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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Pacientes com suspeita de dengue lotam postos de saúde no Rio

Rio de Janeiro – O grande número de pessoas com suspeita de dengue no município do Rio tem lotado os postos de saúde e unidades de Pronto-Atendimento (UPAs). O último boletim da Secretaria Municipal de Saúde, divulgado esta semana, apontou 28.527 casos suspeitos da doença até a segunda semana de abril. No ano, foram contabilizadas cinco mortes.
 
Embora os dados apontem uma tendência de queda nos casos, a maior parte dos pacientes ainda procura as unidades de saúde por causa da dengue. O ajudante de ourives José Roberto Lorena Ramos aguardava nesta quarta-feira (17) pacientemente por atendimento na UPA do Engenho Novo, sem saber exatamente qual era seu problema. “Eu estou com algum tipo de virose, tenho dor nas pernas e nos braços, mas não sei o que pode ser”, contou ele, que nunca teve dengue.
 
Mais preocupada estava a operadora de caixa Renata Maria Ramos, que levou o filho de 13 anos com febre alta. “Ele está com 39,6 graus de febre”, disse, mostrando o termômetro e pedindo para ser atendida com mais rapidez. Além da febre, o adolescente apresentava dores nos braços e nas pernas.
 
Os sinais mais comuns da dengue são febre, dores de cabeça, no corpo, nas articulações e por trás dos olhos.
 
A enorme quantidade de pessoas com sintomas da dengue nos postos acaba aumentando o tempo de espera por atendimento de pacientes com outros problemas. Na UPA do Engenho Novo, embora o painel indicasse tempo de espera média de uma hora e 53 minutos, quem estava no local contou que o prazo era muito maior. “Eu estou aqui faz mais de cinco horas”, relatou o pintor Ronaldo Cristóvão de Melo, que procurou a unidade devido a um ferimento no olho esquerdo.
 
No Posto de Saúde César Perneta, no Méier, também na zona norte, o quadro era parecido. Segundo a atendente, a maior parte das pessoas procura um médico com suspeita de dengue. Além da sala de espera na primeira triagem, o interior da unidade estava lotado, com dezenas de pessoas aguardando atendimento.
 
A transmissão da doença está concentrada, principalmente, nos bairros das zonas oeste e norte, onde vive a maior parte da população. A região tem muitos terrenos baldios e pouco saneamento básico. Na zona oeste, a região de Bangu registrou 2.752 casos este ano, seguida por Jacarepaguá (2.336), Realengo (1.479), Campo Grande (1.446) e Guaratiba (1.258).
 
Em seguida, no ranking anual, aparecem os bairros da zona norte, como a Tijuca, com 1.384 casos, o Méier (1.361), a Penha (1.360), Vila Isabel (1.226), Irajá (1.167) e a Ilha do Governador (1.013).Os bairros da zona sul aparecem em terceiro lugar na incidência da doença, liderados por Copacabana, com 1.247 casos, e por Botafogo (1.069).
 
Em todo o estado do Rio, o número de casos chegou a 107.168, com 12 mortes, segundo números também divulgados esta semana pela Secretaria Estadual de Saúde.
 
Fonte Agência Brasil

Crianças de 1 a 4 anos são principais vítimas de intoxicação por medicamentos

Crianças de 1 a 4 anos são principais vítimas de intoxicação por medicamentos Adriana Franciosi/Agencia RBS
Foto: Adriana Franciosi / Agencia RBS
Não são raros os casos de crianças que, atraídas pela cor ou
pelo cheiro, pegam remédios em gavetas e armários
Atraídas pelas embalagens, crianças ingerem remédios indevidamente
 
A curiosidade infantil e o apelo visual dos medicamentos coloridos em cápsulas, comprimidos ou líquidos acondicionados em frascos são um perigo à saúde das crianças, principalmente, na faixa etária de 1 a 4 anos. O alerta é do médico e toxicologista Anthony Wong, diretor do Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
 
Ele observou que cada vez mais os adultos recorrem a medicamentos para transtornos psíquicos como antidepressivos, calmantes, estimulantes, ansiolíticos e drogas para dormir. Segundo o médico, não são raros os casos de crianças que, atraídas pela cor ou pelo cheiro, pegam esses remédios em gavetas e armários e acabam tomando-os.
 
De acordo com o especialista, nem sempre ingerir inadequadamente esses medicamentos leva a uma intoxicação. Ele diz que os responsáveis pela criança devem agir com calma e buscar orientação.
 
Também alerta que beber água ou leite após o uso indevido de algum medicamento pode até comprometer mais a saúde. Tomar água, por exemplo, potencializa o efeito do remédio, porque o composto químico irá percorrer a corrente sanguínea mais depressa. Se for leite, há risco de uma reação, lembra o especialista. Outro procedimento a ser evitado é provocar o vômito.
 
