegar até cinco anos de prisão. Próteses irregulares já foram retiradas do mercado
 
Durante uma década, entre 2001 e 2010, mais de 300 mil mulheres receberam próteses da empresa francesa Poly Implant Prothese (PIP). A ação judicial inclui 5.000 queixosas e 300 advogados.
 
Jean-Claude Mas, fundador e presidente-executivo da PIP, admitiu que as próteses eram enchidas com uma receita caseira e não aprovada à base de gel de silicone para uso industrial. Ele e quatro outros executivos são acusados de fraude qualificada, e podem pegar até cinco anos de prisão cada, além de multas. As próteses irregulares já foram retiradas do mercado.
 
Um pavilhão de exposições próximo à antiga fábrica da PIP foi transformado em tribunal improvisado para acomodar a multidão esperada para o julgamento, que deve durar até 14 de maio.
 
Mas chegou sob escolta policial e, sob assédio da imprensa, apareceu num telão montado no local. Aos gritos, uma pessoa presente no local o chamou de "bastardo". 
 
Das mais de 5.000 ações individuais movidas contra a PIP --que já foi a terceira maior fabricante mundial de próteses mamárias--, 220 partiram de mulheres de fora da França. Na época do escândalo, o governo francês recomendou que mulheres com próteses da PIP as retirassem, devido ao grande risco de um vazamento.
 
Médicos dizem não haver indício de relação entre essas próteses e casos de câncer de mama, mas, nos meses subsequentes à revelação da fraude, cirurgiões plásticos do mundo todo disseram ter recebido um grande número de solicitações para retirarem as peças de pacientes preocupadas.
 
Metade das francesas com implantes da PIP, ou quase 15 mil, já optaram por retirá-las, seja por causa de rupturas ou por precaução, segundo o governo.
 
Mas passou oito meses detido por não pagar fiança, mas foi libertado em outubro. À polícia, ele disse que 75% das próteses da sua empresa continham o gel caseiro, mas ele nega que o produto fosse perigoso. Os cinco réus se declaram inocentes.
 
Fonte iG

Música traz benefícios a prematuros

Prematuro: pesquisa mostrou que cantar ajuda os pequenos
 a saírem mais rápido da encubadora
Estudo aponta que cantar calmamente ajuda a melhorar os sinais vitais de bebês nascidos antes do tempo
 
Até mesmo os Beatles teriam tido dificuldade em reconhecer a própria canção quando Andrea Zalkin a cantou para o filho na unidade neonatal da maternidade.
 
Mas havia algo de involuntariamente pungente no título da canção que ela escolheu cantar para o bebê: Eight Days a Week (Oito Dias Por Semana, em tradução literal) é mais tempo do que se consegue encaixar no calendário. O bebê de Zalkin, Hudson, nascido 13 semanas precoce, teve muito pouco tempo.
 
À medida que ela cantava, monitores mostraram os batimentos cardíacos de Hudson desacelerando e a saturação de oxigênio aumentando. Efeitos colaterais como este estavam entre os resultados de um novo estudo sobre o uso da música como remédio para crianças prematuras.
 
O Centro Médico de Beth Israel, em Nova York, liderou a pesquisa. Realizado em 11 hospitais, o estudo descobriu que a música executada ao vivo pode ser benéfica para os bebês prematuros. Nele, os musicoterapeutas ajudaram os pais a transformar suas músicas favoritas em canções de ninar.
 
Os pesquisadores concluíram que a música ao vivo, tocada ou cantada, ajudou a abrandar batimentos cardíacos dos bebês, acalmar a respiração, melhorar hábitos de sucção importantes para a alimentação, melhorar o sono e promover estados de alerta silenciosos. Médicos e pesquisadores disseram que, ao reduzir o estresse e estabilizar os sinais vitais, a música pode permitir que crianças concentrem mais energia para ter um desenvolvimento normal.
 
O estudo, publicado no início de abril no jornal Pediatrics soma-se ao crescente corpo de estudos relacionados à música e os bebês prematuros. Alguns hospitais acreditam que a música é tão eficaz quanto, e mais segura do que, sedar bebês antes de procedimentos como ultrassonografias do coração e de monitoramento do cérebro.
 
Alguns neonatologistas disseram que os bebês que são tratados com musicoterapia costumam ir embora dos hospitais mais cedo, o que pode auxiliar no desenvolvimento e na união familiar, além de economizar dinheiro.
 