Uma pesquisa feita pelo Ceatox indicou que, no primeiro semestre do ano passado, ocorreram 600 casos de intoxicação, dos quais a maioria das vítimas (25%) era criança de 1 a 4 anos. A faixa de 5 a 9 anos representou 8% dos casos. Os adultos somaram 11% dos atendimentos, prevalecendo os que tinham entre 30 e 39 anos. Mais da metade (60%), incluindo todas as faixas etárias, são do sexo feminino.
 
Fonte Agência Brasil

Garfo vibratório promete ajudar na perda de peso

Garfo vibratório promete ajudar na perda de peso  Divulgação/Hapifork
Foto: Divulgação / Hapifork
Garfo eletrônico vibra quando se come muito rápido
Invento se baseia em pesquisa que afirma que pessoas podem emagrecer comendo mais devagar
 
Um garfo eletrônico que vibra quando se come muito rápido foi colocado à venda nesta quarta-feira no site Kickstarter.com, que promove invenções.
 
Seus criadores asseguram que o invento pode ajudar a combater a obesidade e problemas digestivos. As pessoas que desembolsarem 89 dólares receberão um garfo HAPIfork antes de seu lançamento oficial previsto para o final do ano.
 
— Apesar de nosso produto ser ainda um protótipo, estamos emocionados com a resposta mundial até agora — afirmou Fabrice Boutain, fundador da empresa que fez o design do produto, HAPILABS, com sede na Califórnia.
 
O HAPIfork, inventado pelo francês Jacques Lepine, se baseia numa pesquisa que sugere que as pessoas podem emagrecer comendo mais devagar.
 
O objeto tem luzes LED, um conector USB e um software para computadores e smartphones que permite aos usuários monitorar seu progresso na forma de comer mais lentamente, ou seja, de forma mais saudável.
 
Fonte AFP

Comissão do Senado aprova avaliação psíquica infantil obrigatória no SUS

Medida deve contribuir para a detecção precoce de problemas no desenvolvimento das crianças
 
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou na manhã desta quarta-feira o projeto que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), para instituir a obrigatoriedade de aplicar instrumentos de avaliação psíquica a toda criança nos primeiros 18 meses de vida. Isso se daria por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
 
Segundo defendeu a autora, a senadora Angela Portela (PT-RR), especialistas brasileiros desenvolveram o Protocolo de Indicadores de Risco para o Desenvolvimento Infantil (IRDI), um instrumento de avaliação e identificação de riscos ao desenvolvimento psíquico infantil.
 
— Espera-se que a incorporação desse instrumento pelos serviços de saúde possa contribuir para a detecção precoce de problemas no desenvolvimento das crianças.
 
A relatora, senadora Ana Rita (PT-ES), ponderou em seu relatório que, embora não haja dados consolidados sobre a ocorrência de distúrbios mentais na infância, "estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam para uma prevalência mundial de 10% a 20% desses agravos na população dessa faixa etária". A questão, segundo ela, não tem recebido a atenção necessária. Ana Rita destacou que, com a obrigatoriedade prevista na proposta, o diagnóstico precoce e a aplicação imediata de medidas terapêuticas efetivas estarão garantidas e poderão "contribuir para a promoção do desenvolvimento saudável da criança".
 
A matéria, que já passou pela Comissão de Direitos Humanos (CDH), foi aprovada por unanimidade e, se não for apresentado recurso no prazo regimental (cinco dias após a publicação dele no Diário do Senado), ele segue direto para a Câmara dos Deputados.
 
Fonte Estadão

Dieta emagrece mais do que exercício, mostram pesquisas

O último round da disputa científica entre dieta e exercício físico (qual emagrece mais?) foi vencido pela mudança alimentar.
 
Atividade física até ajuda a perder uns quilos, mas quem está acima do peso --48,5% da população brasileira, segundo o Ministério da Saúde-- precisa fechar a boca para ter resultado, de acordo com pesquisas recentes.
 
Uma delas, publicada em outubro último no periódico "Obesity Reviews", analisou os resultados de 15 trabalhos. Todos mediram o efeito de atividades físicas, como caminhada ou corrida, em pessoas que não fizeram mudanças na dieta.
 
As conclusões não animam. Na maioria dos estudos (que envolveram 657 pessoas e duraram de três a 64 semanas), a perda de peso foi menor do que a esperada.
 
"Algumas pessoas conseguem emagrecer bastante, mas, em geral, a prática de atividade física resulta em uma perda de apenas dois ou três quilos", disse à Folha Timothy Church, um dos coordenadores do trabalho. Ele é médico do Centro Pennington de Pesquisa Biomédica, em Louisiana (EUA).
 