Os cientistas estão longe de conseguir determinar o impacto da música, e há certamente aqueles que são céticos a respeito de seu valor medicinal. Manoj Kumar, neonatologista do Hospital Infantil Stollery localizado em Edmonton (Canadá), disse que, embora “os estudos tenham demonstrado um benefício da frequência cardíaca e respiratória,” não está claro se realmente comprovou melhorias clínicas, como a remoção de tubos de oxigênio ou alimentação mais cedo, questões que o estudo da Pediatria não chegou a mencionar.
 
No Beth Israel, Zalkin disse que ter um bebê, de repente, pode ser algo bastante intimidante, ainda mais um que pesava um quilo e meio quando nasceu. Ela resolveu participar do programa de musicoterapia de Beth Israel após a conclusão do estudo.
 
“Os barulhos assustadores e as pessoas correndo de um lado para o outro, isso é algo que eu não posso mudar”, disse Zalkin.
 
A terapeuta Angela Ferraiuolo-Thompson mudou o ritmo da canção “Eight Days a Week” para uma valsa lenta e recentemente disse para que Zalkin cantasse a canção de maneira mais lenta para acalmar os soluços de Hudson.
 
“Isso muda como ele está respirando e a minha maneira de respirar, muda o comportamento dele”, disse Zalkin. “Terapia de música, é algo que você também consegue fazer.”

Fonte iG

Cientistas descobrem método genético para regenerar coração

Experimento feito em camundongo dá esperanças para que no futuro seja possível recuperar a função cardíaca sem a utilização de métodos como o cateterismo ou pontes de safena
 
Um novo estudo dá esperanças para pacientes com problemas cardíacos. Pesquisadores conseguiram fazer com que o coração de um camundongo adulto se regenerasse, algo impossível, até então, para qualquer mamífero adulto. Os cientistas da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, descobriram que ao bloquear a atividade do gene chamado Meis1, as células cardíacas voltaram a se proliferar e o coração do animal funcionava normalmente.
 
Os testes foram realizados em camundongos geneticamente modificados desenvolvidos sem o gene Meis1. O próximo passo dos os cientistas é agora tentar encontrar novos compostos que inibam a atividade do gene Meis1 nas células sem a necessidade de engenharia genética.
 
“Achando estes compostos, poderemos fazer experimentos com animais maiores e depois iniciar os testes clínicos. Estamos ainda só no começo para desenvolver uma terapia contra a insuficiência cardíaca, a fase terminal da maioria dos problemas de coração”, disse ao iG Hesham Sadek, fisiologista que liderou o estudo publicado nesta quarta-feira (17) no periódico científico Nature.
 
Sonho antigo
A capacidade de regeneração do coração é tida um sonho para a medicina. “Um grande obstáculo das doenças cardíacas em geral está na incapacidade do coração regenerar as células musculares avariadas. A insuficiência cardíaca é uma doença que não tem cura, a solução é o transplante ou a substituição por um coração mecânico”, disse Sadek.
 
A regeneração cardíaca evitaria uma série de procedimentos caros e complicados, como o cateterismo e pontes de safena, para a recuperação da função cardíaca. Ao contrário de órgãos como o fígado, por exemplo, os corações de mamíferos adultos não se regeneram. As células cardíacas são incapazes de se dividirem e proliferarem.
 
Em 2011, a equipe de pesquisadores da Universidade do Texas descobriu, no entanto, que a proliferação de células cardíacas ocorre em filhotes de mamíferos de apenas sete dias de vida.
 
No novo estudo, a equipe descobriu o motivo da proliferação das células apenas em um pequeno período da vida. Eles perceberam que a atividade do gene Meis1 aumentava significativamente após o nascimento e esta situação se mantinha por um curto período, até o momento em que as células musculares cardíacas paravam de se dividir, quando o animal atinge uma semana de vida.
 
Foi descoberto que o gene Meis1 codifica uma proteína de mesmo nome que encerra a habilidade das células de se dividirem. “Portanto, quando nós apagamos o gene, as células cardíacas continuaram a se dividir”, disse Sadek. “Como o Meis1 pode possivelmente ser apagado e reativado em células adultas sem acarretar em problemas, esta capacidade poderia iniciar uma nova era no tratamento contra a insuficiência cardíaca”, completou.
 
Fonte Último Segundo

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Medicamento Tylenol reduz efeitos psicológicos do medo e da ansiedade

Tylenol pode reduzir os efeitos psicológicos do medo
 e da ansiedadade
Pesquisa ajuda a avançar a compreensão de como o cérebro humano processa diferentes tipos de dor física e não-física
 
Pesquisadores da Universidade de British Columbia, no Canadá, descobriram que o medicamento Tylenol, conhecido por aliviar a dor física, pode também reduzir os efeitos psicológicos do medo e da ansiedade.
 
A pesquisa, publicada na revista Psychological Science, ajuda a avançar a compreensão de como o cérebro humano processa diferentes tipos de dor.
 
"A dor existe em muitas formas, incluindo a angústia que as pessoas sentem quando expostas a pensamentos de incerteza existencial e morte. Nosso estudo sugere que essas ansiedades podem ser tratadas como "dor" pelo cérebro, mas Tylenol parece inibir o sinal dizendo ao cérebro que algo está errado", explica o autor da pesquisa Daniel Randles.
 
O estudo se baseia em uma pesquisa americana recente que mostrou que o paracetamol, forma genérica do Tylenol, pode conseguir reduzir a dor não-física o abandono poro amigos.
 
A equipe canadense então procurou determinar se a droga tinha efeitos similares em outras experiências desagradáveis, neste caso, o medo existencial.
 
Eles deram paracetamol ou placebo aos participantes durante a execução de tarefas destinadas a evocar este tipo de ansiedade, incluindo a escrita sobre a morte ou assistir a um vídeo surreal e depois atribuir multas para diferentes tipos de crimes, incluindo distúrbios públicos e prostituição.
 
Em comparação com o grupo placebo, os pesquisadores descobriram as pessoas que tomaram paracetamol foram significativamente mais brandas em julgar os atos dos criminosos e desordeiros, e mais capazes de lidar com ideias preocupantes.
 
Os resultados sugerem que o sofrimento existencial dos participantes foi "tratado" pela droga.
 
"Essa droga utilizada principalmente para aliviar dores de cabeça também pode anestesiar as preocupações das pessoas com a morte, ou o mal-estar causado por assistir a um filme surrealista - é um achado surpreendente e muito interessante", conclui Randles.
 
Fonte isaude.net

Adesivo de 'microagulhas' super aderente acelera cura de feridas cirúrgicas

Foto: The Karp Laboratory/Brigham and Women's Hospital
"Cama-de-agulhas" mantém enxertos de pele firmemente
no lugar, sem a necessidade de grampos
Material é três vezes mais forte do que aqueles utilizados atualmente para pacientes com queimaduras
 
Cientistas americanos criaram um adesivo de ' microagulhas' com super aderência capaz de acelerar a cura de feridas cirúrgicas.
 
A "cama-de-agulhas", inspirada em um verme parasita que vive no intestino de peixes e agarra-se a ele usando seus ' pregos' , mantém enxertos de pele firmemente no lugar, sem a necessidade de grampos.
 
Segundo os pesquisadores, o adesivo é três vezes mais forte do que os materiais utilizados atualmente para pacientes com queimaduras.
 
 
A equipe afirma ainda que o adesivo também pode entregar drogas terapêuticas por meio de suas agulhas minúsculas.
 

Interpretação artística do verme espinhoso Pomphorhynchus laevis
Interpretação artística do verme espinhoso Pomphorhynchus laevis
A maioria das bandagens adesivas fixa mal na pele molhada. Grampos e pontos de ancoragem podem ajudar a fixar enxertos de pele, mas inevitavelmente causam algum trauma para o tecido.
 
Para contornar este problema, Jeffrey Karp e seus colegas do Brigham and Women's Hospital analisaram a natureza sob a forma de um verme parasita chamado Pomphorhynchus laevis.
 
O parasita se fixa na superfície escorregadia do intestino hospedeiro usando pontas de microagulhas que perfuram a superfície e, em seguida, uma vez molhada, incha para se encaixar apertado.
 
Isto significa que as agulhas causam poucos danos conformem penetram, mas alcançam a máxima aderência.
 
O novo adesivo imita essa ação usando agulhas de plástico com pontas que são rígidas quando secas, mas incham depois de terem perfurado o tecido molhado.
 
"A concepção permite que uma única agulha fure o tecido, com o mínimo de danos. Além disso, quando chega o momento de remover a cola, em comparação com os grampos, o trauma causado ao tecido, sangue e nervos é menor e há redução no risco de infecção", afirma Karp.
 
O invento pode ser um dia uma alternativa para os grampos e suturas utilizadas na sala de operações para fixar enxertos de pele em pacientes com feridas graves, como resultado de queimaduras, infecção, câncer e outros traumas.
 
Fonte isaude.net