Compensação
Se toda atividade física causa queima energética e se para emagrecer basta ter um saldo negativo (gastar mais do que ingerir), por que a conta nem sempre fecha?
 
O trabalho de Church levanta algumas hipóteses. Segundo a principal delas, quem faz exercício acaba compensando a perda de calorias comendo mais. Isso aconteceu em pelo menos dois artigos analisados.
 
"Não sabemos por que isso ocorre, estamos estudando melhor agora", afirma.
 
Para o médico do exercício Marcelo Leitão, da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, é comum as pessoas superestimarem os efeitos da atividade física.
 
"As pessoas têm uma noção errada de que se fazem exercícios podem comer o que quiserem. Se você fizer uma hora de atividade e depois tomar uma cervejinha, já recuperou o que perdeu."
 
Para gastar 500 calorias (meta diária de quem quer perder meio quilo por semana) é preciso fazer uma hora de atividade de alto impacto, como uma aula de "jump". O esforço pode ir embora em dois pedaços de pizza.
 
"Uma hora de caminhada por dia muda indicadores de saúde, mas não necessariamente faz perder peso", acrescenta Leitão.

Editoria de Arte/Folhapress

Fazendo contas
"É muito mais fácil cortar calorias do que gastar. As dietas, em geral, são supercalóricas", afirma Julio Tirapegui, bioquímico e pesquisador da Universidade de São Paulo.

Uma pessoa com sobrepeso pode consumir mais de 3.000 calorias por dia e um obeso chega a 5.000, segundo o médico argentino Máximo Ravenna, autor de "A Teia de Aranha Alimentar" (Guarda-Chuva, 264 págs., R$ 38). "Não tem como compensar isso com exercício. Tem que reduzir pelo menos 40% da ingestão de alimentos."

Outro ponto a considerar é que o gasto de energia resultante do exercício não é exato: varia segundo o condicionamento físico e as características pessoais (altura, peso, idade). Na dieta, dá para fazer as contas com precisão e cortar calorias.

Foi calculando tudo que colocava para dentro que Lucélia Bispo, 27, auxiliar administrativa, perdeu 23 quilos em cinco meses, sem exercício. Ela fez uma dieta de pontos de um site especializado.

"Não deixava passar nada, anotava até uma bala", diz ela, que antes já tinha feito regime, sem sucesso.

"Sempre dá aquela impressão de que não vamos poder comer nenhuma besteira. Mas aprendi que se for um pouquinho, tudo pode."

O recorde de Lucélia foi ter perdido 2,3 kg em apenas uma semana.

Depois de emagrecer bastante, ela passou a fazer uma dieta de manutenção. Hoje está com 71 kg. "Só agora vou fazer academia, porque fiquei com um pouco de flacidez."

Impossível não é
É claro que quem pratica exercícios com regularidade e foge da armadilha da compensação alimentar consegue perder peso.

Na cabeça do psiquiatra Volnei Costa, 31, nunca passou a ideia de fazer regime: "Gosto muito de comer".

Quando viu que precisava emagrecer, manteve o cardápio e começou a treinar pesado seis vezes por semana, alternando musculação e exercícios aeróbicos. Em seis meses eliminou oito quilos --passou de 79 kg para 71 kg. Hoje está com 76 kg. "Ganhei massa muscular", diz.
 
Abandonar o sedentarismo também foi decisivo para a designer Camilla Pires, 23. Com 21 anos e 85 quilos, ela começou a nadar. A atividade motivou mudanças no cardápio. "Passei a pensar mais no que comia. Estava fazendo muito esforço, não podia desperdiçar."

Por um ano, ela juntou a fórmula dos sonhos dos especialistas: adotou uma " alimentação saudável" e se mexeu mais. Além da natação, passou a correr. Perdeu 24 quilos. "Para mim, o que fez a diferença foi o exercício, mas também parei de comer compulsivamente ", conta.

O pesquisador americano Timothy Church, apesar das ressalvas, admite que, com a atividade física, o emagrecimento fica mais fácil. E até dá a receita: 150 minutos de caminhada rápida por semana e 2 dias de treinamento com pesos (20 minutos por dia).

Para Franz Burini, professor da Unesp e médico da academia Reebok Sport Club, não existe atividade física ideal. "O melhor exercício é aquele que é feito", afirma. E não precisa passar uma hora na academia para ter resultado. "Ser fisicamente ativo é se mexer mais todo o tempo. Tem pessoas que treinam uma hora e ficam paradas as outras 23."
 
Editoria de Arte/Folhapress

Fonte Folhaonline